Com OI escrevo:
PEIXE-BOI
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ORA POIS,
UM PEIXE GRANDE
COMO UM BOI?
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NEM ANTES, NEM DEPOIS,
NÃO É PEIXE, UM BOI TAMPOUCO,
MAS UM RUMINANTE AQUALOUCO!
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ORA POIS,
É UM BICHO DOIDO,
OUSADO, AFOITO?
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NEM UM POUCO,
ANTES UM TANTO FROUXO,
PASSA O TEMPO MASTIGANDO
OUTRO TANTO REPOUSANDO.
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Organizando o vocabulário
- TAMPOUCO – Também não.
- RUMINANTE – Mamífero que mastiga os vegetais, engole, regurgita e torna a mastigar.
- AQUALOUCO – Atleta que faz saltos, acrobacias e palhaçadas em exibições aquáticas.
- DOIDO – Maluco, esquisito, atrapalhado, desajeitado.
- OUSADO – Corajoso, audacioso, atrevido.
- AFOITO – Corajoso, destemido, ágil.
- FROUXO – Sossegado, tranquilo, folgado, pacato
Curiosidades do mundo animal
O peixe-boi
Apesar do nome, o peixe-boi não é um peixe.
Mas como um peixe é um animal aquático, vive nos lagos, rios e no mar.
É chamado de boi ou vaca-marinha por ser bem grande e como eles, um animal mamífero, com pulmões. Embora possa ficar debaixo da água, precisa subir de tempos em tempos até a superfície para respirar. Por isso vive em águas rasas.
Outra semelhança com bois e vacas é sua alimentação. Ele é o único animal mamífero aquático herbívoro. Além do leite materno, come apenas vegetais, no caso, plantas aquáticas como algas, aguapés e capins.
Existem três espécies de peixes-boi no mundo todo, sendo que duas delas vivem aqui no Brasil: o peixe-boi marinho e o peixe-boi amazônico.
O peixe-boi marinho é o maior deles. Pode medir até 4m de comprimento e pesar 800 kg. Vive no litoral do Nordeste, em águas quentes, tanto salgadas como doces, pois pode passar do mar para os rios que nele desaguam. Também entra pelos mangues, com seu solo pantanoso inundado de água salgada.
O peixe-boi amazônico é menor, com 2,5 a 3 m de comprimento e peso entre 400 a 500 kg, portanto também não deixa de ser grande. Vive apenas em água doce, nos rios da Amazônia. Também prefere águas calmas e rasas, como a dos lagos e igarapés, os canais ligados aos grandes rios, para onde só vai quando as chuvas diminuem e eles não ficam tão cheios.
Robustos, têm o corpo arredondado, a cabeça grande, olhos pequenos e atrás deles, dois pequenos orifícios que são os ouvidos. Não têm orelhas. O nariz fica em cima do focinho e tem duas aberturas grandes que se fecham debaixo da água. O focinho tem muitos pelos sensíveis que orientam sua locomoção e alimentação. A boca é grande e o lábio de cima funciona como uma pequena tromba que se move para apanhar o que quer comer, feito um elefante!
Os peixes-boi parecem não ter pescoço mas conseguem mover a cabeça em todas as direções. No lugar de patas têm duas nadadeiras na frente e uma cauda redonda e achatada. Apesar de corpulentos nadam e manobram muito bem.
Os marinhos têm unhas arredondadas nas nadadeiras peitorais.
A pele é grossa e enrugada, com pelos espalhados, cinzenta nos marinhos e mais escura, com manchas brancas, nos amazônicos.
Você pode ficar pensando como eles ficam tão grandes, se comem apenas plantas!
Pois eles passam a maior parte do tempo, cerca de 8 horas por dia, comendo e armazenando gordura! Comem tanta alga dura que seus dentes ficam desgastados e vão caindo, sendo substituídos por outros.
Depois de tanto comer passam o resto do tempo dormindo debaixo da água, bem quietos, conseguindo ficar sem respirar por até 25 minutos.
Mas é claro que depois desse tempo precisam subir para respirar mesmo dormindo!
Protegendo o peixe-boi
Na natureza são poucos os predadores do peixe-boi. No mar, podem ser atacados por baleias-orca e tubarões; nos rios, por jacarés.
A maior ameaça para eles é mesmo o homem, pois como são muito mansos podem ser facilmente capturados.
Isso acontecia muito entre os povos da floresta e ribeirinhos por causa da carne e gordura saborosas, além do aproveitamento do couro. Por isso atualmente estão ameaçados de extinção e sua caça está proibida. Mas continuam a sofrer outras ameaças como a poluição, encalhe e captura acidental nas redes de pesca.
Felizmente vários projetos lutam pela sua conservação.
O Projeto Peixe-boi protege os peixes-boi marinhos na Costa dos Corais, nossa maior Unidade de Conservação Marinha, entre os estados de Pernambuco e Alagoas. Ali o Centro de Gestão e Pesquisa de Recursos Pesqueiros do Nordeste – CEPENE em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos – CMA fazem pesquisas e ações de resgate, recuperação e devolução de animais à natureza , coordenados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio.
O Santuário do Peixe-boi pode ser visitado no município de Porto de Pedras em Alagoas.
O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia acontece em Mamirauá e Piagaçu-Purus, as maiores reservas florestais no estado do Amazonas. Ali o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, em parceria com a Associação Amigos do Peixe-boi – AMPA e patrocínio da Petrobrás, monitora os animais, cuida de filhotes resgatados em redes de pesca e que perdem as mães pela caça ilegal, promove o seu retorno à natureza e orienta as comunidades ribeirinhas com ações de educação ambiental.
O Parque Aquático Robin C.Best pode ser visitado, no Bosque da Ciência- INPA em Manaus, Amazonas
Veja em: https://www.icmbio.gov.br./apacostadoscorais

Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia – INPA – AMPA – Mamirauá-AM
Mamãe, eu quero mamar!
Os peixes-boi vivem solitários, raramente avistados em grupo, a não ser quando procuram parceiros para acasalamento e durante o tempo em que a fêmea cuida do seu único filhote.
A reprodução da espécie é lenta, a gestação dura todo um longo ano.
Depois do nascimento a mãe amamenta o filhote entre um a dois anos.
Ela é superprotetora! Ensina o pequeno a respirar e nadar e desde os primeiros meses faz com que ele imite seu comportamento, procurando as melhores plantas para se alimentar.
A comunicação entre eles é feita com pequenos gritos e a mãe é capaz de reconhecer seu filhote mesmo no meio de outros, apenas pela vocalização.
Como todo esse cuidado dura uns dois anos e mais o tempo de gestação, a mamãe peixe-boi só volta a ter outro filhote depois de 4 anos.
Por isso é tão importante o cuidado com a conservação da espécie.
Que tal dar uma ajuda para a mamãe?
Ajude o filhote a se alimentar, seguindo o melhor caminho indicado pela mãe.

Assinale os alimentos preferidos dos peixe-boi.

Escrevendo com Oi oi e com outros encontros da vogal O

Observe a palavra BOI.
Leia em voz alta e você vai perceber que ao pronunciar essa palavra ela sai numa única emissão da voz e que o som mais forte é o da vogal O.
Note também que a outra vogal – I – é pronunciada junto com o O, mas ela tem o som mais fraco.
Numa palavra tão pequena existem dois tons nas vogais!
A vogal I, por ser mais fraca, é chamada de semivogal.
O encontro das vogais O e I, formando o som OI, com os “dois tons”, é chamado ditongo.

Agora observe a palavra TOURO.
Leia em voz alta.
Desta vez vão ser duas emissões de voz, na primeira aparece o encontro das vogais O e U.
Para saber qual delas é a vogal forte e qual é a semivogal, basta prestar atenção na pronúncia.Você vai perceber que novamente a vogal O é a mais forte.
Veja mais exemplos:
Esses são animais aquáticos, como o peixe-boi. O primeiro vive no mar, o outro no rio.

Esses são animais florestais.

Note que o ditongo O + I pode ter um som fechado ou aberto: “ói” em PIRAMBOIA e “oi” em NOITE.
Separando sílabas
Siga o modelo e separe as sílabas.


O caso do ditongo ÕE
Este encontro é chamado de ditongo nasal porque ao ser pronunciado, o ar passa tanto pela nossa boca como pelo nariz. Por isso aparece o sinal “til” sobre a vogal O. Ele aparece em poucas palavras, como na formação do plural das palavras terminadas -ão e na conjugação de verbos terminados em -or, como por, opor, dispor.
Veja exemplos:
O ZOOLÓGICO PÕE OS LEÕES E LEÕES-MARINHOS EM RECINTOS ESPECIAIS.

Agora é com você.

Para terminar, um lembrete e uma quadrinha.
O que aprendemos na apresentação do Peixe-boi?
Vimos os ditongos em que a vogal O é sempre a mais forte : OI OU ÕE
Eles são chamados ditongos decrescentes, pois primeiro aparece a vogal forte e depois a semivogal.
Para que serve tudo isso?
Sempre é bom lembrar como separamos as sílabas, ou neste caso, como os ditongos ficam sempre juntos numa mesma sílaba.
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LÁ EM CIMA DAQUELE MORRO
PASSA BOI PASSA BOIADA
SÓ NÃO PASSA O PEIXE-BOI
QUE GOSTA DE ÁGUA ESPRAIADA
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