Apresentando On – on – A onça-pintada

Com ON escrevo:

A ONÇA

—–

QUEM CONFRONTA

UMA ONÇA

QUANDO RONCA?

—–

MESMO LONGE

QUEM NA MATA

NÃO SE ESCONDE?

—–

SÓ AOS FILHOTES

PARECE BOM

QUANDO ELA CHAMA

COM SEU RONROM!

Organizando o vocabulário

  • AFRONTA Ataca, provoca, enfrenta.
  • RONCO – Urro, rugido, voz própria de algumas feras como a onça, esturro.
  • RONROM – Modo de comunicação dos felinos, geralmente indica satisfação.

Curiosidades do mundo animal

A onça-pintada

A onça-pintada é a rainha da nossa fauna.

Ela é o maior felino em todo o continente americano.

Os felinos são uma família de mamíferos que andam silenciosamente sobre as pontas dos dedos, que parecem pequenas almofadas. 

Mas não se enganem, eles não são mansos, principalmente os selvagens que são mestres em surpreender suas presas em rápidas emboscadas, e então lançam para a frente as garras afiadas que estavam guardadas dentro dos dedos.

Predadores ferozes, são capazes de correr, pular e subir pelos galhos das árvores com grande agilidade. Carnívoros,  cortam e devoram suas vítimas com os dentes  pontiagudos e afiados.

Nossa onça-pintada, também chamada jaguar, é o terceiro maior felino entre os  grandes felinos selvagens,  atrás apenas do tigre e do leão.

Ela pode pesar até 150 quilos, mede entre 1,12 a mais de  2 metros de comprimento e alcança  entre 60 a 80 centímetros de altura.

Tem o corpo musculoso,  com pernas grossas, embora um tanto curtas. A cabeça é grande e as mandíbulas são muito fortes,  com a mordida mais poderosa entre todos os felinos, cerca de duas vezes mais potente que a do leão!

A pele se destaca pela beleza, em tons amarelados ou castanhos, com manchas pretas na cabeça e em forma de rosetas espalhadas pelo corpo, importantes para ficar camuflada na mata, confundindo-se com as sombras e os feixes de luz que atravessam a vegetação.

Existe também a chamada onça-preta, mas na verdade ela é uma mutação da mesma espécie e suas pintas podem ser vistas contra a luz.

A onça-pintada é um animal solitário, que passa o dia escondido, saindo ao entardecer ou à noite para caçar.  Ocupa o topo da cadeia alimentar, o que significa que é o maior predador entre os animais selvagens. Ela ataca principalmente os grandes herbívoros como veados e capivaras e até mesmo  as antas, com o dobro do seu peso! Mas, nesse caso, nem sempre são bem sucedidas pois as antas adultas são capazes de fugir rapidamente e a pintada tem que se contentar com seus filhotes. Ela também ataca animais carnívoros, como ela própria, desde os maiores como ariranhas e iraras, porcos e cachorros do mato, cobras e jacarés, a  presas pequenas como gambás, tatus e mesmo aves como águias e corujas.

Lembrando aqui que com suas mandíbulas fortes ela pode até furar o casco duro das tartarugas ou a carapaça dos tatus. Ela mata rapidamente, sem chance de defesa, mordendo a cabeça das presas e triturando fatalmente os ossos do crânio.

Ao se alimentar de tantas espécies, as onças têm um papel importante, controlando as populações de animais silvestres em todo o seu habitat.

Porém os desmatamentos afetam a quantidade de presas que as onças podem caçar. Por isso elas acabam invadindo as fazendas para se alimentar de animais domésticos como vacas, ovelhas e até galinhas. E aí acabam sendo perseguidas pelo homem, seu único predador!

Protegendo as onças-pintadas

As onças vivem em todos os biomas do nosso país, com exceção dos Pampas, lá no Sul.

Embora ameaçadas pela perda de habitat e pela perseguição de fazendeiros, estão presentes na Floresta Amazônica, na Mata Atlântica, no Pantanal, no Cerrado e na Caatinga.

