Apresentando On – on – A onça-pintada

Com ON escrevo:

A ONÇA

—–

QUEM CONFRONTA

UMA ONÇA

QUANDO RONCA?

—–

MESMO LONGE

QUEM NA MATA

NÃO SE ESCONDE?

—–

SÓ AOS FILHOTES

PARECE BOM

QUANDO ELA CHAMA

COM SEU RONROM!

Organizando o vocabulário

  • AFRONTA Ataca, provoca, enfrenta.
  • RONCO – Urro, rugido, voz própria de algumas feras como a onça, esturro.
  • RONROM – Modo de comunicação dos felinos, geralmente indica satisfação.

Curiosidades do mundo animal

A onça-pintada

A onça-pintada é a rainha da nossa fauna.

Ela é o maior felino em todo o continente americano.

Os felinos são uma família de mamíferos que andam silenciosamente sobre as pontas dos dedos, que parecem pequenas almofadas. 

Mas não se enganem, eles não são mansos, principalmente os selvagens que são mestres em surpreender suas presas em rápidas emboscadas, e então lançam para a frente as garras afiadas que estavam guardadas dentro dos dedos.

Predadores ferozes, são capazes de correr, pular e subir pelos galhos das árvores com grande agilidade. Carnívoros,  cortam e devoram suas vítimas com os dentes  pontiagudos e afiados.

Nossa onça-pintada, também chamada jaguar, é o terceiro maior felino entre os  grandes felinos selvagens,  atrás apenas do tigre e do leão.

Ela pode pesar até 150 quilos, mede entre 1,12 a mais de  2 metros de comprimento e alcança  entre 60 a 80 centímetros de altura.

Tem o corpo musculoso,  com pernas grossas, embora um tanto curtas. A cabeça é grande e as mandíbulas são muito fortes,  com a mordida mais poderosa entre todos os felinos, cerca de duas vezes mais potente que a do leão!

A pele se destaca pela beleza, em tons amarelados ou castanhos, com manchas pretas na cabeça e em forma de rosetas espalhadas pelo corpo, importantes para ficar camuflada na mata, confundindo-se com as sombras e os feixes de luz que atravessam a vegetação.

Existe também a chamada onça-preta, mas na verdade ela é uma mutação da mesma espécie e suas pintas podem ser vistas contra a luz.

A onça-pintada é um animal solitário, que passa o dia escondido, saindo ao entardecer ou à noite para caçar.  Ocupa o topo da cadeia alimentar, o que significa que é o maior predador entre os animais selvagens. Ela ataca principalmente os grandes herbívoros como veados e capivaras e até mesmo  as antas, com o dobro do seu peso! Mas, nesse caso, nem sempre são bem sucedidas pois as antas adultas são capazes de fugir rapidamente e a pintada tem que se contentar com seus filhotes. Ela também ataca animais carnívoros, como ela própria, desde os maiores como ariranhas e iraras, porcos e cachorros do mato, cobras e jacarés, a  presas pequenas como gambás, tatus e mesmo aves como águias e corujas.

Lembrando aqui que com suas mandíbulas fortes ela pode até furar o casco duro das tartarugas ou a carapaça dos tatus. Ela mata rapidamente, sem chance de defesa, mordendo a cabeça das presas e triturando fatalmente os ossos do crânio.

Ao se alimentar de tantas espécies, as onças têm um papel importante, controlando as populações de animais silvestres em todo o seu habitat.

Porém os desmatamentos afetam a quantidade de presas que as onças podem caçar. Por isso elas acabam invadindo as fazendas para se alimentar de animais domésticos como vacas, ovelhas e até galinhas. E aí acabam sendo perseguidas pelo homem, seu único predador!

Protegendo as onças-pintadas

As onças vivem em todos os biomas do nosso país, com exceção dos Pampas, lá no Sul.

Embora ameaçadas pela perda de habitat e pela perseguição de fazendeiros, estão presentes na Floresta Amazônica, na Mata Atlântica, no Pantanal, no Cerrado e na Caatinga.

Elas estão em maior perigo na Mata Atlântica, onde as populações são menores, com cerca de apenas 300 onças que correm risco de desaparecer. 

Felizmente muitos projetos para a sua  proteção estão sendo realizados em todos os biomas.

Na Mata Atlântica, destaca-se entre outros programas importantes,  o Projeto Onças do Iguaçu, desenvolvido pelo Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais – Pró-Carnívoros, que trabalha pela conservação da onça-pintada no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Nesta Unidade de Conservação ficam as famosas cataratas, com mais de 200 quedas de água, na fronteira entre o Brasil e a Argentina.

Pesquisadores dos dois países, fazem o maior trabalho mundial de monitoramento de onças-pintadas. Além de preservar o habitat na floresta que se estende ao redor das cataratas, também realizam ações de educação ambiental, envolvendo os fazendeiros na região para que aprendam a conviver com elas. 

Veja em: https://procarnivoros.org.br/projeto/projeto-oncas-do-iguacu/

Onça-pintada – Foto divulgação Projeto Onças do Iguaçu- PR

Foge que lá vem onça!

O ronco alto e grave da onça, chamado esturro, assusta todos os animais da floresta.

Ela avisa que aquele é o seu território e não quer dividir com ninguém!

Para garantir, marca seu espaço com  pegadas e arranhões nas árvores e também se esfrega nelas e urina  para deixar também o seu  cheiro.

Melhor se afastar dali!

É o que faz até mesmo o maior mamífero da floresta, maior que a própria onça.

Quem é ele? Faça um sinal no quadro abaixo.

Aproveite e circule qual é o herbívoro que a onça prefere comer.

Os grandes mamíferos brasileiros

Caçada aquática

É muito difícil escapar de uma onça. 

Ela é um animal terrestre, mas tanto é capaz de  rastejar em meio ao mato como de escalar árvores altas e nadar em rios profundos.

Seja para caçar ou se refrescar, a onça é um dos poucos felinos que gostam de água. Seu corpo  robusto e musculoso permite grande agilidade para nadar e por isso, nem sempre o rio pode ser uma boa rota de fuga, até mesmo para os animais que têm vida aquática.

Lembrando que as antas também são ótimas nadadoras e se estiverem perto de um rio, conseguem escapar da perseguição de uma onça.

Veja o desenho abaixo e responda:

  • Por que você acha que a onça está no meio do rio?
  • Quais são os animais que também estão por ali e podem acabar como uma refeição para ela?
  • Quantas lontras vivem no barranco do rio?
  • Quantos peixes podem estar sob as águas?

Escrevendo com On on

Leia a frase abaixo em voz alta e perceba a diferença de sons. 

A ONÇA RONDA OS NOVILHOS DO SEU NONÔ.

Em NOVILHO e NONÔ a vogal O aparece depois da consoante N, formando a sílaba NO.

Mas em  ONÇA e RONDA  a vogal O aparece antes da consoante N, formando sílabas com um novo som.

O som ON pertence ao grupo AN EN IN ON UN.

Siga o modelo e veja como ele fica na separação das sílabas:

Esse som pode aparecer no começo, meio ou fim das palavras.

No começo:

No meio :

No fim :

M ou N ?

Lembra-se da regra?

Toda regra tem exceção!

Existem algumas palavras com a letra N no final. Isso se deve a sua origem. 

São poucas palavras, sempre com a penúltima sílaba pronunciada com mais força e por isso leva um acento, como é o caso de TON.

Essa palavra vem do grego e é o nome dado na mitologia a uma cobra gigantesca que guardava uma fenda da terra de onde saíam vapores que permitiam adivinhar o futuro.

Veja outro exemplo: PLÂNCTON 

Essa outra palavra também vem do grego, significa “errante” e é o nome dado a organismos muito pequenos que flutuam na superfície da água do mar.

Resumindo:

  • OM e ON têm o mesmo som.
  • Escrevemos com ON sílabas que ficam no início ou no meio das palavras.
  • Em geral escrevemos com OM as sílabas que ficam no final das palavras, com algumas exceções em que usamos ON.
  • Sempre usamos OM antes das consoantes P e B.

Parece complicado?

Não se preocupe, com o hábito da leitura você vai gravar na memória a escrita correta.

Para ajudar, segue um exercício para você treinar.

Complete com M ou N:

Cruzadinha dos recordes

Complete a cruzadinha para conhecer mais curiosidades do mundo animal.

Na vertical:

1. O maior felino do mundo pode pesar mais de 400 quilos e medir cerca de 2 metros, com mais 1 metro de cauda. Com esse tamanho só pode ser muito forte! Além disso, é muito ágil no ataque, podendo dar saltos  de até 10 metros e é capaz de carregar uma presa até mais pesada que ele. Vive no continente asiático e não é o rei dos animais.

2. O felino com a mordida mais forte do mundo é brasileiro e consegue até furar o casco das tartarugas ou o couro dos jacarés!

