Com OS escrevo:
A OSTRA
—–
ENTRE AFAGOS,
DISSE A OSTRA
À LAGOSTA:
– SE DE FATO,
GOSTAS DE MIM,
COÇA-ME AS COSTAS!
—–
PELA AMOSTRA
VALE A APOSTA:
– APÓS TAIS AGRADOS,
O MAR VAI OSTENTAR,
DE CROSTA GROSSA
UMA LAGOSTRA?
Organizando o vocabulário
- AFAGOS – Carinhos, mimos.
- AMOSTRA – Exemplo, mostra, sinal.
- OSTENTA – Exibe, revela.
- CROSTA – Casca, casco, camada dura sobre o corpo.
Curiosidades do mundo animal
A ostra
As ostras são moluscos que têm o corpo mole protegido por duas conchas duras, irregulares e cinzentas, fortemente unidas.
Elas passam a vida na água, respiram e se alimentam por meio de brânquias, que estão dispostas ao longo de todo o corpo. A água entra em seu interior quando as conchas abrem, e passa por cílios que existem nas brânquias, que funcionam como uma peneira. Eles filtram partículas muito pequenas de alimento, principalmente microalgas, mas também microrganismos como fungos e bactérias e restos de animais e plantas em decomposição.
Por causa da sua capacidade de filtrar impurezas, as ostras têm um papel importante na limpeza e controle da qualidade da água onde vivem.
Quando nascem não passam de pequenas larvas que flutuam na água e têm muitos predadores, como peixes, caranguejos, estrelas-do-mar e esponjas. Embora uma única ostra fêmea produza milhões de ovos a cada estação de reprodução, são poucas as larvas que chegam à vida adulta. Essas levam mais ou menos duas semanas para se desenvolver e criar pequenas conchas. Então se prendem a uma superfície dura, pode ser uma rocha ou até mesmo outras conchas já bem formadas. Ali crescem umas sobre as outras, em grandes aglomerados chamados de recifes ou “bancos”, que também fornecem abrigo para outras criaturas como cracas, mexilhões e anêmonas.
Presas e imóveis pelo resto da vida, as ostras são alvo de caranguejos, estrelas e raias que são capazes de triturar suas conchas protetoras.
Existem diferentes famílias de ostras, cada uma com muitas espécies. A maioria vive no mar, mas também podem viver na água salobra, que resulta da mistura entre a água salgada e a água doce de um rio ou laguna, e também na água totalmente doce dos rios.
Certamente você já ouviu das ostras que têm pérolas escondidas no meio das conchas. Elas podem ser de água salgada ou doce e pertencem a uma família chamada perlífera. As pérolas são formadas por uma reação de defesa. Se, por exemplo, um grão de areia invade o corpo mole dessas ostras, para se livrar da irritação, elas produzem uma substância chamada madrepérola, que vai se acumulando ao redor do intruso até que ele fique totalmente isolado, na forma da pérola, o que pode demorar anos.
As chamadas ” ostras verdadeiras” , apreciadas como alimento, são as mais comuns. Podem ser de água salgada ou salobra.
As ostras nativas da nossa fauna pertencem à família das ostras comestíveis.
Elas vivem apenas em água salobra e são chamadas ostras-do-mangue. Seu habitat natural são os manguezais que existem ao longo do litoral, onde crescem junto a pedras no fundo da água, nas rochas à beira-mar ou agarradas às grandes raízes das árvores, onde podem ser facilmente avistadas e apanhadas quando a maré está baixa.
Protegendo nossas ostras nativas
As ostras-do-mangue são uma fonte importante de alimentação e renda para comunidades que vivem à beira-mar.
Mas a coleta sem controle, chamada de coleta predatória, pode colocar em risco o equilíbrio dos bancos naturais.
Por isso foram criados programas para a criação artesanal de ostras, garantindo a preservação do meio-ambiente e um estoque permanente para os pescadores.
Um projeto pioneiro foi desenvolvido em Cananéia, no litoral de São Paulo, onde existem várias ilhas que pertencem ao Complexo Estuarino Lagamar, a maior área preservada de mangues no país.
O Instituto de Pesca, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado De São Paulo, em parceria com a Fundação Florestal, da Secretaria do Meio-Ambiente e com a Fundação de Amparo à Pesquisa – FAPESP fez muitos estudos para criar e ensinar aos ribeirinhos um sistema de cultivo das ostras em “fazendas”, que no lugar de terra, usam a água do mar.
Dessa maneira a extração das ostras passou a ser feita de forma sustentável.
Os pescadores precisam respeitar a época de reprodução e o tamanho das ostras que podem apanhar. Não podem ser retiradas dos bancos naturais as ostras muito pequenas que ainda vão se desenvolver, nem as grandes, que vão gerar novas larvas.
As ostras retiradas para cultivo são colocadas em tabuleiros junto ao manguezal para um período de crescimento e engorda. Ali elas podem se alimentar naturalmente, pois também são alcançadas pelo movimento das marés.
Quando chega a época da reprodução nos bancos naturais, a coleta não é mais permitida, mas as ostras cultivadas estão prontas para serem consumidas.
Os pescadores se organizaram e criaram a Cooperostra – Cooperativa dos Produtores de Ostra de Cananéia, onde as ostras cultivadas passam por vários banhos de água limpa para filtrar qualquer impureza. Assim eles garantem não só alimento para suas famílias como uma boa renda, vendendo sua produção para peixarias, supermercados e restaurantes.
Veja em: https://www.pesca.sp.gov.br

