Com -OZ escrevo:
O ALBATROZ
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SOBRE O IMENSO OCEANO
VOA SOBERANO O ALBATROZ
A SERENA BRISA O EMBALA
E ENFRENTA A TORMENTA FEROZ
—–
MAS SOB A ESPUMA DAS ONDAS
ENCONTRA UM DESTINO ATROZ
UM ANZOL O PRENDE E CALA
E FAZ DO HOMEM SEU ALGOZ
Organizando o vocabulário
- SOBERANO – Poderoso, majestoso.
- TORMENTA – Temporal, tempestade forte.
- ATROZ – Cruel, bárbaro, doloroso.
- ALGOZ – Matador, carrasco. agressor.
Curiosidades do mundo animal
O albatroz
Os albatrozes são grandes aves oceânicas, que vivem a maior parte do tempo voando sobre o alto mar ou descansando sobre as ondas.
Estão sempre à procura de alimento, peixes e lulas trazidos à superfície pelas correntes marinhas ou restos de animais mortos que ficam boiando sobre a água e são difíceis de apanhar em meio ao vento e as ondas que podem ser bem grandes e fortes.
Eles podem passar muito tempo solitários sobre a imensidão do oceano, contando com uma extraordinária capacidade de voo e uma visão e olfato aguçados para localizar suas presas.
Em lugares onde há grande concentração de peixes, como nas proximidades de barcos de pesca, juntam-se em bando com outras aves marinhas.
Graças as suas asas longas e estreitas estão entre as maiores aves voadoras do mundo. Existem cerca de vinte espécies de albatrozes. Eles podem alcançar até 1,30 m de comprimento e pesar cerca de 10 kg, mas se destacam pela envergadura das asas abertas. No albatroz-errante ou gigante, elas podem medir até 3,50 m de uma ponta a outra, a maior envergadura entre todas as aves!
Com tais asas e a ajuda do vento podem viajar muitos quilômetros com pouco esforço. Geralmente voam durante todo o dia e pousam no mar ao anoitecer para descansar e dormir.
Podem ser encontrados ao redor do mundo todo, mas a maior parte das espécies faz ninhos e cria seus filhotes em ilhas distantes e desabitadas na Antártica e ao seu redor, lá no Pólo Sul, a região mais gelada e seca do mundo, onde os ventos são muito fortes.
São aves migratórias e fazem viagens bem longas conforme as estações do ano, à procura de temperaturas mais amenas e maior oferta de alimentos, e assim dão várias voltas ao redor do planeta.
O Brasil é rota de imigração para várias espécies. Eles aparecem durante o outono e inverno no nosso litoral sul, onde o clima é frio, mas bem menos do que nas ilhas de onde vêm. O albatroz-errante visita o ano todo as águas mais quentes do litoral sudeste.
Eles não são avistados próximos das praias, mas apenas em alto mar onde sobrevoam, se alimentam e descansam.
Nenhuma espécie de albatroz faz ninhos e cuida de filhotes em terras brasileiras. Na época de reprodução, eles voltam para suas geladas ilhas de origem.
Conforme a espécie, procuram terra firme uma vez ao ano, ou a cada dois anos, quando se reúnem em colônias para encontrar parceiros e ali ficam uma longa temporada enquanto cuidam dos filhotes.
Seja em terra ou pousados sobre as ondas, a decolagem de volta a liberdade de voar não é fácil. Eles dependem do vento e precisam correr vários metros com as asas abertas para que o ar passe debaixo delas, até que uma boa lufada os ajude a ganhar altura e sustentar o voo.
Então podem ficar planando tranquilamente, sempre acompanhando as correntes de vento, sem fazer esforço ou bater as asas, que ficam abertas e travadas por uma membrana.
Mesmo com ventos contrários e fortes tempestades, seguem em frente, voando em arcos para poder avançar.
Para sobreviver no mar os albatrozes precisam de outros recursos além da capacidade de voo.
Como bebem água salgada, contam com glândulas que eliminam o sal através das narinas, dois tubinhos que ficam dos lados do bico.
O bico é grande e forte, terminando num gancho para pegar suas presas, que podem ser escorregadias e bem agitadas.