Elas estão em maior perigo na Mata Atlântica, onde as populações são menores, com cerca de apenas 300 onças que correm risco de desaparecer. 

Felizmente muitos projetos para a sua  proteção estão sendo realizados em todos os biomas.

Na Mata Atlântica, destaca-se entre outros programas importantes,  o Projeto Onças do Iguaçu, desenvolvido pelo Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais – Pró-Carnívoros, que trabalha pela conservação da onça-pintada no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Nesta Unidade de Conservação ficam as famosas cataratas, com mais de 200 quedas de água, na fronteira entre o Brasil e a Argentina.

Pesquisadores dos dois países, fazem o maior trabalho mundial de monitoramento de onças-pintadas. Além de preservar o habitat na floresta que se estende ao redor das cataratas, também realizam ações de educação ambiental, envolvendo os fazendeiros na região para que aprendam a conviver com elas. 

Veja em: https://procarnivoros.org.br/projeto/projeto-oncas-do-iguacu/

Onça-pintada – Foto divulgação Projeto Onças do Iguaçu- PR

Foge que lá vem onça!

O ronco alto e grave da onça, chamado esturro, assusta todos os animais da floresta.

Ela avisa que aquele é o seu território e não quer dividir com ninguém!

Para garantir, marca seu espaço com  pegadas e arranhões nas árvores e também se esfrega nelas e urina  para deixar também o seu  cheiro.

Melhor se afastar dali!

É o que faz até mesmo o maior mamífero da floresta, maior que a própria onça.

Quem é ele? Faça um sinal no quadro abaixo.

Aproveite e circule qual é o herbívoro que a onça prefere comer.

Os grandes mamíferos brasileiros

Caçada aquática

É muito difícil escapar de uma onça. 

Ela é um animal terrestre, mas tanto é capaz de  rastejar em meio ao mato como de escalar árvores altas e nadar em rios profundos.

Seja para caçar ou se refrescar, a onça é um dos poucos felinos que gostam de água. Seu corpo  robusto e musculoso permite grande agilidade para nadar e por isso, nem sempre o rio pode ser uma boa rota de fuga, até mesmo para os animais que têm vida aquática.

Lembrando que as antas também são ótimas nadadoras e se estiverem perto de um rio, conseguem escapar da perseguição de uma onça.

Veja o desenho abaixo e responda:

  • Por que você acha que a onça está no meio do rio?
  • Quais são os animais que também estão por ali e podem acabar como uma refeição para ela?
  • Quantas lontras vivem no barranco do rio?
  • Quantos peixes podem estar sob as águas?

Escrevendo com On on

Leia a frase abaixo em voz alta e perceba a diferença de sons. 

A ONÇA RONDA OS NOVILHOS DO SEU NONÔ.

Em NOVILHO e NONÔ a vogal O aparece depois da consoante N, formando a sílaba NO.

Mas em  ONÇA e RONDA  a vogal O aparece antes da consoante N, formando sílabas com um novo som.

O som ON pertence ao grupo AN EN IN ON UN.

Siga o modelo e veja como ele fica na separação das sílabas:

Esse som pode aparecer no começo, meio ou fim das palavras.

No começo:

No meio :

No fim :

M ou N ?

Lembra-se da regra?

Toda regra tem exceção!

Existem algumas palavras com a letra N no final. Isso se deve a sua origem. 

São poucas palavras, sempre com a penúltima sílaba pronunciada com mais força e por isso leva um acento, como é o caso de TON.

Essa palavra vem do grego e é o nome dado na mitologia a uma cobra gigantesca que guardava uma fenda da terra de onde saíam vapores que permitiam adivinhar o futuro.

Veja outro exemplo: PLÂNCTON 

Essa outra palavra também vem do grego, significa “errante” e é o nome dado a organismos muito pequenos que flutuam na superfície da água do mar.