Criando ostras exóticas
Aqui no Brasil também são cultivadas ostras que vêm das águas geladas do Oceano Pacífico, lá no Japão. Chamadas de ostras japonesas, elas se desenvolvem bem no litoral de clima mais ameno da região sul, especialmente no estado de Santa Catarina. Como não são nativas, é preciso produzir suas “sementes”, o que é feito no Laboratório de Moluscos Marinhos, da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC . As sementes são destinadas a grandes fazendas marinhas para serem criadas e distribuídas para todo o país.
Conchas e carapaças
Os moluscos são o maior grupo de animais em todo o planeta.
Existem milhões de espécies, tanto aquáticas como terrestres.
A maioria tem o corpo mole protegido por uma ou duas conchas. Podem ser pequenos caracóis de jardim ou caramujos, mariscos e mexilhões marinhos.
Existem também moluscos sem qualquer proteção como os polvos e as lesmas, que podem ser tanto terrestres como aquáticas. As lulas são uma espécie curiosa, pois têm uma concha diferente, que fica dentro do seu corpo mole.
Apesar de tão numeroso, o grupo dos moluscos fica atrás de outro grupo ainda maior, que também protege o corpo, não com conchas, mas com carapaças.
São os crustáceos, tanto terrestres, como os tatuzinhos-de-jardim; como os aquáticos, na maioria marinhos, como camarões, siris, caranguejos e lagostas.
Os crustáceos são invertebrados, não têm ossos como os moluscos, mas não deixam de ter um esqueleto, só que de lado de fora do corpo – um incrível exoesqueleto! Ele é duro e impede o crescimento de seu dono, por isso precisa ser trocado regularmente. De tempos em tempos ele se rompe e de dentro dele sai um animal todo enrugado, já envolvido por outra proteção mais mole e que vai se esticando para que ele possa crescer.
Apesar de sua carapaça dura, os crustáceos conseguem se movimentar muito bem pois têm pernas, membros articulados que também ajudam na alimentação e defesa.
Quem é o intruso?
Ele também carrega uma concha, mas não é um molusco.
Assinale quem é o diferente.

