Apresentando Ul-ul – A arara-azul

Com UL escrevo:

ARARA-AZUL

—–

VULNERÁVEL,

A ARARA-AZUL

PODE SER VISTA

DO NORTE AO SUL ?

—–

BOM SERIA

SE UMA MULTIDÃO

DE LESTE A OESTE

TINGISSE DE COBALTO

O AZUL CELESTE!

Use e abuse do vocabulário

  • VULNERÁVEL – Frágil, desprotegida, sujeita a risco. Na Lista das Espécies Ameaçadas na Natureza, uma espécie é considerada vulnerável quando enfrenta um alto risco de extinção pela perda ou destruição do seu habitat, precisando de ações de proteção para garantir sua sobrevivência.
  • MULTIDÃOGrande agrupamento de seres em um mesmo território.
  • COBALTO –  O azul-cobalto é uma tonalidade brilhante da cor azul, entre o médio e o escuro, assim chamada porque parece a cor do mineral cobalto.

Curiosidades do mundo animal

A arara-azul

Existem três espécies de araras azuis.

A mais famosa e a maior delas é a arara-azul-grande, com 1 m de comprimento do alto da cabeça à ponta da cauda comprida, pesando cerca de 2 kg.

 Ela é a maior arara do mundo, chamada na língua indígena de araraúna, que quer dizer arara-preta e se destaca pela beleza da sua plumagem azul-cobalto, com partes pretas debaixo das asas e da cauda. Ao redor dos olhos ela tem um anel de cor amarela e uma faixa da mesma cor na base do bico, que é preto, curvo e tão grande que parece maior que a própria cabeça.

Nativa da América do Sul, vive aqui no Brasil  em ambientes variados, mais abertos, sempre com as palmeiras de que se alimenta e grandes árvores onde descansam. Pode ser encontrada nos campos do Cerrado e nas florestas secas da Caatinga. Na Amazônia fica mais na borda das florestas e ao longo dos rios, mas é no Pantanal que estão os maiores grupos.

As araras -azuis vivem em sociedade. Gostam de voar em pares ou grupos. Estão sempre brincando e limpando as penas umas das outras e no final do dia juntam-se para dormir nas copas das árvores.

Os bandos reúnem casais e famílias com seus filhotes. Os casais são fiéis desde que se formam e  dividem todos os cuidados com seus filhotes. Fazem ninhos em buracos encontrados principalmente na árvore manduvi que tem um tronco mais mole. As araras não começam a fazer esses buracos, mas aproveitam aqueles formados naturalmente pela queda de galhos ou deixados por cupins, formigas e outras aves como os pica-paus.  É claro que, sendo bem maiores,  precisam cavar mais fundo e então, enchem a cavidade com lascas e serragem para fazer um ninho bem confortável.

Os ninhos são tão bons que podem ser aproveitados por outras aves e  voltam a ser ocupados pelo mesmo casal em outras temporadas, até porque, com as queimadas e desmatamentos, está cada vez mais difícil encontrar os manduvis grandes e velhos que precisam.

Em geral, a fêmea coloca dois ovos e fica a maior parte do tempo chocando. O macho traz alimento para ela e fica atento a predadores como as gralhas, tucanos e gambás. Os filhotes nascem em 28 dias e são muito fraquinhos, correndo grande risco de vida por não conseguirem se defender nem mesmo do ataque de baratas e formigas. Geralmente apenas um filhote sobrevive e somente depois de três meses se aventura no primeiro voo. Mas ele continua a depender dos pais para se alimentar até os seis meses.

As araras-azuis-grandes se alimentam das castanhas de cocos, que quebram facilmente com a força do seu bico. Elas ficam penduradas nos cachos das palmeiras e no caso especial das palmeiras acuris, típicas do pantanal, também aproveitam os frutos caídos no chão, comportamento que não é comum entre as outras espécies de araras. Neste caso, em especial, o bando é um importante meio de defesa, pois sempre tem um vigilante para gritar, avisando quando um predador está por perto.

Ao se alimentar, são importantes dispersoras de sementes, espalhando mudas bem longe da planta mãe, ajudando a conservar seu habitat.

Protegendo as araras-azuis

As araras-azuis-grandes sofrem com a perda do seu habitat natural pelos desmatamentos e queimadas. 

Também são alvo de caçadores ilegais para venda ou aproveitamento das penas para enfeites.

O Projeto Arara-azul foi criado pela bióloga Neiva Guedes em 1999, para proteger as araras do Pantanal, no estado do Mato Grosso do Sul. Na época, elas estavam desaparecendo e eram consideradas sob risco de extinção.

Desde então os ninhos naturais passaram a ser acompanhados ou recuperados, mas o mais interessante é que o Projeto passou a instalar ninhos artificiais para compensar a  diminuição das árvores nativas e a competição pelas cavidades com outras espécies de animais. 

Os ninhos artificiais são construídos como casinhas feitas de caixas de madeira, com espaço suficiente para as araras. Eles são instalados no alto dos troncos e  uma vez ocupados a equipe do Projeto acompanha os filhotes desde o nascimento. Eles são pesados e o sangue é coletado para exames e identificação. 

Deste modo o Instituto Arara-Azul vem salvando a espécie, que saiu da lista ameaçada de extinção. A  população das araras cresceu bastante, mas mesmo assim elas continuam a ser consideradas vulneráveis e precisam de proteção.