Na horizontal:

3. A maior cobra do mundo em comprimento pode chegar a medir cerca de 12 metros. Ela vive nos rios mas também é semi-arborícola, sobe pelos galhos das árvores e por isso não pode ser muito pesada, portanto não é a maior em massa corporal. Não é venenosa, matando suas presas ao enrolar-se nelas até que fiquem sem ar ! Ela faz parte da fauna dos continentes asiático e africano.

4.O som mais forte emitido por um animal pertence a um pássaro da Amazônia. Apesar de ser pequeno, do tamanho de uma pomba, tem um canto curto, mas tão alto que supera até uma turbina de avião a jato e pode ser ouvido a 1,5 quilômetro de distância! Ele também é chamado de ferreiro porque o som parece o martelar  do ferro sobre uma bigorna.

5.A cobra mais pesada do mundo é brasileira. Ela não é a mais comprida mas pode chegar a medir cerca de 10 metros e também não é venenosa, matando por constrição da presa. Semiaquática, vive em águas profundas nos grandes rios da Amazônia, mas também se esconde e rasteja no meio do mato.

Responda:

Quais são os animais nesta cruzadinha que não pertencem à fauna brasileira?

A onça e o  folclore 

Por ser o animal mais feroz da nossa fauna, a onça sempre foi muito temida.

Os povos da floresta sabem que não se pode medir forças com ela.

Talvez por isso, em muitas histórias populares, no confronto com os outros animais, ela só é vencida pela esperteza e pelas artimanhas dos mais fracos, como macacos e jabutis.

Na realidade, é uma pena que hoje as onças estão perdendo para os homens, pois a caça ilegal e a destruição do seu habitat, a colocam em risco de extinção.

Mas para terminar nossa lição com um pouco de leveza, segue este pequeno conto do nosso folclore:

O Jabuti e a Onça

Uma vez uma onça ouviu a música da gaitinha do jabuti e aproximou-se:

– Como você toca bem jabuti ! Do que é feita essa gaitinha?

– De osso de veado, ih! ih! – respondeu o cascudo.

A onça, que estava querendo apanhar o jabuti, veio com um plano.

– Sou um pouco surda – disse ela – Toque mais perto da abertura do buraco.

O jabuti apareceu na abertura do buraco e tocou, mas no melhor da festa a onça deu um bote para pegá-lo. O jabuti afundou a tempo, mesmo assim ficou com uma pata nas unhas da onça.

– Ah!Ah!Ah! –  riu-se ele. – Pensa que agarrou minha pata, mas só pegou uma  raiz de pau ! Fiau!… 

– A onça soltou as unhas, desapontada.

O jabuti deu outra gargalhada.

– Grande boba! Era minha pata mesmo que você havia agarrado. Fiau! Fiau!

A onça jurou que não sairia da beira daquele buraco enquanto não apanhasse o jabuti – e ficou lá até morrer de fome.

Lobato, Monteiro, Histórias de Tia Anastácia, Editora Brasiliense, São Paulo, 1981

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Apresentando Om om – A pomba

Com OM escrevo:

A POMBA

—–

NA SOMBRA

DO OMBU

A POMBA

CHOCA.

—–

NO ALTO

DO OMBU

O POMBO

RONDA.

Organizando o vocabulário

  • OMBU – Umbu, umbuzeiro. O nome vem da língua tupi-guarani “imbu” e significa “árvore que dá de beber”. Árvore pequena, de copa larga, com raízes e frutos que armazenam água. Comum na região semiárida do Nordeste, onde é considerada uma árvore sagrada por oferecer sombra e ser resistente à seca. Os frutos são doces e servem de alimento para o homem e muitos animais.

Nota: O mesmo nome é dado a uma planta que cresce no Sul, também chamada bela-sombra ou farol-dos-pampas, com pequenos frutos  em cachos que servem de alimento para muitas aves. Apesar da aparência de uma árvore, é uma planta com caule mole e esponjoso, cheio de seiva venenosa.

  • CHOCA – Ato de cobrir e aquecer os ovos das aves para favorecer o desenvolvimento.
  • RONDA –  Vigia, ato da pomba macho, que voa alto para marcar território e proteger o ninho.

Curiosidades do mundo animal

A pomba

As pombas nos fazem lembrar dos bandos que vivem nas praças das cidades, sempre apressadas atrás de qualquer migalha.

Elas são chamadas de pombas domésticas ou comuns e não são nativas do Brasil, mas foram trazidas pelos portugueses, que gostavam de um bom pombo assado nos banquetes. Aconteceu que algumas escaparam e desde então se acostumaram a viver livres por aqui.

Mas não é dessas pombas que vamos tratar agora, falamos delas mais tarde.

Por ora vamos conhecer as pombas silvestres, nativas nos nossos campos e matas.

A mais famosa é a pomba- asa-branca, também chamada pomba-verdadeira ou legítima, por sua origem verdadeiramente brasileira.

Ela é a maior pomba da nossa fauna, por isso também recebeu o nome de pombão. Há poucas diferenças entre o macho e a fêmea. Ele é um pouco maior,   com cerca de 35 cm de comprimento; a fêmea tem cerca de 30 cm.

São aves bonitas, com penas em tons de cinza, castanho e roxo metálico, mais fortes na cabeça e nas costas, mais claras na barriga. Na nuca as penas parecem escamas prateadas com pontas pretas e nas asas são cinzentas com pontas brancas, que ficam bem aparentes quando voam, daí o seu nome mais popular. A cauda é preta e os olhos laranja-avermelhados, rodeados por um anel vermelho vivo.

Vivem em quase todo o Brasil, em campos com árvores, onde se abrigam nos galhos mais altos; nas florestas ao longo dos rios, no cerrado e nas terras mais secas da caatinga.

Por causa do desmatamento em seu habitat natural, elas se adaptaram aos pastos e plantações, principalmente de milho e feijão, onde podem se tornar uma praga. Também passaram a viver tranquilamente nas áreas verdes das cidades.

Alimentam-se de sementes, grãos e pequenos frutos, tanto no alto das árvores como no chão. 

Para a reprodução formam casais que ficam juntos para sempre. O macho atrai a fêmea, com um rouco “gu-gu-gúu” e ela arrulha de volta. Os dois tratam de fazer um ninho de gravetos, meio desajeitado, preso nos galhos mais baixos das árvores, em arbustos e até mesmo no chão. Se ficar em um lugar bom, com bastante alimento, pode ser usado mais de uma vez. O macho o protege, voando alto sobre ele.

A fêmea põe em geral um só ovo e fica chocando cerca de 15 a 20 dias.

Tanto o pai como a mãe produzem no papo um líquido branco, chamado de “leite de pombo” que regurgitam no bico dos filhotes para alimentá-lo.  Aos poucos oferecem sementes.

Mais duas semanas e o filhote deixa o ninho. Parecido com os pais, embora menor e sem a faixa branca nas asas, junta-se ao bando em longas jornadas..

As migrações

Bandos de asas-brancas podem voar grandes distâncias entre o abrigo em que passam a noite e os lugares onde encontram alimento.

Também fazem migrações quando ameaçadas pelo desmatamento ou pela falta de chuva. Isso acontece especialmente no sertão nordestino, a chamada caatinga, onde sua partida serve de aviso para o tempo difícil da seca, quando as plantações ficam muito prejudicadas, as árvores perdem as folhas e muitos rios secam.

Por outro lado, a volta das pombas anuncia novamente a chegada das chuvas e traz esperança de tempos melhores e por isso, elas são um símbolo da resistência do povo nordestino.

Descubra qual a regra na formação dos bandos de pombas e escreva no quadrinho o número delas no próximo bando.

Protegendo os animais silvestres

Todos os animais silvestres são protegidos por lei. Eles precisam viver livres na natureza, não podem ser caçados, vendidos, apresentados em exposições ou mantidos como animais de estimação.

Com os desmatamentos, à medida que o homem ocupa os espaços que eram dos animais, muitos se aproximam das cidades. Infelizmente podem ser atropelados e mortos nas estradas ou invadir as casas. 

As pombas silvestres e suas parentes , as rolinhas, fazem ninhos nos telhados das casas e lagartos, macacos e gambás não se acanham em procurar comida no nosso quintal.

Mas sempre que um animal silvestre for encontrado, deve-se manter distância e não tentar resgatá-lo por conta própria, pois ele pode reagir com agressividade. Também há o risco de transmissão de doenças, tanto de um lado como do outro.

A recomendação sempre é chamar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Ambiental , treinados para fazer o resgate e encaminhar o animal, seja uma simples pombinha ou um grande felino como a onça-parda, para centros de acolhimento. 

Os  CETASCentros de Triagem de Animais Silvestres e os CRASCentros de Reabilitação de Animais Silvestres  estão preparados para receber e tratar os animais silvestres desgarrados e  quando possível fazer a sua devolução para a natureza.

Um exemplo e uma boa notícia

Animais silvestres retornam à natureza no Tocantins

por Cleide Veloso / Governo do Tocantins

15/05/2021

A equipe do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) em parceria com o Centro de Triagem de Animais (Cetas) realizou no decorrer desta semana, a soltura branda de 9 araras, 2 pombas e 3 jabutis em locais estratégicos no Estado.