Resumindo:

  • OM e ON têm o mesmo som.
  • Escrevemos com ON sílabas que ficam no início ou no meio das palavras.
  • Em geral escrevemos com OM as sílabas que ficam no final das palavras, com algumas exceções em que usamos ON.
  • Sempre usamos OM antes das consoantes P e B.

Parece complicado?

Não se preocupe, com o hábito da leitura você vai gravar na memória a escrita correta.

Para ajudar, segue um exercício para você treinar.

Complete com M ou N:

Cruzadinha dos recordes

Complete a cruzadinha para conhecer mais curiosidades do mundo animal.

Na vertical:

1. O maior felino do mundo pode pesar mais de 400 quilos e medir cerca de 2 metros, com mais 1 metro de cauda. Com esse tamanho só pode ser muito forte! Além disso, é muito ágil no ataque, podendo dar saltos  de até 10 metros e é capaz de carregar uma presa até mais pesada que ele. Vive no continente asiático e não é o rei dos animais.

2. O felino com a mordida mais forte do mundo é brasileiro e consegue até furar o casco das tartarugas ou o couro dos jacarés!

Na horizontal:

3. A maior cobra do mundo em comprimento pode chegar a medir cerca de 12 metros. Ela vive nos rios mas também é semi-arborícola, sobe pelos galhos das árvores e por isso não pode ser muito pesada, portanto não é a maior em massa corporal. Não é venenosa, matando suas presas ao enrolar-se nelas até que fiquem sem ar ! Ela faz parte da fauna dos continentes asiático e africano.

4.O som mais forte emitido por um animal pertence a um pássaro da Amazônia. Apesar de ser pequeno, do tamanho de uma pomba, tem um canto curto, mas tão alto que supera até uma turbina de avião a jato e pode ser ouvido a 1,5 quilômetro de distância! Ele também é chamado de ferreiro porque o som parece o martelar  do ferro sobre uma bigorna.

5.A cobra mais pesada do mundo é brasileira. Ela não é a mais comprida mas pode chegar a medir cerca de 10 metros e também não é venenosa, matando por constrição da presa. Semiaquática, vive em águas profundas nos grandes rios da Amazônia, mas também se esconde e rasteja no meio do mato.

Responda:

Quais são os animais nesta cruzadinha que não pertencem à fauna brasileira?

A onça e o  folclore 

Por ser o animal mais feroz da nossa fauna, a onça sempre foi muito temida.

Os povos da floresta sabem que não se pode medir forças com ela.

Talvez por isso, em muitas histórias populares, no confronto com os outros animais, ela só é vencida pela esperteza e pelas artimanhas dos mais fracos, como macacos e jabutis.

Na realidade, é uma pena que hoje as onças estão perdendo para os homens, pois a caça ilegal e a destruição do seu habitat, a colocam em risco de extinção.

Mas para terminar nossa lição com um pouco de leveza, segue este pequeno conto do nosso folclore:

O Jabuti e a Onça

Uma vez uma onça ouviu a música da gaitinha do jabuti e aproximou-se:

– Como você toca bem jabuti ! Do que é feita essa gaitinha?

– De osso de veado, ih! ih! – respondeu o cascudo.

A onça, que estava querendo apanhar o jabuti, veio com um plano.

– Sou um pouco surda – disse ela – Toque mais perto da abertura do buraco.

O jabuti apareceu na abertura do buraco e tocou, mas no melhor da festa a onça deu um bote para pegá-lo. O jabuti afundou a tempo, mesmo assim ficou com uma pata nas unhas da onça.

– Ah!Ah!Ah! –  riu-se ele. – Pensa que agarrou minha pata, mas só pegou uma  raiz de pau ! Fiau!… 

– A onça soltou as unhas, desapontada.

O jabuti deu outra gargalhada.

– Grande boba! Era minha pata mesmo que você havia agarrado. Fiau! Fiau!

A onça jurou que não sairia da beira daquele buraco enquanto não apanhasse o jabuti – e ficou lá até morrer de fome.

Lobato, Monteiro, Histórias de Tia Anastácia, Editora Brasiliense, São Paulo, 1981

******

Deixe um comentário