Apresentando UZ – O chupa-dente-de-capuz

Com UZ escrevo:

CHUPA-DENTE-DE-CAPUZ

____

DIFÍCIL AVISTAR

O CHUPA-DENTE-DE-CAPUZ

NA MATA SEM LUZ

—-

MAS ATENÇÃO,

DEDO EM CRUZ !

COM SORTE ELE CANTA 

—–

ZUZZZZUZZZ

Use e abuse do vocabulário

  • CAPUZ – Cobertura para proteger a cabeça, gorro.
  • DEDO EM CRUZ – Gesto usado para desejar boa sorte.
  • ZUZZZ-  Onomatopéia ou representação aproximada para o som do canto do chupa-dente. 

Curiosidades do mundo animal

    O chupa-dentes-de-capuz

Os chupa-dentes são passarinhos pequeninos que vivem nas partes mais baixas das florestas, escondendo-se entre a vegetação fechada.

Esse estranho nome popular foi dado a eles por causa do canto alto e rápido, lembrando o barulho que a  língua faz ao sugar o ar entre os dentes. Mas não quer dizer que esses passarinhos têm dentes!

No Brasil existem sete espécies de chupa-dentes, quatro exclusivamente brasileiras.

O chupa-dentes-de-capuz é o mais misterioso,  difícil de ser avistado  e por isso  pouco se sabe sobre ele.

Ele pode ser encontrado na região Nordeste , nos estados do  Pará, Ceará e Piauí.

Com apenas 12 cm de comprimento, gorduchinho, com  cauda curta, asas arredondadas e pernas compridas, o macho se destaca porque tem a cabeça, a garganta e o peito pretos, formando uma espécie de capuz. A fêmea é diferente, com a cabeça marrom, num tom de ferrugem e a garganta e o peito acinzentados.

Aparentemente costumam viver solitários ou em pares, empoleirados nos galhos mais baixos das árvores ou procurando insetos pelo chão. Por sinal, ele também é conhecido como papa-formigas.

Cantam para marcar território ou para se comunicar com seu par. 

Fazem ninhos que parecem tigelinhas trançadas com folhas secas e fibras, sustentadas em pequenos galhos onde a fêmea coloca dois ovinhos amarelados.

Ciência Cidadã – Conhecendo melhor nossos passarinhos

Graças aos observadores de pássaros que gostam de se aventurar em todo tipo de área verde e enviam suas fotografias, vídeos e  informações para plataformas de dados, os biólogos avançam no conhecimento sobre a grande variedade de espécies e sua conservação.

Essa parceria entre pessoas comuns e os cientistas, chamada de Ciência Cidadã, é muito importante para o registro de espécies raras como o chupa-dentes-de-capuz , e até para a descoberta de espécies desconhecidas e em possível risco de extinção.

No Brasil o principal banco de dados sobre nossas aves é o WikiAves.

Outro site importante é o EBird, com registro de aves do mundo todo.  

Veja um registro do nosso chupa-dente-de capuz.

Chupa-dentes-de-capuz – Foto André  Netto – Trilha dos Bambus, Meruoca, Ceará
eBird S906223392 Macaulay Library ML 350028471

 Os chupa-dentes brasileiros

São quatro as espécies de chupa-dentes encontradas apenas no Brasil.

  1. Chupa-dentes-de-capuz 

Escolhido para ser o representante desta lição,  o macho se destaca, como  já vimos, pela plumagem preta parecendo um capuz que cobre sua cabeça e se estende até o começo do peito.

  1.  Chupa-dente-do-nordeste

Chamado de comedor-de-mosquito-cearense, mede entre 11 a 14 cm de comprimento. O macho e a fêmea são parecidos. Eles têm a cabeça, o pescoço e o peito castanhos e a face acinzentada. Acima dos olhos há um tufo de penas parecendo uma sobrancelha, branco e mais vistoso no macho; cinza ou ruivo na fêmea. Essa espécie está em perigo de extinção e conta com um projeto especial de proteção, com a soltura de aves criadas em cativeiro em áreas conservadas de Mata Atlântica.

  1. Chupa-dente-de-máscara-preta.

Também chamado de cuspidor-de-máscara-preta,  mede cerca de 11 cm e é muito bonito. O macho tem o alto da cabeça amarelo e o corpo cinzento; a fêmea tem a faixa de tufos branca acima dos olhos e o corpo alaranjado. Os olhos são rodeados de preto, parecendo que estão mascarados. Essa espécie só é encontrada na Mata Atlântica.

  1. Chupa-dente-grande

Como o nome indica, é a maior espécie, medindo cerca de 14 cm. Também chamado de papa-mosquito-de-barriga-preta, o macho tem a cabeça e a barriga pretas, as costas e as asas castanhas; a fêmea tem o corpo cinzento e as costas e asas castanhas. Ambos têm a faixa branca acima dos olhos, que são vermelhos. O bico é escuro e as pernas mais compridas que a de seus parentes. Esta espécie é encontrada na Amazônia.

No quadro abaixo numere cada espécie conforme a descrição acima.

Escrevendo com UZ

Existem duas maneiras de combinar a vogal U com a consoante Z.

Leia em voz alta os nomes dessas duas aves e repare bem na diferença de som nas duas combinações possíveis.

Em AZULONA temos uma sílaba simples que resulta da união da consoante  Z seguida da vogal U.

A sílaba ZU pertence à família ZA ZE ZI ZO ZU.

Na palavra AVESTRUZ, a vogal U aparece antes da consoante e essa mudança de posição muda completamente o seu som.

Veja:

Como em CAPUZ  e AVESTRUZ, as sílabas formadas pela vogal U seguida da consoante Z aparecem sempre no final das palavras, sendo as mais fortes e com o mesmo som da consoante S.

Veja outros exemplos e aproveite para separar as sílabas das palavras abaixo.

Você conhece essas palavras?

O alcaçuz é uma planta com uma raiz doce e perfumada usada para fazer balas.

Separe as sílabas:

E o que significa andaluz?

Andaluz é o habitante da Andaluzia, uma região da Espanha.

Separe as sílabas:


Já que você está sendo desafiado a conhecer  palavras com UZ, sabe me dizer por que não usei a palavra AVESTRUZ para começar esta lição?

Simples assim:

O avestruz é uma ave africana.

Sei que o seu nome é bem mais simples que chupa-dentes-de-capuz, mas sempre procuro um representante da nossa própria fauna para apresentar as nossas sílabas.

Uma curiosidade sobre o avestruz é que ele é a maior ave do planeta, chegando a alcançar 3m de altura! E é também a maior ave não-voadora. Embora não voe,  suas pernas compridas, fortes e ágeis permitem que ele atinja uma velocidade de cerca de 80 km por hora quando correm!

Se você nunca viu um ovo de avestruz, ele tem o tamanho de vinte e cinco ovos de galinha! Imagine a omelete que dá para fazer!

Não existem avestruzes vivendo livremente na nossa natureza, mas ele é considerado por aqui como uma ave doméstica e é criado para aproveitamento das plumas e da carne, que dizem ser muito saborosa.

Para homenagear esta ave incrível, seguem duas atividades para desafiar você mais um pouco.

A que se reduz um avestruz?

A dois jaburus?

Três jacus?

Quatro urubus? (Cruz-credo!)

Compare o tamanho pintando a quantidade de quadrinhos para cada espécie.

A maratona

Qual é o caminho usado pelo campeão das corridas?


UZ ou US ?


Você escreve AVESTRUZ com UZ.

Você escreve URUBUS com US.

Mas quando você fala AVESTRUZ ou URUBUS os sons UZ e US são iguais.

Quando usar um ou outro?

Lembrando: 

  • A  letra S no final das palavras indica, na maioria das vezes o plural, isto é, mais de uma unidade.

Por isso temos: UM URUBU e  MUITOS URUBUS

  • Sílabas com US também podem aparecer no início ou meio de palavras.

Como em:  MANGUSTO

  • Sílabas com UZ aparecem apenas no final das palavra

Como em:  AVESTRUZ.

Mas, atenção!

Z no final nunca indica plural!

Agora veja esses dois tipos de sílabas, sempre com o mesmo som numa só palavra.

Desembaralhe as palavras e escreva a frase na ordem certa:

Você conhece o CUSCUZ?

Quem mora no Nordeste certamente conhece, pois lá ele é uma das refeições mais típicas, principalmente no café da manhã.

O cuscuz é uma farinha em flocos, feita de milho, também chamada de flocão de milho. Quando salgada, hidratada e cozida no vapor, faz às vezes do pão e costuma ser acompanhada de manteiga ou ovos. Uma delícia! 

Para preparar o cuscuz é comum usar uma panelinha com três partes chamada cuscuzeira.

Primeiro temos a panela propriamente dita, com bordas altas para ferver a água. Nela fica encaixada uma espécie de peneira com furinhos para colocar a massa de farinha. O vapor da água quente vai subindo pelos furinhos e cozinhando o cuscuz. Uma tampa ajuda no preparo mais rápido.

Mas também é possível assar o cuscuz no forno do fogão ou micro-ondas.

Segue uma receita para você se tornar um mestre-cuca!

Pãozinho de cuscuz

Pãozinho de cuscuz

Ingredientes:

  • Uma xícara de flocão
  • A mesma medida de água
  • Uma colher de chá de sal
  • Uma colher de sopa de açúcar
  • Um ovo
  • Duas colheres de requeijão ou creme de leite.

Modo de fazer:

Coloque o flocão de milho numa vasilha, misture o sal e o açúcar e cubra com a água.

Misture bem para que fique hidratado.

Deixe descansar durante 10 minutos.

Em seguida junte o ovo batido e as duas colheres bem cheias de requeijão.

Misture mais uma vez juntando todos os ingredientes.

Distribua a massa em forminhas e leve para assar no forno já aquecido em temperatura média.

Uma observação importante:

Você só vai precisar de ajuda para usar o forno. Nessa hora um adulto precisa entrar em cena. Criança na cozinha precisa ter cuidado!

Mas depois disso é só aproveitar.  Com manteiga, mais requeijão ou geléia você vai ter um lanchinho gostoso e saudável.

Bom apetite!

Para encerrar a lição segue mais uma receita em forma de poesia.

R de Receita

O rato

fez macarrão

com o cordão

do seu sapato,

veio o sapo

e pulou corda

com o macarrão

do rato,

a minhoca

fez inhoque

com a corda

do seu sapo,

depois veio

o avestruz,

papou tudo

– Credo cruz!

  • Beatriz, Elza – Pare no P da Poesia , Editora Vigìlia,Belo Horizonte, 1982

*****

Apresentando Us-us – Fusquinho, o cachorro-do-mato

Com US escrevo:

FUSQUINHO

QUE SUSTO!

NO LUSCO-FUSCO

UM VULTO BRUSCO!

—-

SUSPEITO QUE

POR TRÁS  DO ARBUSTO

HÁ UM CACHORRO FUSCO!

Use e abuse do vocabulário

  • LUSCO-FUSCO – Diminuição da luz entre o cair da tarde e o anoitecer, meia-luz.
  • BRUSCO – Inesperado, imprevisto, repentino.
  • SUSPEITO – Imagino, desconfio.
  • ARBUSTO – Planta menor que uma árvore, cheia de ramos: moita, touceira.
  • FUSCO – Escuro, com pêlo sem brilho.

Curiosidades do mundo animal

O fusquinho

O fusquinho é um cachorro-do-mato que só existe na América do Sul, da qual faz parte o nosso Brasil. 

Por aqui ele vive em quase todas as regiões, desde o litoral às montanhas, em bordas de florestas, cerrados, campos, zonas rurais e até nas periferias das cidades. Ele só não é encontrado na Amazônia.

Conforme a região, recebe muitos nomes populares como lobinho, lobete, raposa, rabo-fofo, assim como fusquinho.

Mas ele é mais conhecido como graxaim-do-mato, nome dado pelos indígenas da língua tupi.

De tamanho médio, mede cerca de 60 cm de comprimento, mais a cauda comprida, com 30 cm, e quase 40 cm de altura. Pesa entre 4 a 8 kg.

Ele tem a pelagem curta e grossa, apenas a cauda – o “rabo-fofo” – tem os pêlos longos e grossos. A cor varia entre cinza, marrom e tons amarelados, com uma mancha branca na garganta, patas escuras e pontas pretas nas orelhas e na cauda. As orelhas são longas e pontudas e o focinho comprido.

É um animal com hábitos noturnos e difícil de ser avistado durante o dia, quando fica escondido entre arbustos ou ocos de troncos de árvores. Também aproveita tocas abandonadas, principalmente as grandes tocas dos tatus-canastra. À noite sai para se alimentar.

A dieta varia conforme a região e a estação do ano. Ele é um animal onívoro, isto é, come de tudo, frutas, ovos, insetos, aranhas, crustáceos, aves, anfíbios, répteis, pequenos mamíferos e até restos de animais mortos.

Costuma caçar sozinho, mas vive em grupos, em geral um casal de adultos e seus filhotes.

Como aproveita as frutas da mata, é um importante jardineiro, ajudando a dispersar as sementes.

Não faz parte dos animais silvestres que precisam de medidas de proteção, mas como se aproxima dos rebanhos costuma ser perseguido pelos fazendeiros e também sofre o risco de doenças pela contaminação com cachorros domésticos.

A maior ameaça para os cachorros-do-mato é o atropelamento nas estradas. Ele é o animal silvestre que mais sofre atropelamentos, porque costuma invadir as pistas para aproveitar os restos de outros animais mortos.

Na natureza seus principais predadores são as onças e o grande gavião-real, nossa maior e mais forte ave de rapina.

O homem também pode ser considerado um predador uma vez que destrói seu  habitat.

É  Importante lembrar que embora o cachorro-do-mato  se  aproxime das cidades, é preciso manter uma distância segura dele, mesmo se avistado atropelado . Ele nunca pode ser tratado como um possível animal doméstico, pois é perigoso por causa dos seus instintos naturais de defesa. 

Cachorro, raposa ou lobo?

Os vários nomes populares dados ao cachorro-do-mato como lobinho ou raposa, mostram como ele é parecido com esses animais,

Isso acontece porque todos eles pertencem a uma mesma família, os Canídeos, um conjunto de mais de trinta espécies de animais carnívoros, juntando cachorros, lobos, raposas, chacais e coiotes.

Na nossa fauna, existem quatro espécies de canídeos.

O fusquinho é o canídeo brasileiro mais conhecido.

Além do fusquinho temos o cachorro-do-mato-de-orelha-curta que vive apenas na Amazônia;  o graxaim-do-campo que vive apenas nos Pampas e o cachorro-vinagre, ameaçado de extinção, que também vive principalmente na Floresta Amazônica.

Embora o formato do corpo e os hábitos sejam parecidos com os de outros canídeos, existem diferenças entre eles.

Temos uma única espécie de raposa, a raposinha-do-campo, que vive no Cerrado e é bem menor, com menos da metade do tamanho do cachorro-do-mato e com pêlos mais claros.

