Com IS escrevo:
ACARÁ-DISCO
QUE MISTÉRIO ESCONDE
O FUNDO ESCURO DO RIO?
SERIA ABISMO SINISTRO,
NÃO FOSSE TAMBÉM APRISCO
DO BONITO ACARÁ-DISCO!
Significados para descobrir:
- MISTÉRIO – Segredo, o que é inexplicável.
- ABISMO – Lugar muito fundo.
- SINISTRO – Assustador, tenebroso.
- APRISCO – Toca, abrigo, refúgio.
Curiosidades de mundo animal
O acará-disco
Na imensidão da bacia do grande Rio Amazonas, o maior e mais caudaloso rio do mundo, há uma infinidade de peixes, alguns ainda desconhecidos e outros tão grandes que parecem verdadeiros monstros do fundo das águas.
Mas ali também é o reino de um pequeno peixe, famoso pela sua beleza, o acará-disco.
Seu nome vem da forma elegante do corpo, um círculo delgado, mas sua fama vem das cores que suas escamas podem apresentar, geralmente amarelas, azuis ou vermelhas, em tons fluorescentes. Além disso, tem barbatanas que enfeitam as costas e a barriga, com cores em contraste com as do corpo, que termina com outra barbatana na forma de uma cauda em leque.
O macho e a fêmea são parecidos. Ambos atingem cerca de 15 cm de comprimento. As barbatanas dos machos são mais grossas e longas.
Eles são nativos da Amazônia e vivem em regiões de floresta intocada, mas não no leito dos grandes rios, preferindo lagos e lagoas e os estreitos igarapés, riozinhos que correm pelo meio da mata, com águas rasas, quentes, calmas e limpas. O ambiente é sombrio, com plantas aquáticas e restos de folhas, raízes e até troncos, que a água carrega. Ali os discos vivem tranquilos, sozinhos ou em pequenos cardumes, camuflados entre as plantas, galhos e pedras.
Na estação das chuvas fortes, quando os rios enchem e transbordam, trechos da floresta ficam por um bom tempo totalmente inundados. Surgem os igapós, os “rios de raízes”, que são partes mais baixas da floresta que ficam quase totalmente debaixo da água, às vezes apenas com parte das copas aparecendo na superfície. É o tempo da reprodução dos acarás-discos. Casais se separam dos cardumes e somem nas águas mais profundas, no meio de cipós, musgos, plantas, troncos e raízes.
Seja nos igarapés ou nos igapós, a alimentação é bem variada. Os discos aproveitam as plantas que se decompõem na água e também gostam de insetos e suas larvas, minhocas e principalmente dos pequenos camarões de água doce.
Os peixes ornamentais da Amazônia
As Reservas de Desenvolvimento Sustentável são áreas de natureza onde vivem comunidades que dependem dos produtos oferecidos pelas florestas.
Nesse tipo especial de Unidade de Conservação, as plantas e os animais são protegidos, mas é permitida a retirada de frutas, sementes e peixes para o sustento e sobrevivência das populações que ali vivem. Seu modo de vida é respeitado, bem como seu conhecimento ao aproveitar o que a floresta oferece, sem jamais cortar as árvores!
No estado do Amazonas, as Reservas de Mamirauá e de Amanã formam um conjunto de florestas e rios maior do que muitos países. Elas são administradas pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e pelo Instituto de Conservação da Biodiversidade Chico Mendes – ICMBio .
Nessas reservas os pequenos peixes ornamentais se tornaram um importante recurso sustentável para as comunidades de ribeirinhos. Sua coleta é acompanhada de estudos para saber quais as espécies mais abundantes, seu habitat, comportamento e época da reprodução para que o equilíbrio na natureza não seja prejudicado.
Assim a captura é feita na época da vazante e seca nos rios, nos igarapés e no que resta dos igapós. São utilizados instrumentos indígenas que não ameaçam os peixinhos.
O puçá ou rapiché é uma redinha presa a um cabo, como as redes de pegar borboletas. Com ele são pegos peixinhos um a um, geralmente à noite, com a ajuda de uma lanterna.
A rede-de-cerco tem argolas no fundo e por elas passa um cordão que ao ser puxado forma um saco onde os peixinhos ficam presos. Ela é usada durante o dia para cercar cardumes que ficam debaixo das plantas.
Os peixinhos são colocados em cestas de palhas forradas de plástico e com a água de onde foram coletados e depois mantidos em viveiros sempre no próprio rio.
Os acarás-discos são os mais desejados para ornamentar aquários e por isso mereceram o título de “Rei do Amazonas”.
Milhões deles são vendidos para o mundo todo e garantem assim a vida dos povos ribeirinhos que, por sua vez, cuidam da floresta, casa de todos os seus habitantes.
Veja em https://mamiraua.org.br

