A letra I é a terceira vogal. No alfabeto ocupa a nona posição.
Como todas as letras pode ser escrita de várias formas: em bastão ou forma, cursiva ou manuscrita, maiúscula ou minúscula.

Uma das maneiras mais comuns que usamos é a seguinte:

Pinte usando duas cores diferentes para indicar as letras maiúsculas e minúsculas

Escreva com sua própria letra: I _________ i __________
Um bicho raro
Ligue as letras do alfabeto e descubra um bicho da nossa fauna.

Escreva o nome para a legenda. Atenção! São 5 letras e 3 sílabas.
Dica: você pode usar os quadrinhos.

EM FAMÍLIA
DA ARIRANHA SOU PARENTE,
MAS NÃO VIVO EM ÁGUA CORRENTE.
SOU BEM MAIOR QUE A DONINHA,
MAIS FEROZ DO QUE O FURÃO
E NÃO SOU DE ESTIMAÇÃO
SOU A _______________________________.
Se você ainda não descobriu qual o nome deste bicho, veja a próxima atividade.
Labirinto do I
Ajude a IRARA a alcançar sua iguaria preferida.

Com I escrevo:
A IRARA
A IRARA
VIVE IRADA
POR ONDE PASSA
DEIXA INHACA
NOITE E DIA
QUER IGUARIAS
IÇÁS, IRATAUÁS
SAGUIS, QUATIS…
PARA ADOÇAR,
SAPOTI OU AÇAÍ
COM SORTE,
MEL DE ABELHA JATAÍ!
Ih… O que é isso?
- IRADA – Raivosa, agressiva, irritada.
- INHACA – Cheiro ruim, fedido, expelido para marcar território; catinga.
- IGUARIAS – Comidas gostosas, gulodices, petiscos.
- IRATAUÁ – Pássaro amarelo e preto, vive em alagados na Amazônia.
- SAPOTI – Fruta nativa nas matas, de sabor adocicado.
Curiosidades do mundo animal
A irara
A irara é pouco conhecida, raramente avistada, apesar de viver em todo o Brasil: na Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e até mesmo nas regiões mais secas da Caatinga.
Tem o corpo comprido e esguio, pescoço longo, cabeça larga com orelhas pequenas e arredondadas, focinho curto, bigodes. A pelagem é em geral marrom escuro, com manchas claras na cabeça e garganta. Mede cerca de 60 cm, com mais uma cauda peluda de quase 1 m e pesa entre 3 a 7 kg.
É um animal típico de floresta, constrói tocas em ocos de árvores ou aproveita buracos cavados por outros animais para descansar nas horas quentes do dia. Mas é muito ativa, anda dia e noite à procura de todo tipo de comida. Gosta especialmente de mel e frutas doces como a da embaúba, mamão e manga.
Escala as árvores com facilidade, prendendo–se aos galhos com garras afiadas e usando a cauda para se equilibrar. Com as patas dianteiras vai girando a fruta até que ela se desprenda e quando quer descer, é capaz de virar as pernas de forma a voltar para o chão com a cabeça para baixo.
É uma caçadora rápida e agressiva. Sempre atenta, usa o olfato para se orientar. Ataca desde insetos como grilos, besouros e cigarras; pequenos animais como lagartos, ratos, gambás e esquilos a presas maiores como macacos, quatis e preguiças.
Marca por onde passa com um cheiro ruim. Se perseguida, foge no meio do mato ou sobe nas árvores, vencendo grandes distâncias pulando de galho em galho.
Os biomas – A Mata Atlântica
A palavra Bioma é formada na verdade de duas partes: “bio” quer dizer “vida” e “oma” significa “grupo”.
Então, para entender o que é um bioma você precisa pensar numa grande região onde plantas e animais se adaptam a condições especiais do clima e do solo, formando um grupo ou comunidade. A Mata Atlântica é o segundo maior bioma do Brasil, perdendo em tamanho apenas para a Amazônia. Seu nome vem do fato de ocupar toda a faixa do nosso litoral, banhado justamente pelo Oceano Atlântico, mas da beira do mar ela vai subindo pelas encostas das serras e entrando pelas terras mais altas e planas do interior do nosso país. Na verdade o bioma não é formado apenas de mata ou floresta, mas também de ambientes diferentes, com sua própria vegetação e fauna.
Nas praias e nas restingas, depósitos de areia ao lado delas, as plantas se adaptam ao vento forte e ao solo pobre, com muito sal. Podem ser plantas rasteiras, arbustos e algumas árvores pequenas, além dos coqueiros.
No encontro entre o mar e os rios formam-se os manguezais, onde o solo muda conforme as marés, mas é sempre úmido pela mistura de água doce e salgada. Para poderem se fixar no pântano as árvores têm grandes raízes aéreas.
Ao longo da costa, nas chamadas terras baixas – as planícies – se estende a floresta tropical, sempre verde e úmida por causa do clima quente e da grande quantidade de chuva. Árvores muito altas entrelaçam as suas copas deixando a floresta muito densa e fechada. Abaixo delas crescem árvores menores com flores perfumadas, como os ipês e quaresmeiras ou com frutas saborosas como as pitangas, jabuticabas, goiabas, cambucis, uvaias… e também as palmeiras. Trepadeiras, orquídeas e bromélias se enroscam nos galhos. O chão é forrado pelas samambaias.
Subindo as encostas das serras, a medida que vão chegando as terras mais altas – os planaltos – as estações vão ficando mais definidas, com tempo de chuva e de seca. As florestas são mais abertas, entremeadas de campos. As árvores são menores, com troncos mais finos e podem perder as folhas no inverno. No sul, onde faz muito frio, aparecem as araucárias, com seus gostosos pinhões.
Você pode imaginar a infinidade de animais nesta grande variedade de ambientes!
Infelizmente a Mata Atlântica é o bioma que mais perdeu espaço para as cidades e a agricultura. Os pedaços que sobraram estão protegidos por lei, como Unidades de Conservação, as Reservas e Parques que podermos visitar.
“Ilhas” ou fragmentos de floresta
A maior parte da Mata Atlântica na verdade está espalhada em pequenas matas nativas em sítios e fazendas, rodeadas de terras desmatadas para plantações e criação de animais. Para essas “ilhas” também foram criados programas de conservação.
Um deles é o Projeto Conexão Mata Atlântica, mantido pelo Governo Federal, através do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT, em parceria com órgãos ambientais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Projeto transforma agricultores em prestadores de serviços ambientais. Eles passam a receber um pagamento para cuidar de nascentes em suas terras, coletar sementes, formar mudas, reflorestar, adotar práticas agrícolas que não prejudiquem tanto o meio-ambiente e até monitorar a presença de animais através de armadilhas fotográficas, pois eles são um indicador importante da conservação da mata. Veja em: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/conexao/2020/09/monitoramento-de-grandes-mamiferos/