A casa das ostras
Os manguezais são verdadeiras florestas marinhas que ocupam a faixa entre o mar e a terra, onde acontece o encontro da água salgada com a água doce dos rios ou lagunas, os lagos junto à costa.
Neste tipo de floresta o solo é lamacento e mal arejado, com bastante sal e cheio de restos de plantas e animais em decomposição. Por isso não cheira nada bem.
Ali crescem os mangues, árvores que se adaptam ao fluxo das marés, suportando períodos de alagamento. Elas têm raízes aéreas, capazes de buscar o ar na superfície e folhas capazes de expelir o sal.
Existem três tipos de mangues.
O mangue vermelho cresce mais perto do mar, sempre lembrado pelas raízes grandes em forma de arcos, que afundam na lama para poder sustentar a árvore e suportar a entrada da água na maré alta. Saindo do tronco e dos ramos também brotam raízes aéreas, com poros para absorver o ar na maré baixa e que se fecham na alta.
O mangue-branco cresce mais à frente, em solo mais firme e arenoso. Além das raízes que entram na terra para sua sustentação e nutrição, também tem raízes que parecem “tubinhos” saindo para cima do solo em busca de ar.
O mangue-preto cresce a seguir, em solo que não fica tão inundado e também tem raízes que vão aparecendo para fora, mais compridas que as do mangue-branco.
No manguezal as raízes das árvores e a água turva oferecem um abrigo seguro para pequenas criaturas. Muitas espécies marinhas, entre peixes e caranguejos, além de moluscos, como as ostras, encontram nesse ambiente as condições ideais para alimentação, reprodução, desova e criação dos filhotes.
As ostras e os caranguejos passam toda a vida no manguezal.
Para outros animais, ele é um grande berçário, onde nascem e passam a fase inicial da vida, indo depois para o mar.
Provavelmente você não gostaria de fazer uma trilha pelo lodo fedorento mas, graças à proteção que ele oferece, podemos saborear a maior parte dos peixes e frutos do mar que tanto gostamos!
Em todo o nosso litoral as florestas de manguezais são consideradas “Área de Preservação Permanente”. Elas são muito importantes pois protegem a costa nas tempestades, evitando grandes inundações. Também filtram e limpam a água, protegendo a vegetação no fundo mar, que produz o oxigênio que precisamos até em maior quantidade que as florestas terrestres.
Apesar de toda a sua importância, os manguezais são ameaçados não só pela pesca predatória, mas por desmatamentos, depósito de lixo e produtos químicos, como agrotóxicos e resíduos de indústrias, que põem em risco as espécies e as próprias comunidades ribeirinhas.
Lembrando que é muito perigoso comer ostras de água poluída, pois elas filtram e acumulam bactérias e todo tipo de veneno.
Se você quiser aprender mais sobre os manguezais pode acessar o Atlas dos Manguezais do Brasil, desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento – Brasil (PNUD), com o apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio.
A floresta marinha

Responda:
- Quais são os animais representados na figura do manguezal?
- Quais são moluscos?
- Qual é a ave que está voando sobre os mangues? O que ela está procurando?
- Quantos guarás estão pousados no mangue-vermelho? Você sabe por que eles também são vermelhos?
- O que a garça-azul está fazendo à beira do lodo?
- Qual é o mamífero que, entre outros alimentos, gosta das ostras-do-mangue?
- Entre todos os animais representados, quais são as duas espécies que passam toda a vida no manguezal?
Escrevendo com Os – os

Que tal uma sopa de ostra?
Observe as palavras SOPA e OSTRA.
Nelas temos sílabas com as mesmas duas letrinhas, mas basta mudar o lugar delas e os sons ficam bem diferentes.
Na palavra SOPA, temos uma sílaba simples formada por consoante seguida de vogal.
A sílaba SO faz parte da família SA SE SI SO SU.
Saindo deste modelo simples de formar as sílabas. temos também as chamadas sílabas complexas.
É o caso da troca de posição que acontece na família AS ES IS OS US.
Compare os dois casos:

A sílaba formada por O + S pode aparecer no começo, meio ou fim das palavras.

Desembaralhe as sílabas e coloque na ordem correta nos quadrinhos.

O que a palavra MARISCOS tem de diferente em relação à OSTRA ou LAGOSTA?
Ela está no PLURAL, indicando mais de um indivíduo.
Lembrete:
Qual a principal regra para formar o plural das palavras terminadas com vogais?


Agora é a sua vez de fazer um plural.
Complete o quadro abaixo:

Veja agora os nomes curiosos de mais dois animais marinhos.