As 2 pombas asa-branca, deixadas aos cuidados do Instituto pelo Batalhão da Polícia Ambiental de Miracema, também são resultado de entrega voluntária, após uma moradora ter encontrado os filhotes, que haviam caído do ninho.

A orientação do Naturatins é que não haja quaisquer tentativas de alimentar, reidratar, abrigar, cuidar ou simplesmente soltar na natureza qualquer espécie de animal, mesmo que aparentemente sadio. Sem qualquer prejuízo ou pena ao voluntário, basta entrar em contato com a equipe do Naturatins ou da Polícia Militar Ambiental mais próxima e solicitar a captura do animal.

Veja em http://www.to.gov.br/naturatins/notícias

Pomba asa-branca – Foto CETAS – NATURATINS – TO

Os predadores

São muitos os predadores da pomba asa-branca.

As pombas maiores, adultas, são atacadas por gaviões e pequenos mamíferos, em especial pelo macaco-prego, o mico estrela ou pelo gato-do-mato.

Mas a maior ameaça se dá com os ovos e filhotes que servem de alimento para outras aves como tucanos e corujas.

No quadro abaixo complete os nomes dos principais predadores das pombas silvestre com as vogais que estão faltando.


Pombas domésticas

Atenção! Cuidado!

Há uma diferença importante entre os pombos silvestres e os domésticos.

Os pombos silvestres são protegidos por lei e sua população na natureza é controlada por seus muitos predadores.

Já os pombos domésticos das cidades, tão simpáticos que queremos alimentar e brincar com eles, não têm predadores e por isso sua população precisa ser controlada pelos agentes de saúde publica.

Vivendo em meio à sujeira, eles acabam se alimentando de restos de comida e ao invés de se abrigarem nas árvores, pousam em lugares altos como torres das igrejas, topo de edifícios e até no forro dos telhados das casas, onde acabam por fazer seus ninhos. As fezes acumuladas atraem ratos e baratas, causam danos às construções e transmitem doenças.

Por isso é muito importante a limpeza dos lugares onde se aglomeram, lembrando que não podem ser simplesmente exterminados, pois como todo animal, precisam ser protegidos.

Uma estratégia para afastá-los é usar proteção como telas ou simular a presença de águias predadores com gravações de seus gritos.

Também é muito importante que não sejam alimentados, favorecendo o crescimento da população, para migrarem  por conta própria em busca de grãos e sementes na natureza.

—–

Escrevendo com Om – om

Lembrete:

Uma consoante seguida de uma vogal forma uma  sílaba simples.

Mas ao contrário, uma vogal seguida de uma consoante, forma uma sílaba  complexa.

Leia em voz alta e note a diferença:

A vogal O seguida da consoante M, forma OM, um novo som.

Essa sílaba pertence ao grupo AM EM IM OM UM.

Veja os exemplos:

Dicionário ilustrado das aves

Mais um lembrete:

Observe como escrevemos os nomes das aves acima. 

Qual a regra?

A origem dos nomes

Os nomes populares dados para as aves costumam ser bem curiosos.

Veja a origem dos nomes acima:

Separe as sílabas:

Quanto ao nome TOROM-TOROM. sua origem não é clara, possivelmente tem a ver com o som do seu canto,  como em muitos outros nomes populares dados aos pássaros.

Separe também em sílabas:

O som OM no começo, meio ou fim das palavras

  • Ombu – Também conhecida como umbu, essa fruta é típica da caatinga, rica em vitaminas e sais minerais. As raízes do ombuzeiro têm a forma de batatas e  reservam uma boa quantidade de água, por isso ele não só resiste à seca, como produz seus frutos nesse tempo, oferecendo um bom alimento quando mais ele é necessário. 

O ombuzeiro também fornece uma boa sombra para proteção do sol forte do sertão

Falando em sombra – outra palavra que tem o som om – descubra abaixo qual é a sombra correta no umbuzeiro.

  • PITOMBA – Fruto da pitombeira, árvore nativa nas florestas, muito apreciado no norte e nordeste. Tem uma casca dura, mas o interior é bem suculento, ao mesmo tempo adocicado e levemente azedo, também rico em vitaminas e sais minerais.

Continue a sequência, lembrando de outros exemplos em que o som OM aparece no meio das palavras.

POMBA – SOMBRA ______________________________________________________________

Agora é a sua vez de descobrir um exemplo do uso do som OM no final de uma palavra.

O que é, o que é?

Um doce redondinho ou quadradinho, feito de chocolate, tão bom que não basta uma só sílaba no nome, melhor que ela seja dobrada. 

  • ____________________________

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Para encerrar, uma linda canção popular, contando a dificuldade do sertanejo, que precisa sair da sua terra durante a seca, mas que encontra na pomba asa-branca um sinal da esperança de dias melhores.

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Apresentando Ol-ol O soldadinho

Com ol escrevo:

O SOLDADINHO

—–

O SOLDADINHO SOLFEJA

DO NASCER AO PÔR DO SOL

—–

SÃO GORJEIOS, ASSOBIOS

EM SUSTENIDO OU BEMOL

—–

SEM FOLGUEDOS,

MAMÃE FAZ O NINHO

E CUIDA DOS FILHOTINHOS.

Organizando o vocabulário

  • SOLFEJA – Canta uma melodia, entoa as notas musicais.
  • GORJEIOS – Trinados, voz melodiosa própria dos passarinhos quando cantam.
  • SUSTENIDO – Elevação de um semitom numa nota musical.
  • BEMOL – Abaixamento de um semitom numa nota musical.
  • FOLGUEDOS –  Brincadeiras, divertimentos, folga ou descanso.

Curiosidades do mundo animal

O soldadinho

Entre os passarinhos mais bonitos da nossa fauna estão os coloridos tangarás, vivem escondidos nas matas, mas podem ser avistados seguindo seu canto.

A família dos tangarás é grande, com muitas espécies de passarinhos pequenos, com uma grande diferença na aparência entre machos e fêmeas, sendo os machos bem mais vistosos. 

O soldadinho é o maior da família, talvez por isso também chamado de tangará-rei. Seu canto é especialmente alegre com trinados e assobios, alternando numa sequência de cinco partes, tons altos e suaves.

Ele tem cerca de 15 cm e pesa entre 18 a 27 gramas e vive em regiões do centro do nosso Brasil, no Cerrado  e no Pantanal, sempre próximo da água, nas matas ciliares ao longo de rios, nos pântanos e nos buritizais, que são matas de palmeiras buritis que crescem em terrenos úmidos.

Outros nomes dados ao soldadinho destacam a aparência do macho como tangará-de-chifre ou chifrudo, tangará-de-crista-vermelha, dançarino-de-crista vermelha, pois eles têm um grande topete vermelho que vai do alto da cabeça até o começo das costas, parecendo um capacete. Já o restante do corpo é todo preto. 

As fêmeas ficam mais camufladas nas árvores por causa da cor verde-oliva e seu topete é bem menor. 

Na época da reprodução, para cortejar a fêmea, o soldadinho tem um comportamento bem competitivo. Ele se exibe cantando, dá saltos, estende o topete sobre o bico, e  afasta qualquer intruso, defendendo valentemente seu território. Por isso tem fama de ser um pássaro briguento.

Embora não participe dos cuidados com os filhotes, ele fica sempre por perto durante todo o ciclo da reprodução.

A fêmea constrói o ninho na forma de um cestinho preso a uma forquilha próxima da água e põe um ou dois ovos, que choca sozinha durante mais ou menos vinte dias. Ela também alimenta os filhotes. Eles são esverdeados como a mãe e deixam o ninho depois de cinco meses. Os filhotes machos vão ganhando suas cores aos poucos, levando cerca de três anos para chegarem totalmente na aparência dos adultos.

Os soldadinhos se alimentam de pequenos frutos e insetos. 

Os pequenos heróis das florestas

Os passarinhos florestais são aqueles que vivem em áreas de mata.

Nessas áreas existe uma grande parceria entre as plantas e os animais.

Os pequenos passarinhos dependem da grande floresta para se alimentar, encontrar abrigo e parceiros.

Mas o contrário também acontece, pois eles ajudam na sua conservação, como bons jardineiros. Ao voarem por toda a mata vão dispersando as pequenas sementes dos frutos que comem. Elas acabam por ser transportadas a longas distâncias, alcançando trechos prejudicados por desmatamentos.

Outro trabalho muito importante dos passarinhos é o controle dos insetos devoradores das plantas. Não fossem nossos pequenos salvadores, muitas mudinhas não chegariam a crescer.

E há também a polinização das flores. Como as abelhas, borboletas e outros insetos, os passarinhos também ajudam. Quando se alimentam do néctar presente nas belas flores coloridas, carregam grãozinhos de pólen para outras flores e é assim que elas se reproduzem.

