Apresentando In in – O intanha

Com IN escrevo:

O INTANHA

INDOLENTE,

INDIFERENTE? 

—–

NÃO SE ENGANE.

—–

INCANSÁVEL,

O INTANHA SÓ ESPERA

INSETO IMPRUDENTE.

—–

NUM INSTANTE ELE

INVESTE, INFALÍVEL,

INCLEMENTE.

O que indica?

  • INTANHA – Sapo–de–chifre,  sapo–boi-verde, untanha. Provavelmente de origem indígena as palavras intanha ou untanha se aplicam a sapos e rãs grandes.   
  • INDOLENTE – Parado, inerte,apático.
  • IMPRUDENTE – Ingênuo, sem cautela, indefeso.
  • INSTANTE – Momento rápido, de repente.
  • INVESTE –  Ataca, avança.
  • INFALÍVEL – Certeiro, que nunca erra ou falha.
  • INCLEMENTE – Cruel, impiedoso.

Curiosidades do mundo animal

O intanha

Que nome estranho! Mais estranho ainda é o sapo, que na verdade é uma rã, só que é chamado de sapo por ser muito grande e ter a pele rugosa.

O intanha é um sapo difícil de ser visto porque durante o dia fica meio enterrado no chão da floresta, coberto por folhas, musgos e capins. Além disso, a cor verde, com manchas marrons, vermelhas, amarelas e pretas  o ajudam a se camuflar.

Só sai à noite para se alimentar e sua estratégia para caçar é ficar imóvel,  esparramado, olhos abertos, esperando que alguma presa se aproxime. Então ele pula de repente para fora do seu esconderijo e dá o bote.

Sua boca é enorme, quase a metade do tamanho do corpo e ele é muito glutão, devorando insetos, aves, roedores, lagartos e até seus parentes, sapos e rãs. Pode até acontecer de morrer engasgado por tentar engolir animais muito grandes.

Não existem muitas diferenças entre machos e fêmeas. Elas costumam ser maiores. Somente eles coaxam. Medem entre 13 a 20 cm e chegam a pesar 500 gr.

Os olhos são grandes, com duas elevações na cabeça, que empina quando ameaçado, daí o nome sapo–de–chifre. Os membros são curtos, não permitindo grandes saltos.

Vive nos Pampas, em campos úmidos e alagamentos temporários e em matas nas encostas das serras e beira dos rios.

Infelizmente a perda do habitat natural para plantações e criação de animais, tornou o intanha mais um animal considerado Criticamente em Perigo de Extinção.

Além disso, traficantes de animais silvestres caçam e vendem o intanha para quem gosta de ter em casa um animal exótico, deixando para trás seus predadores naturais, as cobras.


Os pampas

Se você olhar um mapa do Brasil, bem lá na ponta, na região sul, ficam os pampas, um bioma que só existe no estado do Rio Grande do Sul. Este é um bioma mais conhecido pelos grandes campos naturais, com uma variedade muito grande de capins e arbustos que crescem no solo plano ou levemente ondulado. Vem daí o nome “pampa” quer significar “plano” ou “planície”.  Mas ali também existem florestas com árvores de pequeno porte que crescem junto aos rios e lagos. Nessas paisagens diferentes vivem muitas espécies de animais, alguns endêmicos, ou seja, só encontrados ali,  como o sapo intanha.

A maior parte dos pampas foi sendo usada como pastos para a criação de grandes rebanhos de bois e ovelhas e também sofreu mudanças para dar lugar ao plantio de milho, soja, arroz , trigo e aos parreiras de uvas.

O Projeto Gigante dos Pampas foi criado por cientistas do Brasil, Argentina e Uruguai, para conservação do intanha. Por aqui o Projeto é desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com o Instituto Curicaca e apoio do ICMBio através do Plano de Ação Nacional para e Conservação da Herpetofauna do Sul. Veja em:

https://gigantedospampas.wixsite.com

https://www.curicaca.org.br/gigante-dos-pampas

https://www.ufrgs.br/faunadigitalrs/escuerzo-utanha-verde-sapo-intanha

Sapo Intanha – UFRGS – Foto Daniel Loebmann

                                  

Na beira do rio

Além do Gigante dos Pampas, outras espécies de sapos também são chamadas popularmente de intanhas pelo seu tamanho grande.