Já o lobo-guará é o maior entre todos os nossos canídeos, com pernas compridas, mais que o dobro da altura do fusquinho e com pêlos avermelhados.

Os canídeos brasileiros

Use apenas duas linhas retas e separe no quadro abaixo quatro conjuntos de canídeos brasileiros.

Agora ligue cada um à sua sombra.

Protegendo o cachorro-do-mato

Mesmo não sendo uma espécie considerada em perigo, medidas de proteção para o cachorro=do-mato são sempre importantes para a conservação de toda a nossa biodiversidade mantendo toda a cadeia alimentar.

A melhor medida sempre é a proteção do habitat.

As Unidades de Conservação UC são as áreas protegidas por lei para preservar a natureza.

Um exemplo é o Parque Estadual Serra do Mar  – PESM, nossa maior  área preservada de Mata Atlântica, que se estende de maneira contínua pelos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

A Mata Atlântica é um dos principais habitats do fusquinha e objeto de muitos projetos para a proteção da vida silvestre.

Um deles é o Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar, que pesquisa principalmente os animais mais ameaçados como as onças, antas e queixadas, mas que também faz o monitoramento da presença e do comportamento dos cachorros-do-mato.

Uma grande equipe de pesquisadores atua no Programa, liderados pelo Instituto de Pesquisa Cananéia -IPeC e Instituto Manacá, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidades – ICMBio, da Universidade Federal do Paraná e de empresas que contribuem para a proteção à natureza.

   Veja em:

https://www.institutomanaca.org.br

@grandesmamiferosdaserradomar

Cachorro-do-mato –  Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar – Foto – Divulgação IPeC

Atenção! Animais na pista!

Como ajudar?

As estradas causam a morte de muitos animais, principalmente quando são construídas perto das florestas ou cortam o seu habitat, dificultando a locomoção para procurar parceiros, abrigo e  alimento.

Você talvez já tenha visto  sinais de trânsito que indicam a  presença de animais próximos à pista e alertam para a necessidade de reduzir a velocidade para evitar atropelamentos. 

Uma medida muito importante é a construção de passagens, que ligam as  áreas de mata, garantindo a travessia segura dos animais. Elas podem ser feitas através de túneis subterrâneos , corredores aéreos ou pontes com a mesma vegetação dos habitats naturais.

Veja o quadro abaixo e ajude o fusquinha a encontrar uma trilha segura para atravessar a estrada.


Escrevendo com Us-us

Além do fusquinho, dois animais africanos também vão nos ajudar a estudar as sílabas formadas com a união das letras U + S.

Veja:

Na palavra SURICATO temos uma sílaba formada pela união da consoante S com a vogal U, formando SU.

Esta é uma sílaba simples em que a consoante S aparece antes da vogal U e que pertence à família SA SE SI SO SU.

Mas o que vemos na palavra MANGUSTO?

Agora é a vogal U que  aparece antes da consoante S e temos a união US, com um som totalmente diferente e que pertence à família das sílabas chamadas complexas AS ES IS OS US.

Compare:

Agora é a sua vez de separar as sílabas.


Conhecendo um pouco sobre suricatos e mangustos

Os suricatos e mangustos são parecidos porque pertencem à mesma família.

Eles são pequenos mamíferos carnívoros que vivem na África, numa grande variedade de habitats, de desertos a florestas.

Eles têm o corpo comprido, pernas curtas e cauda longa. A cabeça é pequena, com orelhinhas pontudas e o focinho afilado, dentes e garras afiadas.

Os suricatos são menores que os mangustos, têm o pêlo  acinzentado com listas pretas e a ponta da cauda preta. Eles podem ficar em pé, apoiando-se nas patas traseiras e usando a cauda como apoio. Seus hábitos são diurnos

Os mangustos têm côr cinzenta mais uniforme e hábitos noturnos.

Ambos se alimentam de insetos e pequenos animais como ratinhos, sapos e lagartos. Também comem ovos, raízes e frutas. 

O mangusto é famoso por comer até cobras venenosas.

Você talvez já tenha conhecido esses pequeninos nos zoológicos.

Embora pequenos,  eles se parecem um pouco com a nossa família das lontras,  ariranhas, iraras e furões.

Voltando para nossa terra

Veja mais esses exemplos de palavras com sílabas com US.

Dicionário ilustrado das aves

S NO FINAL PODE FAZER O PLURAL

O PLURAL indica mais de uma unidade de alguma coisa ou ser.

Veja:

Caça-Pares

Descubra no Caça-Palavras os nomes de três aves terminados em U e que estão no plural.

Veja:

Agora copie os nomes que você encontrou ao lado dos pares que estão representados abaixo pela ordem que aparecem no quadro acima.

Desafio: 

Você sabe qual é a maior ave voadora do Brasil?

Você acertou se lembrou do tuiuiú lá do Pantanal, mas ele também é conhecido por outro nome.

Desembaralhe as sílabas abaixo e descubra esse nome no plural.

US ou UZ?

Essas duas combinações da vogal U têm o mesmo som.

A combinação U + Z aparece mais no final de algumas palavras, por causa da sua origem e forma a sílaba com o som mais forte.

Importante:

Mesmo com o mesmo som de US a letra Z no final da palavra nunca indica plural.

A combinação US como já vimos pode aparecer tanto nas sílabas do começo, meio ou fim das palavras. No final das palavras pode ou não indicar o plural.

Leia em voz alta os nomes dos pássaros abaixo e observe a semelhança dos sons entre US e UZ.

Desafio:

Você sabe qual é a maior ave não voadora do mundo?

Uma dica: ela mora na Austrália e tem o nome terminado em UZ.

Diminutivos

Com os  diminutivos podemos indicar uma mudança do tamanhos das coisas e seres. Para isso acrescentamos no final das palavras terminações como -inho ou -zinho.

Veja: 

FUSCO – FUSQUINHO

Faça você também:

Atenção!

Os diminutivos também podem ser usados para indicar uma forma carinhosa de chamar tudo aquilo de que gostamos muito.

Para terminar esta lição, vai aqui um provérbio.

Os provérbios ou ditados são frases curtas, geralmente com rimas, com conselhos  ou lições de vida.

Quem os criou? Ninguém sabe.

Eles fazem parte do nosso folclore e são transmitidos oralmente de geração para geração.

Veja só o que encontrei ao procurar no amigo dicionário uma das poucas palavras começando com US.

A palavra USTE significa consideração, benefício, estima.

Ela aparece no provérbio:

QUEM QUER USTE, QUE LHE CUSTE.

Ou seja: quem quer  alguma coisa deve se esforçar para conseguir.

Parabéns para nós, que nos esforçamos para conhecer cada vez mais a nossa Lingua Portuguesa!

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Apresentando Ur-ur O beija-flor-de-bico-curvo

Com UR escrevo:

BEIJA-FLOR-DE-BICO-CURVO

—–

NO CURSO

DE UM VOO CURTO

UM BEIJA-FLOR-

DE-BICO-CURVO

FURTA O NÉCTAR

DA FLOR DE MURTA

Use e abuse do vocabulário

  • CURSO – Caminho, rota, percurso.
  • FURTA –  Tira, rouba, toma posse.
  • NÉCTAR – Suco açucarado produzido pelas flores para atrair polinizadores como abelhas, borboletas e pássaros.
  • MURTA – Pequena árvore ornamental com flores perfumadas.

Curiosidades do mundo animal

O beija-flor-de-bico-curvo

Você sabia que existem mais de trezentas espécies de beija-flores e que eles vivem apenas no nosso continente americano?

Aqui no Brasil temos mais de oitenta espécies espalhadas pelas diferentes regiões e também são chamados de colibris, arirambas, cuitelos ou guainambis.

Eles se destacam pela beleza e pela incrível capacidade de voo. São muito ágeis e parecem verdadeiros acrobatas, fazem curvas, rodopios e são os únicos e voar em todas as direções, até em marcha-ré. Também podem ficar suspensos no ar, batendo as as asas tão rapidamente que nossos olhos nem conseguem acompanhar.

Em compensação, têm as patas tão pequenas que não andam sobre o chão!

Eles se alimentam principalmente do néctar das flores. Cada espécie tem suas flores prediletas e por isso o bico é adaptado, com o comprimento e o formato da corola de pétalas. As flores visitadas são em geral bem coloridas, vermelhas , alaranjadas ou amarelas,  sustentadas por uma espécie de tubo que facilita a entrada dos bicos compridos. Eles usam a língua, que tem duas pontas e pode ser esticada até mais longe que o bico, para sugar todo o néctar açucarado e  assim conseguir  energia para seu voo rápido e contínuo.

Eles precisam se alimentar muitas vezes durante o dia e complementam a dieta  com pequenos insetos e aranhas.

Ao visitarem as flores, os beija-flores também  espalham entre elas o pólen, minúsculos grãozinhos reprodutores e por isso são as aves  polinizadoras mais importantes no nosso continente, ajudando muito na conservação de muitas espécies de plantas.

O beija-flor-de-bico-curvo é um dos menores que existem, com apenas 10 cm de comprimento. Ele se destaca pela plumagem verde e dourada, com algumas diferenças entre os machos e as fêmeas. 

Os machos têm tonalidades mais fortes, uma máscara escura ao redor dos olhos com listras brancas nas bordas e a plumagem da barriga brilha dependendo da incidência da luz, um fenômeno chamado iridescência, que dá o tom dourado ao verde das penas. Para você  imaginar como é bonito, lembra o efeito de arco-íris que vemos nas bolhas de sabão!

As fêmeas são parecidas com os machos, mas têm  as cores mais pálidas, com listras amareladas na face, a parte inferior também amarelada com pintas verdes na garganta e no peito. 

A cauda é longa e arredondada em tons de verde e pontas brancas.

Mas é o bico comprido e encurvado que lhe dá o nome, com um formato muito parecido com a flor da helicônia, uma das suas preferidas e à qual se adapta com perfeição.

Ele vive solitário  em campos, pastagens e jardins, geralmente próximo da água onde, além de se alimentar do néctar das flores, captura insetos em pleno voo e apanha aranhas sobre a folhagem.


Observando os beija-flores

Se você tiver um jardim, um quintal ou até mesmo uma pequena varanda pode ter a sorte de ser visitado pelos beija-flores,  especialmente durante a primavera.

Uma forma de atraí-los é cultivar as flores que eles mais gostam. Bons exemplos, são os brincos-de-princesa e o camarão amarelo que florescem durante todo o ano.

Se você tiver pouco espaço, ainda assim  pode usar vasos suspensos com begônias ou petúnias, mas com certeza eles vão preferir as plantas nativas da sua região, pois já estão adaptados a elas. 

Como eles aparecem à procura de néctar, uma forma comum para ter os beija-flores por perto é usar bebedouros como aqueles  com flores de plástico coloridas.  

Prepare o néctar misturando uma medida de açúcar para quatro medidas de água filtrada e fervida. É muito importante  limpar o bebedouro todo dia e trocar a água  para evitar fungos e bactérias.

Além da água açucarada eles também precisam de água fresca e filtrada para beber.

Outra maneira de apreciar os beija-flores é participar de passarinhadas, passeios promovidos pelos Clubes de Observadores de Aves (COA) nos parques que existem nas cidades ou nas florestas protegidas nas Unidades de Conservação (UC).

Esta atividade é muito importante porque ajuda a identificar as muitas espécies que vivem por aqui.

De fato, nosso país é tão grande que é praticamente impossível conhecer todas as espécies de aves livres em seu habitat natural.

Todas as pessoas que observam aves ajudam a coletar dados sobre elas e podem compartilhar suas descobertas com o Projeto Ciência Cidadã , colocando fotos, vídeos e informações sobre habitat e comportamento em aplicativos como o Wikiaves ( A Enciclopédia de Aves no Brasil) ou o EBird , para uso de todos, ajudando a aumentar o conhecimento científico e a conservação das nossas aves.

Para saber mais sobre a observação de aves , veja em:

https://govbr>assunto>observação de aves

https://www.wikiaves.com

https://www.ebird.com

Beija-flor-de-bico-curvo Foto Cláudia Brasileiro – Dourados, MS

eBird Lista S 28527445 – Macaulay Library ML 108978601

Espécies de beija-flor

Conheça algumas espécies de beija-flores brasileiros.

1. Beija-flor-tesoura – O mais comum entre nós, pode ser facilmente avistado nas cidades, nos quintais, jardins, parques e até nas varandas dos prédios, mas também vive nas bordas das florestas. Ele é grande, com 15 a 18 cm de comprimento e 6 a 11 gramas de peso. Bem bonito, com as penas de cor azul-violeta e verdes, ele se destaca pela cauda comprida e  dividida em duas partes.

2. Beija-flor-de-bico-curvo – Vive em campos sem matas ou com algumas árvores espalhadas, restingas à beira-mar, áreas alagadas e se alimenta nas flores dos arbustos perto do solo, insetos, formigas e aranhas. Mede cerca de 10 cm de comprimento e tem penas em tons de verde e dourado. Seu destaque é o bico com uma boa curvatura,

3. Beija-flor-vermelho – Vive em campos com árvores, matas nas beira dos rios, florestas ralas. Também pertence ao grupo dos maiores, com cerca de 9 cm de comprimento e se destaca por ter a maior quantidade de penas iridescentes, com a cabeça e a nuca bem vermelhos, a garganta e o peito amarelo-alaranjado e a cauda ferrugem, cores que brilham à luz do sol.

4. Topetinho-vermelho – O menor beija-flor brasileiro,  com cerca de 6 cm e 3 gramas, vive apenas nas nossas florestas mais úmidas. Ele tem o corpo verde mas se destaca pelo topete vermelho e penas que se abrem em leque de cada lado do pescoço branco, com uma faixa também verde e pontas pretas. Qual é o beija-flor que aparece repetido no grupo abaixo?

Seguindo a descrição acima, numere cada espécie na legenda abaixo e assinale quais estão repetidos.

Bom apetite

Faça um X nas flores preferidas do beija-flor-de-bico-curvo.

Um ninho para o beija-flor

Quando chega a época da reprodução, na primavera ou início do outono, o beija-flor macho fica muito exibido.

Para conquistar uma companheira ele faz uma dança cheia de rodopios, mas depois do namoro não quer saber de cuidar de filhotes. 

A mamãe beija-flor faz sozinha um ninho delicado com cascas de plantas, fibras, musgos, juntando tudo com teias de aranha.

O ninho do beija-flor-de-bico-curvo tem a forma de um cone e fica bem camuflado numa forquilha de arbustos.

Ali a fêmea põe dois ovos e fica chocando durante uns quinze dias. Ela também alimenta sozinha os filhotes até que eles voam, com mais ou menos vinte dias.

Ajude a mamãe beija-flor a fazer o ninho ligando os pontos numerados numa linha curva e depois preencha as linhas pontilhadas para formar um cone.