A observação de aves, chamada “passarinhar”, tem sido um passatempo adotado por muitas pessoas. 

Ela é uma atividade importante porque permite o registro da presença e do comportamento das diferentes espécies, ajudando a divulgar o conhecimento sobre elas e a proteger  sua moradia.

Algumas recomendações são especialmente importantes nas áreas florestais. 

Ao fazer uma trilha na mata os observadores de pássaros devem usar roupas simples, o ideal é que fiquem camufladas entre a vegetação. A caminhada precisa ser silenciosa, com cuidado ao afastar ramos ou pisar folhas secas para que as aves não se assustem e fujam. É muito importante não se aproximar demais, evitando  bicadas e arranhões, especialmente quando elas estão protegendo seus filhotes. Há também o risco de transmissão de doenças, tanto delas para nós como vice-versa.

Você pode encontrar outras dicas de como passarinhar com os ornitólogos, os biólogos que estudam as aves. 

Veja em: www.apassarinhologa.com.br

Soldadinhos – Macho e Fêmea – Foto Natalia Allenspach – A Passarinhóloga

Atenção ao batalhão!

  • Conte quantos são os soldadinhos no quadro abaixo
  • Quantos são machos? Pinte seus capacetes de vermelho.
  • Quantos são fêmeas? Pinte as fêmeas de verde.

Um soldadinho que precisa de ajuda

O soldadinho-do-araripe

O soldadinho-do-araripe vive apenas no Ceará, junto às nascentes da Chapada do Araripe.

Ali existem pequenos trechos de florestas úmidas, nas margens de rios e lagos,  em meio ao ambiente seco da caatinga nordestina

Ele é chamado de soldadinho-da-caatinga para diferenciar do soldadinho-do-cerrado e também por outros nomes como galo-da-mata, cabeça-vermelha-da-mata ou uirapuru-matreiro.

Com 15 cm e pesando apenas 20 gramas, é considerado um dos passarinhos mais bonitos da nossa fauna. Ele também apresenta as diferenças entre macho e fêmea. 

O macho tem o corpo branco, a cauda e asas negras, um grande topete vermelho no alto da cabeça, estendendo-se como um manto até o meio das costas. A fêmea tem penas esverdeadas. 

Ele está ameaçado de extinção por causa do desmatamento e ocupação do seu habitat, que já é reduzido, por plantações. Para protegê-lo  foi criado o Refúgio da Vida Silvestre Soldadinho-do-Araripe, uma Unidade de Conservação na cidade do Crato. Ali a Organização Aquasis cuida do Projeto Oásis Araripe, preservando as matas que restam na região, promovendo o reflorestamento e  monitorando a presença dos soldadinhos. 

Veja em  https://www.aquasis.org

Soldadinhos-do-araripe – Macho e fêmea – Foto Hipólito Ferreira – Aquasis

Cantores e dançarinos

Existem dezenas de espécies de tangarás em nossas florestas.

Em geral são passarinhos menores e mais gordinhos que seus parentes soldadinhos, mas como eles, com a mesma diferença de cores entre os machos, sempre mais exibidos, e as fêmeas. 

Algumas espécies se destacam não só pelo canto, mas também por rituais de dança de acasalamento.  

É o caso do tangará-dançarino, talvez o mais famoso, tanto que se tornou conhecido simplesmente como tangará, como se fosse o mais importante entre todos.

O macho da espécie é muito bonito, com penas azuis no corpo, cauda e asas negras, bem como a cabeça coroada pelo topete vermelho.  

Ao cortejar uma fêmea ele não se apresenta sozinho, nem compete brigando com intrusos concorrentes, mas busca a colaboração de outros machos. O grupo, com até 8 passarinhos, começa cantando para atrair a atenção.

A fêmea se aproxima e fica empoleirada num galho, enquanto os machos formam uma fila para apresentar o espetáculo.  Eles se revezam dançando diante dela, cada um tendo seu momento especial,  em que exibem seu topete e ficam pairando no ar, até que voam para o fim da fila e esperam novamente a sua vez para nova apresentação. Ao final, o líder anuncia sua conquista com um grito forte e os companheiros se afastam, voando para longe.

No quadro abaixo:

  • Pinte os topetes dos tangarás de vermelho.
  • Pinte o corpo do tangará-dançarino de azul-celeste.
  • Ligue cada espécie à sua sombra.                                                                  

Escrevendo com Ol ol

Já vimos como as sílabas simples são formadas por uma consoante seguida de uma vogal, como nas palavras BOTO ou LOBO.

Mas o contrário também pode acontecer.

São as sílabas em que primeiro aparece a vogal, depois a consoante.

Observe a diferença:

Existem muitas palavras com sílabas com vogal seguida de consoante. 

Elas fazem parte das sílabas chamadas “complexas” , como o caso da família AL EL IL OL UL .

Nessa família a consoante L tem o som de U.

Hoje destacamos as sílabas formadas com a vogal O mais a consoante L.

Elas podem aparecer em palavras com uma só sílaba ou com várias sílabas.

Leia os exemplos em voz alta e perceba o som da união entre O + L:

As sílabas com a união O + L  podem aparecer no início, meio ou final das palavras.

Leia os exemplos na frase abaixo.

Aproveite, siga o modelo e separe as sílabas.

Veja também outras palavras com OL:

ROUXINOL

Você certamente já ouviu falar do rouxinol, tão famoso pelo seu canto melodioso que é citado em muitos contos-de-fada. Ele é pequenino e marrom, difícil de ser avistado nos bosques, mas chama a atenção pelo canto, tanto de dia como de noite.

Ele não pertence a nossa fauna, é nativo da Europa e da Ásia, migrando para a África durante o inverno.

Por aqui é chamado de rouxinol-comum, pois temos o rouxinol-do-rio-negro, que vive na Amazônia. Ele é bastante vistoso, todo negro, com asas amarelas e o alto da cabeça dourado.

Seu canto é considerado o segundo mais bonito do Brasil, só perdendo para o canto do uirapuru. Ele imita outras aves e pode cantar mais de duas horas seguidas, sem repetir uma única sequência. Fantástico!

Decifrando a linguagem do rouxinol

Vamos inventar um código!

Cada nota do canto do rouxinol vai corresponder a uma letra.

Seguindo a sequência das notas musicais, você vai descobrir o que ele está cantando.

Uma dica: é o nome de algo que os pássaros gostam muito!

R.: ______________________________________________________________________________________________________

Mais uma palavra para rimar com rouxinol:

CARACOL 

Era uma vez um caracol que saiu para passear.

Para não preocupar os vizinhos, avisou o que pretendia fazer.

Dentro da sua casa você pode saber o que ele falou.

Mesmo a frase sendo bem comprida, faça uma cópia e sublinhe as palavras que rimam com o seu nome.

R.: _____________________________________________________________________________________________________

Mais palavras com o som OL:

Desta vez a sílaba com o som OL não está no final, mas no meio das palavras.

Você precisa desembaralhar as letras para descobrir os nomes de mais dois animais.

É bem fácil, pois as sombras dão as pistas, mas você também precisa ligar cada sombra ao nome correto do animal

Fazendo o plural das palavras terminadas em -ol

Lembrando:

O singular indica apenas um ser.

O plural indica dois ou mais seres. 

Siga o modelo e complete o quadro abaixo. 

Para encerrar, uma parlenda em homenagem ao sol:

SANTA CLARA CLAREOU

SÃO DOMINGOS ALUMIOU

VAI CHUVA

VEM SOL

VAI CHUVA

VEM SOL.

Apresentando Oi – oi e outros encontros da vogal O – O peixe-boi

Com OI escrevo:

PEIXE-BOI

—–

ORA POIS,

UM PEIXE GRANDE

COMO UM BOI?

—–

NEM ANTES, NEM DEPOIS,

NÃO É PEIXE, UM BOI TAMPOUCO,

MAS UM RUMINANTE AQUALOUCO!

——

ORA POIS,

É UM BICHO DOIDO,

OUSADO, AFOITO?

—–

NEM UM POUCO,

ANTES UM TANTO FROUXO,

PASSA O TEMPO MASTIGANDO

OUTRO TANTO REPOUSANDO.

—–

Organizando o vocabulário

  • TAMPOUCO – Também não.
  • RUMINANTE – Mamífero que mastiga os vegetais, engole, regurgita e torna a mastigar.
  • AQUALOUCO –  Atleta que faz saltos, acrobacias e palhaçadas em exibições aquáticas.
  • DOIDO – Maluco, esquisito, atrapalhado, desajeitado.
  • OUSADO – Corajoso, audacioso, atrevido.
  • AFOITO –  Corajoso, destemido, ágil.
  • FROUXO – Sossegado, tranquilo, folgado, pacato

Curiosidades do mundo animal

O peixe-boi

Apesar do nome, o peixe-boi não é um peixe.

Mas como um peixe é um animal aquático, vive nos lagos, rios e no mar.