Veja em https://www.institutoararaazul.org.br

Arara-azul-grande – Foto divulgação Instituto Arara-azul, MS

Um ninho para a arara-azul-grande

Ajude a salvar as araras-azuis!

Ligue os pontos e preencha a linha pontilhada para fazer uma casinha segura as araras.

Outras araras-azuis

A arara-azul-grande recebeu este nome em comparação com a arara-azul-pequena.

Infelizmente esta espécie é considerada extinta. Menor que a espécie grande, com cerca de 70 cm, ela nunca mais foi vista em seu habitat natural, na região Sul e também não restou nenhuma delas em cativeiro.

Atualmente, nossa fauna conta com mais duas espécies de araras azuis, vivendo em regiões diferentes.

  • ARARA-AZUL-DE-LEAR 

A arara-azul-de- lear é parecida com a arara-azul-grande, mas seu tamanho é um pouco menor. Ela mede cerca de 70 cm e não chega a pesar 1 kg. Também apresenta diferenças na cor, com a cabeça e  pescoço em um tom azul- esverdeado, a barriga mais clara e o restante da plumagem azul-cobalto, com uma faixa amarela mais larga acima do bico.

Ela é nativa do Nordeste, vive apenas na Bahia, na região da Caatinga, onde encontra palmeiras para se alimentar e paredões de rochas para fazer ninhos e descansar.

Seu nome é uma homenagem a Edward Lear, pintor e escritor inglês que,  há mais de duzentos anos, colaborou com  a Sociedade Zoológica de Londres e com o Museu Britânico.  ilustrando animais em cativeiro, muitos deles trazidos de terras distantes. Na época, os nobres gostavam de ter espécies exóticas em zoológicos mantidos em suas propriedades e foi em um deles que, em 1828,  Lear fez a bela gravura de uma  arara-azul,  o primeiro registro da espécie. A descoberta da sua região de origem aqui no Brasil só aconteceu mais de um século depois.

  • ARARINHA-AZUL

Em tons de azul-celeste, com a cabeça mais clarinha, é a menor do grupo, com 55 cm e 350 grs. 

Nativa do Nordeste, infelizmente desapareceu da Natureza desde o ano 2000, por causa da caça e tráfico ilegal para a Europa e também pela perda do seu habitat. Ela vivia apenas em matas ao longo de riachos numa região de Caatinga ao norte da Bahia. O Projeto Ararinha na Natureza foi criado para reproduzir as ararinhas em cativeiro para sua reintrodução no habitat natural. Ele reúne cientistas do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade  e da ACTP – Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados, organização da Alemanha que trouxe de volta para o Brasil um grupo de 50 ararinhas que se juntaram as poucas ainda existentes em cativeiro por aqui.

Em 2022, mais de vinte anos depois do avistamento da última ararinha livre, foram soltas de volta à natureza as primeiras vinte ararinhas criadas pelo projeto. Algumas foram atacadas por predadores, mas outras já se reproduziram! 

As araras azuis

Circule as araras da mesma família que se repetem em cada fileira numerada.

Conte e escreva abaixo o nome de cada espécie  e o número delas em todo o quadro.

     Escrevendo com Ul -ul

Leia em voz alta lentamente e compare a diferença do som nas sílabas destacadas.

Lembrando:

Quando lemos ou falamos,  as palavras são divididas em pequenos pedaços sonoros  conforme as suas  vogais.

A cada vogal ou grupo representando um som chamamos de SÍLABA.

As sílabas simples são aquelas formadas por uma consoante seguida de uma vogal.

É o caso da família LA LE LI LO LU.

 Com LU temos:

          Mas existem as sílabas em que essa ordem fica ao contrário, primeiro a vogal e depois a consoante,  mudando completamente o som, como no grupo AL EL IL OL UL.

Com UL temos:

A união   U  + L pode aparecer no começo, meio ou fim das palavras.

Circule as sílabas com essa união nas palavras abaixo:

Dicionário ilustrado das aves

Complete para ter mais dois exemplos.

Uma homenagem à Edward Lear

O primeiro livro de Edward Lear – “Ilustrações da Família dos Psittacidae ou Papagaios”–  foi publicado quando ele tinha apenas 19 anos. 

Por causa dele recebeu muitas propostas de trabalho, entre elas a de um nobre inglês, que tinha um zoológico em sua própria casa. Convivendo com as crianças da família,  Lear começou   a escrever e desenhar para elas pequenos poemas engraçados.

Com apenas  cinco versos rimados, personagens estranhos e situações absurdas, sem pé nem cabeça, esses poemas foram se tornando muito populares e  acabaram reunidos no seu primeiro livro infantil, que chamou de “Um livro de nonsense”.  

Hoje são conhecidos como “limeriques” e seus disparates  continuam  a divertir as crianças. Graças a elas,  Lear conseguiu, como escritor muito mais reconhecimento e fortuna do que como ilustrador e pintor.

Ele abandonou as gravuras de animais, pois sua visão foi ficando fraca, impedindo a reprodução de todos os detalhes que  a ilustração científica exige e passou a viver viajando pelo mundo,  pintando paisagens e escrevendo suas  histórias engraçadas!

Você pode ler muitas delas, traduzidas para o português.

Aqui vai um exemplo:

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