Com QUI escrevo:
O MURIQUI
NO ALTO DO JEQUITIBÁ
UMA TRUPE DE EQUILIBRISTAS
BALANÇA, BAMBOLEIA, DÁ SALTOS.
QUE NOTÁVEIS TRAPEZISTAS!
—–
SÃO MACACOS MURIQUIS
E SE VOCÊ PENSA QUE
VIVEM DE MACAQUICES,
TRAQUINAGENS E MOMICES.
ESQUEÇA!
—–
NA VERDADE
SÃO BEM TRANQUILOS,
NA MAIOR PARTE DO TEMPO
FAZEM “BOLINHOS”
E FICAM QUIETINHOS.
—–
GOSTAM MESMO DE
FAZER UMA BOQUINHA,
ACHAR UMA BOA FORQUILHA
E TIRAR UMA SONEQUINHA.
O que é isso?
TRUPE – Grupo de artistas que se apresenta em conjunto nos espetáculos de circo ou teatro, equipe de artistas.
TRAQUINAGENS – travessuras, peraltices.
MOMICES – Caretas, trejeitos próprios dos palhaços.
BOLINHOS – Nome dado ao comportamento dos muriquis que costumam se abraçar em grupo, abraço coletivo.
BOQUINHA – Refeição ligeira, petisco, a expressão “fazer uma boquinha” significa “comer um pouco”.
FORQUILHA – Galho que tem três pontas.
Curiosidades de mundo animal
O muriqui
O muriqui é o maior macaco em todo o continente americano. Nativo do Brasil, vive apenas na Mata Atlântica, preferindo as árvores mais altas. Entre as copas fechadas eles se deslocam, procuram alimento, balançam tranquilamente nos galhos e dormem.
Os machos podem chegar a mais de 1 m de altura, mais a cauda com aproximadamente o mesmo tamanho. Pesam entre 8 a 15 kg. As fêmeas são um pouco menores.
Eles têm braços compridos e finos, bem como as pernas, capazes de dar pulos de até 10 m. A cauda é preênsil, funcionando como uma terceira mão, com a qual consegue se agarrar nos galhos para apanhar frutas e também folhas, flores, néctar e pólen, cipós e sementes. Com as mãos em cuia, recolhem água para beber que fica represada em buracos dos troncos. Descem pouco para explorar o chão, aproveitando para comer samambaias e bambus. Depois de comerem, descansam na sombra dos galhos e dormem boa parte do dia.
Por causa da sua alimentação variada descartam do alto das árvores muitas sementes diferentes que caem no chão e germinam, por isso os muriquis são um dos maiores jardineiros restauradores da floresta.
Estão sempre em bandos, passando todo o tempo juntos, sem um macho dominante e nenhuma agressividade entre eles. Gostam de pular em grupo entre os galhos, subir uns sobre os outros e dar abraços, inclusive coletivos. São as fêmeas que deixam seu bando para acasalar e formar uma nova família, procurando companheiros em outro grupo, sem que os machos briguem por ela.
Existem duas espécies de muriquis.
O muriqui-do-sul vive em trechos da Serra do Mar, em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.
O muriqui-do-norte vive na Serra da Mantiqueira, em trechos isolados de floresta da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Eles têm algumas diferenças. A pelagem dos dois é espessa e macia, bege e com um anel mais claro ao redor da face. Mas esta é toda preta no muriqui-do-sul e com manchas brancas nos adultos do norte. Por isso são chamados de mono-carvoeiros, sendo o do norte também conhecido como mono-de-cara-manchada.
Ambos são barrigudos e o muriqui-do-sul não tem o dedo polegar.
Salvando os muriquis
Existem vários projetos para salvar os muriquis.
Em Minas Gerais, o Muriqui Instituto de Biodiversidade – MIB criou o programa “Montanha dos Muriquis” para conservação do muriqui-do-norte.
Um bom grupo deles vive na Unidade de Conservação Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, que pertence a Serra da Mantiqueira, onde são monitorados através de drones e armadilhas fotográficas. Além de mapear a população, o projeto pesquisa as principais ameaças para a sobrevivência dos muriquis, resgata aqueles que vivem isolados para que sejam integrados a um bando e divulga informações para as comunidades que vivem próximo à montanha, que por sinal, você pode visitar com sua família para observar de perto os muriquis. O MIB conta com a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, que é o órgão do Governo que administra as Unidades de Conservação e das Fundações Biodiversitas e Grupo Boticário, que também trabalham para a proteção da natureza em propriedades particulares. Veja em: www.mib.org.br
Em São Paulo, a Associação Pró-Muriqui coordena o maior estudo sobre os muriquis-do-sul no Parque Estadual Carlos Botelho. Este parque é uma das Unidades de Conservação mais importantes para os muriquis porque forma um corredor ecológico, que liga trechos da Mata Atlântica entre os municípios de Capão Bonito, São Miguel Arcanjo e Sete Barras, onde vivem os grupos de muriquis-do-sul. Os cientistas acreditam que apesar dos desmatamentos para formação de pastagens e lavouras, que levaram a perda do habitat e ao isolamento das populações, a proteção neste corredor une os pedaços da floresta e pode levar a uma interação entre os bandos e aumento de grupos familiares, que passam a habitar novos espaços. A Fundação Florestal – Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo trabalha para a proteção e ampliação das áreas de Mata Atlântica e incentiva projetos de Educação Ambiental. Um dos mais interessantes é a prática de observação de primatas. Você pode visitar e conhecer os muriquis no Parque Estadual Carlos Botelho. Para se preparar, você pode consultar o Guia de Observação de Primatas de São Paulo, um ótimo manual prático para identificar as espécies e a ocorrência em alguns parques paulistas. Veja em:
www.promuriqui.org.br http://s.ambiente.sp.gov.br/proprimatas/GUIAPRIMATAS