É chamado de boi ou vaca-marinha por ser bem grande e como eles, um animal mamífero, com pulmões. Embora possa ficar debaixo da água, precisa subir de tempos em tempos até a superfície para respirar. Por isso vive em águas rasas.

Outra semelhança com bois e vacas é sua alimentação. Ele é o único animal mamífero aquático herbívoro. Além do leite materno, come apenas vegetais, no caso, plantas aquáticas como algas, aguapés e capins.

Existem três espécies de peixes-boi no mundo todo,  sendo que duas delas vivem aqui no Brasil: o peixe-boi marinho e o peixe-boi amazônico.

O peixe-boi marinho é o maior deles. Pode medir até 4m de comprimento e pesar 800 kg. Vive no litoral do Nordeste, em águas quentes, tanto salgadas como doces, pois pode passar do mar para os rios que nele desaguam. Também entra pelos mangues, com seu solo pantanoso inundado de água salgada.

O peixe-boi amazônico é menor, com 2,5 a 3 m de comprimento e peso entre 400 a 500 kg, portanto também não deixa de ser grande. Vive apenas em água doce, nos rios da Amazônia. Também prefere águas calmas e rasas, como a  dos lagos e igarapés, os canais ligados aos grandes rios, para onde só vai quando as chuvas diminuem e eles não ficam tão cheios.

Robustos, têm o corpo arredondado, a cabeça grande, olhos pequenos e atrás deles, dois pequenos orifícios que são os ouvidos. Não têm orelhas. O nariz fica em cima do focinho e tem duas aberturas grandes que se fecham debaixo da água. O focinho tem muitos pelos sensíveis que orientam sua locomoção e alimentação. A boca é grande e o lábio de cima funciona como uma pequena tromba que se move para  apanhar o que quer comer, feito um elefante!

Os peixes-boi parecem não ter pescoço mas conseguem mover  a cabeça em todas as direções. No lugar de patas têm duas nadadeiras na frente e uma cauda redonda e achatada. Apesar de corpulentos nadam e manobram muito bem. 

Os marinhos têm unhas arredondadas nas nadadeiras peitorais.

A pele é grossa e enrugada, com pelos espalhados, cinzenta nos marinhos e mais escura, com manchas brancas, nos amazônicos.

Você pode ficar pensando como eles ficam tão grandes, se comem apenas plantas!

Pois eles passam a maior parte do tempo, cerca de 8 horas por dia, comendo e armazenando gordura! Comem tanta alga dura que seus dentes ficam desgastados e vão caindo, sendo substituídos por outros.

Depois de tanto comer passam o resto do tempo dormindo debaixo da água, bem quietos, conseguindo ficar sem respirar por até 25 minutos. 

Mas é claro que depois desse tempo precisam subir para respirar mesmo dormindo!

Protegendo o peixe-boi

Na natureza são poucos os predadores do peixe-boi. No mar, podem ser atacados por baleias-orca e tubarões; nos rios, por jacarés.

A maior ameaça para eles é mesmo o homem, pois como são muito mansos podem ser facilmente capturados.

Isso acontecia muito entre os povos da floresta e ribeirinhos por causa da carne e gordura saborosas, além do aproveitamento do couro. Por isso atualmente estão ameaçados de extinção e sua caça está proibida. Mas continuam a sofrer outras ameaças como a poluição, encalhe e captura acidental nas redes de pesca.

Felizmente vários projetos lutam pela sua conservação.

O Projeto Peixe-boi  protege os peixes-boi marinhos na Costa dos Corais, nossa maior Unidade de Conservação Marinha, entre os estados de Pernambuco e Alagoas. Ali o  Centro de Gestão e Pesquisa de Recursos Pesqueiros do NordesteCEPENE  em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos – CMA fazem pesquisas e ações de resgate, recuperação e devolução de animais à natureza , coordenados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio.

O Santuário do Peixe-boi  pode ser visitado no município de Porto de Pedras em Alagoas.

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia acontece em Mamirauá  e Piagaçu-Purus, as maiores reservas florestais no estado do Amazonas. Ali o  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA,  em parceria com a  Associação Amigos do Peixe-boi – AMPA e patrocínio da Petrobrás, monitora os animais, cuida de filhotes resgatados em redes de pesca e que perdem as mães pela caça ilegal, promove o seu retorno à natureza e orienta as comunidades ribeirinhas com ações de educação ambiental.

O Parque Aquático Robin C.Best pode ser visitado, no Bosque  da Ciência- INPA em Manaus, Amazonas

Veja em: https://www.icmbio.gov.br./apacostadoscorais

https://mamiraua.org.br

https://ampa.org.br

Projeto Peixe-boi – ICMBio – Costa dos Corais AL
Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia – INPA – AMPA – Mamirauá-AM

Mamãe, eu quero mamar!

Os peixes-boi vivem solitários, raramente avistados em grupo, a não ser quando procuram parceiros para acasalamento e durante o tempo em que a fêmea cuida do seu único filhote.

A reprodução da espécie é lenta, a gestação dura todo um longo ano.

Depois do nascimento a mãe amamenta o filhote entre um a dois anos.

Ela é superprotetora! Ensina o pequeno a respirar e  nadar e desde os primeiros meses faz com que ele imite seu comportamento, procurando as melhores plantas para se alimentar.

A comunicação entre eles é feita com pequenos gritos e a mãe é capaz de reconhecer seu filhote mesmo no meio de outros, apenas pela vocalização. 

Como todo esse cuidado dura uns dois anos e mais o tempo de gestação, a mamãe peixe-boi só volta a ter outro filhote depois de 4 anos.

Por isso é tão importante o cuidado com a conservação da espécie.

Que tal dar uma ajuda para a mamãe?

Ajude o filhote a se alimentar, seguindo o melhor caminho indicado pela mãe.

Assinale os alimentos preferidos dos peixe-boi.

Escrevendo com Oi oi e com outros encontros da vogal O

Observe a palavra BOI.

Leia em voz alta e você vai perceber que ao pronunciar essa palavra ela sai numa única emissão da voz e que o som mais forte é o da vogal O.

Note também que a outra vogal  – I – é pronunciada junto com o O, mas ela tem o som mais fraco.

Numa palavra tão pequena existem dois tons nas vogais!

A vogal I, por ser mais fraca,  é chamada de semivogal.

O encontro das vogais O e I, formando o som OI,  com os  “dois tons”, é chamado ditongo.

Agora observe a palavra TOURO.

Leia em voz alta.

Desta vez vão ser duas emissões de voz, na primeira aparece o encontro das vogais O e U.

Para saber qual delas é a vogal forte e qual é a  semivogal, basta prestar atenção na pronúncia.Você vai perceber que novamente a vogal O é a mais forte.

Veja mais exemplos:

Esses são animais aquáticos, como o peixe-boi. O primeiro vive no mar, o outro no rio.

Esses são animais florestais.

Note que o ditongo O + I pode ter um som fechado ou aberto: “ói” em PIRAMBOIA  e “oi” em NOITE.

Separando sílabas

Siga o modelo e separe as sílabas.

O caso do ditongo ÕE

Este encontro é chamado de ditongo nasal porque ao ser pronunciado, o ar passa tanto pela nossa boca como pelo nariz. Por isso aparece o sinal “til” sobre a vogal O. Ele aparece em poucas palavras, como na formação do plural das palavras terminadas  -ão e na conjugação de verbos terminados em -or, como por, opor, dispor.

Veja exemplos:

O ZOOLÓGICO PÕE OS LEÕES E LEÕES-MARINHOS EM RECINTOS ESPECIAIS.

Agora é com você.

Para terminar, um lembrete e uma quadrinha.

O que aprendemos na apresentação do Peixe-boi?

Vimos os ditongos em que a vogal O é sempre a mais forte : OI OU ÕE

Eles são chamados ditongos decrescentes, pois primeiro aparece a vogal forte e depois a semivogal.

Para que serve tudo isso? 

Sempre é bom lembrar como separamos as sílabas, ou neste caso, como os ditongos ficam sempre juntos numa mesma sílaba.

—–

LÁ EM CIMA DAQUELE MORRO

PASSA BOI PASSA BOIADA

SÓ NÃO PASSA O PEIXE-BOI

QUE GOSTA DE ÁGUA ESPRAIADA 

___

Almanaque do O

Apresentando a letra O

A letra O é a quarta vogal. No alfabeto ocupa a décima quinta posição.

Como todas as letras, pode ser escrita de várias formas: em bastão ou forma, cursiva ou manuscrita, maiúscula ou minúscula.

As formas mais comuns são as seguintes:

Pinte os modelos de ROXO acompanhando os movimentos corretos da escrita.

Escreva com sua própria letra:

Com O escrevo:

Organizando o vocabulário 

  • SOSSEGADO – Calmo, silencioso.
  • BOTO – Golfinho de água doce, toninha.
  • ONDEIA – Nado ondulado, em curvas.
  • BORDA – Margem, beira do rio.
  • OUSADO – Corajoso, atrevido.
  • REVOLTO – Agitado, ondulado, com correnteza.

