Apresentando a letra O
A letra O é a quarta vogal. No alfabeto ocupa a décima quinta posição.
Como todas as letras, pode ser escrita de várias formas: em bastão ou forma, cursiva ou manuscrita, maiúscula ou minúscula.

As formas mais comuns são as seguintes:

Pinte os modelos de ROXO acompanhando os movimentos corretos da escrita.

Escreva com sua própria letra:

Com O escrevo:

Organizando o vocabulário
- SOSSEGADO – Calmo, silencioso.
- BOTO – Golfinho de água doce, toninha.
- ONDEIA – Nado ondulado, em curvas.
- BORDA – Margem, beira do rio.
- OUSADO – Corajoso, atrevido.
- REVOLTO – Agitado, ondulado, com correnteza.
Curiosidades do mundo animal
O boto
O boto é um golfinho que vive nos rios.
No Brasil existem duas famílias de botos nativos dos rios amazônicos.
O mais famoso é o boto-cor-de-rosa, que os ribeirinhos chamam de boto-vermelho.
Ele é o maior golfinho de água doce.
Cinzento quando jovem, vai ficando rosado quanto mais velho, principalmente o macho.
Há uma diferença de tamanho entre o macho e a fêmea. O macho é maior, chega a medir cerca de 2,5 m de comprimento e a pesar 200 kg enquanto a fêmea mede entre 2 a 2,20 m e pesa 150 kg.
Por causa da testa grande é chamado também de boto cabeça-de-balde. Ali fica um órgão muito especial – o “melão” – responsável pelo sentido de localização que se dá pela emissão de sons e o retorno do seu eco quando chegam em algum objeto. Estimando o tempo para a recepção do eco, os botos conseguem perceber a distância, tamanho e forma do que têm à frente e se comunicam entre eles. Esse processo é chamado de ecolocalização.
A cabeça é grande, mas os olhos são pequenos e mesmo assim permitem uma boa visão debaixo da água escura no fundo do rio.
As nadadeiras peitorais são largas, na forma de “remos” e as da cauda, igualmente largas, são em forma de um triângulo. A nadadeira das costas é pequena mas larga. O pescoço é flexível, permitindo a movimentação da cabeça para todos os lados.
Com esses recursos o boto-cor-de-rosa é muito ágil, apesar de corpulento, com grande capacidade de nadar mesmo debaixo da floresta inundada na época das chuvas, desviando de galhos e troncos para capturar suas presas. Nesta hora seu sentido de ecolocalização é de grande ajuda!
Seu bico – o “rostro”- é comprido e tem dentes que usa para pegar e triturar peixes grandes, caranguejos e até tartarugas!
Vive solitário, nadando tranquilamente em águas calmas perto das margens do rio, onde encontram mais alimento. Raramente saltam.
Apenas na época da reprodução pode se juntar a pequenos grupos competindo pelas fêmeas.
Os pares avistados são geralmente da mãe com seu filhote. A cada gestação a fêmea tem um único filhote que amamenta durante mais ou menos um ano.
O outro boto amazônico é o boto-preto, mais conhecido como tucuxi.
Ele é bem menor que o boto-vermelho. O formato do corpo é afunilado, lembrando um torpedo, com uma nadadeira grande nas costas.
Ele é cinzento ou amarronzado, apenas a barriga varia do rosa ao cinza-claro. Não muda de cor durante o crescimento. Comparando com o boto-vermelho, tem olhos grandes, o bico é fino e um pouco menor.Também tem dentes, mas costuma comer peixes pequenos.
Não existe uma diferença aparente entre machos e fêmeas. Alguns pesquisadores relatam que ao contrário dos botos-vermelhos, a fêmea pode ser um pouco maior que seu parceiro. Em geral não passam de 1,50 m de comprimento e 50 kg de peso.
Estão sempre em bandos, brincam e saltam bastante para fora da água, mas não têm a mesma flexibilidade para desviar das árvores debaixo da floresta inundada e por isso vivem no meio dos grandes rios, em plena correnteza.
Uma diferença interessante é que os tucuxis também podem viver no mar, nesse caso é chamado de golfinho-cinzento.
Protegendo nossos botos
No coração do Amazonas, em Tefé, fica a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, a maior reserva florestal do Brasil, cortada por rios e lagos e com vastos igapós, partes da mata que ficam inundadas durante as cheias e onde crescem as vitórias-régias, com folhas tão largas quanto o tamanho dos botos.
Ali o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia (PMAA) estuda as populações nativas do boto-cor-de-rosa e do tucuxi e realiza ações de Educação Ambiental através do Projeto Boto, executado pelos pesquisadores do Instituto Mamirauá em parceria com a Associação dos Amigos do Peixe-boi – AMPA e do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) com patrocínio da Petrobras e Grupo Boticário.
Veja em: https://www.mamiraua.org.br https://ampa.org.br