As patas têm três dedos unidos por uma membrana, como nos pés de pato, para nadar e deslizar na água e são importantes nas manobras de pouso e decolagem.
As penas são grossas e impermeáveis, formando uma espécie de bolha de ar quente em volta do corpo. Por isso podem ficar pousados na água, secos e protegidos do frio. Por outro lado, esta bolha dificulta a pesca, pois não permite grandes mergulhos.
A cor da plumagem varia conforme a espécie, em geral o corpo é branco ou cinza claro, com asas escuras.
Senhores do ar e do mar, os albatrozes são fundamentais para o equilíbrio de todo o ecossistema marinho. Enquanto voam sobre as águas espalham com suas fezes os nutrientes que servem de alimento para pequenos organismos que vivem na superfície. A partir deles vai se formando toda uma cadeia alimentar que mantém não só as sardinhas e lulas de que tanto gostam, mas todos os peixes e os grandes animais marinhos.
Os albatrozes no Brasil
A costa brasileira é uma fonte importante de alimento para as aves marinhas e é fundamental para a conservação de 6 a 10 espécies de albatrozes que aparecem por aqui.
Eles costumam acompanhar os barcos que pescam atuns em alto mar. Para isso usam uma técnica chamada espinhel, estendendo sobre a superfície da água uma linha bem comprida presa com bóias. Nela são penduradas várias outras linhas com anzóis e iscas como sardinhas e lulas, justamente os petiscos preferidos dos albatrozes. As aves são atraídas pelos restos descartados da pesca e tentam roubar as iscas logo que são lançadas e ainda ficam perto da superfície.
Muitas vezes eles acabam se ferindo nos anzóis ou são fisgados e afundam, morrendo afogados.
Desta forma a pesca de espinhel aumenta muito o risco de extinção das espécies que nos visitam.
O Projeto Albatroz, com patrocínio da Petrobrás, trabalha para diminuir a captura não intencional dos albatrozes e petréis. Tudo começou há bastante tempo, em 1990, quando dois estudantes de biologia, Tatiana Neves e Rogério Menezes, apaixonados pelo mar, se uniram aos mestres pescadores para ajudá-los e também proteger as aves marinhas.
Medidas simples passaram a ser adotadas para a pesca.
As linhas de pesca e os anzóis passaram a ter pesos para afundarem mais rápido, ficando fora do alcance das aves. As iscas podem ser tingidas de azul para ficarem camufladas. Simples fitas coloridas, que esvoaçam presas a um mastro do barco, espantam as aves e sobretudo, a pesca deve ser feita à noite, quando os albatrozes costumam descansar.
O trabalho do Projeto Albatroz é tão importante que passou a fazer parte da Política Nacional para Conservação dos Albatrozes e Petréis – PLANACAP, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade . ICMBio, criado para reduzir a mortalidade das aves em todo o Brasil e que também colabora com outros grupos de proteção em todo o mundo.
Além das medidas para evitar a captura não intencional, também é importante reduzir outras ameaças como a poluição pelo derrame de óleo pelos navios e barcos, que compromete as penas e os olhos das aves, dificultando ou até impedindo seu voo.
O Projeto Albatroz trabalha ainda junto a crianças e jovens, com programas de Educação Ambiental nas escolas. Afinal, todos podemos contribuir para salvar as aves marinhas, com atitudes simples ao nosso alcance.
Um exemplo é o cuidado que devemos ter quando vamos à praia. O lixo deixado na areia e que acaba se espalhando no mar é outra grande ameaça para a natureza. Embalagens plásticas podem levar até 500 anos para se decompor totalmente e enquanto isso são confundidas com alimento. Atualmente, a maioria dos animais marinhos têm plástico no estômago e muitos morrem por causa disso.
Veja em:
https://projetoalbatroz.com.br