Curiosidades do mundo animal

O boto

O boto é um golfinho que vive nos rios.

No Brasil existem duas famílias de botos nativos dos rios amazônicos.

O mais famoso é o boto-cor-de-rosa, que os ribeirinhos chamam de boto-vermelho.

Ele é o maior golfinho de água doce.

Cinzento quando jovem, vai ficando rosado quanto mais velho, principalmente o macho.

Há uma diferença de tamanho entre o macho e a fêmea. O macho é maior, chega a medir cerca de 2,5 m de comprimento e a pesar 200 kg enquanto a fêmea mede entre 2 a 2,20 m e pesa 150 kg.

Por causa da testa grande é chamado também de boto cabeça-de-balde. Ali fica um órgão muito especial  – o “melão” – responsável pelo sentido de localização que se dá pela emissão de sons e o retorno do seu eco quando chegam em algum objeto. Estimando o tempo para a recepção do eco, os botos conseguem perceber a distância, tamanho e forma do que têm à frente e se comunicam entre eles. Esse processo é chamado de ecolocalização.

A cabeça é grande, mas os olhos são pequenos e mesmo assim permitem uma boa visão debaixo da água escura no fundo do rio. 

As nadadeiras peitorais são largas, na forma de “remos”  e as da cauda, igualmente largas, são em forma de um triângulo. A nadadeira das costas é pequena mas larga. O pescoço é flexível, permitindo a movimentação da cabeça para todos os lados.

Com esses recursos o boto-cor-de-rosa é muito ágil, apesar de corpulento, com grande capacidade de nadar mesmo debaixo da floresta inundada na época das chuvas, desviando de galhos e troncos para capturar suas presas. Nesta hora seu sentido de ecolocalização é de grande ajuda!

Seu bico – o “rostro”- é comprido e tem dentes que usa para pegar e triturar peixes grandes, caranguejos e até tartarugas!

Vive solitário, nadando tranquilamente em águas calmas perto das margens do rio, onde encontram mais alimento. Raramente saltam.

Apenas na época da reprodução pode se juntar a pequenos grupos competindo pelas fêmeas.

Os pares avistados são geralmente da mãe com seu filhote. A cada gestação a fêmea tem um único filhote que amamenta durante mais ou menos um ano.

O outro boto amazônico é o boto-preto, mais conhecido como tucuxi.

Ele é bem menor que o boto-vermelho. O formato do corpo é afunilado, lembrando um torpedo, com uma nadadeira grande nas costas.

Ele é cinzento ou amarronzado,  apenas a barriga varia do rosa ao cinza-claro. Não muda de cor durante o crescimento. Comparando com o boto-vermelho, tem olhos grandes, o bico é fino e um pouco menor.Também tem dentes, mas costuma comer peixes pequenos.

Não existe uma diferença aparente entre machos e fêmeas. Alguns pesquisadores relatam que ao contrário dos botos-vermelhos, a  fêmea pode ser um pouco maior que seu parceiro. Em geral não passam de 1,50 m de comprimento e 50 kg de peso. 

Estão sempre em bandos, brincam e saltam bastante para fora da água, mas não têm a mesma flexibilidade para desviar das árvores debaixo da floresta inundada e por isso vivem no meio dos grandes rios, em plena correnteza.

Uma diferença interessante é que os tucuxis também podem viver no mar, nesse caso é chamado de golfinho-cinzento.

Protegendo nossos botos

No coração do Amazonas, em Tefé, fica a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, a maior reserva florestal do Brasil, cortada por rios e lagos e com vastos igapós, partes da mata que ficam inundadas durante as cheias e onde crescem as vitórias-régias, com folhas tão largas quanto o tamanho dos botos. 

Ali o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia (PMAA) estuda as populações nativas do boto-cor-de-rosa e do tucuxi e realiza ações de Educação Ambiental através do Projeto Boto, executado pelos pesquisadores do Instituto Mamirauá em parceria com a Associação dos Amigos do Peixe-boi – AMPA e do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) com patrocínio  da Petrobras e Grupo Boticário.

Veja em: https://www.mamiraua.org.br https://ampa.org.br

Boto-cor-de-rosa Boto-preto (Tucuxi)

Projeto Boto – AMPA – LMA (INPA) – Reserva Mamirauá – AM

Contando, medindo e comparando

1. Contando

Por viverem nos rios e por isso mais próximos dos homens, os botos são os golfinhos mais ameaçados pela ação humana. As redes de pesca são colocadas perto das margens ou nos igapós e atraem o boto-cor-de-rosa que vive por ali. Em busca de alimento fácil, eles também podem ficar presos nas redes.

É a chamada “pesca acidental”.

Os botos também já foram muito caçados para servirem de isca para a pesca de um peixe chamado pirapitinga, que só come carne podre, prática atualmente proibida.

Outra ameaça é a poluição das águas por metais usados pelos garimpeiros ilegais em busca de ouro.

Barragens nos rios para construção de usinas isolam as populações e dificultam a reprodução. 

Até mesmo o turismo prejudica os animais quando promove a interação com eles, o que afeta o seu comportamento natural.

Faça de conta que você é um pesquisador em Mamirauá.

Pinte os botos-cor-de-rosa de rosa (é claro!) e os tucuxis de cinza.

Conte quantos são em cada família e complete a legenda da figura abaixo.

2. Medindo o comprimento

Para saber o tamanho dos botos e tucuxis, os pesquisadores usam o comprimento, que é a maior medida do animal considerando da ponta da cauda até a ponta do bico.

A unidade padrão para medir o comprimento é o metro.

Se você quiser saber o comprimento de um objeto pequeno pode usar, por exemplo, sua régua escolar. Existem outros instrumentos para medir tamanhos ou distâncias maiores.

A fita métrica, por exemplo, é usada pelas costureiras para tirar as medidas das pessoas e cortar os tecidos. A trena é uma fita de aço ainda maior, enroladinha como uma mola , usada pelos pedreiros, marceneiros ou engenheiros para medir, por exemplo,  o tamanho de terrenos, altura de paredes ou móveis.

Todos esses instrumentos usam o metro como medida. Um metro é dividido em 100 centímetros ou mil milímetros. Você pode ver facilmente essas medidas nos traços que dividem sua régua.

Se você quiser medir e comparar o comprimento de objetos maiores do que sua régua pode usar um truque, como pedaços de barbante ou folhas de papel equivalendo a medida de um metro ou seus múltiplos. Veja como imaginamos a medida dos botos, usando quadrinhos.

Faça de conta que cada quadrinho corresponde a meio metro ou 50 cm. Para medir o tamanho dos botos, pinte quantos quadrinhos correspondem ao seu comprimento e anote na legenda.

3. Comparando o tamanho

Uma das principais diferenças entre os botos-vermelhos e os tucuxis é o tamanho.

O boto-vermelho tem cerca de 1m a mais que o boto-preto. Além disso, a diferença de tamanho entre machos e fêmeas é bem aparente, sendo que as fêmeas têm cerca de meio metro ou 50 cm a menos.

Ao contrário, não há muita diferença entre machos e fêmeas de tucuxis.

Assinale abaixo entre machos e fêmeas, do maior para o menor.

4. Comparando o comportamento

Observando botos e tucuxis, os pesquisadores descobriram que eles têm comportamentos próprios. 

O boto-vermelho vive mais solitário. A reprodução acontece no tempo mais seco e a gestação dura entre 10 a 11 meses. O único filhote nasce no pico das cheias, quando a oferta de alimento nos igapós é grande e a mamãe boto cuida dele durante mais ou menos um ano, tempo da amamentação. Lembre-se que os botos são mamíferos! 

Apesar de nadarem tranquilamente em águas calmas, ganharam a fama de ser agressivos porque  roubam os peixes das redes dos pescadores e também porque aparecem de repente perto dos barcos ou das casas dos ribeirinhos para respirar, assustando as pessoas, até porque às vezes saem da água escura carregando no bico tufos de capim e até galhos. Mas eles não atacam as pessoas.

Os tucuxis vivem sempre em grupos, procuram alimento juntos e se protegem.

São considerados mais simpáticos e amigáveis. Tanto na época da seca como na cheia, ficam no meio dos rios e não se aproximam dos barcos e nem disputam peixes nas redes. Mas eles aprendem facilmente a se aproximar das pessoas quando atraídos por alimento, estratégia usada pelos turistas.

Como os botos-vermelhos, têm apenas um filhote a cada gestação, que nasce no período das águas baixas, quando a oferta de alimento nos rios é maior para eles. O tempo de amamentação é semelhante ao de seus parentes.

Ajude a mamãe boto a ir até seu filhote. Ela precisa se desviar das vitórias régias seguindo as de número par.

Escrevendo com a vogal O 

A vogal O pode aparecer no início, no meio ou no final das palavras.

Lembrando:

A letra maiúscula é sempre utilizada no início das frases e dos nomes próprios, ou seja, os nomes que indicam um ser específico,  pessoa ou animal, e também lugares.