Boto-cor-de-rosa Boto-preto (Tucuxi)
Projeto Boto – AMPA – LMA (INPA) – Reserva Mamirauá – AM
Contando, medindo e comparando
1. Contando
Por viverem nos rios e por isso mais próximos dos homens, os botos são os golfinhos mais ameaçados pela ação humana. As redes de pesca são colocadas perto das margens ou nos igapós e atraem o boto-cor-de-rosa que vive por ali. Em busca de alimento fácil, eles também podem ficar presos nas redes.
É a chamada “pesca acidental”.
Os botos também já foram muito caçados para servirem de isca para a pesca de um peixe chamado pirapitinga, que só come carne podre, prática atualmente proibida.
Outra ameaça é a poluição das águas por metais usados pelos garimpeiros ilegais em busca de ouro.
Barragens nos rios para construção de usinas isolam as populações e dificultam a reprodução.
Até mesmo o turismo prejudica os animais quando promove a interação com eles, o que afeta o seu comportamento natural.
Faça de conta que você é um pesquisador em Mamirauá.
Pinte os botos-cor-de-rosa de rosa (é claro!) e os tucuxis de cinza.
Conte quantos são em cada família e complete a legenda da figura abaixo.

2. Medindo o comprimento
Para saber o tamanho dos botos e tucuxis, os pesquisadores usam o comprimento, que é a maior medida do animal considerando da ponta da cauda até a ponta do bico.
A unidade padrão para medir o comprimento é o metro.
Se você quiser saber o comprimento de um objeto pequeno pode usar, por exemplo, sua régua escolar. Existem outros instrumentos para medir tamanhos ou distâncias maiores.
A fita métrica, por exemplo, é usada pelas costureiras para tirar as medidas das pessoas e cortar os tecidos. A trena é uma fita de aço ainda maior, enroladinha como uma mola , usada pelos pedreiros, marceneiros ou engenheiros para medir, por exemplo, o tamanho de terrenos, altura de paredes ou móveis.
Todos esses instrumentos usam o metro como medida. Um metro é dividido em 100 centímetros ou mil milímetros. Você pode ver facilmente essas medidas nos traços que dividem sua régua.

Se você quiser medir e comparar o comprimento de objetos maiores do que sua régua pode usar um truque, como pedaços de barbante ou folhas de papel equivalendo a medida de um metro ou seus múltiplos. Veja como imaginamos a medida dos botos, usando quadrinhos.
Faça de conta que cada quadrinho corresponde a meio metro ou 50 cm. Para medir o tamanho dos botos, pinte quantos quadrinhos correspondem ao seu comprimento e anote na legenda.

3. Comparando o tamanho
Uma das principais diferenças entre os botos-vermelhos e os tucuxis é o tamanho.
O boto-vermelho tem cerca de 1m a mais que o boto-preto. Além disso, a diferença de tamanho entre machos e fêmeas é bem aparente, sendo que as fêmeas têm cerca de meio metro ou 50 cm a menos.
Ao contrário, não há muita diferença entre machos e fêmeas de tucuxis.
Assinale abaixo entre machos e fêmeas, do maior para o menor.