Recordando as lições de geometria.

Linhas retas e curvas

As linhas retas são formadas por muitos  pontinhos em fila, um atrás do outro, seguindo sempre em frente ou para trás.

Com elas podemos desenhar figuras planas com diferentes formas geométricas.

As figuras  planas têm duas dimensões – largura e comprimento . Elas podem ter muitos lados como o triângulo ou o quadrado. 

Com as figuras planas podemos formar os sólidos geométricos, que têm as três dimensões – largura, comprimento e altura. Eles aparecem em muitos objetos ao nosso redor.

Veja:

As linhas curvas também são formadas por muitos pontinhos em fila, mas eles dão voltas livremente.

Com elas  podemos desenhar  figuras redondas, planas ou sólidos geométricos que podem rolar.

Veja:

O que é um cone?

O cone é um sólido geométrico que tem uma base circular plana e um corpo redondo e por isso, pode rolar.

Ele é formado a partir de um círculo.

Imagine acima dele um ponto no espaço. Este ponto é chamado de vértice – V

Se de cada pontinho de que o círculo é formado, subir uma reta até esse ponto, de tal forma que todas as retas se encontrem, forma-se o cone.

Veja:

Podemos construir um cone usando um molde. Imagine desmontar um cone de tal forma a torná-lo plano. O molde é a planificação de um sólido geométrico.

Veja:

Festa do sorvete

Agora marque com um X os objetos que têm a mesma forma que o ninho do beija-flor-de-bico-curvo.



Escrevendo com Ur-ur

Leia em voz alta e repare na diferença de som em:

Em URUBU  temos a sílaba RU. 

Repare que nesta sílaba a vogal U vem depois da consoante R.

O som RU pertence à família de sílabas simples RA RE RI RO RU.

Mas em URSO, temos a sílaba UR, e nela a vogal U vem antes da consoante R.

Esta união ao contrário muda completamente o som dessa nova sílaba. 

O som UR faz parte da família AR ER IR OR UR.

Veja:

Uma pergunta:

– Por que a palavra URSO não é a palavra-chave desta lição?

A resposta é simples assim:

– A palavra URSO não aparece logo no início da lição porque ela não se refere a um animal da nossa fauna.

Mas, sem dúvida, é uma palavra mais simples que o nome do nosso BEIJA-FLOR-DE-BICO-CURVO, e por isso é um ótimo exemplo para destacar a sílaba UR.

Nesse caso a sílaba UR aparece logo no início da palavra, mas ela também pode aparecer no meio ou no fim de outras palavras.

Compare a posição desta sílaba nos nomes de outros animais, todos eles vivendo em terras distantes.


Os estrangeiros

Voltando para nossa terra veja outros exemplos do uso da sílaba UR.

Dicionário ilustrado das aves

Verificando o que aprendemos:

Diagrama dos enigmas

Preencha o diagrama abaixo no sentido horizontal, desembaralhando as sílabas das palavras.

Para terminar a lição do beija-flor-de-bico-curvo segue a poesia de Sidônio Muralha, que homenageou muitos pássaros das nossas matas.

 A TURMA DA PRIMAVERA

NOS JARDINS ABANDONADOS

POR CULPA DE CERTOS SENHORES

FICARAM DESEMPREGADOS

OS BEIJA-FLORES.

VAMOS COMPRAR REGADORES

E SEMEAR SEM SOSSEGO

PARA DAR AOS BEIJA-FLORES

UM NOVO EMPREGO.

MURALHA, SIDÔNIO – A dança dos pica-paus, Editora Nórdica, RJ, 1976

Apresentando Un-un – O jaguarundi

Com UN escrevo:

JAGUARUNDI

RARAMENTE VISTO

O ARISCO GATO-MOURISCO

****

DE NOITE SE ESCONDE

NO FUNDO DA TOCA

****

O DIA O CONFUNDE

NO ESCURO DA MATA 

****

VAGABUNDO PERAMBULA

À CAÇA DE TODO MUNDO

****

CODORNA, JAÓ

CALANGO, MOCÓ

****

CAMUNDONGO, PREÁ

CAXINGUELÊ, TAPITI

****

E NO RIO FURIBUNDO

CRAVA AS GARRAS NO MANDI

****

EIS O JAGUARUNDI

Use e abuse do vocabulário

  • ARISCO – Arredio, desconfiado.
  • PERAMBULA – Anda sem destino certo, sem rumo, vagueia.
  • CODORNA – Ave silvestre pequena, com asas curtas, vive ciscando com os pés o chão na borda de florestas, campos e pastagens.
  • JAÓ – Ave de tamanho médio, voo curto, geralmente fica no chão, procurando com o bico frutas caídas, sementes , moluscos e insetos escondidos debaixo das folhas, vive no cerrado, campos e florestas.
  • CALANGO – Lagarto pequeno, vive no solo ou escondido nas fendas das pedras de regiões mais secas.
  • MOCÓ – Roedor de tamanho médio que  vive  na região da caatinga e se esconde no meio do solo cheio de pedras, com poucas árvores e arbustos.
  • PREÁ – Pequeno roedor que se esconde debaixo de arbustos próximos de rios.
  • CAXINGUELÊ – Esquilo brasileiro que vive nas árvores, mas também desce ao chão para buscar alimento ou enterrar sementes.
  • TAPITI- Coelho-do-mato, pequeno  e único coelho brasileiro, vive em campos, florestas,  cerrado e em plantações.
  • FURIBUNDO – Furioso, cheio de raiva.
  • MANDI – Peixe encontrado em todos os rios do Brasil, vive perto da margem junto à areia ou cascalho do fundo.

Curiosidades do mundo animal

O jaguarundi

O jaguarundi é um gato selvagem de cor uniforme, todo cinzento, marrom-escuro ou avermelhado, sem as manchas comuns dos felinos malhados como a onça-pintada , a jaguatirica ou o  gato-maracajá.

Seu nome vem da língua tupi, juntando “jaguar” que significa caçador e “undi”, que significa  escuro. Por causa da cor é também chamado de gato-mourisco e maracajá-preto.

Ele também é diferente dos seus parentes porque prefere caçar durante o dia. Totalmente carnívoro, em geral ataca suas presas no chão, saltando sobre elas, mas também é bem ágil para subir nas árvores e nadar.

Seu tamanho é mediano, tem mais ou menos o dobro do tamanho de um gato doméstico, medindo cerca de 70 cm de comprimento e tem uma cauda bem comprida, com mais ou menos 40 cm. Outra diferença com seus parentes é o corpo mais comprido e esguio, com pernas curtas,  cabeça redonda, focinho achatado e  orelhas pequenas e redondas. Todos esses traços lembram outra família de mamíferos carnívoros, os mustelídeos, família das lontras, ariranhas, iraras, doninhas e furões, animais que  também têm o corpo fino, comprido e escuro. Por causa da semelhança o jaguarundi é também chamado de gato-lontra. Por sua vez, a nossa ariranha, a maior lontra do mundo é chamada de onça-d’água!

Vive em uma grande variedade de habitats, florestas fechadas e matas mais abertas, regiões mais secas da caatinga, pântanos e manguezais. Precisam de uma cobertura de plantas baixas e densas pois é debaixo dela que encontra os  roedores, répteis , insetos e as aves que se alimentam no solo e que fazem parte da sua dieta.

Geralmente vive solitário e escondido, mas na época do acasalamento fica com seu par e constrói uma toca protegida pelo matagal onde abriga de um a quatro filhotes. Eles podem fazer uma grande variedade de ruídos, ronronam, assobiam, gritam, seja para marcar seu território ou comunicar-se entre si.

Seus principais predadores são as jiboias e onças, e quando invadem as fazendas, são perseguidos pelos cachorros.

De quem é a sombra?

Qual é o intruso?

Protegendo o jaguarundi

O Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais –  Pró-Carnívoros trabalha pela proteção dos mamíferos  carnívoros e seus habitats. De sua sede na cidade de Atibaia, São Paulo,  coordena muitos projetos em todo o país.

Lembrando que os animais carnívoros ocupam o topo da cadeia alimentar e por isso são muito importantes para o equilíbrio de toda a variedade de vida no nosso planeta. Infelizmente a destruição das matas e florestas é a grande ameaça para sua sobrevivência.

O Instituto Pró-Carnívoros desenvolve muitos projetos de  pesquisa, educação ambiental e ações para a proteção desses animais, com a colaboração de muitos parceiros. O Projeto Gatos do Mato  e o Estudo da Fauna de Mamíferos são especialmente importantes para a proteção do jaguarundi.

A empresa Veracel Celulose é uma das parceiras desses projetos. Ela mantém a maior reserva de Mata Atlântica do Nordeste, a Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Estação Veracel, na Bahia, em Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália.

A empresa divide sua área entre a floresta nativa e plantações de eucaliptos para fabricação de papel, que também servem como um corredor para a circulação dos animais silvestres. Com a  instalação de armadilhas fotográficas tem sido possível registrar e identificar as espécies de mamíferos nativos.

Veja em https://veracel.com.br>estudo

https://procarnivoros.org.br

Jaguarundi – Veracel Celulose – Pró-Carnívoros – BA

Escrevendo com Un-un

Acompanhe os quadrinhos:

Leia em voz alta e bem devagar:

TUCANUÇU       JAGUARUNDI

Você deve ter notado a diferença do som nas duas sílabas destacadas, embora em ambas exista o encontro da mesma vogal U com a consoante N.

Em TUCANUÇU temos a sílaba simples NU, da família NA NE NI NO NU.

Lembrando: 

As sílabas simples são formadas juntando primeiro uma consoante e depois uma vogal. 

Já em JAGUARUNDI temos, ao contrário, a vogal U antes da consoante N.

A união UN pertence à família AN EN IN ON UN e forma um som totalmente diferente. 

Repare que ao pronunciarmos esta nova família o som passa pela boca mas também pelo nariz, parecendo até que estamos meio resfriados! A consoante N representa justamente esse som nasal.

Veja a diferença entre as duas sílabas: 

Veja mais esses exemplos com o som UN e aproveite para sublinhar as sílabas em que ele aparece:

Agora é com você.

Complete as sílabas que estão faltando nos nomes desses outros animais:

UN ou UM

Veja só:

O que acontece agora?

O mesmo som está escrito de forma diferente, às vezes com N, às vezes com M.

Parece confuso?

É só lembrar da famosa regrinha:

Vamos treinar. 

Preencha com M ou N.

Agora desembaralhe as sílabas para formar os nomes dessas duas aves:

Quer uma dica?

É só lembrar que a letra M é usada antes da letra B.

E lembrar também que usamos M no fim das palavras!

Ao trabalho: 

Falando em fim, ficamos por aqui, finalizando também a lição do som UN.

Fale bem depressa:

NO FIM DO MUNDO  UM BURACO PROFUNDO UM SACO SEM FUNDO!

********

Apresentando Um-um – O mutum

Com UM escrevo:

O MUTUM

—–

DE MODO ALGUM

ELE É COMUM

—–

UM PENACHO DESLUMBRANTE

UM CANTO RETUMBANTE

—–

TUM TUM TUM 

EIS O MUTUM

Use e abuse do vocabulário

  • PENACHO –  Porção de penas que ficam levantadas no alto da cabeça das aves, crista, topete.
  • DESLUMBRANTE – Vistoso, Impressionante, que provoca admiração.
  • RETUMBANTE – Som forte, que ressoa, faz eco, pode ser ouvido de longe.
  • TUM TUM TUM – Palavra que imita o som do canto dos mutuns, por isso eles têm esse nome.

Curiosidades do mundo animal 

O mutum

O mutum é uma ave  grande, que pertence ao grupo dos galináceos, pois tem o corpo arredondado como as galinhas e  prefere, como elas, ficar no chão onde procura alimento.

Mas o mutum é bem maior e corpulento  que uma galinha, mais ou menos como um peru, medindo cerca de 80 cm a 1m de comprimento e pesando entre 2 a 3 kg.

Ele voa apenas distâncias curtas, quando sobe em árvores baixas para dormir empoleirado, fazer ninho ou fugir de predadores.

Como ave arborícola, prefere viver em matas de vegetação baixa ou na borda de florestas mais fechadas,  mas sempre próximos de um curso de água.

Existem 14 espécies de mutuns e escolhemos para representá-los o mais comum deles, o mutum-de-penacho.

Os machos e fêmeas dessa espécie são bem diferentes.

Os machos têm o corpo quase todo preto, apenas com uma parte branca na barriga. A cauda é comprida, também preta, com as pontas das penas brancas. O bico é amarelo com a ponta preta.

As fêmeas têm a cabeça e o pescoço escuros, num tom marrom forte,  com o peito e a barriga em tons castanhos. As costas são rajadas de branco,  o que dá a elas uma aparência toda listradinha e a cauda também é mesclada de preto e branco. O bico é preto com uma mancha amarela na base.

Como típicos galináceos suas asas  são arredondadas e não muito grandes, mas seu porte é imponente.

No alto da cabeça têm um penacho que se destaca, com um grande tufo de penas crespas,  curvadas para a frente. Quando os machos querem se exibir para as fêmeas ou quando se sentem ameaçados, eles levantam o penacho como um sinal de poder.

Sua alimentação é bem variada. Comem brotos das plantas, folhas, flores, sementes e frutas caídas no chão e também caçam pequenos animais como caracóis, centopéias e gafanhotos,  aranhas, lagartixas e pererecas.

Na época da reprodução, o macho escolhe uma fêmea com rituais de dança e canto. Ela será sua parceira pelo resto da vida,

Ele faz um ninho grande com gravetos e folhas, bem camuflado no alto das árvores, e lá a fêmea coloca dois a três ovos e fica chocando durante um mês. Os filhotes já nascem espertos e voam atrás dos pais logo nos primeiros dias. Durante uns 4 meses eles ficam todos juntos, mas os mutuns não gostam de dividir seu território e assim que os filhotes ficam grandes não são mais aceitos por perto.  

Apesar de serem aves de grande porte, não é fácil avistá-los na mata. Eles são arredios e ficam escondidos no meio da vegetação.

Vivem em muitas regiões, desde a Amazônia até o Cerrado e a Mata Atlântica e por isso pode parecer que não correm risco de extinção, mas são uma espécie considerada vulnerável por causa da perda de habitat pelos desmatamentos, queimadas e também pela ação de caçadores que apreciam sua carne saborosa.

Na natureza seus principais predadores são o gavião carcará e o lobo-guará.

Saindo para o almoço

Descubra o que cada mutum escolheu para seu almoço e anote o  número da iguaria em cada um dos círculos que estão ao lado deles.

Protegendo os mutuns

Entre outros programas de proteção aos mutuns, a SAVE BrasilSociedade para a Conservação das Aves do Brasil , desenvolve desde 2019, o Projeto Mutum-de-Penacho .