Projeto Albatroz
O espantalho dos mares

Ajude a salvar os albatrozes!
- Continue a desenhar fitas coloridas presas ao mastro do navio, para que o movimento e o barulho do vento espante os albatrozes.
- Pinte as iscas de azul para confundir as aves.
- Se você camuflar as iscas, quantos albatrozes poderá salvar?
- O que você deve fazer se encontrar lixo deixado na praia?
A ALBATRUPE
A Albatrupe foi criada pelo Projeto Albatroz especialmente para as crianças.
O grupo reúne as principais espécies de albatrozes que visitam nosso litoral, com personagens da LightStar Studios, do famoso A Era do Gelo.
Você fica conhecendo o Albatroz-de-sobrancelha-negra, o Albatroz-viajeiro ou errante, o Albatroz-de-nariz-amarelo-do-Atlântico, o Albatroz-real-do norte e o Albatroz de Tristão. Eles estão representados aqui embaixo e você pode se divertir com eles nas histórias em quadrinhos e atividades que estão à disposição no site do projeto.

Viagem para o Brasil

Uma longa vida de aventuras
Os albatrozes vivem muito tempo, podem ficar bem velhinhos e chegar a mais de 50 anos!
A história de um filhote começa no verão, quando os machos e fêmeas adultos deixam o oceano e se reúnem em colônias em ilhas isoladas.
Este é o tempo do acasalamento, quando casais se unem e desde então ficam juntos para sempre, formando uma família dedicada e protetora.
Eles compartilham a preparação do ninho, que precisa ser grande e resistente. Feito de areia, pedras, lama e plantas, é forrado de penas para ficar confortável e quentinho, pois vai abrigar a família durante muito tempo.
A fêmea coloca um único ovo. Ele é grande, pesa até meio quilo, mede uns 11 cm e nunca é deixado sozinho, pois se quebrar ou for atacado por predadores, a fêmea não fará uma nova postura na mesma temporada de acasalamento.
O macho se reveza com ela, em turnos de até duas semanas, chocando o ovo durante mais ou menos 80 dias, o maior tempo de incubação entre as aves.
Enquanto um deles fica protegendo e aquecendo o ninho, sem mesmo se alimentar nesse tempo, o outro volta para o mar e procura ficar bem abastecido para enfrentar o seu turno.
Quando finalmente o ovo se rompe, o filhote ainda demora uns cinco dias para sair totalmente da casca. Ele é branco e fofinho e vai precisar de muita dedicação dos pais. Eles saem para pescar, cada um por vez, e precisam ir bem longe. Por isso não trazem alimento fresco e sim armazenam no próprio estômago pequenos krils, peixes e lulas para serem regurgitados no bico do filhote.
Conforme ele vai crescendo os pais o deixam sozinho, pois precisam reforçar sua alimentação para que ganhe gordura, capaz de sustentá-lo na sua ausência e até que possa deixar o ninho.
Isso só acontece depois de 8 a 9 meses, cerca de 280 dias, quando o filhote, pronto para voar e se alimentar por conta própria, finalmente começa sua aventura sobre as ondas.
Os pais deixam que ele conquiste a independência e também voltam para o oceano, cada um para o seu lado. Na próxima temporada, eles vão se encontrar novamente, na mesma ilha, para terem outro filhote e assim seguirão durante muitos anos.
Os filhotes, por sua vez, passam os primeiros cinco anos apenas no oceano.
Num certo verão, com incrível sentido de orientação, eles também voltam à ilha onde nasceram, onde encontram avós, pais e irmãos. Começam então a aprender com os mais velhos os rituais para formar sua própria família.
Mas isso leva bastante tempo. O amadurecimento dos albatrozes é demorado e outras cinco temporadas serão necessárias até completarem 10 anos, quando finalmente ficam prontos para cortejar, acasalar e defender seu próprio território.
O namoro é bem complicado. Para conquistar a atenção de uma fêmea, o jovem albatroz ensaia a dança do acasalamento com vários parceiros. Ele precisa aprender a estufar o peito, balançar a cabeça, levantar o bico, abrir as asas, assobiar, grasnar…. até conseguir finalmente ser escolhido por uma companheira.
E então toda a história vai se repetir…
Uma família amorosa
Numere corretamente a sequência de quadrinhos que conta a vida do albatroz.