Escrevendo com Qui qui

Vamos lembrar nomes de animais que têm a sílaba QUI.
Você certamente conhece o ESQUILO.
Mas já tinha ouvido falar do QUIRIQUIRI?
O quiriquiri é uma das menores aves de rapina do Brasil, também conhecido como gavião-mirim. Ou gavião-carijó, porque tem o corpo cheio de pintinhas pretas.
Ele é um bom controlador de pragas porque se alimenta de insetos, cobrinhas, lagartinhos, passarinhos e pequenos roedores como ratos e esquilos, que atacam as plantações.
Diferente das aves que preferem se abrigar nas copas das árvores das florestas, ele prefere viver em campos abertos e até pode ser avistado empoleirado em postes em plena cidade!
Leia em voz alta bem lentamente e preste atenção em como dividimos as palavras em pequenas partes conforme aparecem as vogais.


Agora é com você.
Separe as sílabas dos nomes abaixo, encaixando em seu conjunto de quadrinhos.

Fazendo diminutivos
Com a sílaba QUI fazemos os diminutivos de algumas palavras terminadas em CA ou CO.

Agora é com você.
Aproveitando, vamos conhecer esses vizinhos lá na Mata Atlântica para fazer seus diminutivos.
O macuco
O macuco é a maior ave da Mata Atlântica. Tem o corpo na forma de um ovo, com cerca de 50 cm de altura e 2 kg de peso. Pense numa ave meio parecida com uma galinha grande. Suas penas são na maioria cinzentas e esverdeadas, riscadas de preto nas asas e formando desenhos na direção da cauda. É difícil avistar um macuco pois fica escondido no mato, geralmente sozinho. Quando começa a escurecer sai perambulando atrás de comida. Ele gosta de frutas, sementes, vermes e insetos. É uma ave que não voa, apenas bate as asas quando quer empoleirar em um galho para dormir ou conquistar uma companheira. É o papai macuco que cuida dos ovos, entre 3 a 5, que ficam num ninho entre as raízes das árvores ou em troncos caídos, perto de riachos e de lugares acidentados como encostas e buracos para melhor se proteger dos predadores.
O macuco é mais um habitante da floresta ameaçado de extinção por causa dos desmatamentos.
Agora faça o diminutivo, desembaralhando as sílabas.
É fácil! Só ver o exemplo ali em cima, afinal macaco e macuco são palavras bem parecidas!

A cambacica
A cambacica é mais uma ave solitária da Mata Atlântica.É um passarinho bem bonito, com 10 a 12cm, pesando cerca de 10 grs. Tem as costas, asas e cauda de cor marrom bem escuro e o peito amarelo. A cabeça é coroada de penas pretas, que também formam uma faixa na face. Sobre os olhos tem uma faixa branca. O bico é curvo e pontudo, bom para perfurar o cálice das flores em busca de néctar, bem do jeito que fazem os beija-flores. Também gosta bastante de frutas. Um comportamento curioso da cambacica é seu hábito de tomar muitos banhos para se limpar depois das refeições, já que fica toda lambuzada de néctar!
Geralmente ela é vista solitária em pedaços mais abertos da mata onde pode encontrar as flores de que tanto gosta e aparece também nos quintais das casas em plena cidade.
Faz dois tipos de ninhos na forma de uma esfera, um mais simples para dormir durante a noite e outro mais bem acabado, feito com palha, capim, folhas e teias de aranha, com uma entrada pequena e bem protegida para chocar dois a três ovos.
Agora fica um desafio! Desembaralhe as sílabas do diminutivo bem compriiido para este pequeno passarinho.

Para finaliza:
O QUE É , O QUE É ?
- O macuco é uma das maiores aves da Mata Atlântica, mas o que a cambacica tem maior que ele?
- A anta é o maior mamífero terrestre da nossa fauna, mas o que o muriqui tem maior do que ela?
Respostas:
O nome, pois macuco tem 6 letras e 3 sílabas, enquanto cambacica tem 9 letras e 4 sílabas.
Já a palavra anta tem apenas 4 letras e 2 sílabas, enquanto muriqui tem 7 letras e 3 sílabas.
Uma resposta correta para a segunda pergunta também seria o tamanho da cauda, pois a anta tem apenas um rabinho enquanto a cauda do muriqui pode ter mais de um metro.