O golfinho-de-dentes-rugosos é um golfinho grande, com quase 3 metros de comprimento quando adulto e pesando cerca de 150 Kg. Sua cabeça é alongada e o nariz mais fino em comparação com os outros golfinhos. Suas costas são escuras, parecendo que tem uma capa. Seu nome se deve, é claro, aos dentes que são cheios de sulcos.
A pardela-de-óculos passa o tempo voando sobre o oceano. Ela voa com batidas fortes das asas e é capaz de enfrentar grandes tempestades, mas plana suavemente sobre a superfície da água e mergulha para apanhar peixes, lulas e crustáceos. Sua cor é escura, entre o marrom e o cinzento, com manchas brancas ao redor dos olhos, por isso o seu nome.
Qual a diferença entre as palavras RUGOSOS e ÓCULOS?
Mais um lembrete!
Toda regra tem exceções.
Nem sempre o final com a letra S indica plural.
A palavra ÓCULOS é um caso especial de palavra com o final em OS, usado tanto no singular como no plural.

Curiosidades de Almanaque
A maior ostra do mundo
Nas águas quentes dos Oceanos Índico e Pacífico vivem as ostras-gigantes, os maiores moluscos com duas conchas em todo o mundo;
Elas podem ser encontradas por mergulhadores, principalmente junto à Grande Barreira de Corais da Austrália. Ali tudo parece espetacular e as ostras-gigantes surpreendem com suas cores variadas, camufladas entre os corais, tão grandes que podem ter até 1,2 m de comprimento e chegar a pesar 200 kg, mas isso leva em torno de 10 anos!
Elas são os maiores moluscos de duas conchas do mundo. São tão grandes que acreditava-se que podiam engolir uma pessoa, mas na verdade, não são agressivas e não é nada difícil escapar delas. Suas conchas são unidas por músculos fortes e se abrem muito lentamente e não tornam a se fechar por completo, de modo que nenhum mergulhador pode ser surpreendido por um ataque!
Como as outras espécies de ostras, elas filtram a água, retendo microrganismos, mas elas também têm uma fonte bem diferente de alimento. São algas que ficam abrigadas no seu interior e aproveitam os nutrientes que ela oferece, produzindo por sua vez nutrientes para a ostra, numa relação de ajuda entre ambos.
As ostras-gigantes podem viver centenas de anos, mas nem todas chegam a tanto porque são alvo de captura para aproveitamento das conchas como enfeites e também porque são uma iguaria muito apreciada em alguns países.
Você pode imaginar o tamanho de uma ostra-gigante comparando, por exemplo, o comprimento das suas conchas com o comprimento do casco das tartarugas marinhas.

Conselho de Mestre – Cuca
“Se não gostas de ostras, faça uma aposta no peixe em postas!
O que são postas?
A posta é o corte em fatias da parte mais grossa do peixe.
Segue uma receita gostosa e bem fácil, que você mesmo pode preparar, lembrando que criança na cozinha sempre deve ter um adulto por perto para não se machucar.

Postas de peixe ao forno
Ingredientes:
- Duas ou mais postas de um peixe branco, suculento e sem espinhas, como a pescada branca.
- Duas colheres de suco de limão.
- Uma colher de café de sal.
- Se gostar, uma pitada de pimenta do reino branca.
- Uma colher de sopa de azeite.
- Uma cebola média em rodelas.
- Um ou dois tomates em rodelas.
- Salsinha picada.
Modo de preparo
- Tempere as postas com o suco de limão, sal e a pimenta. Reserve.
- Unte uma travessa que possa ir ao forno com azeite e espalhe as cebolas.
- Espalhe os tomates formando uma segunda camada.
- Espalhe a salsinha.
- Coloque o peixe sobre esta deliciosa “cama”.
- Regue com azeite
- Leve ao forno em temperatura média por mais ou menos meia hora, até que fique bem douradinho.
Sugestões de acompanhamento: batatinhas assadas e uma saladinha de folhas.
Bom apetite!
Para encerrar, cuidado para não torcer a língua, não só comendo peixe em posta, mas se for capaz, repetindo bem depressa:
Trava-Língua
CUIDADO COM UMA OSTRA À MOSTRA,
SEM A CROSTA GROSSA ELA ESTÁ MORTA!
*****
Ótimo. Quando virão os próximos capitulos?
CurtirCurtir
Parabens.muito criativo. Aguardo novas publicacoes.
CurtirCurtir