A família dos acarás-discos
Em Amanã, ao final do ano, nos meses de novembro e dezembro, começa o tempo das chuvas fortes e das enchentes.
Até completar totalmente a cheia, as águas dos rios podem subir mais de 10 metros e vão formando novos habitats, oferecendo alimento e abrigo para a vida aquática.
Nos igapós ficam entrelaçadas a vida terrestre e a misteriosa vida aquática. Os peixes se alimentam das frutas que caem e até pulam para alcançá-las nos ramos acima da água. Por incrível que pareça, lá do fundo do rio, eles passam a ser importantes dispersores das sementes que germinam quando a água baixa e renovam a floresta.
Casais de acarás-disco se escondem debaixo das raízes e troncos no fundo sombrio dos igapós e preparam uma superfície limpa, uma folha ou uma pedra, para a fêmea depositar cerca de 1000 ovos, que são fertilizados pelo macho. Nesse tempo ele fica agressivo para defender seu território e a família que vai se formar.
O par agita a água ao redor dos ovos abanando as nadadeiras para evitar que surjam fungos até que eles eclodem em 2 a 3 dias. Os filhotinhos, chamados alevinos, nadam na direção da mãe e ficam grudados no seu corpo onde encontram um muco que serve para alimentá-los, o “leite de disco”.
O pai também produz o mesmo muco leitoso e os filhotes vão se revezando entre o par.
Durante cerca de um mês os filhotes ficam sob a total proteção da mãe e do pai até que eles começam o “desmame”, nadando para longe para forçá-los a procurar outros alimentos.
Veja nos quadrinhos a seguir e responda as perguntas:

- Quantos filhotes estão nadando para se juntar à mãe?
- Quantos estão tomando o “leitinho” da mamãe?

3. Quantos filhotes estão indo ao encontro do papai?
4. Quantos ainda estão grudados na mamãe?
5. Quantos já estão “mamando” no papai?
Escrevendo com Is is

Continuando no mundo dos peixes, observe algumas palavras com sílabas que contêm o encontro da vogal i com a letra s.
AQUARISMO
Se você pensa que somente um peludo pode servir como bicho de estimação, está muito enganado. Contemplar um peixinho nadando também nos dá além de prazer, muita paz!
O aquarismo é a atividade dedicada a fazer dos peixes bons companheiros
Mas para começar um aquário não basta recolher peixinhos num riacho e colocá-los num vidro com água da torneira.
Cuidar deles exige muita paciência e dedicação, começando pelo estudo sobre seu habitat e o comportamento das diferentes espécies. Depois de escolher os habitantes é preciso ter uma casa grande para que eles tenham liberdade de nadar e usar água de boa qualidade, na temperatura semelhante ao seu ambiente natural.
O aquário de peixes de água doce é um pouco menos trabalhoso que o de peixes do mar.
Mas sempre é preciso ter filtros para limpar impurezas da água, termômetro para medir e termostato para regular a temperatura. Tão importante quanto esses instrumentos é escolher as espécies que vivam bem com a mesma temperatura.
A decoração também merece atenção especial. Uma base com pedrinhas ajuda a manter o equilíbrio da água, pequenos troncos tratados, plantas e até alguns enfeites servem para serem explorados e como refúgio na hora do descanso ou da reprodução.
Uma curiosidade: os peixes não têm pálpebras e se o aquário ficar iluminado o tempo todo eles não conseguem dormir e ficam estressados!
Ah! também precisam de acompanhamento de um veterinário para cuidar da sua saúde. E não pode haver exagero na alimentação!
Conheça alguns peixes ornamentais para montar um aquário.
Observe que seus nomes têm sílabas com IS.

Chamado pelos índios de Guaru, “o comilão”, este peixinho também é nativo da Amazônia.
Ele é um dos preferidos dos aquaristas, mais conhecido como barrigudinho ou “guppy”.
Pequenino, tem entre 3 a 5 cm. Pode ter várias cores, desde os albinos, que são bem claros e com olhos vermelhos aos azulados e esverdeados. Ele se destaca pela cauda grande que fica ondulando.
Ativo, ele nada tranquilamente. O comportamento é pacífico e é bom ter no aquário pelo menos um casal. Não deve ser criado com peixes maiores, agressivos e que defendem território.

Também chamado de torpedinho por causa do corpo alongado e porque nada inclinado para cima. Este é outro peixinho amazônico, com 3 a 6 cm. Tem o corpo com três listras pretas, a central mais grossa. Pode ser azulado ou esverdeado e o macho tem manchas nas nadadeiras e na cauda. Gosta de viver em cardumes, pacificamente. Mas os machos ficam agressivos quando disputam as fêmeas, por isso é bom ter no aquário um grupo grande para equilibrar a competição! Convivem em harmonia com outros peixes pequenos.

Assim chamado por ter listras brancas e pretas, como na bandeira paulista, mas não é um peixinho nativo nos nossos rios. De origem asiática, foi criado em cativeiro e solto na natureza, acabou se adaptando facilmente por aqui em águas calmas e com plantas.
Também chamado de peixe-zebra, tem entre 4 a 5 cm e vive em cardumes.
Bastante agitado, nada rapidamente o tempo todo e não deve ficar com peixes mais sossegados, como os acarás-disco, pois acaba mordiscando suas nadadeiras.

Entre os peixes ornamentais, o arco-íris destaca-se pela sua beleza.
Ele é multicolorido, com as costas verdes ou azuladas, barriga branca, escamas prateadas e entremeadas de faixas vermelhas ou alaranjadas.
Sua origem também é asiática. Com 7 a 12 cm, os machos são maiores e ficam ainda mais coloridos para atrair as fêmeas. Gostam de viver tranquilamente em grupos, mas é bom ter pelo menos duas fêmeas para cada macho para evitar muita competição entre eles.
Os arco-íris também são bem ativos e não devem ficar com peixes mais lentos como os acarás-disco.
Jogo dos 7 erros
Assinale as sete diferenças entre os aquários de acarás-disco e peixes-lápis.

Transformando palavras
Troque a primeiro letra da palavra DISCO para escrever outras palavras:

Letra S no final também faz plural

Para terminar, uma das mais populares cantigas do nosso folclore para homenagear os peixinhos ornamentais:
Peixe Vivo
Como pode o peixe vivo
viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
sem a tua companhia.