Com OM escrevo:
A POMBA
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NA SOMBRA
DO OMBU
A POMBA
CHOCA.
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NO ALTO
DO OMBU
O POMBO
RONDA.
Organizando o vocabulário
- OMBU – Umbu, umbuzeiro. O nome vem da língua tupi-guarani “imbu” e significa “árvore que dá de beber”. Árvore pequena, de copa larga, com raízes e frutos que armazenam água. Comum na região semiárida do Nordeste, onde é considerada uma árvore sagrada por oferecer sombra e ser resistente à seca. Os frutos são doces e servem de alimento para o homem e muitos animais.
Nota: O mesmo nome é dado a uma planta que cresce no Sul, também chamada bela-sombra ou farol-dos-pampas, com pequenos frutos em cachos que servem de alimento para muitas aves. Apesar da aparência de uma árvore, é uma planta com caule mole e esponjoso, cheio de seiva venenosa.
- CHOCA – Ato de cobrir e aquecer os ovos das aves para favorecer o desenvolvimento.
- RONDA – Vigia, ato da pomba macho, que voa alto para marcar território e proteger o ninho.
Curiosidades do mundo animal
A pomba
As pombas nos fazem lembrar dos bandos que vivem nas praças das cidades, sempre apressadas atrás de qualquer migalha.
Elas são chamadas de pombas domésticas ou comuns e não são nativas do Brasil, mas foram trazidas pelos portugueses, que gostavam de um bom pombo assado nos banquetes. Aconteceu que algumas escaparam e desde então se acostumaram a viver livres por aqui.
Mas não é dessas pombas que vamos tratar agora, falamos delas mais tarde.
Por ora vamos conhecer as pombas silvestres, nativas nos nossos campos e matas.
A mais famosa é a pomba- asa-branca, também chamada pomba-verdadeira ou legítima, por sua origem verdadeiramente brasileira.
Ela é a maior pomba da nossa fauna, por isso também recebeu o nome de pombão. Há poucas diferenças entre o macho e a fêmea. Ele é um pouco maior, com cerca de 35 cm de comprimento; a fêmea tem cerca de 30 cm.
São aves bonitas, com penas em tons de cinza, castanho e roxo metálico, mais fortes na cabeça e nas costas, mais claras na barriga. Na nuca as penas parecem escamas prateadas com pontas pretas e nas asas são cinzentas com pontas brancas, que ficam bem aparentes quando voam, daí o seu nome mais popular. A cauda é preta e os olhos laranja-avermelhados, rodeados por um anel vermelho vivo.
Vivem em quase todo o Brasil, em campos com árvores, onde se abrigam nos galhos mais altos; nas florestas ao longo dos rios, no cerrado e nas terras mais secas da caatinga.
Por causa do desmatamento em seu habitat natural, elas se adaptaram aos pastos e plantações, principalmente de milho e feijão, onde podem se tornar uma praga. Também passaram a viver tranquilamente nas áreas verdes das cidades.
Alimentam-se de sementes, grãos e pequenos frutos, tanto no alto das árvores como no chão.
Para a reprodução formam casais que ficam juntos para sempre. O macho atrai a fêmea, com um rouco “gu-gu-gúu” e ela arrulha de volta. Os dois tratam de fazer um ninho de gravetos, meio desajeitado, preso nos galhos mais baixos das árvores, em arbustos e até mesmo no chão. Se ficar em um lugar bom, com bastante alimento, pode ser usado mais de uma vez. O macho o protege, voando alto sobre ele.
A fêmea põe em geral um só ovo e fica chocando cerca de 15 a 20 dias.
Tanto o pai como a mãe produzem no papo um líquido branco, chamado de “leite de pombo” que regurgitam no bico dos filhotes para alimentá-lo. Aos poucos oferecem sementes.
Mais duas semanas e o filhote deixa o ninho. Parecido com os pais, embora menor e sem a faixa branca nas asas, junta-se ao bando em longas jornadas..
As migrações
Bandos de asas-brancas podem voar grandes distâncias entre o abrigo em que passam a noite e os lugares onde encontram alimento.
Também fazem migrações quando ameaçadas pelo desmatamento ou pela falta de chuva. Isso acontece especialmente no sertão nordestino, a chamada caatinga, onde sua partida serve de aviso para o tempo difícil da seca, quando as plantações ficam muito prejudicadas, as árvores perdem as folhas e muitos rios secam.
Por outro lado, a volta das pombas anuncia novamente a chegada das chuvas e traz esperança de tempos melhores e por isso, elas são um símbolo da resistência do povo nordestino.
Descubra qual a regra na formação dos bandos de pombas e escreva no quadrinho o número delas no próximo bando.