O Projeto é uma parceria com a Usina Hidrelétrica Água Vermelha, que construiu uma grande represa na região noroeste de São Paulo, nas cidades de Ouroeste e Iturama. 

Mesmo com aprovação e licença ambiental do IBAMAInstituto Brasileiro do Meio-Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, a construção de barragens para formar a área alagada para a instalação da usina provocou grandes  prejuízos ao meio-ambiente.

A  destruição da vegetação nativa e a mudança no curso dos rios colocou em risco a sobrevivência de muitos animais aquáticos e terrestres que ali tinham o seu habitat natural.

Este foi um dos motivos para a diminuição da população de mutuns nesta região.

Como medida de compensação, a usina precisou restaurar florestas e adotar programas para a conservação das espécies afetadas.

O Projeto Mutum-de-Penacho  vem reabilitando muitas aves resgatadas de áreas desmatadas e também do tráfico de animais silvestres,  para que possam ser novamente soltas no seu ambiente natural. 

Veja em http://savebrasil.org.br

Casal de mutuns e filhote – Projeto Mutum-de-penacho – Foto João Sérgio Barros – SAVE Brasil

Repovoando a mata

Ajude o mutum que foi solto na mata a se adaptar novamente à vida na natureza, encontrando uma companheira  para formar uma família.

Escrevendo com Um-um

Note que ao falar em voz alta o nome MUTUM, ele se divide em dois pequenos pedaços, ambos com a vogal U

Cada um desses pedaços representa um som diferente, as sílabas MU e TUM.

A primeira sílaba pertence à família das sílabas simples MA ME MI MO MU.

Nesta família as sílabas são formadas pela consoante M seguida da vogal U. 

Assim como MUTUM temos MURUCUTUTU.

Na segunda sílaba a ordem fica ao contrário, primeiro a vogal U e depois a consoante M, mudando totalmente o som quando pronunciamos.

Temos nesse caso a família AM EM IM OM UM.

Assim como MUTUM temos ANUM.

Veja como formamos as sílabas e as palavras:

Agora é a sua vez de destacar as sílabas dos nomes dessas outras aves.

Veja mais dois exemplos de nomes com o som UM e aproveite para pintar as aves de acordo com sua descrição.

Completando as sílabas

Note como  juntando U + M podemos formar o mesmo som  no começo, meio ou fim das palavras.

Abaixo você vai descobrir três frutas típicas das nossas matas, importantes para a alimentação e preservação das aves.

Plural das palavras terminadas em UM

Atenção para a regra:

Veja:


Agora é a sua vez!

Somando e Multiplicando

Falando em plural, que tal aumentar o número de árvores nas matas?

O reflorestamento é muito importante para a vida não só dos mutuns, mas de todos os outros animais silvestres.

Você já experimentou as cumbixabas?

Também chamadas de grumixamas ou cerejas-do-brasil, elas são frutinhas redondas e de cor escura com a polpa azedinha e muito gostosa.

A grumixameira é  uma árvore bonita, de tamanho médio, com flores brancas perfumadas e que hoje está em risco de extinção. 

Seus frutos atraem não só as aves, mas também outros animais como macacos, roedores e lagartos, que, por sua vez são importantes para a dispersão das sementes e a manutenção da mata.

Cada frutinha pode ter uma ou duas sementes e elas são muito usadas para preparar mudas para o reflorestamento e também para plantio nas cidades.

Pense como você poderia formar muitas mudas depois de saborear as cumbixamas! 

Faça essas continhas:

Reflorestando

Os animais andam pelas florestas à procura de alimento, abrigo, companheiros ou até mesmo para fugir de predadores. É muito importante que encontrem corredores ligando as partes de mata que sobraram para que possam sobreviver.

Vamos ajudar a formar esses corredores?

Observe a sequência de números e escreva qual é o número seguinte:

1 3 5 7 ______

Use o número que completa a sequência e desenhe árvores para formar um corredor entre as duas reservas de mata.

Para terminar a lição, uma canção do nosso folclore:

PIÁ DO MUTUM

NO MEIO DA MATA EU VI

UM PIÁ DE DOIS MUTUM

PIAVA QUE ARRETUMBAVA, MANINHA

OI TUM,TUM,TUM,TUM.

—–

DEBAIXO DO MANDICÁ

EU VI DOIS MUTUM PIAR

PIAVA E ARRETUMBAVA, MANINHA

OI TUM, TUM, TUM, TUM.

xxxxx

Apresentando Ul-ul – A arara-azul

Com UL escrevo:

ARARA-AZUL

—–

VULNERÁVEL,

A ARARA-AZUL

PODE SER VISTA

DO NORTE AO SUL ?

—–

BOM SERIA

SE UMA MULTIDÃO

DE LESTE A OESTE

TINGISSE DE COBALTO

O AZUL CELESTE!

Use e abuse do vocabulário

  • VULNERÁVEL – Frágil, desprotegida, sujeita a risco. Na Lista das Espécies Ameaçadas na Natureza, uma espécie é considerada vulnerável quando enfrenta um alto risco de extinção pela perda ou destruição do seu habitat, precisando de ações de proteção para garantir sua sobrevivência.
  • MULTIDÃOGrande agrupamento de seres em um mesmo território.
  • COBALTO –  O azul-cobalto é uma tonalidade brilhante da cor azul, entre o médio e o escuro, assim chamada porque parece a cor do mineral cobalto.

Curiosidades do mundo animal

A arara-azul

Existem três espécies de araras azuis.

A mais famosa e a maior delas é a arara-azul-grande, com 1 m de comprimento do alto da cabeça à ponta da cauda comprida, pesando cerca de 2 kg.

 Ela é a maior arara do mundo, chamada na língua indígena de araraúna, que quer dizer arara-preta e se destaca pela beleza da sua plumagem azul-cobalto, com partes pretas debaixo das asas e da cauda. Ao redor dos olhos ela tem um anel de cor amarela e uma faixa da mesma cor na base do bico, que é preto, curvo e tão grande que parece maior que a própria cabeça.

Nativa da América do Sul, vive aqui no Brasil  em ambientes variados, mais abertos, sempre com as palmeiras de que se alimenta e grandes árvores onde descansam. Pode ser encontrada nos campos do Cerrado e nas florestas secas da Caatinga. Na Amazônia fica mais na borda das florestas e ao longo dos rios, mas é no Pantanal que estão os maiores grupos.

As araras -azuis vivem em sociedade. Gostam de voar em pares ou grupos. Estão sempre brincando e limpando as penas umas das outras e no final do dia juntam-se para dormir nas copas das árvores.

Os bandos reúnem casais e famílias com seus filhotes. Os casais são fiéis desde que se formam e  dividem todos os cuidados com seus filhotes. Fazem ninhos em buracos encontrados principalmente na árvore manduvi que tem um tronco mais mole. As araras não começam a fazer esses buracos, mas aproveitam aqueles formados naturalmente pela queda de galhos ou deixados por cupins, formigas e outras aves como os pica-paus.  É claro que, sendo bem maiores,  precisam cavar mais fundo e então, enchem a cavidade com lascas e serragem para fazer um ninho bem confortável.

Os ninhos são tão bons que podem ser aproveitados por outras aves e  voltam a ser ocupados pelo mesmo casal em outras temporadas, até porque, com as queimadas e desmatamentos, está cada vez mais difícil encontrar os manduvis grandes e velhos que precisam.

Em geral, a fêmea coloca dois ovos e fica a maior parte do tempo chocando. O macho traz alimento para ela e fica atento a predadores como as gralhas, tucanos e gambás. Os filhotes nascem em 28 dias e são muito fraquinhos, correndo grande risco de vida por não conseguirem se defender nem mesmo do ataque de baratas e formigas. Geralmente apenas um filhote sobrevive e somente depois de três meses se aventura no primeiro voo. Mas ele continua a depender dos pais para se alimentar até os seis meses.

As araras-azuis-grandes se alimentam das castanhas de cocos, que quebram facilmente com a força do seu bico. Elas ficam penduradas nos cachos das palmeiras e no caso especial das palmeiras acuris, típicas do pantanal, também aproveitam os frutos caídos no chão, comportamento que não é comum entre as outras espécies de araras. Neste caso, em especial, o bando é um importante meio de defesa, pois sempre tem um vigilante para gritar, avisando quando um predador está por perto.

Ao se alimentar, são importantes dispersoras de sementes, espalhando mudas bem longe da planta mãe, ajudando a conservar seu habitat.

Protegendo as araras-azuis

As araras-azuis-grandes sofrem com a perda do seu habitat natural pelos desmatamentos e queimadas. 

Também são alvo de caçadores ilegais para venda ou aproveitamento das penas para enfeites.

O Projeto Arara-azul foi criado pela bióloga Neiva Guedes em 1999, para proteger as araras do Pantanal, no estado do Mato Grosso do Sul. Na época, elas estavam desaparecendo e eram consideradas sob risco de extinção.

Desde então os ninhos naturais passaram a ser acompanhados ou recuperados, mas o mais interessante é que o Projeto passou a instalar ninhos artificiais para compensar a  diminuição das árvores nativas e a competição pelas cavidades com outras espécies de animais. 

Os ninhos artificiais são construídos como casinhas feitas de caixas de madeira, com espaço suficiente para as araras. Eles são instalados no alto dos troncos e  uma vez ocupados a equipe do Projeto acompanha os filhotes desde o nascimento. Eles são pesados e o sangue é coletado para exames e identificação. 

Deste modo o Instituto Arara-Azul vem salvando a espécie, que saiu da lista ameaçada de extinção. A  população das araras cresceu bastante, mas mesmo assim elas continuam a ser consideradas vulneráveis e precisam de proteção.

Veja em https://www.institutoararaazul.org.br

Arara-azul-grande – Foto divulgação Instituto Arara-azul, MS

Um ninho para a arara-azul-grande

Ajude a salvar as araras-azuis!

Ligue os pontos e preencha a linha pontilhada para fazer uma casinha segura as araras.

Outras araras-azuis

A arara-azul-grande recebeu este nome em comparação com a arara-azul-pequena.

Infelizmente esta espécie é considerada extinta. Menor que a espécie grande, com cerca de 70 cm, ela nunca mais foi vista em seu habitat natural, na região Sul e também não restou nenhuma delas em cativeiro.

Atualmente, nossa fauna conta com mais duas espécies de araras azuis, vivendo em regiões diferentes.

  • ARARA-AZUL-DE-LEAR 

A arara-azul-de- lear é parecida com a arara-azul-grande, mas seu tamanho é um pouco menor. Ela mede cerca de 70 cm e não chega a pesar 1 kg. Também apresenta diferenças na cor, com a cabeça e  pescoço em um tom azul- esverdeado, a barriga mais clara e o restante da plumagem azul-cobalto, com uma faixa amarela mais larga acima do bico.

Ela é nativa do Nordeste, vive apenas na Bahia, na região da Caatinga, onde encontra palmeiras para se alimentar e paredões de rochas para fazer ninhos e descansar.

Seu nome é uma homenagem a Edward Lear, pintor e escritor inglês que,  há mais de duzentos anos, colaborou com  a Sociedade Zoológica de Londres e com o Museu Britânico.  ilustrando animais em cativeiro, muitos deles trazidos de terras distantes. Na época, os nobres gostavam de ter espécies exóticas em zoológicos mantidos em suas propriedades e foi em um deles que, em 1828,  Lear fez a bela gravura de uma  arara-azul,  o primeiro registro da espécie. A descoberta da sua região de origem aqui no Brasil só aconteceu mais de um século depois.

  • ARARINHA-AZUL

Em tons de azul-celeste, com a cabeça mais clarinha, é a menor do grupo, com 55 cm e 350 grs. 

Nativa do Nordeste, infelizmente desapareceu da Natureza desde o ano 2000, por causa da caça e tráfico ilegal para a Europa e também pela perda do seu habitat. Ela vivia apenas em matas ao longo de riachos numa região de Caatinga ao norte da Bahia. O Projeto Ararinha na Natureza foi criado para reproduzir as ararinhas em cativeiro para sua reintrodução no habitat natural. Ele reúne cientistas do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade  e da ACTP – Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados, organização da Alemanha que trouxe de volta para o Brasil um grupo de 50 ararinhas que se juntaram as poucas ainda existentes em cativeiro por aqui.

Em 2022, mais de vinte anos depois do avistamento da última ararinha livre, foram soltas de volta à natureza as primeiras vinte ararinhas criadas pelo projeto. Algumas foram atacadas por predadores, mas outras já se reproduziram! 

As araras azuis

Circule as araras da mesma família que se repetem em cada fileira numerada.

Conte e escreva abaixo o nome de cada espécie  e o número delas em todo o quadro.

     Escrevendo com Ul -ul

Leia em voz alta lentamente e compare a diferença do som nas sílabas destacadas.

Lembrando:

Quando lemos ou falamos,  as palavras são divididas em pequenos pedaços sonoros  conforme as suas  vogais.

A cada vogal ou grupo representando um som chamamos de SÍLABA.

As sílabas simples são aquelas formadas por uma consoante seguida de uma vogal.

É o caso da família LA LE LI LO LU.

 Com LU temos:

          Mas existem as sílabas em que essa ordem fica ao contrário, primeiro a vogal e depois a consoante,  mudando completamente o som, como no grupo AL EL IL OL UL.

Com UL temos:

A união   U  + L pode aparecer no começo, meio ou fim das palavras.

Circule as sílabas com essa união nas palavras abaixo:

Dicionário ilustrado das aves

Complete para ter mais dois exemplos.

Uma homenagem à Edward Lear

O primeiro livro de Edward Lear – “Ilustrações da Família dos Psittacidae ou Papagaios”–  foi publicado quando ele tinha apenas 19 anos. 

Por causa dele recebeu muitas propostas de trabalho, entre elas a de um nobre inglês, que tinha um zoológico em sua própria casa. Convivendo com as crianças da família,  Lear começou   a escrever e desenhar para elas pequenos poemas engraçados.

Com apenas  cinco versos rimados, personagens estranhos e situações absurdas, sem pé nem cabeça, esses poemas foram se tornando muito populares e  acabaram reunidos no seu primeiro livro infantil, que chamou de “Um livro de nonsense”.  

Hoje são conhecidos como “limeriques” e seus disparates  continuam  a divertir as crianças. Graças a elas,  Lear conseguiu, como escritor muito mais reconhecimento e fortuna do que como ilustrador e pintor.

Ele abandonou as gravuras de animais, pois sua visão foi ficando fraca, impedindo a reprodução de todos os detalhes que  a ilustração científica exige e passou a viver viajando pelo mundo,  pintando paisagens e escrevendo suas  histórias engraçadas!

Você pode ler muitas delas, traduzidas para o português.

Aqui vai um exemplo:

ALMANAQUE DO U

Apresentando a letra U

O Alfabeto tem 26 letras, sendo 24 consoantes e apenas 5 vogais.

Para escrever qualquer palavra, precisamos de uma ou mais dessas cinco vogais.