4. Comparando o comportamento
Observando botos e tucuxis, os pesquisadores descobriram que eles têm comportamentos próprios.
O boto-vermelho vive mais solitário. A reprodução acontece no tempo mais seco e a gestação dura entre 10 a 11 meses. O único filhote nasce no pico das cheias, quando a oferta de alimento nos igapós é grande e a mamãe boto cuida dele durante mais ou menos um ano, tempo da amamentação. Lembre-se que os botos são mamíferos!
Apesar de nadarem tranquilamente em águas calmas, ganharam a fama de ser agressivos porque roubam os peixes das redes dos pescadores e também porque aparecem de repente perto dos barcos ou das casas dos ribeirinhos para respirar, assustando as pessoas, até porque às vezes saem da água escura carregando no bico tufos de capim e até galhos. Mas eles não atacam as pessoas.
Os tucuxis vivem sempre em grupos, procuram alimento juntos e se protegem.
São considerados mais simpáticos e amigáveis. Tanto na época da seca como na cheia, ficam no meio dos rios e não se aproximam dos barcos e nem disputam peixes nas redes. Mas eles aprendem facilmente a se aproximar das pessoas quando atraídos por alimento, estratégia usada pelos turistas.
Como os botos-vermelhos, têm apenas um filhote a cada gestação, que nasce no período das águas baixas, quando a oferta de alimento nos rios é maior para eles. O tempo de amamentação é semelhante ao de seus parentes.
Ajude a mamãe boto a ir até seu filhote. Ela precisa se desviar das vitórias régias seguindo as de número par.

Escrevendo com a vogal O

A vogal O pode aparecer no início, no meio ou no final das palavras.
Lembrando:
A letra maiúscula é sempre utilizada no início das frases e dos nomes próprios, ou seja, os nomes que indicam um ser específico, pessoa ou animal, e também lugares.
Veja:
O boto Oto mora no rio Orinoco.
Veja também nomes comuns de animais da nossa fauna:
Dicionário ilustrado da fauna brasileira
Felinos

Aves

Outros bichos, outros nomes com vogal O
Fale os nomes dos bichos e circule aqueles que têm a letra O no final.

Labirinto do O
Complete os nomes com A ou O para indicar masculino e feminino (macho e fêmea) e ajude a reunir os parceiros atravessando o Labirinto do O.

Tipos de sílabas
- Sílabas simples
Quando falamos ou lemos não pronunciamos as palavras letra por letra, mas vamos separando os sons diferentes, as sílabas.
As sílabas são os sons que pronunciamos de uma só vez e são escritas juntando uma ou mais letras.
Nas sílabas sempre existem vogais pois são elas que formam os sons
Todas as palavras da nossa Língua têm vogais.
As demais letras são chamadas “consoantes” porque justamente precisam estar “com” uma vogal para “produzir” um som.
Chamamos de sílabas simples sempre que uma consoante é seguida de uma vogal.
Assim temos as seguintes famílias de sílabas simples formadas com a vogal O.

Dividindo as sílabas simples
Repare como dividimos os sons na palavra BOTO.

Veja outros exemplos com essas mesmas sílabas.
Começando com BO também escrevemos:

Terminando com TO escrevemos:

Retire desses nomes compostos as palavras com BO e TO e escreva nos quadrinhos, separando as sílabas.
Atenção! Sílabas iguais sempre abaixo uma da outra.

Mais um pouco de divisão de sílabas.
Separe as sílabas de:

Outras sílabas, outros sons
2. Sílabas complexas
Chamamos de sílabas complexas as demais formas de juntarmos consoantes e vogais.
Veja algumas dessas sílabas:
- Duas consoantes mais uma vogal – As letras R e L intrometidas.
As letras R e L podem entrar no meio de sílabas simples formando novos sons.
Veja como ficam essas sílabas com a nossa vogal O.



- O encontro das consoantes CH, LH e NH mais uma vogal.
Veja como ficam esses encontros com nossa vogal O.

Quer exemplos?
É só lembrar de alguns amigos que já apareceram por aqui.

Existem outras sílabas complexas, mas elas vão ficar para outra história.
Por aqui terminamos, entramos por uma porta e saímos por outra.
Quem quiser que conte outra!