Protegendo os animais silvestres
Todos os animais silvestres são protegidos por lei. Eles precisam viver livres na natureza, não podem ser caçados, vendidos, apresentados em exposições ou mantidos como animais de estimação.
Com os desmatamentos, à medida que o homem ocupa os espaços que eram dos animais, muitos se aproximam das cidades. Infelizmente podem ser atropelados e mortos nas estradas ou invadir as casas.
As pombas silvestres e suas parentes , as rolinhas, fazem ninhos nos telhados das casas e lagartos, macacos e gambás não se acanham em procurar comida no nosso quintal.
Mas sempre que um animal silvestre for encontrado, deve-se manter distância e não tentar resgatá-lo por conta própria, pois ele pode reagir com agressividade. Também há o risco de transmissão de doenças, tanto de um lado como do outro.
A recomendação sempre é chamar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Ambiental , treinados para fazer o resgate e encaminhar o animal, seja uma simples pombinha ou um grande felino como a onça-parda, para centros de acolhimento.
Os CETAS – Centros de Triagem de Animais Silvestres e os CRAS – Centros de Reabilitação de Animais Silvestres estão preparados para receber e tratar os animais silvestres desgarrados e quando possível fazer a sua devolução para a natureza.
Um exemplo e uma boa notícia
Animais silvestres retornam à natureza no Tocantins
por Cleide Veloso / Governo do Tocantins
15/05/2021
A equipe do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) em parceria com o Centro de Triagem de Animais (Cetas) realizou no decorrer desta semana, a soltura branda de 9 araras, 2 pombas e 3 jabutis em locais estratégicos no Estado.
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As 2 pombas asa-branca, deixadas aos cuidados do Instituto pelo Batalhão da Polícia Ambiental de Miracema, também são resultado de entrega voluntária, após uma moradora ter encontrado os filhotes, que haviam caído do ninho.
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A orientação do Naturatins é que não haja quaisquer tentativas de alimentar, reidratar, abrigar, cuidar ou simplesmente soltar na natureza qualquer espécie de animal, mesmo que aparentemente sadio. Sem qualquer prejuízo ou pena ao voluntário, basta entrar em contato com a equipe do Naturatins ou da Polícia Militar Ambiental mais próxima e solicitar a captura do animal.
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Veja em http://www.to.gov.br/naturatins/notícias

Os predadores
São muitos os predadores da pomba asa-branca.
As pombas maiores, adultas, são atacadas por gaviões e pequenos mamíferos, em especial pelo macaco-prego, o mico estrela ou pelo gato-do-mato.
Mas a maior ameaça se dá com os ovos e filhotes que servem de alimento para outras aves como tucanos e corujas.
No quadro abaixo complete os nomes dos principais predadores das pombas silvestre com as vogais que estão faltando.

Pombas domésticas
Atenção! Cuidado!
Há uma diferença importante entre os pombos silvestres e os domésticos.
Os pombos silvestres são protegidos por lei e sua população na natureza é controlada por seus muitos predadores.
Já os pombos domésticos das cidades, tão simpáticos que queremos alimentar e brincar com eles, não têm predadores e por isso sua população precisa ser controlada pelos agentes de saúde publica.
Vivendo em meio à sujeira, eles acabam se alimentando de restos de comida e ao invés de se abrigarem nas árvores, pousam em lugares altos como torres das igrejas, topo de edifícios e até no forro dos telhados das casas, onde acabam por fazer seus ninhos. As fezes acumuladas atraem ratos e baratas, causam danos às construções e transmitem doenças.
Por isso é muito importante a limpeza dos lugares onde se aglomeram, lembrando que não podem ser simplesmente exterminados, pois como todo animal, precisam ser protegidos.
Uma estratégia para afastá-los é usar proteção como telas ou simular a presença de águias predadores com gravações de seus gritos.
Também é muito importante que não sejam alimentados, favorecendo o crescimento da população, para migrarem por conta própria em busca de grãos e sementes na natureza.
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Escrevendo com Om – om

Lembrete:
Uma consoante seguida de uma vogal forma uma sílaba simples.
Mas ao contrário, uma vogal seguida de uma consoante, forma uma sílaba complexa.
Leia em voz alta e note a diferença:

A vogal O seguida da consoante M, forma OM, um novo som.
Essa sílaba pertence ao grupo AM EM IM OM UM.
Veja os exemplos:
Dicionário ilustrado das aves

Mais um lembrete:
Observe como escrevemos os nomes das aves acima.
Qual a regra?

A origem dos nomes
Os nomes populares dados para as aves costumam ser bem curiosos.
Veja a origem dos nomes acima:

Separe as sílabas:

Quanto ao nome TOROM-TOROM. sua origem não é clara, possivelmente tem a ver com o som do seu canto, como em muitos outros nomes populares dados aos pássaros.
Separe também em sílabas:

O som OM no começo, meio ou fim das palavras
- Ombu – Também conhecida como umbu, essa fruta é típica da caatinga, rica em vitaminas e sais minerais. As raízes do ombuzeiro têm a forma de batatas e reservam uma boa quantidade de água, por isso ele não só resiste à seca, como produz seus frutos nesse tempo, oferecendo um bom alimento quando mais ele é necessário.
O ombuzeiro também fornece uma boa sombra para proteção do sol forte do sertão
Falando em sombra – outra palavra que tem o som om – descubra abaixo qual é a sombra correta no umbuzeiro.

- PITOMBA – Fruto da pitombeira, árvore nativa nas florestas, muito apreciado no norte e nordeste. Tem uma casca dura, mas o interior é bem suculento, ao mesmo tempo adocicado e levemente azedo, também rico em vitaminas e sais minerais.
Continue a sequência, lembrando de outros exemplos em que o som OM aparece no meio das palavras.
POMBA – SOMBRA ______________________________________________________________
Agora é a sua vez de descobrir um exemplo do uso do som OM no final de uma palavra.
O que é, o que é?
Um doce redondinho ou quadradinho, feito de chocolate, tão bom que não basta uma só sílaba no nome, melhor que ela seja dobrada.
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Para encerrar, uma linda canção popular, contando a dificuldade do sertanejo, que precisa sair da sua terra durante a seca, mas que encontra na pomba asa-branca um sinal da esperança de dias melhores.

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