A vogal U é a 5ª vogal e ocupa uma posição quase no fim da alfabeto, ela é a vigésima-primeira letra.

As letras podem ser escritas de várias maneiras.

As letras em bastão, também chamadas de letras de forma ou de imprensa, são aquelas usadas nos  livros, revistas, jornais e em quase tudo que lemos, como placas, folhetos ou na tela do computador. Na escrita de uma palavra elas sempre aparecem separadas umas das outras.

As letras manuscritas, são as letras feitas à mão, também chamadas letras cursivas porque aparecem ligadas umas às outras. Elas têm pequenas diferenças, conforme a pessoa que escreve.

As letras também podem ser maiúsculas ou minúsculas.

Veja algumas escritas diferentes da letra U.

Sublinhe a cor cujo nome tem uma vogal U e pinte com elas as letras abaixo.

AMARELO     VERDE     VERMELHO     AZUL     ROXO     LARANJA 

Escreva com sua própria letra:

Com a letra U escrevo:

URUBU – REI

URUBU-REI

NO CÉU ESPREITA

—–

URUBU-BRANCO

NO SOL PLANANDO

—–

URUBU-RUBIXÁ

NUMA CARNIÇA, QUIÇÁ!

—–

URUBUTINGA

UGH! QUE CATINGA!

Use e abuse do vocabulário

  • URUBU – Palavra da língua tupi-guarani, uru significa ave grande e bu significa negro, usada para nomear as grandes aves de rapina.
  • ESPREITA – Vigia, espiona, fica à espera.
  • PLANANDO – Pairando, voando com ajuda do vento, sem bater as asas.
  • RUBIXÁ – Palavra de origem tupi-guarani, rubixá indica o urubu “principal”, aquele que é o maior de todos.
  • CARNIÇA – Carne de animais mortos, em estado de decomposição, carne podre.
  • QUIÇÁ – Talvez, por acaso.
  • URUBUTINGA – Palavra de origem tupi-guarani, formada pela união urubu + tinga, tinga significa “branco”.
  • UGH – Interjeição que indica nojo, aversão.

Labirinto do U

Os urubus dormem empoleirados nos galhos das árvores e levantam voo assim que amanhece.

Eles ficam sobrevoando lá no alto, solitários ou com seu par, até encontrarem o que comer.

Ajude o urubu-rei a atravessar o labirinto para se juntar à sua companheira.

Complete os espaços com as vogais.

Curiosidades do mundo animal

O urubu-rei

Certamente você já viu aqueles urubus pretos voando bem alto no céu.

Se de longe eles parecem bem bonitos, planando e desenhando curvas entre as nuvens, de perto é difícil competir com sua feiura e ninguém quer saber de se aproximar deles, pois sua presença é sinal de que por ali tem algum bicho morto ou lixo mal cheiroso.

Mas existem outras quatro espécies de urubus brasileiros que não aparecem nas cidades e entre elas está o urubu-rei, o maior deles. 

Surpreendentemente, até que ele é bem colorido e bonito!

Sua cabeça e o pescoço são pelados, com partes enrugadas, mas têm tons de roxo, vermelho, laranja e amarelo. As penas do corpo são brancas, levemente amareladas no peito e apenas  a parte superior das asas e a cauda são pretos.  Os olhos têm a íris branca e são circulados de vermelho. O bico é laranja e preto e sobre ele cresce uma espécie de “crista”  alaranjada. As pernas são compridas e cinzentas.

Ele também é chamado de urubu branco ou conforme a língua indígena, urubutinga; e também de urubu-real, por causa do seu tamanho imponente, para os tupi-guaranis, urubu-rubixá ou uruburubixá.

Com cerca de 85 cm de altura e pesando entre 3 a 5 kg, ele é duas vezes maior que os urubus-pretos comuns e se destaca pela envergadura das asas. Entre uma ponta à outra,  quando abertas,  elas chegam a quase dois metros. Graças a elas,  com poucas batidas,  o urubu-rei pode ficar voando durante horas sem muito esforço.

Essa espécie de urubu vive principalmente nas florestas, mas também nas montanhas, campos e pastagens, desde que encontre árvores ou fendas em paredões de rochas onde possa se abrigar durante a noite. 

Durante o dia o urubu-rei fica voando à procura do que comer. Ele é  carnívoro, mas não caça suas presas. Quando avista um animal já morto, mergulha em direção ao chão, onde anda aos pulos e só permanece enquanto se alimenta.

Nas florestas, aproveita principalmente os restos deixados por outros predadores e já apodrecendo. Come antas, capivaras,  jacarés, lagartos, cobras, aves e  até peixes encalhados na beira dos rios.

Nas fazendas, fica rondando atrás  de carcaças de bois, vacas e  cavalos.

Ele só se alimenta de animais vivos se estiver muito faminto mas, mesmo nessa situação, só se aproxima de uma presa prestes a morrer.

Geralmente solitário, o urubu-rei pode seguir outras espécies de urubus com melhor olfato. Mas mesmo que as espécies menores encontrem uma carniça, elas  pousam a uma certa distância e esperam até que o rei se aproxime e faça sua refeição. Ele é respeitado pelo tamanho, mas também porque seu bico é mais forte e afiado, capaz de “furar” as partes mais duras e difíceis das carcaças.

Ele come até se fartar, a ponto de quase não poder mais se mexer e então exala um cheiro forte e bem ruim.

Para você colorir

Protegendo os urubus

Os urubus podem ser encontrados em todo o nosso território. Eles não estão em risco de extinção, mas o urubu-rei tem sido pouco avistado, principalmente em áreas da Mata Atlântica nas regiões Sul e Sudeste, prejudicadas pelo desmatamento.

Vários projetos foram criados para recuperação dessas áreas e a preservação da floresta em Unidades de Conservação. Nelas os habitats dos animais ficam protegidos.

Uma das mais importantes reservas de Mata Atlântica fica no Paraná, o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, onde estão as famosas Cataratas do Iguaçu.

Ali o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade  – ICMBio mantém o PANPlano de Ação Nacional – Aves da Mata Atlântica, que trabalha para proteção das várias espécies de aves, entre elas o urubu-rei.

Um parceiro importante é o  Parque das Aves, o maior zoológico de aves na América Latina, construído em meio à floresta por um casal apaixonado pelas aves, a veterinária Dra. Anna Croukamp e seu marido Dennis Croukamp. Eles trabalharam muito, resgatando e recuperando aves silvestres. 

Mais do que um passeio maravilhoso, a visita ao parque é uma ajuda importante para a conservação de mais de oitocentas espécies de aves nativas na região, entre elas cerca de cento e vinte ameaçadas de extinção pelo desmatamento, caça e tráfico ilegal. Muitas aves resgatadas vivem protegidas no Parque, sem poderem voltar ao seu habitat natural por terem sido maltratadas.

Veja em https:www.parquedasaves.com.br

Urubu-rei – Foto Divulgação Parque das Aves- Foz do Iguaçu -Paraná

 Ugh! Que hábitos esquisitos!

Não é  à toa que  a fama dos urubus não é muito boa.

De fato, eles são mesmo meio nojentos.

Além de cheirar mal quando estão empanturrados de tanto comer carniça, quando são  incomodados eles vomitam para afastar qualquer intrometido no seu banquete. 

Também fazem cocô entre as pernas para manter a temperatura do corpo.

Seus hábitos também são desleixados quando um casal se junta para a reprodução.

Eles aproveitam ninhos abandonados  por outras aves ou simplesmente usam um tronco oco de árvore,  uma fenda de rocha e até um  buraco no chão da floresta.  A fêmea coloca um ou dois ovos e o casal se reveza para chocá-los e arrumar comida. Para afastar predadores como as cobras que ameaçam os ovos e os filhotes, eles deixam o abrigo com seu cheiro ruim.

Lembrando aqui que tudo na natureza tem uma razão importante.

Mesmo comendo carne podre, os urubus são adaptados para sobreviver  porque seu estômago produz um suco ácido capaz de neutralizar bactérias e toxinas venenosas.

 Eles têm a cabeça e o pescoço pelados para facilitar a limpeza depois da refeição, pois ficam cheios de restos da carniça.  

Ora vejam só! Os urubus têm sim hábitos de limpeza!

Para nosso benefício e equilíbrio da natureza , ao acabar com os restos dos animais mortos eles formam um verdadeiro esquadrão de faxineiros, ajudando a evitar doenças e epidemias que podem nos atingir.

O esquadrão dos faxineiros

Conte quantos são os urubus à espreita de carcaças e descubra entre eles qual é o diferente.

Aves de rapina

Assim são chamadas as aves carnívoras capazes de “raptar”suas presas. 

Graças a uma visão e audição aguçados, elas  localizam alimento enquanto voam bem alto e  então mergulham sobre as presas, que ficam presas nas suas garras fortes e são levadas para serem destroçadas com o bico curvo e afiado.

Pertencem a esse grupo  as águias, gaviões, falcões, corujas e também os urubus, mesmo eles não sendo verdadeiros caçadores.

Ainda que só se alimentem de animais já mortos, eles têm as mesmas características dos rapinantes, com garras e  bico afiados. Também têm o comportamento agressivo, não permitindo a aproximação de nenhum concorrente.

Os rapinantes

Assinale neste grupo qual é a ave que, apesar de ser considerada de rapina, não combina com os hábitos de caça das outras.

Você sabe explicar qual é a diferença entre elas?

Escrevendo com U -u

Em primeiro lugar vamos lembrar que as letras podem ser maiúsculas ou minúsculas.

Quando usar uma ou outra?

As letras maiúsculas são usadas nos nomes próprios, aqueles que damos especialmente  para cada pessoa ou lugar e as minúsculas são usadas para os nomes comuns que indicam seres ou objetos em geral.

Também vale lembrar que sempre usamos a letra maiúscula ao começar a escrever uma frase.

Veja o exemplo:

O urubu-rei é uma das aves do Parque das Aves em Foz do Iguaçu.

Escolha um nome para o urubu-rei:

Agora ordene esta outra frase corretamente:

Outro lembrete importante!

Você já pensou de onde vêm as palavras?

No Brasil adotamos a língua que os portugueses falavam quando aqui chegaram com as suas caravelas, acreditando que tinham descoberto um novo mundo. 

Mas aqui já viviam muitos povos,  cada um deles com seus próprios costumes e  sua própria língua. Esses povos são chamados de “povos originários” ou “indígenas”, palavra que significa  “povo natural do lugar em que vivem”.

Entre  eles, espalhados pelas florestas ou junto ao mar viviam, entre muitos outros, tribos de tupis, tupinambás,  guaranis, tamoios, carajás, xavantes, pataxós…

Infelizmente poucos sobrevivem nos dias atuais. Se nossa História nem sempre foi generosa com eles,  ainda assim hoje formamos uma só nação de brasileiros e a Língua Portuguesa que adotamos ficou enriquecida com muitas palavras de suas línguas originais, principalmente nomes dos animais e plantas das florestas que eles sempre protegeram. É o caso do nome URUBU.

Veja outros exemplos e seu significado na língua tupi,, aproveitando para destacar o uso da vogal U.

É o caso da palavra URUBU, bem como:

URUTU → cobra grande

TATU animal de couro duro

TAMANDUÁ → comedor de formiga

Você provavelmente também conhece alguma cidade ou lugar com um nome indígena, ligado à natureza. Veja esses exemplos: 

IGUAÇU→ rio grande

UBATUBA  →  lugar de muitas canoas

CURITIBA → lugar de muitos pinheiros

Você já deve ter notado que a  vogal U pode aparecer no início, meio ou fim das palavras.

Veja como isso acontece na palavra URUBU:

Veja também a posição da vogal U nos nomes de outras aves:

Aves do Brasil

Circule as sílabas com vogal U.

Urubuzando

O urubu-rei está rondando para achar um petisco. Ah! Se esses animais já fossem uma carniça fresquinha!

Complete a cruzadinha e descubra quem pode virar comida de urubu.

Interjeições

As interjeições são  recursos de linguagem, que usamos quando queremos dar mais força para a expressão dos sentimentos. e emoções.

Veja alguns exemplos:

  • Alegria: Ah! Oh! Oba!Urra!
  • Tristeza ou Dor: Ai! Ui! 
  • Terror: Uh! Credo! Cruzes!
  • Surpresa: Ué! Nossa!
  • Alívio: Ufa! Arre!

Elas podem ser formadas por:

  • Sons vocálicos – são os sons formados apenas com as vogais ou com elas e uma ou outra consoante.  Ai! UAI! UAU!  AH! OH! UGH!
  • Uma palavra: Puxa! Credo! Calma!
  • Uma combinação de palavras: Puxa vida! Cruz credo!

Repare como depois de cada interjeição sempre aparece  o ponto de exclamação (!).

Ele ajuda a dar a entonação mais forte quando queremos chamar mais atenção. 

Repare também como uma simples interjeição pode valer por uma pequena frase:

APRESENTANDO URUBU-REI E GAMBÁ SARUÊ EM :

Urubujices

Ligue cada um dos urubus ao balão de fala que mais combina com ele.

Para terminar a lição, aqui vai uma adivinhação:

O QUE É, O QUE É?

ESTÁ NO COMEÇO, MEIO E FIM

DO AGOURENTO URUBU

SE VOCÊ NÃO ACERTAR, VOU FALAR:

SÓ PODE SER …..

R.: A letra U!

Apresentando -oz O albatroz

Com -OZ escrevo:

O ALBATROZ

—–

SOBRE O IMENSO OCEANO

VOA  SOBERANO O ALBATROZ

A SERENA BRISA O EMBALA

E ENFRENTA A TORMENTA FEROZ

—–

MAS SOB A ESPUMA DAS ONDAS

ENCONTRA UM DESTINO ATROZ

UM ANZOL O PRENDE E CALA

E FAZ DO HOMEM SEU ALGOZ

Organizando o vocabulário

  • SOBERANO – Poderoso, majestoso.
  • TORMENTA – Temporal, tempestade forte.
  • ATROZ –  Cruel, bárbaro, doloroso.
  • ALGOZ –  Matador, carrasco. agressor.

Curiosidades do mundo animal

O albatroz

Os albatrozes são grandes aves oceânicas, que vivem a maior parte do tempo  voando sobre o alto mar ou descansando sobre as ondas.

Estão sempre à procura de alimento, peixes e lulas trazidos à superfície pelas correntes marinhas ou restos de animais  mortos que ficam boiando sobre a água e são difíceis de apanhar em meio ao vento e as ondas que podem ser bem grandes e fortes.

Eles podem passar muito tempo solitários sobre a imensidão do oceano, contando com uma extraordinária capacidade de voo e uma visão e olfato aguçados para localizar suas presas.

Em lugares onde há grande concentração de peixes, como nas proximidades de barcos de pesca, juntam-se em bando com outras aves marinhas.