Ameaças para a irara
O desmatamento é a principal causa de ameaça de extinção das iraras.
Com a ocupação de partes das florestas por campos de cultivo, as iraras se aproximam do homem. Geralmente estão sozinhas, pois têm hábitos solitários, mas às vezes, uma mãe pode estar acompanhada de um ou dois filhotes.
Elas acabam invadindo pomares e plantações de cana e milho e áreas de criação de abelhas. São caçadas e envenenadas, quando não morrem atropeladas.
Um dia da caça, outro do caçador
Numere os quadrinhos pela ordem da sequência dos acontecimentos.

Escrevendo com I – i

De onde vem as palavras?
Algumas das palavras nos quadros acima são da Língua Tupi-Guarani, a principal língua indígena falada aqui no Brasil na época da chegada dos portugueses.
Muitas palavras da língua dos índios foram incorporadas ao Português, principalmente os nomes das plantas e animais que eram até então desconhecidos.
Muitos desses nomes têm o mesmo começo.
Na Língua Tupi IRA quer dizer MEL e ITA quer dizer PEDRA.
Veja como outros nomes foram formados:

Na ilha

• O mar: abriga e alimenta uma infinidade de animais marinhos como corais, peixes, baleias, golfinhos….
• A restinga: nos depósitos de areia, as tartarugas desovam, as gaivotas fazem ninhos, a coruja–buraqueira e o caranguejo maria–farinha se escondem em buracos…
• O manguezal: no pântano, entre a terra e o mar, a mistura de água doce e salgada é o berçário de caranguejos, siris, mariscos, atraindo a visita dos gaviões e guaxinins.
• A floresta: na floresta vive a maior diversidade de animais como jacutingas, iguanas, esquilos, cutias, quatis, saguis, micos–leões …
Desembaralhe as sílabas e numere conforme o habitat de cada animal:

Diminutivos
A vogal i aparece em terminações que formam diminutivos como :
-inho -inha ou -zinho -zinha
Na mata:

Agora é a sua vez de escrever os diminutivos.
Na praia:

Irarinhas
Uma irara tem dois a três filhotes a cada gestação.
Eles nascem cegos, com dentinhos fracos e precisam de alimentos bem mastigados pela mãe, como uma papinha.
Assinale alguns alimentos bons para as irarinhas.

Para terminar, especialmente para quem gosta de passear na praia!
O que é, o que é?
Está no começo da ilha, no meio da restinga e no fim do sambaqui.