É o caso do famoso sapo–cururu, que vive nas mais variadas regiões, desde grandes florestas fechadas a brejos, lagoas, rios, campos e até em regiões mais secas. Como as luzes das cidades atraem insetos, atrás deles também pode aparecer um grande cururu. Talvez você já tenha encontrado algum no seu quintal! 

Se você tem um cachorro, cuidado! Os cururus têm duas glândulas nas costas que espirram veneno quando são apertadas.

Mas, atenção! O veneno não é perigoso para os humanos. Quando apanhado, ao contrário, o cururu fica indefeso e se finge de morto.

Em geral, os machos e fêmeas dos sapos são diferentes quanto ao tamanho e a cor. Os machos costumam ser menores e somente eles coaxam, justamente para atrair as fêmeas. Por isso têm um papo que incha como um balão num vai e vem, fazendo vibrar as cordas vocais. Observe o desenho e responda:

• Quantos machos?

• Quantas fêmeas?

• Pinte os machos de amarelo e as fêmeas de marrom.

• Se cada fêmea colocar 2.000 ovos, qual o total desovado por todas elas?

   R.: No total serão_______________________________ovos.

Sinfonia e Sintonia

A estação das chuvas chegou e os sapos machos procuram uma companheira na beira dos rios, lagoas e até em poças de água. Fazem uma cantoria!

As fêmeas escolhem um macho capaz de coaxar bem forte. Ele terá que subir nas suas costas e dar um abraço apertado para estimular a postura dos óvulos, que serão fertilizados dentro da água. Não é a toa que elas são maiores, pois precisam aguentar o peso dos machos!

No labirinto aquático abaixo só um caminho está livre para Dona Intanha chegar até seu escolhido, sem nem mesmo ter que pular sobre as pedras! 

Encontre você também qual é o caminho.

Agora você já sabe por que o sapo canta! Cante também:

SAPO CURURU

(Cantiga do nosso folclore)

A metamorfose – as incríveis duas vidas dos sapos

Vida aquática

Leia como começa a vida dos sapos na água e depois numere os quadrinhos conforme a ordem correta das mudanças.

  • 1. Missão cumprida pelos pais! Depois da postura e fertilização dos ovos na água, eles voltam para terra. Os ovos, frágeis e sem casca, ficam protegidos entre as plantas aquáticas, envoltos por um cordão gelatinoso. Eles são uma iguaria para muitos predadores: peixes, aves, répteis, mamíferos e até outras espécies de anfíbios.
  • 2. Os ovos libertam os girinos, que parecem peixinhos pretos, com brânquias para respirar, cauda para nadar e uma boca pequena para sugar alimento suspenso na água. Continuam a ser uma iguaria e há espécies de girinos canibais, como os filhotes dos sapos intanhas,  que comem uns aos outros.
  • 3. Os girinos crescem, desenvolvem a forma da cabeça, ganham pernas traseiras, mas ainda ficam com a cauda. Aos poucos vão se adaptando a uma nova dieta, passando a comer algas e limo.
  • 4. As patas da frente aparecem e os girinos já parecem sapinhos, mas ainda têm a cauda para nadar. Os pulmões começam a se formar e eles podem passar um tempo na superfície da água, treinando a caça de insetos!

Vida terrestre                                                                  

A metamorfose continua:

  • 5. Com patas traseiras e dianteiras, pulmões formados, boca maior e adaptação para digerir novos alimentos, como insetos. os filhotes já podem ficar mais tempo fora da água. Mas resta uma pequena cauda pois ainda nadam. 
  • 6. Todo o processo da metamorfose pode durar dias a meses, dependendo da espécie. A grande quantidade de ovos, lá no começo,  foi uma estratégia de sobrevivência, pois poucos  chegam à fase terrestre. Ao final, os filhotes parecem miniaturas de um sapo adulto. Mas estão prontos para respirar, saltar e se alimentar em terra firme. Vão crescer, de preferência perto de lugares úmidos, pois um dia vão precisar novamente da água para se acasalar e continuar a história.

Complete o último quadrinho desenhando um jovem sapo iniciando sua vida terrestre.

Desenhe também insetos para sua alimentação.

Escrevendo com In in

A caatinga e seus habitantes

A caatinga, na região Nordeste, é um bioma que só existe no Brasil.

O nome CAATINGA vem da língua tupi, é formado por CAA (mata) e TINGA (branca), portanto quer dizer MATA BRANCA.