Graças as suas asas longas e estreitas estão entre as maiores aves voadoras do mundo. Existem cerca de vinte espécies de albatrozes. Eles podem alcançar até 1,30 m de comprimento e pesar cerca de 10 kg, mas se destacam pela envergadura das asas abertas. No albatroz-errante ou gigante, elas podem medir até 3,50 m de uma ponta a outra,  a maior envergadura entre todas as aves!

Com tais asas e a ajuda do vento podem viajar muitos quilômetros com pouco esforço. Geralmente voam durante todo o dia e pousam no mar ao anoitecer para descansar e dormir.

Podem ser encontrados ao redor do mundo todo, mas a maior parte das espécies faz  ninhos e cria seus filhotes em ilhas distantes e desabitadas na Antártica e ao seu redor, lá no Pólo Sul, a região mais gelada e seca do mundo,  onde os ventos são muito fortes.

São aves migratórias e fazem viagens bem longas conforme as estações do ano, à procura de temperaturas mais amenas e maior oferta de alimentos, e assim dão várias voltas ao redor do planeta.

O Brasil é rota de imigração para várias espécies. Eles aparecem durante o outono e inverno no nosso litoral sul, onde o clima é frio, mas bem menos do que nas ilhas de onde vêm. O albatroz-errante visita o ano todo as águas mais quentes do litoral sudeste.

Eles não são avistados próximos das praias, mas apenas em alto mar onde sobrevoam, se alimentam e descansam.

Nenhuma espécie de albatroz faz ninhos e cuida de filhotes  em terras brasileiras. Na época de reprodução, eles voltam para suas geladas ilhas de origem.

Conforme a espécie, procuram terra firme  uma vez ao ano, ou a cada dois anos, quando se reúnem em  colônias para encontrar parceiros e ali  ficam uma longa temporada enquanto cuidam dos filhotes.

Seja em terra ou pousados sobre as ondas, a decolagem de volta a liberdade de voar não é fácil. Eles dependem do vento e precisam correr vários metros com as asas abertas para que o ar passe debaixo delas,  até que uma boa lufada os ajude a ganhar  altura e sustentar o voo.

Então podem ficar planando tranquilamente, sempre acompanhando as correntes de vento, sem fazer  esforço ou bater as asas, que ficam abertas e travadas por uma membrana.

Mesmo com ventos contrários e fortes tempestades, seguem em frente, voando em arcos para poder avançar.

Para sobreviver no mar os albatrozes precisam de outros recursos além da capacidade de voo.

Como bebem água salgada, contam com glândulas que eliminam o sal  através das narinas,  dois  tubinhos que ficam dos lados do bico.

O bico é grande e forte, terminando num gancho para pegar suas presas, que podem ser escorregadias e bem agitadas.

As patas têm três dedos unidos por uma membrana, como nos pés de pato, para nadar e deslizar na água e são importantes nas manobras de pouso e decolagem.

As penas são grossas e impermeáveis, formando uma espécie de bolha de ar quente em volta do corpo. Por isso podem ficar pousados na água, secos e protegidos do frio. Por outro lado, esta bolha dificulta a pesca, pois não permite grandes mergulhos.

A cor da plumagem varia conforme a espécie, em geral o corpo é branco ou cinza claro, com asas escuras. 

Senhores do ar e do mar, os albatrozes são fundamentais para o equilíbrio de todo o ecossistema marinho. Enquanto voam sobre as águas espalham com suas fezes os nutrientes que servem de alimento para pequenos organismos que vivem na superfície. A partir deles vai se formando toda uma cadeia alimentar que mantém não só as sardinhas e lulas de que tanto gostam, mas todos os peixes  e os grandes  animais marinhos. 

Os albatrozes no Brasil

A costa brasileira é uma fonte importante de alimento para as aves marinhas e é fundamental para a conservação de 6 a 10 espécies de albatrozes que aparecem por aqui.

Eles costumam acompanhar os barcos que pescam atuns em alto mar. Para isso usam uma técnica chamada espinhel, estendendo sobre a superfície da água uma linha bem comprida presa com bóias. Nela são penduradas várias outras linhas com anzóis e iscas como sardinhas e lulas, justamente os petiscos preferidos dos albatrozes. As aves são atraídas pelos restos descartados da pesca e tentam roubar as iscas logo que são lançadas e ainda ficam perto da superfície.

Muitas vezes eles acabam se ferindo nos anzóis ou são fisgados e afundam, morrendo afogados.

Desta forma a pesca de espinhel aumenta muito o risco de extinção das espécies que nos visitam.

O Projeto Albatroz, com patrocínio da Petrobrás, trabalha para diminuir a captura não intencional dos albatrozes e petréis. Tudo começou há bastante tempo, em 1990, quando dois estudantes de biologia, Tatiana Neves e Rogério Menezes, apaixonados pelo mar, se uniram aos mestres pescadores para ajudá-los e também proteger as aves marinhas.

Medidas simples passaram a ser adotadas para a pesca.

As linhas de pesca e os anzóis passaram a ter pesos para afundarem mais rápido, ficando fora do alcance das aves. As iscas podem ser tingidas de azul para ficarem camufladas. Simples fitas coloridas, que esvoaçam presas a um mastro do barco, espantam as aves e sobretudo, a pesca deve ser feita à noite, quando os albatrozes costumam descansar.

O trabalho do Projeto Albatroz é tão importante que passou a fazer parte da  Política Nacional para Conservação dos Albatrozes e PetréisPLANACAP, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade . ICMBio, criado para reduzir a mortalidade das aves em todo o Brasil e que também colabora com outros grupos de proteção em todo o mundo.

Além das medidas para evitar a captura não intencional, também é importante reduzir outras ameaças como a poluição pelo derrame de óleo pelos navios e barcos, que compromete as penas e os olhos das aves, dificultando ou até impedindo seu voo.

O Projeto Albatroz trabalha ainda junto a crianças e jovens, com programas de Educação Ambiental nas escolas. Afinal, todos podemos contribuir para salvar as aves marinhas, com atitudes  simples ao nosso alcance.

Um exemplo é o cuidado que devemos ter quando vamos à praia. O lixo deixado na areia e que acaba se espalhando no mar é outra grande ameaça para a natureza. Embalagens plásticas podem levar até 500 anos para se decompor totalmente e enquanto isso são confundidas com  alimento. Atualmente, a maioria dos animais marinhos têm plástico no estômago e muitos morrem por causa disso.

Veja em:

https://projetoalbatroz.com.br

 Albatroz-de-sobrancelha-negra – Foto Dimas Gianuca   Captura incidental – Foto Fabiano Peppes
Projeto Albatroz

O espantalho dos mares

Ajude a salvar os albatrozes!

  • Continue a desenhar fitas coloridas presas ao mastro do navio, para que o movimento e o barulho do vento espante os albatrozes.
  • Pinte as iscas de azul para confundir as aves.
  • Se você camuflar as iscas, quantos albatrozes poderá salvar?
  • O que você deve fazer se encontrar lixo deixado na praia?

A ALBATRUPE

A Albatrupe foi criada pelo Projeto Albatroz especialmente para as crianças. 

O grupo reúne as principais espécies de albatrozes que visitam nosso litoral, com personagens  da LightStar Studios, do famoso A Era do Gelo

Você fica conhecendo o  Albatroz-de-sobrancelha-negra, o Albatroz-viajeiro ou errante, o Albatroz-de-nariz-amarelo-do-Atlântico, o  Albatroz-real-do norte e o Albatroz de Tristão. Eles estão representados aqui embaixo e você pode se divertir com eles nas histórias em quadrinhos e atividades que estão à disposição no site do projeto.

Viagem para o Brasil

Uma longa vida de aventuras

Os albatrozes vivem muito tempo, podem ficar bem velhinhos e chegar a mais de 50 anos!

A história de um filhote começa no verão,  quando os machos e fêmeas adultos deixam o oceano e se reúnem em colônias em ilhas isoladas.

Este é o tempo do acasalamento, quando casais se unem e desde então ficam juntos  para sempre, formando uma família  dedicada e protetora.

Eles compartilham a preparação do ninho, que precisa ser grande e resistente. Feito de areia, pedras, lama e plantas, é forrado de penas para ficar confortável e quentinho, pois vai abrigar a família durante muito tempo.

A fêmea coloca um único ovo. Ele é grande, pesa até meio quilo, mede uns 11 cm e nunca é deixado sozinho, pois se quebrar ou for atacado por predadores, a fêmea não fará uma nova postura na  mesma temporada de acasalamento.

O macho se reveza com ela, em turnos de até duas semanas, chocando o ovo durante mais ou menos 80 dias, o maior tempo de incubação entre as aves.

Enquanto um deles fica protegendo e aquecendo o ninho, sem mesmo se alimentar nesse tempo, o outro volta para o mar e procura ficar bem abastecido para enfrentar o seu turno.

Quando finalmente o ovo se rompe, o filhote ainda demora uns cinco dias para sair totalmente da casca. Ele é branco e fofinho e vai precisar de muita dedicação dos pais. Eles saem para pescar, cada um por vez, e precisam ir bem longe. Por isso não trazem alimento fresco e sim armazenam no próprio estômago pequenos krils, peixes e lulas para serem regurgitados no bico do filhote.

Conforme ele vai crescendo os pais o deixam sozinho, pois precisam reforçar sua alimentação para que ganhe gordura, capaz de sustentá-lo na sua ausência  e até que possa deixar o ninho.

Isso só acontece depois de 8 a 9 meses, cerca de 280 dias, quando o filhote,   pronto para voar e se alimentar por conta própria, finalmente começa sua aventura sobre as ondas.

Os pais deixam que ele conquiste a independência e também voltam para o oceano, cada um para o seu lado. Na próxima temporada, eles vão se encontrar novamente, na mesma ilha, para terem outro filhote e assim seguirão durante muitos anos.

Os filhotes, por sua vez, passam os primeiros cinco anos apenas no oceano.

Num certo verão, com incrível sentido de orientação, eles também voltam à ilha onde nasceram, onde encontram avós, pais e irmãos. Começam então a  aprender com os mais velhos os rituais para  formar sua própria família.  

Mas isso leva bastante tempo. O amadurecimento dos albatrozes é demorado e outras cinco temporadas serão necessárias até completarem 10 anos, quando finalmente ficam prontos para cortejar, acasalar e defender seu  próprio território.

O namoro é bem complicado. Para conquistar a atenção de uma fêmea, o jovem albatroz ensaia a dança do acasalamento com vários parceiros. Ele precisa aprender a estufar o peito, balançar a cabeça, levantar o bico, abrir as asas, assobiar, grasnar…. até conseguir finalmente ser escolhido por uma companheira.

E então toda a história vai se repetir…

Uma família amorosa

Numere corretamente a sequência de quadrinhos que conta a vida  do albatroz.

Coloque V para verdadeiro e F para falso:

  • A cada temporada de reprodução a fêmea escolhe um novo parceiro. (  )
  • Enquanto a fêmea fica na ilha chocando o ovo, o macho volta a viver em alto mar. (  )
  • Os pais se revezam, voltando ao oceano para buscar alimento para seu filhote. (  )
  • Como os albatrozes têm um único filhote a cada reprodução, a população não cresce muito e precisa ser protegida. ( )

As maiores aves voadoras do mundo 

Além dos albatrozes, existem outras aves com asas impressionantes e grande capacidade de voo.

Entre as aves aquáticas, os pelicanos e garças competem pela habilidade de planar bem alto.

Nas montanhas e florestas, as aves de rapina também voam a grande altura. As águias são caçadoras incríveis, atacam rapidamente suas presas em pleno voo. Já os carniceiros urubus  e condores ficam rondando vagarosamente à procura de carcaças de animais mortos.  

Veja algumas dessas aves e suas envergaduras de asas.

  • Albatroz-errante

Possui a maior envergadura entre todas as aves.

Peso: 8 a 11 kg Comprimento: 1,20 m Envergadura das asas: 2,90 a 3,70 m

  • Condor-dos- Andes

Por causa do tamanho é considerado a maior ave voadora do mundo, mas sua envergadura é menor do que a do albatroz-errante.

Peso: 7 a 15 kg  Comprimento: 1,30 m Envergadura das asas: 3 m

  • Pelicano-crespo

Possui o maior bico entre todas as aves.

Peso: 10 a 12 kg Comprimento: 1,60 a 1.80 m Envergadura: 2.70 a 3,20 m

  • Harpia ou Gavião-real

Nossa águia brasileira é a maior e mais forte águia do mundo.

Peso: 6 a 9 kg Comprimento: 0,90 a 1.05 m Envergadura das asas: 2,50 a 2,80 m

No quadro abaixo numere corretamente as silhuetas dessas aves.

Escrevendo com -oz

O som –oz aparece sempre no final das palavras.

É um som que destaca a última sílaba, pronunciada de modo mais forte.

Ele pertence ao grupo: -az -ez -iz -oz -uz.

Observe como este grupo é diferente da família de sílabas simples: za ze zi zo zu.

A diferença entre os dois grupos está  na posição das duas letras.

Lembrando que as sílabas simples sempre são  formadas por uma consoante seguida de uma  vogal.

Mas a vogal pode  mudar de lugar e aparecer antes da consoante!

Leia a frase abaixo em voz alta e você logo vai notar como essa mudança muda também o som da sílaba.

O ALBATROZ VOA SOB O GRANIZO.

Veja outros exemplos de palavras com sílabas com -oz:

Dicionário ilustrado das aves

Plural das palavras terminadas em -oz

Nosso dicionário ilustrado vem com uma dica.

O quebra-nozes nos lembra como fazer o plural das palavras terminadas em -oz

Basta acrescentar -es e temos um novo final  indicando uma quantidade maior.

Veja:

Agora é sua vez de fazer  plural no quadro abaixo:

Adjetivos

Leia mais esta frase:

ERA UMA VEZ UM ALBATROZ VELOZ.

Observe que a palavra VELOZ indica uma qualidade do albatroz. 

As qualidades pertencem a uma classe de palavras chamadas adjetivos.

Elas acompanham e ajudam a descrever e explicar como são os seres e todas as coisas que existem.

Os adjetivos também podem variar, sendo usados no SINGULAR, quando qualificam apenas UMA unidade e no PLURAL, quando qualificam MAIS DE UMA unidade.

  • Escolha nos quadrinhos abaixo adjetivos para completar as frases:
  • Circule somente as palavras que são adjetivos:

FEROZ    ARROZ    VOZ    VELOZ    NOZ    FOZ

Formando novas palavras 

Usando os adjetivos podemos formar novas palavras quando damos a eles um novo final.

Veja:

VELOZ → VELOZMENTE        FEROZ → FEROZMENTE

Temos agora uma nova classe de palavras.

Com o novo final indicamos o modo como as ações acontecem.

As palavras formadas com o final -mente são advérbios, palavras que mudam o sentido dos verbos.

Note como nessas palavras o som -oz já não fica mais no final das palavras , mas passa a ficar no meio delas. Lembra como toda regra tem suas exceções?