Veja: 

O boto Oto mora no rio Orinoco.

Veja também nomes comuns de animais da nossa fauna:

Dicionário ilustrado da fauna brasileira

Felinos

Aves

Outros bichos, outros nomes com vogal O

Fale os nomes dos bichos e circule aqueles que têm a letra O no final.

Labirinto do O

Complete os nomes com A ou O para indicar masculino e feminino (macho e fêmea) e ajude a reunir os parceiros atravessando o Labirinto do O.

Tipos de sílabas

  1. Sílabas simples

Quando falamos ou lemos não pronunciamos as palavras letra por letra, mas vamos separando os sons diferentes, as sílabas.

As sílabas são os sons que pronunciamos de uma só vez e são escritas juntando uma ou mais letras.

Nas sílabas sempre existem vogais pois são elas que formam os sons 

Todas as palavras da nossa Língua têm vogais.

As demais letras são chamadas “consoantes” porque justamente precisam estar “com” uma vogal para “produzir” um som.

Chamamos de sílabas simples sempre que uma consoante é seguida de uma vogal.

Assim temos as seguintes famílias de sílabas simples formadas com a vogal O.

Dividindo as sílabas simples

Repare como  dividimos os sons na palavra BOTO.

Veja outros exemplos com essas mesmas sílabas.

Começando com BO também escrevemos:

Terminando com TO escrevemos:

Retire desses nomes compostos as palavras com BO e TO e escreva  nos quadrinhos, separando as sílabas.

Atenção! Sílabas iguais sempre abaixo uma da outra.

Mais um pouco de divisão de sílabas.

Separe as sílabas de:

Outras sílabas, outros sons

2. Sílabas complexas

Chamamos de sílabas complexas as demais formas de juntarmos consoantes e vogais.

Veja algumas dessas sílabas:

  • Duas consoantes mais uma vogal – As letras R e L intrometidas.

As letras R e L podem entrar no meio de sílabas simples formando novos sons.

Veja como ficam essas sílabas com a nossa vogal O.

  • O encontro das consoantes CH, LH e NH mais uma vogal.

Veja como ficam esses encontros com nossa vogal O.

Quer exemplos?

É só lembrar de alguns amigos que já apareceram por aqui.

Existem outras sílabas complexas,  mas elas vão ficar para outra história.

Por aqui terminamos, entramos por uma porta e saímos por outra.

Quem quiser que conte outra!

Catita vai à feira

Catita, toda faceira,

aprontou-se para a feira.

Escolheu seu vestido de bolas,

tamancos, sombrinha e sacola,

sem esquecer as pulseiras

e o perfume de roseira,

o cabelo bem frisado

compondo belo penteado.

—–

Na primeira das barracas

queria comprar batatas,

mas tropeçou numa esteira

e quase rolou a ladeira,

não fosse ter se agarrado

no batateiro assustado:

-Ai ! – Moça, tome cuidado!

—–

Vendo-se assim segurado, 

quase cai o pobre coitado,

com pressa agarra a balança,

sobre as batatas avança

vai e vem, mal se equilibra

com toda aquela barriga

e lá se vão todas elas 

não mais seu destino as panelas!

—–

Pela rua vão rolando

logo todas se espalhando:

-Ai! -Meu Jesus, não permita!

-Olhe o menino com a pipa!

Justo no meio da feira,

distrai-se com tal brincadeira,

nem percebe o pobre petiz

até nas batatas bater o nariz.

—–

Voa a pipa tal qual lança,

mira bem e logo alcança

a boa senhora alemã

lá da banca de maçã.

Sem nada ver ela grita:

-Acudam-me! As mãos agita,

qual o que,  esperança  vã,

vai-se a última maçã.

—–

A pobre da quitandeira

cai na maior choradeira,

abraça o primeiro à vista,

justo ao lado o Malaquias,

vendedor de melancias,

com Pipo, fiel companheiro

que o salva de tal conquista.

—–

E vem mais lamentação,

pois na esquiva pisa o cão

e com toda a força bruta

lança longe a maior fruta

tal qual bala de canhão.

É mais uma no arrastão…

Atrás dela corre o Pipo

-Quer brincar? Foge do pito? 

—–

Dispara o seu Malaquias,

quer de volta a melancia.

A  boa senhora alemã

para o choro, agora vilã.

Será ela uma guerreira,

pois da pipa faz bandeira,

bufa e ruge, quer vingança

persegue a pobre criança!

—–

Mas vê se mamãe vai deixar

o seu garotinho apanhar!

Na santa paz faz a feira,

preparando-lhe a lancheira.

De repente um desatino

cai sobre o pobre menino!

Agora é salvar o pimpão,

vão ser oito na procissão.

—–

Bem na esquina da ladeira

trabalhava a pasteleira

socando com força a massa

sem achar a menor graça

vendo passar banca adentro

como fosse um pé de vento

batata, maçã, melancia

e um cachorro que gania.

—–

Logo atrás o Malaquias

já nem mais correr podia.

Em busca de proteção

vai o guri sob o balcão,

mas da moça puxa o avental

sem querer lhe fazer mal,

ela gira e que desgraça,

cai bem na bacia de massa!

—–

-Já é demais, isso não,

perdeu-se a massa do pão?!

-Se és um menino sapeca

de castigo leva meleca!

-Bem feito! Ri a vilã à beça,

e leva massa na testa!

-Meu filho! -Mamãe não aguenta!

É mais uma a ficar grudenta!

—–

PRIIIII!!!! Afinal chega o guarda

e não quer sujar a farda!

Solta bem alto um rojão

pra acabar com a confusão.

Quer pôr ordem logo à feira

pois viu uma moça faceira

e com voz forte comanda:

-Cada um já na sua banca!

—–

Catita ajeita o penteado,

da saia alisa a bainha,

abre com graça a sombrinha,

agita vaidosa as pulseiras,

esquece sacola e carteira,

nem quer mais saber de feira,

na calma desce a ladeira,

braço dado com o namorado!

—–

Fim

Tamanho de tamanduá

Em Tamanduateí tinha um tamanduá bem grande, tão grande que ganhou fama como o gigante-papa-formigas.

Ele vivia solitário, sempre andando de lá para cá, de certo à procura das tais.

Um dia encontrou uma tamanduá, não tão grande como ele e achou que seria bom cortejá-la.

Trololó, trolelé, trolalá, os dois logo se entenderam.

Passou um tempo e em Tamanduateí tinha três tamanduás.

O filhote era pequenininho e ficava agarrado na costa da mãe.

A família continuava a  passear de lá para cá, mas um dia papai foi para lá e mamãe ficou por cá, tamanduazinho sempre agarrado com ela.

O tempo foi passando, um mês, mais um mês e ele nada de dar sinal de sair dali.

Um dia, indo acolá, mamãe encontrou a preguiça.

Ela estava nadando no rio com o filhote e pensou de si para consigo:

– Sei muito bem o que é carregar filho na costa!

Querendo ajudar, falou:

– Tamanduá! Que tamanho você está! Venha também para cá!

Mas tamanduazinho não quis saber, nem mesmo respondeu, só pensou:

– Aqui está tão quentinho! 

E se aninhou mais no pelo macio da mamãe.

Ela tratou de se despedir e seguir mais para lá.

O tempo passou outra vez,  um mês e outro mês…

Tamanduazinho seguia agarrado na costa da mãe.

Um dia encontraram a gambá e sua penca de gambazinhos.

Eles estavam cavando buracos e brincando de esconde-esconde no meio do mato. 

A gambá pensou de si para consigo:

– Ainda bem que já passei por isso e com tantos gambazinhos na costa!

Querendo ajudar ela chamou:

– Tamanduá, que tamanho você está! Venha também para cá!

Mas nada de tamanduazinho se animar: 

– Aqui está tão limpinho!

Ele achou bem melhor brincar de esconde-esconde debaixo do pelo macio da mamãe.

Ela tratou de se despedir e seguir ainda mais para lá.

O tempo sempre passando, um mês, outro mês…

Tamanduazinho ainda agarrado na mamãe.

Um dia encontraram o mico-leão com seus dois filhotes.

A mãe deles não estava por perto e papai amassava frutinhas para eles comerem.

Educado, ele ofereceu:

– Tamanduá, tamanduá, vem cá! 

Mas tamanduazinho queria frutinhas?

Franziu o nariz desdenhando, a boca cheia d’água e a barriga roncando de vontade do leitinho espumoso da mamãe.

De modo que ela mais uma vez tratou de seguir adiante.

E o tempo passou, um mês, outro mês…

Se você se deu ao trabalho de contar, deve ter percebido que muitos meses já tinham passado desde que o filhote do tamanduá gigante era bem pequenininho.

Perto de fazer um ano, ele ainda não queria deixar o abrigo fofinho na costa da mãe.

Até que um dia aconteceu que ela encontrou um formigueiro de saúva içá.