O clima ali é muito seco, com longos períodos sem chuva e muito calor, o que torna o ambiente semiárido. As árvores em geral são baixas, têm o tronco retorcido e perdem as folhas para reduzir a evaporação, daí o nome mata branca. As raízes se estendem pelo solo para armazenar água.  

Muitos animais são nativos ou se adaptam a viver mesmo neste ambiente quase de deserto.

Um deles é um sapinho bem curioso:

Sapo-da-caatinga

Com apenas 3 cm de comprimento, como ele faz para suportar o forte calor e a seca, que pode durar meses? Os sapos precisam de água para a reprodução e precisam manter a pele úmida para auxiliar na respiração.

Pois este sapinho simplesmente se enterra embaixo da terra, atrás da umidade que ficou no solo na época das chuvas. Ele vai se movimentando cada vez mais fundo, à medida que a água vai evaporando, chegando a  quase dois metros de profundidade e ali pode ficar durante meses, sem comer, simplesmente quieto, guardando energia. 

Este fenômeno da natureza lembra um pouco o processo de hibernação dos animais de regiões geladas e com neve. Aqui no Brasil, se chama estivação e deixa os sapos num longo sono que pode durar até dois anos.

Quando as primeiras gotas de chuva finalmente caem, eles começam a pular  para fora, se alimentam e procuram os leitos dos rios que renascem ou simples poças de água para se acasalar.

Formando palavras

Você já percebeu quantas palavras novas podem ser formadas, ao juntar outras já existentes? São as palavras compostas.

Veja os nomes desses outros habitantes da caatinga:

Esta maneira de formar palavras se chama COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO.

As palavras originais não sofrem mudança. Juntas, ganham um novo significado. 

Nomes podem ser compostos por mais de duas palavras, usando–se o sinal HÍFEN para fazer a ligação entre elas:

Agora é sua vez de juntar palavras conforme a indicação abaixo e formar nomes de aves que também vivem na caatinga.    

Não se esqueça de usar o sinal hífen para fazer a separação entre elas.

Continuando a formar palavras
Agora observe como nomes compostos também podem ser formados simplesmente juntando nomes originais lado a lado:

Uma ave típica da caatinga é o PERIQUITO–DA–CAATINGA   

Ele também pode ser chamado de ARATINGA.

Mas o nome aratinga também é usado para várias espécies de periquitos coloridos, grandes e de cauda, mais conhecidos como periquitões ou jandaias.

Veja como ele foi formado:

Você notou que ao juntar as duas palavras perdeu–se uma sílaba?

Neste caso temos uma COMPOSIÇÃO POR AGLUTINAÇÃO.

Agora conheça mais dois habitantes da Amazônia e escreva seus nomes fazendo uma aglutinação:

Basta comparar os exemplos e você mesmo vai formar duas novas palavras, no primeiro caso,  por justaposição e no segundo, por aglutinação:

Você já reparou quantos nomes têm a terminação TINGA como em CAATINGA e ARATINGA?

Lembrando: o termo TINGA significa BRANCO.

Então complete as frases:

• AS COLORIDAS ARATINGAS TÊM UM CÍRCULO _________________ NOS OLHOS.

• O JACARETINGA VIVE NA AMAZÔNIA E TEM A BARRIGA _____________________.

• O JABUTI AMAZÔNICO DE CASCO CLARO É CHAMADO _____________________

Palavras compostas e opostas

Agora veja essas palavras:

Você notou que o som IN aparece no início da palavra INCOMPLETA, formando uma palavra nova e que muda o sentido da palavra COMPLETA, indicando seu oposto?

Da mesma forma, siga as setas para compor novas palavras opostas que podem ser usadas para descrever o sapo intanha:

Esta é uma COMPOSIÇÃO POR DERIVAÇÃO.

A palavra nova é chamada de palavra derivada e a palavra original é chamada de palavra primitiva.

Ligue os opostos nesses outros exemplos:

Para terminar, mais uma cantoria em homenagem aos nossos amigos sapos.

O SAPO NÃO LAVA O PÉ

O SAPO NÃO LAVA O PÉ

NÃO LAVA PORQUE NÃO QUER

ELE MORA LÁ NA LAGOA

NÃO LAVA O PÉ PORQUE NÃO QUER

MAS QUE CHULÉ !   (cantiga do folclore)

Por que será que a cantiga diz que o sapo não lava o pé? O que você acha?

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