Mais um lembrete:

Note que os grupos AS-ES-IS-OS-US e AZ-EZ-IZ-OZ-UZ têm o mesmo som.

Então quando usamos S ou Z no final das palavras?

É simples:

Para indicar mais de uma unidade de alguma coisa usamos SEMPRE  letra S no final.

Para terminar, veja só que curioso – duas palavras com o mesmo som quando falamos, mas com significados diferentes:

FIM

VEM AÍ O ALMANAQUE DO U!

Apresentando Os – os – A ostra

Com OS escrevo:

A OSTRA

—–

ENTRE AFAGOS,

DISSE A OSTRA

À LAGOSTA:

– SE DE FATO,

GOSTAS DE MIM,

COÇA-ME AS COSTAS!

—–

PELA AMOSTRA

VALE A APOSTA:

– APÓS TAIS AGRADOS,

O MAR VAI OSTENTAR,

DE CROSTA GROSSA

UMA LAGOSTRA?

Organizando o vocabulário

  • AFAGOS – Carinhos, mimos.
  • AMOSTRA – Exemplo, mostra, sinal.
  • OSTENTA –  Exibe, revela.
  • CROSTA –  Casca, casco, camada dura sobre o corpo.

Curiosidades do mundo animal

A ostra

As ostras são moluscos que têm o corpo mole protegido por  duas conchas duras, irregulares e cinzentas, fortemente unidas.

Elas passam a vida na água, respiram e se alimentam  por meio de brânquias, que estão dispostas ao longo de todo o corpo. A água entra em seu interior quando as conchas abrem, e passa por cílios que existem nas brânquias, que funcionam como uma peneira. Eles filtram partículas muito pequenas de alimento, principalmente microalgas, mas também microrganismos como fungos e bactérias e restos de animais e plantas em decomposição.

Por causa da sua capacidade de filtrar impurezas, as ostras têm um papel importante na limpeza e controle da qualidade da água onde vivem.

Quando nascem não passam de pequenas larvas que flutuam  na água e têm muitos predadores, como peixes, caranguejos, estrelas-do-mar e esponjas. Embora uma única ostra fêmea produza milhões de ovos a cada estação de reprodução, são poucas as larvas que chegam à vida adulta. Essas levam mais ou menos duas semanas para se desenvolver e criar pequenas conchas. Então se prendem a uma superfície dura, pode ser uma rocha ou até mesmo outras conchas já bem formadas. Ali crescem umas sobre as outras, em grandes aglomerados chamados de recifes ou “bancos”, que também fornecem abrigo para outras criaturas como cracas, mexilhões e anêmonas.

Presas e imóveis pelo resto da vida, as ostras são alvo de caranguejos, estrelas e raias que são capazes de triturar suas conchas protetoras.

Existem diferentes famílias de ostras, cada uma com muitas espécies. A maioria vive no mar, mas também podem viver na água salobra, que resulta da mistura entre a água salgada e a água doce de um rio ou laguna, e também na água totalmente doce dos rios.

Certamente você já ouviu das ostras que têm pérolas escondidas no meio das  conchas. Elas podem ser de água salgada ou doce e pertencem a uma família chamada perlífera. As pérolas são formadas por uma reação de defesa. Se, por exemplo, um grão de areia invade o corpo mole dessas ostras, para se livrar da irritação, elas produzem uma substância chamada madrepérola,  que vai se acumulando ao redor do intruso até que ele fique totalmente isolado, na forma da pérola, o que pode demorar anos.

As chamadas ” ostras verdadeiras” , apreciadas como alimento, são as mais comuns. Podem ser de água salgada ou salobra.

As ostras nativas da nossa fauna pertencem à família das ostras comestíveis.

Elas vivem apenas em água salobra e são chamadas ostras-do-mangue. Seu habitat natural são os manguezais que existem ao longo do litoral, onde crescem junto a pedras no fundo da água, nas rochas à beira-mar ou agarradas às grandes raízes das árvores, onde podem ser facilmente avistadas e apanhadas quando a maré está baixa.

Protegendo nossas  ostras nativas

As ostras-do-mangue são uma fonte importante de alimentação e renda para comunidades que vivem à beira-mar.

Mas a coleta sem controle, chamada de coleta predatória, pode colocar em risco o equilíbrio dos bancos naturais.

Por isso foram criados programas para a criação artesanal de ostras, garantindo a preservação do meio-ambiente e um estoque permanente para os pescadores.

Um projeto pioneiro foi desenvolvido em Cananéia, no litoral de São Paulo, onde existem várias ilhas que pertencem ao Complexo Estuarino Lagamar,  a maior área preservada de mangues no país.

O Instituto de Pesca, da  Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado De São Paulo, em parceria com a Fundação Florestal, da Secretaria do Meio-Ambiente e com a Fundação de Amparo à Pesquisa – FAPESP  fez muitos estudos para criar e ensinar aos ribeirinhos um sistema de cultivo das ostras em “fazendas”, que no lugar de terra,  usam a água do mar.

Dessa maneira a extração das ostras passou a ser feita de forma sustentável.

Os pescadores precisam respeitar a época de reprodução e o tamanho das ostras que podem apanhar. Não podem ser retiradas dos bancos naturais as ostras muito pequenas que ainda vão se desenvolver, nem as grandes, que vão gerar novas larvas.

As ostras retiradas para cultivo são colocadas em tabuleiros junto ao manguezal para um período de crescimento e engorda. Ali elas podem se alimentar naturalmente, pois também são alcançadas pelo movimento das marés.

Quando chega a época da reprodução nos bancos naturais, a coleta não é mais permitida, mas as ostras cultivadas estão prontas para serem consumidas. 

Os pescadores se organizaram e criaram a Cooperostra – Cooperativa dos Produtores de Ostra de Cananéia, onde as ostras cultivadas passam por vários banhos de água limpa para filtrar qualquer impureza. Assim eles garantem não só alimento para suas famílias como uma boa renda, vendendo sua produção para peixarias, supermercados e restaurantes.

Veja em: https://www.pesca.sp.gov.br

 Criando ostras exóticas

Aqui no Brasil também são cultivadas ostras  que vêm das águas geladas do Oceano Pacífico, lá no Japão. Chamadas de ostras japonesas, elas se desenvolvem bem no litoral de clima mais ameno da região sul, especialmente no estado de Santa Catarina. Como não são nativas, é preciso produzir suas “sementes”, o que é feito no Laboratório de Moluscos Marinhos, da Universidade Federal de Santa Catarina UFSC . As sementes são destinadas a grandes fazendas marinhas para serem criadas e distribuídas para todo o país.

Conchas e carapaças

Os moluscos são o maior grupo de animais em todo o planeta.

Existem milhões de espécies, tanto aquáticas como terrestres. 

A  maioria tem o corpo mole protegido por uma ou duas conchas. Podem ser  pequenos caracóis de jardim ou caramujos,  mariscos e mexilhões marinhos.

Existem também  moluscos sem qualquer proteção como os polvos e as lesmas, que podem ser  tanto terrestres como aquáticas. As lulas são uma espécie curiosa, pois têm uma concha diferente, que  fica dentro do seu corpo mole.

Apesar de tão numeroso, o grupo dos moluscos fica atrás de outro grupo ainda maior, que também protege o corpo, não com conchas, mas com carapaças.

São os crustáceos, tanto terrestres, como os tatuzinhos-de-jardim; como os aquáticos, na maioria  marinhos,  como camarões, siris, caranguejos e lagostas.

Os crustáceos são invertebrados, não têm ossos como os moluscos, mas não deixam de ter um esqueleto, só que de lado de fora do corpo – um incrível exoesqueleto! Ele é duro e impede o crescimento de seu dono, por isso precisa ser trocado regularmente. De tempos em tempos ele se rompe e de dentro dele sai um animal todo enrugado,  já envolvido por outra proteção mais mole e que vai se esticando para que ele possa crescer.

Apesar de sua carapaça dura, os crustáceos conseguem se movimentar muito bem pois têm pernas,  membros articulados que também ajudam na alimentação e defesa.

Quem é o intruso?

Ele também carrega uma concha, mas não é um molusco.

Assinale quem é o diferente.

A casa das ostras 

Os manguezais são verdadeiras florestas marinhas que  ocupam a faixa entre o mar e a terra,  onde acontece o encontro da água salgada com a água doce dos rios ou  lagunas, os lagos junto à costa. 

Neste tipo de floresta o solo é  lamacento e mal arejado, com bastante sal e cheio de restos de plantas e  animais em decomposição. Por isso não cheira nada bem. 

Ali crescem os mangues,  árvores que se adaptam ao fluxo das marés, suportando períodos de alagamento. Elas têm raízes aéreas, capazes de buscar o ar na superfície e folhas capazes de expelir o sal.

Existem três tipos de mangues.

O mangue vermelho  cresce mais perto do mar, sempre lembrado pelas  raízes grandes em forma de arcos, que afundam na lama para poder sustentar a árvore e suportar a entrada da água na maré alta. Saindo do tronco e dos ramos também brotam raízes aéreas, com poros para absorver o ar na maré baixa e que se fecham na alta. 

O mangue-branco cresce mais à frente, em solo mais firme e arenoso. Além das raízes que entram na terra para sua sustentação e nutrição, também tem raízes que parecem “tubinhos” saindo para  cima do solo em busca de ar.

O mangue-preto cresce a seguir, em solo que não fica tão inundado e também tem raízes que vão aparecendo para fora, mais compridas que as do mangue-branco.

No manguezal as raízes das árvores e a água turva oferecem um abrigo seguro para  pequenas criaturas. Muitas espécies marinhas, entre peixes e caranguejos, além de moluscos, como as ostras, encontram nesse ambiente as condições ideais para  alimentação, reprodução, desova e criação dos filhotes. 

As ostras e os caranguejos passam toda a vida no manguezal.

Para outros animais, ele é um grande berçário, onde nascem e passam a fase inicial da vida, indo depois para o mar. 

Provavelmente você não gostaria de fazer uma trilha pelo lodo fedorento mas, graças à proteção que ele oferece, podemos saborear a  maior parte dos peixes e frutos do mar que tanto gostamos!

Em todo o nosso litoral as florestas de manguezais  são consideradas “Área de Preservação Permanente”. Elas são muito importantes pois protegem a costa nas tempestades, evitando grandes inundações. Também  filtram e limpam a água, protegendo a vegetação no fundo mar, que produz o oxigênio que precisamos até em maior quantidade que as florestas terrestres. 

Apesar de toda a sua importância,  os manguezais são ameaçados não só pela pesca predatória, mas por desmatamentos, depósito de lixo e produtos químicos,  como agrotóxicos e resíduos de indústrias, que põem em risco as espécies e as próprias comunidades ribeirinhas.

Lembrando que é muito perigoso comer ostras de água poluída, pois elas filtram e acumulam bactérias e todo tipo de veneno.

Se você quiser aprender mais sobre os manguezais pode acessar o Atlas dos Manguezais do Brasil, desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento – Brasil (PNUD), com o apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio.

A floresta marinha

Responda:

  • Quais são  os animais representados na figura do manguezal?
  • Quais são moluscos?
  • Qual é a ave que está voando sobre os mangues? O que ela está procurando?
  • Quantos guarás estão pousados no mangue-vermelho? Você sabe por que eles também são vermelhos?
  • O que  a garça-azul está fazendo à beira do lodo?
  • Qual é o mamífero que, entre outros alimentos, gosta das ostras-do-mangue?
  • Entre todos os animais representados, quais são as duas espécies que passam toda a vida no manguezal?

Escrevendo com Os – os

Que tal uma sopa de ostra?

Observe as palavras  SOPA e OSTRA.

Nelas temos sílabas com as mesmas duas letrinhas, mas basta mudar o lugar delas e os sons ficam bem diferentes.

Na palavra  SOPA, temos uma sílaba simples formada por consoante seguida de vogal.

A sílaba SO  faz parte da família SA SE SI SO SU.

Saindo deste modelo simples de formar as sílabas. temos também as chamadas  sílabas complexas.

É o caso da troca de posição que acontece na família  AS ES IS OS US.

Compare os dois casos:

A sílaba formada por O + S pode aparecer no começo, meio ou fim das palavras.

Desembaralhe as sílabas e coloque na ordem correta nos quadrinhos.

O que a palavra MARISCOS tem de diferente em relação à OSTRA ou LAGOSTA?

Ela está no PLURAL, indicando mais de um indivíduo.

Lembrete:

Qual a principal regra para  formar o plural das palavras terminadas com vogais?

Agora é a sua vez de fazer um plural.

Complete o quadro abaixo:

Veja agora os nomes curiosos de mais dois animais marinhos.

O golfinho-de-dentes-rugosos é um golfinho grande, com quase 3 metros de comprimento quando adulto e pesando cerca de 150 Kg. Sua cabeça é  alongada e o nariz mais fino em comparação com os outros golfinhos. Suas costas são escuras, parecendo que tem uma capa. Seu nome se deve, é claro,  aos dentes que são cheios de sulcos.

A pardela-de-óculos passa o tempo voando sobre o oceano. Ela voa com batidas fortes das asas e é capaz de enfrentar grandes tempestades, mas plana suavemente sobre a superfície da água e mergulha para apanhar peixes, lulas e crustáceos. Sua cor é escura, entre o marrom e o cinzento, com manchas brancas ao redor dos olhos, por isso o seu nome.

Qual a diferença entre as palavras RUGOSOS e ÓCULOS?

Mais um lembrete!

Toda regra tem exceções.

Nem sempre o final com a letra S indica plural.

A  palavra ÓCULOS é um caso  especial de palavra com o final em OS, usado tanto no singular como no plural.

Curiosidades de Almanaque 

 A maior ostra do mundo

Nas águas quentes dos Oceanos Índico e Pacífico vivem as  ostras-gigantes, os maiores moluscos com duas conchas em todo o mundo;

Elas podem ser encontradas por mergulhadores, principalmente junto à Grande Barreira de Corais da Austrália. Ali tudo parece espetacular e as ostras-gigantes surpreendem com suas cores variadas, camufladas entre os corais, tão grandes que podem ter até 1,2 m de comprimento e chegar a pesar 200 kg, mas isso leva em torno de 10 anos!

Elas são os maiores moluscos de duas conchas do mundo. São tão grandes que acreditava-se que podiam engolir uma pessoa, mas na verdade, não são agressivas e não é nada difícil escapar delas.  Suas conchas são unidas por músculos fortes e se abrem muito lentamente e não tornam a se fechar por completo, de modo que nenhum mergulhador pode ser surpreendido por um ataque!

Como as outras espécies de ostras, elas filtram a água, retendo microrganismos, mas elas também têm uma fonte bem diferente de alimento. São algas que ficam abrigadas no  seu interior e  aproveitam os nutrientes que ela oferece, produzindo por sua vez  nutrientes para a ostra, numa relação de ajuda entre ambos.