Coloque V para verdadeiro e F para falso:
- A cada temporada de reprodução a fêmea escolhe um novo parceiro. ( )
- Enquanto a fêmea fica na ilha chocando o ovo, o macho volta a viver em alto mar. ( )
- Os pais se revezam, voltando ao oceano para buscar alimento para seu filhote. ( )
- Como os albatrozes têm um único filhote a cada reprodução, a população não cresce muito e precisa ser protegida. ( )
As maiores aves voadoras do mundo
Além dos albatrozes, existem outras aves com asas impressionantes e grande capacidade de voo.
Entre as aves aquáticas, os pelicanos e garças competem pela habilidade de planar bem alto.
Nas montanhas e florestas, as aves de rapina também voam a grande altura. As águias são caçadoras incríveis, atacam rapidamente suas presas em pleno voo. Já os carniceiros urubus e condores ficam rondando vagarosamente à procura de carcaças de animais mortos.
Veja algumas dessas aves e suas envergaduras de asas.
- Albatroz-errante
Possui a maior envergadura entre todas as aves.
Peso: 8 a 11 kg Comprimento: 1,20 m Envergadura das asas: 2,90 a 3,70 m
- Condor-dos- Andes
Por causa do tamanho é considerado a maior ave voadora do mundo, mas sua envergadura é menor do que a do albatroz-errante.
Peso: 7 a 15 kg Comprimento: 1,30 m Envergadura das asas: 3 m
- Pelicano-crespo
Possui o maior bico entre todas as aves.
Peso: 10 a 12 kg Comprimento: 1,60 a 1.80 m Envergadura: 2.70 a 3,20 m
- Harpia ou Gavião-real
Nossa águia brasileira é a maior e mais forte águia do mundo.
Peso: 6 a 9 kg Comprimento: 0,90 a 1.05 m Envergadura das asas: 2,50 a 2,80 m
No quadro abaixo numere corretamente as silhuetas dessas aves.

Escrevendo com -oz

O som –oz aparece sempre no final das palavras.
É um som que destaca a última sílaba, pronunciada de modo mais forte.
Ele pertence ao grupo: -az -ez -iz -oz -uz.
Observe como este grupo é diferente da família de sílabas simples: za ze zi zo zu.
A diferença entre os dois grupos está na posição das duas letras.
Lembrando que as sílabas simples sempre são formadas por uma consoante seguida de uma vogal.
Mas a vogal pode mudar de lugar e aparecer antes da consoante!
Leia a frase abaixo em voz alta e você logo vai notar como essa mudança muda também o som da sílaba.
O ALBATROZ VOA SOB O GRANIZO.

Veja outros exemplos de palavras com sílabas com -oz:
Dicionário ilustrado das aves

Plural das palavras terminadas em -oz
Nosso dicionário ilustrado vem com uma dica.
O quebra-nozes nos lembra como fazer o plural das palavras terminadas em -oz.
Basta acrescentar -es e temos um novo final indicando uma quantidade maior.
Veja:

Agora é sua vez de fazer plural no quadro abaixo:

Adjetivos
Leia mais esta frase:
ERA UMA VEZ UM ALBATROZ VELOZ.
Observe que a palavra VELOZ indica uma qualidade do albatroz.
As qualidades pertencem a uma classe de palavras chamadas adjetivos.
Elas acompanham e ajudam a descrever e explicar como são os seres e todas as coisas que existem.
Os adjetivos também podem variar, sendo usados no SINGULAR, quando qualificam apenas UMA unidade e no PLURAL, quando qualificam MAIS DE UMA unidade.
- Escolha nos quadrinhos abaixo adjetivos para completar as frases:

- Circule somente as palavras que são adjetivos:
FEROZ ARROZ VOZ VELOZ NOZ FOZ
Formando novas palavras
Usando os adjetivos podemos formar novas palavras quando damos a eles um novo final.
Veja:
VELOZ → VELOZMENTE FEROZ → FEROZMENTE
Temos agora uma nova classe de palavras.
Com o novo final indicamos o modo como as ações acontecem.
As palavras formadas com o final -mente são advérbios, palavras que mudam o sentido dos verbos.
Note como nessas palavras o som -oz já não fica mais no final das palavras , mas passa a ficar no meio delas. Lembra como toda regra tem suas exceções?
Mais um lembrete:
Note que os grupos AS-ES-IS-OS-US e AZ-EZ-IZ-OZ-UZ têm o mesmo som.
Então quando usamos S ou Z no final das palavras?
É simples:

Para indicar mais de uma unidade de alguma coisa usamos SEMPRE letra S no final.

Para terminar, veja só que curioso – duas palavras com o mesmo som quando falamos, mas com significados diferentes:

FIM
VEM AÍ O ALMANAQUE DO U!
Oba! Nova publicação como sempre interessante e elucidativa! Obrigada .
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