Apresentando Au au – O pica-pau

Com au escrevo:

O pica–pau

—–

No alto do mata-pau,

um joão-do-pau

fez seu ninho

com gravetinhos.

—–

Mal se acomodou,

um pica-pau chegou.

—–

Pa Pa Pa Pa!

—–

Que bico tem o pica-pau!

À cata de lagartinhos,

bica e pica

o mata-pau.

—–

Como ficar no ninho

com tal vizinho?

—–

Melhor buscar

outro local

e lá se foi

o joão-do-pau.

 

Curiosidades do mundo animal

O pica–pau

Não é difícil descobrir porque o pica–pau ganhou esse nome. Ele fica bicando repetidamente o tronco das árvores para fazer buraquinhos e encontrar sua comida predileta, larvas e pequenos insetos, que suga com sua língua comprida e gosmenta. Por isso tem o bico comprido, bem forte e pontudo.

Um pica–pau chega a dar até 100 bicadas por minuto. Com as patas, que funcionam como garras, consegue se prender no tronco. Fica bem firme e retinho. É por isso que tem a  cabeça grande e o pescoço forte, para poder sustentar o corpo por bastante tempo.

Mas seu tamanho, ao contrário, não é tão grande. O que mais chama a atenção é seu topete, a maioria de cor vermelha. É uma ave muito bonita, com as asas e a cauda pretas.

Existem muitas espécies de pica–paus, com cores, tamanhos e piados diferentes.

Além do pica–pau-de-topete-vermelho, existe o pica–pau-branco, o verde-barrado, o picapau-do-campo, o amarelo e muitos outros.

Vivem a maior parte do tempo sozinhos, só procurando um par na época da reprodução, quando as bicadas fortes do macho atraem a fêmea e servem para fazer um buraco grande, que será o ninho, protegido do vento e da chuva.

A fêmea coloca de três a cinco ovos e o macho a ajuda a cuidar dos filhotes. Eles são bem feios, pelados e cegos, parecem fraquinhos, mas já nascem sabendo bater o bico!



Observando aves –  O Museu Biológico do Instituto Butantan criou o primeiro Observatório de Aves – OA-IB em plena área urbana da grande cidade de São Paulo, aproveitando que seu parque oferece uma ilha verde de Mata Atlântica, abrigo de centenas de espécies de pássaros. O Observatório é um centro de pesquisas, educação e conservação das aves silvestres,  promovendo passeios guiados por ornitólogos, os estudiosos das aves. Com um binóculo e uma câmera fotográfica, prestando atenção, é possível encontrar bem ao lado vizinhos como os pica-paus e aprender cada vez mais sobre eles. O pica-pau-de-cabeça-amarela tornou-se símbolo do Observatório. Junto com seu parente, o pica-pau-de-banda-branca, forma a parceria mais comum na cidade. A partir deste ínicio, a Divisão da Fauna Silvestre, da Secretaria do Verde e do Meio-Ambiente da Prefeitura de São Paulo, em parceria com a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil –  SAVE Brasil e clubes de observadores de pássaros criaram o  projeto #vempassarinharSP estendendo a experiência direta com a natureza a vários parques da cidade.

Veja em: https://butantan.gov.br>atracoes>museu_biológico

Pica-pau-de-cabeça-amarela-Foto Luciano Lima Pica-pau-de-banda-branca-Foto Natália Allenspach
OA- Instituto Butantan-SP

    

Ninhos e filhotes    

                                                                                                                    
Observe o desenho e responda:

• Quantos são os filhotes de pica–pau?

• Conte também quantos são os filhotes de joão–do–pau.

• Anote nos quadros abaixo e some todos para descobrir quantos filhotes estão morando no pé de mata–pau.

Onde estão os pica-paus-de-topete-vermelho?

Encontre dois pica-paus-de-topete-vermelho entre os pica-paus de outras espécies.

     

Escrevendo com  Au       au

    

O encontro das vogais A + U aparece no começo, no meio e no fim dos nomes de três amigos.

Preencha os espaços para conhecê–los:

Os três estudam na mesma escola e participam do Clube de Ciências.

Eles fazem excursões para observação de aves.

Veja duas aves raras que eles conheceram:

 João-do-pau – Você já deve ter descoberto a razão desse nome. O casal constrói sua casa juntando gravetos na ponta de um galho de árvore e toda a família fica bem instalada, pois a casa é grande.

A cada ninhada, nascem dois filhotes.   

Quando o ninho é abandonado, não demora para ser ocupado por outros animais, como marimbondos e mesmo pequenos répteis e mamíferos, tão confortável é a casa. 

Bacurau – Ave noturna, capaz de se camuflar tão bem durante o dia, que dificilmente é vista.

Não constrói ninhos. Simplesmente se ajeita no chão, entre a terra, gravetos e folhas secas e fica ali sem se mexer, lembrando a estratégia do urutau. Sua cor, uma mistura de marrom e cinzento, permite que fique  bem disfarçado. Os ovos também são meio enterrados sob as folhas caídas e quando os filhotes nascem, ficam quase invisíveis.

No quintal do Nicolau

Olhe aí o Nicolau fotografando um pica-pau.

Observe bem a figura e responda:

Quantos são os animais que estão no quintal do Nicolau?

Quantos voam, mas não são aves?

O Nicolau está tão concentrado que mal sabe o que o espera.

O que será que vai acontecer?

Uau! Que final!

Coitado do Nicolau!

Ainda bem que deu tempo de fotografar o pica-pau.

Observe bem a figura e descubra:

Onde foi parar a lagartinha que vivia debaixo da casca do pé de mata-pau?

Onde foi parar a taturana, a lagarta peluda que provoca queimaduras?

O que aconteceu com o caracol?

Mural das Aves Brasileiras

Apesar de tudo, Nicolau conseguiu levar sua foto para o mural do Clube de Ciências.

Ajude a identificar as aves do mural, preenchendo as letras que faltam.

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