As ostras-gigantes podem viver centenas de anos, mas nem todas chegam a tanto porque são alvo de captura para aproveitamento das conchas como enfeites e também porque são uma iguaria muito apreciada em alguns países.

Você pode imaginar o tamanho de uma ostra-gigante comparando, por exemplo, o comprimento das suas conchas com o comprimento do casco das tartarugas marinhas.

Conselho de Mestre – Cuca

“Se não gostas de ostras, faça uma aposta no peixe em postas!

O que são postas?

A posta é o corte em fatias da parte mais  grossa do peixe.

Segue uma receita gostosa e bem fácil, que você mesmo pode preparar, lembrando que criança na cozinha sempre deve ter um adulto por perto para não se machucar.

Postas de peixe ao forno

Ingredientes:

  • Duas ou mais postas de um peixe branco, suculento e sem espinhas, como a pescada branca.
  • Duas colheres de suco de limão.
  • Uma colher de café de sal.
  • Se gostar, uma pitada de pimenta do reino branca.
  • Uma colher de sopa de azeite.
  • Uma cebola média em rodelas.
  • Um ou dois tomates em rodelas.
  • Salsinha picada.

Modo de preparo

  • Tempere as postas com o suco de limão, sal e a pimenta. Reserve.
  • Unte uma travessa  que possa ir ao forno com azeite e espalhe as cebolas.
  • Espalhe os tomates formando uma segunda camada.
  • Espalhe a salsinha.
  • Coloque o peixe sobre esta deliciosa “cama”.
  • Regue com azeite
  • Leve ao forno em temperatura média por mais ou menos meia hora, até que fique bem douradinho.

Sugestões de acompanhamento: batatinhas assadas  e uma saladinha de folhas.

Bom apetite!

Para encerrar, cuidado para não torcer a língua, não só comendo peixe em posta, mas se for capaz, repetindo bem depressa:

Trava-Língua

CUIDADO COM UMA OSTRA À MOSTRA,

SEM A  CROSTA GROSSA ELA ESTÁ MORTA!

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Apresentando Or – or – A orca

Com OR escrevo:

A ORCA

—–

PARA NOSSA SORTE

O FRIO DO NORTE

TRANSPORTA A ORCA

E ELA APORTA

EM NOSSA PORTA!

Organizando o vocabulário

  • TRANSPORTA – Carrega, conduz, leva de um lugar para outro.
  • APORTA – Chega a um determinado lugar.

Curiosidades do mundo animal 

A orca

A orca pertence ao grupo dos cetáceos, baleias, golfinhos e botos, os mamíferos completamente adaptados à vida aquática. Embora passem a maior parte do tempo debaixo da água,   precisam subir até a superfície para respirar.

Chamada de  “baleia”, por ser bem grande, a orca na verdade é um golfinho, o maior deles.

Mas a principal diferença entre baleias e golfinhos não é o tamanho, é a forma como se alimentam, dependendo de possuírem na boca dentes ou barbatanas.

Os golfinhos têm dentes que usam para pegar e mastigar suas presas. A orca tem 50 dentes e pode triturar ossos com apenas uma mordida!

 As baleias têm barbatanas no lugar dos dentes, chamadas “cerdas”, que são placas flexíveis que filtram os alimentos. Elas enchem a boca com uma grande quantidade de água  e junto entram pequenos animais marinhos, que ficam presos como numa rede. Depois ela expele a água e eles são engolidos com a ajuda da língua. 

Outra diferença entre golfinhos e baleias são as narinas, orifícios para respirar que ficam no alto da cabeça. As baleias têm dois orifícios e os golfinhos apenas um.

As orcas se destacam das outras espécies de golfinhos por suas cores. Elas têm as costas pretas com uma mancha cinzenta atrás da nadadeira  e uma mancha branca acima e atrás dos olhos. Essas manchas são diferentes em cada orca, permitindo que sejam identificadas. A barriga é branca com duas curvaturas que se estendem para os lados do corpo. A parte inferior da cauda também é branca. Nos filhotes as manchas têm coloração alaranjada.

A nadadeira do dorso é alta, a maior entre todos os cetáceos, e pode medir mais de um metro de altura. Ela é reta nos machos e encurvada nas fêmeas.

 Os machos são maiores e podem medir entre 9 a 10 metros de comprimento e pesar entre 9.000 a 10.000 quilos, ou seja, 9 a 10 toneladas! As fêmeas medem entre em torno de 8 metros e pesam entre 6 a 7 toneladas.

Como podem caçar baleias maiores e mais fortes do que elas, foram chamadas de “assassinas de baleias”, de onde veio o nome mais comum de baleias-assassinas.

Elas são predadoras cruéis de uma variedade muito grande de animais: baleias, golfinhos, tubarões, raias, polvos, lulas, tartarugas, morsas, focas, peixes, pinguins.

Atacam em grupo, perseguindo as presas até que elas se cansam e são as únicas a caçar outros cetáceos, sem que elas próprias tenham predadores. 

Embora tenham dentes, nem sempre sua mordida é forte o suficiente para matar animais grandes como morsas, leões-marinhos e focas. Então criam grandes ondas que os derrubam das plataformas de gelo e atiram uns contra os outros com golpes da cabeça e pancadas da cauda até que morram. 

É importante deixar claro que elas não atacam humanos na natureza, embora tenha acontecido acidentes com treinadores e orcas mantidas em parques aquáticos.

As orcas vivem em todos os oceanos, sendo a espécie de mamíferos com maior distribuição ao redor do mundo, perdendo apenas para  nós, os humanos.

Embora prefiram as águas geladas dos Pólos Norte e Sul, contando com uma camada grossa de gordura sob a pele para proteção, elas se afastam no inverno mais rigoroso, buscando regiões quentes, com maior oferta de alimento, e é assim que chegam até o nosso litoral, onde podem ser avistadas entre os meses de Junho a Dezembro.

Protegendo nossa fauna marinha

As maiores ameaças para os animais marinhos são causadas pela interação com o homem. Eles são vítimas da poluição pelo óleo derramado dos navios e pelo lixo deixado nas praias, principalmente de plásticos que são carregados para o alto-mar e ingeridos como se fossem comida. Também podem morrer ou ficar feridos com choques com embarcações e pela captura acidental em redes de pesca.

Felizmente existem vários projetos dedicados à proteção da fauna marinha, desenvolvendo pesquisas, ações de educação ambiental, resgate e reabilitação de animais feridos e doentes. 

Um exemplo é o Projeto SOS Animais Marinhos, criado pelo Aquário de Ubatuba em São Paulo. Através do  Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha, em parceria com o Instituto do Meio Ambiente – IBAMA, todo o litoral norte do estado é monitorado, tanto nas praias como no mar, em busca de animais marinhos mortos ou debilitados.

As orcas podem ser avistadas, acompanhadas  e estudadas enquanto viajam pelo nosso litoral.

Além delas também são protegidas as outras espécies de golfinhos e baleias, as tartarugas e as aves marinhas.

Você pode conhecer mais sobre este trabalho visitando o Aquário de Ubatuba e o Museu da Vida Marinha. Veja em:

https://aquariodeubatuba.com.br         https://institutoargonauta.org

Orcas avistadas em Ilhabela-SP Foto Manuel da Cruz Albaladejo – Instituto Argonauta, Ubatuba-SP

Vovó orca e sua prole

As orcas são muito sociáveis. Vivem sempre em grupos familiares, liderados por uma fêmea mais velha, que pode ter até 90 anos e  seus descendentes adultos, tanto machos como outras fêmeas com seus filhotes. Cada grupo tem em torno de 9 membros que se comunicam com uma linguagem própria, com gritos, assobios e batidas da cauda.

Os membros do grupo só se separam para acasalamento, quando completam cerca de 15 anos. Os novos filhotes, machos ou fêmeas, sempre ficam com o grupo de suas mães.

 A gestação é demorada, dura até um ano e meio e cada mãe  tem um único  filhote  a cada 5 anos, que é amamentado durante dois anos.

Como a taxa de reprodução é pequena, as populações de orcas não crescem muito, mais uma razão para serem protegidas, evitando-se o risco de sua  extinção.

No desenho abaixo, marque com um X as orcas fêmeas da primeira figura e depois encontre as 7 diferenças entre os dois quadros.

Os Cetáceos brasileirosResidentes e Visitantes

Muitas espécies de baleias e golfinhos vivem em nossos rios e mares.

As baleias são migratórias,  aparecem todo ano, entre Junho e Dezembro. 

Elas encontram nas águas quentes do nosso litoral um bom berçário para os filhotes, pois eles não têm gordura suficiente para protegê-los do frio.

 Nossas visitantes mais comuns são:

  • Baleia-jubarte, a mais famosa,  com suas grandes nadadeiras peitorais e uma corcova nas costas, razão pela qual é chamada “baleia-corcunda”. Ela aparece principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste, onde pode ser avistada dando seus incríveis saltos
  • Baleia-franca, a maior delas, assim chamada pela preferência por nadar lentamente nas águas mais rasas da costa, principalmente da região Sul.
  • Baleia-minke, a menor delas, chamada baleia-anã, nada rápido e faz acrobacias aéreas tanto em águas costeiras como no alto-mar, desde o Sul até o Nordeste.

Temos também uma baleia residente:

  •  Baleia-de-bryde, chamada baleia-tropical, porque vive durante o ano todo entre a costa e o mar aberto, principalmente  na região Sudeste.

Quanto aos golfinhos, várias espécies têm todo o seu ciclo de vida em nossas águas.

Os mais conhecidos são:

  • Boto-cor-rosa, o maior golfinho de água doce do mundo, vive nos rios da Amazônia e sua cor varia com a idade, sendo cinzento quando jovem.
  • Toninha, o menor entre todos os golfinhos, não se expõe muito na superfície, nem faz muitos saltos, vive em águas rasas das regiões Sudeste e Sul.
  • Golfinho-nariz-de-garrafa, o mais famoso, assim chamado pelo “bico”curto e largo; acrobático, muito inteligente e comunicativo, interage com os barcos de pesca e pode ser avistado ao longo de todo o nosso litoral.
  • Golfinho-rotador, cujo nome vem dos incríveis saltos e giros em volta do corpo, tem o “bico” comprido e fino e vive na Região Nordeste, principalmente na Ilha de Fernando de Noronha.
  • A orca é nosso único golfinho visitante!

No quadro abaixo, marque com um R os animais da nossa fauna que são residentes e com um V, os que são visitantes. Depois ligue os pares que pertencem à mesma família.

O maior animal do mundo

O maior animal do mundo é um cetáceo, com até 30 metros de comprimento e pesando 200 toneladas! Ele também  pode ser avistado no Brasil.

Quem é ele?

Pesquise e assinale a resposta abaixo:

Escrevendo com Or or

Leia em voz alta e compare a diferença de sons:

O ROBALO É UM PEIXE ROBUSTO, MAS A ORCA É BEM MAIOR.

Repita os dois nomes:

O robalo é um peixe grande que geralmente fica nas águas mais rasas do mar. Através dos estuários, onde os rios se encontram com a água salgada, pode chegar e se adaptar na água doce.

No seu nome temos uma sílaba simples formada por consoante depois da vogal: 

Já no nome da orca, a baleia que não é baleia, temos uma sílaba com a  vogal antes da consoante, formando um som diferente, que pertence ao grupo AR  ER  IR OR UR.

O som OR pode aparecer no começo, meio ou final das palavras.

Veja outros nomes de  animais como exemplos. 

São todos animais  marinhos, sendo a orca um animal totalmente aquático e os demais semi-aquáticos, pois passam parte do tempo na terra.

Brrr!!!! Que frio!

Além de serem animais adaptados ao ambiente marinho, alimentando-se principalmente de peixes, lulas, moluscos, camarões e krils, esses animais têm em comum o fato de também serem habitantes das regiões mais extremas e frias da Terra, os Pólos Norte e Sul.

As orcas, como já vimos, vivem em todos os oceanos, desde águas geladas à regiões mais quentes como no nosso litoral.

Já as morsas são mamíferos que  vivem exclusivamente no Polo Norte, adaptadas ao Oceano Ártico. Ali não existe propriamente terra, mas uma vastidão de neve  e gelo acumulado durante anos e anos.

No outro extremo da Terra, no Polo Sul, vive o maior pinguim do mundo , o Imperador. Seu habitat, a Antártica é um grande deserto formado por solo congelado e geleiras, totalmente rodeado pelo Oceano Antártico. Ali flutuam plataformas de gelo e os “icebergs”,  pedaços que se soltam das geleiras e são levados pelas correntes marinhas até se desintegrarem.

Orcas até podem caçar os pinguins lá no Polo Sul, mas as morsas e os imperadores nunca se encontram!

Viajando para terras mais quentes

Veja mais esses animais curiosos.

Todos eles são semi-aquáticos.

O primeiro é um mamífero estranho, com patas e uma espécie de bico que parecem de pato. Ele vive unicamente na Austrália, onde faz tocas na beira de rios e lagos.

O segundo é uma ave que vive ao redor do mundo todo. O nome vem da sua cor preta. Por aqui é conhecida como cormulhão ou biguá e é facilmente avistada, tanto à beira-mar como nas margens de rios ou sobre as pedras no meio da correnteza.

O terceiro é um roedor da América do Norte e Europa, que vive à beira de rios e riachos, onde constrói diques feitos com troncos de árvores, debaixo dos quais fica protegido em sua toca.

Complete os nomes desses animais com a sílaba que contém o som OR.

Desembaralhe as sílabas dos nomes de mais dois bichinhos com nomes compridos.

Trava-língua

UMA ORCA CORTA UMA MORSA MORTA E A BOCA ENTORTA.

Uma boa notícia para um final feliz

A triste história da orca Lolita, que vai retornar para o mar após 50 anos em cativeiro

Lolita foi capturada em 1970, vendida para um parque aquático, passou mais de 50 anos em um tanque de 26x11m e ficou 40 anos sem interagir com outro animal da sua espécie

TOPO

Por BBC

02/04/2023 13h58 Atualizado há 4 meses

A orca vivendo há mais tempo em cativeiro deve ser devolvida ao seu habitat natural na região noroeste do oceano Pacífico mais de 50 anos após ser capturada.

A orca Lolita tem 56 anos e foi a atração principal do parque aquático Miami Seaquarium, nos Estados Unidos, por décadas. Na natureza, a expectativa de vida de uma orca fica entre 50 e 80 anos, com algumas fêmeas chegando aos 90.

Ativistas por direitos dos animais passaram anos exigindo a libertação de Lolita. O projeto Whale and Dolphin Conservation (Conservação de Baleias e Golfinhos, em inglês) afirma que a estimativa de vida de orcas nascidas em cativeiro é, em média, 4 anos.

Na semana passada o aquário anunciou que iniciará o processo de devolução da orca ao seu habitat natural nos próximos dois anos.

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