Não sei se você sabe, a içá é uma iguaria não só para os tamanduás, até tem gente que gosta muito.

Mamãe falou animada:

– Tamanduazinho, vem cá!

E não é que desta vez ele ficou curioso? 

Ficou espiando lá de cima o que mamãe fazia. 

Ela se regalava recolhendo içás com sua língua grudenta.

– Hummm…. Que gostoso!

Tamanduazinho resolveu descer e experimentar.

E não é que ele achou que era mesmo gostoso!

Também ficou surpreso, pois em pé já estava quase do tamanho da mamãe!

Foi assim que finalmente, deixou de ficar agarrado com ela.

Depois disso ainda continuaram a passear juntos de lá para cá.

Mas um dia mamãe foi para lá, quem sabe com saudades do tamanduazão e tamanduazinho, que também já era quase daquele tamanho, ficou por cá.

Por um tempo ficou solitário até que aconteceu de encontrar uma tamanduá, não tão grande como ele e achou que seria bom cortejá-la.

O fim da história você já sabe, trololó, trolelé, trolalá, os dois logo se entenderam…

Então agora  me diga:

– Em Tamanduateí tem quantos tamanduás?

        ✩✩✩✩✩

Apresentando iz – A perdiz

Com -iz escrevo:

A PERDIZ

—–

CADA PETIZ

SEGUE PAPAI PERDIZ

—–

BOM APRENDIZ

CADA UM OBEDECE A DIRETRIZ

—–

CISCA O CHÃO, BICA INSETO E GRÃO

CAVA RAÍZ E CRESCE FELIZ

Curiosidades do mundo animal

A perdiz

A perdiz é uma ave terrestre. Ela não faz grandes voos, apenas dá saltos e fica planando por um tempo curto, sem mover as asas até voltar ao chão.

Vive em todo o Brasil, em campos abertos, mas é difícil de ser avistada. Apesar de ter hábitos diurnos, é arisca e solitária, ficando escondida debaixo dos arbustos, confundindo-se com o capim. Sua presença é denunciada pelo canto, uma sequência de assobios e trinados.

A perdiz é conhecida por outros nomes, conforme a região. No Sul é chamada de perdigão, por ser a maior espécie entre as aves campestres. No Nordeste é chamada perdiz-do-cerrado e também pelas variações do nome dado pelos índios, nambu, inambu ou inhambu que quer dizer “ que levanta vôo rumorejando”, pois ela é bem barulhenta, já que pula de repente quando se sente ameaçada,  voa e volta a se esconder mais adiante. Por ser uma espécie diferente daquela que vive no continente europeu é chamada por aqui de “perdiz brasileira”.

Lembra as galinhas, não só porque não voa e se alimenta do que encontra no chão, mas porque tem tamanho parecido, com o corpo ovalado e rechonchudo e a cabeça pequena, mas a perdiz não cisca o chão usando os pés como elas e sim o bico, que é forte, comprido e meio curvo, adaptado para escavar a terra. 

Não há muita diferença entre o macho e a fêmea.  O tamanho fica entre médio e grande. Medem mais ou menos 40 cm, a fêmea é um pouco mais corpulenta, chegando a pesar cerca de 1,40 kg, enquanto os machos ficam entre 700 a 920 gramas. 

As penas são em diferentes tons de marrons, mais escuro no corpo e clareando nas coxas e na garganta, as costas têm listras pretas, as asas são avermelhadas, sem cauda. A cabeça tem uma espécie de topete preto, mais destacado no macho na época da reprodução.

Come de tudo, principalmente raízes, grãos e sementes, frutas caídas e também gafanhotos , cupins e pequenos vertebrados como ratinhos, lagartixas e até cobras. Invadem plantações, especialmente de arroz e amendoim, um de seus alimentos prediletos.


Pampa – os campos do Sul do Brasil

O bioma Pampa só existe no Rio Grande do Sul. O nome Pampa quer dizer “Terra Plana”, pois ali há uma grande extensão de campos com arbustos e árvores baixas espaçadas, o que permite o crescimento de gramíneas, a vegetação rasteira formada de gramas e capins, habitat típico das perdizes.

O Projeto Aves Missões trabalha pela conservação das mais de 400 espécies de aves que vivem nesse bioma. Coordenado pelo biólogo e ornitólogo Dante Andres Mello, o Projeto utiliza como base a observação de aves , tanto como atividade de pesquisa científica como a praticada pelas pessoas que simplesmente saem à campo para registrar e fotografar aves pelo amor à natureza. O Projeto representa uma fonte importante de Educação Ambiental, realizando palestras, programas nas escolas e comunidades, sempre reforçando a importância de preservar as riquezas naturais dos pampas!.

Veja em:

http://avemissões.blogspot.com

Perdiz – Projeto Aves Missões- Santo Ângelo, RS Foto D. Meller

Na mira dos caçadores

A família dos inhambus

Na Natureza os inhambus, também chamados de inambus, nambus ou lambus, têm muitos predadores: iraras, gatos-do-mato, raposas, gambás, guaxinins, gaviões e corujas e até macacos e cobras que saqueiam seus ninhos.

Mas sua sobrevivência fica garantida graças às suas estratégias de defesa, como ficar imóvel e camuflado no meio dos arbustos ou a surpresa do seu voo curto e barulhento, que espanta os inimigos até se esconderem novamente ou até mesmo o truque de fingir estar morto, quando é desprezado pelos predadores.

A principal ameaça aos inhambus é mesmo a ação do homem. 

Em primeiro lugar, o desmatamento para formar terras de pastagem para rebanhos ou para plantações vai diminuindo seu habitat natural. Por isso eles invadem essas áreas e ficam sujeitos ao envenenamento pelos inseticidas.

Mas outra grande ameaça é a prática da caça, ainda que esta seja proibida.

Os inhambus são aves visadas em comunidades pobres  na floresta ou no sertão, que montam armadilhas para apanhá-los para seu sustento, pois  sua carne branca é  muito saborosa.

Não é à toa que uma famosa marca de alimentos industrializados usa o “perdigão” como seu símbolo!

A criação de perdizes passou a ser autorizada pelo Ibama, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis.

Mas também há os caçadores que abatem essas aves simplesmente pelo “prazer” da prática de tiro ao alvo, tida como “esportiva”. Eles usam cães ”perdigueiros” amestrados e apitos que imitam o canto para atrair as aves. 

Mas vale registrar que também há esforços para criar essas aves em cativeiros apenas para devolvê-las à Natureza.

Além da perdiz, veja outras três espécies de inhambus: o macuco é o maior deles e vive na Mata Atlântica; a codorna-amarela ou perdizinho e o inhambu-xororó , o menorzinho, vivem nos campos. Este último é famoso pelo seu canto bonito.

Observe o quadro e  pinte os macucos de cinzento, as perdizes de marrom, a codorna-amarela de amarelo (claro!) e os xororós de vermelho, pois eles têm pés vermelhos e as penas são marrom-avermelhadas.

Para localizar todos eles, observe:

O número de perdizes é o dobro do número de macucos.

O número de codornas-amarelas é o triplo do número de macucos.

O número de inhambus-xororós é o dobro do número de perdizes.

Esse pai é demais!

Papai perdiz prepara um ninho cavando um buraco na terra, debaixo de folhagens para que fique bem protegido. Ele forra esse buraco com capim, folhas secas e penas e quando tudo está preparado começa a atrair uma fêmea cantando bem bonito até que uma  companheira aparece piando em resposta. Formado o casal, a fêmea coloca 3 a 9 ovos cor de chocolate e vai embora, à procura de outro macho. Como o cuidado do ninho, dos ovos e dos filhotes é feito pelo pai, a fêmea pode diminuir o tempo para uma uma nova postura, o que favorece a sobrevivência da espécie.

O tempo de incubação dos ovos é de mais ou menos uns vinte dias. Quando precisa sair do ninho o pai cobre os ovos com penas tiradas da própria barriga para que fiquem bem camuflados. Quando os filhotes nascem ele os protege debaixo das suas asas, mas logo estão andando atrás dele pelo campo, aprendendo a encontrar comida.

Veja o quadro abaixo e separe três conjuntos de filhotes conforme o tipo de comida que estão buscando. Para isso use duas linhas retas formando três triângulos.

Para você se orientar, observe:

  1. Dois filhotes procuram frutinhas no chão.
  2. Outros três prestam atenção nos insetos em ação.
  3. Quatro filhotes preferem grãos.

Escrevendo com -iz

O som –IZ aparece na última sílaba das palavras,  sempre a sílaba mais forte.

Veja:

Aqui vão mais exemplos de palavras terminadas em -iz:

Dicionário ilustrado das aves

Diagrama de Enigmas

Descubra as respostas para completar o diagrama do final  IZ.

Is ou Iz?

Complete as frases da historinha:

O D_____TRAÍDO

LÁ VAI O APAIXONADO _____MAEL, LEVANDO BALAS DE AN_____ PARA SUA BEATR_____.

AO DESCER A RUA DA IMPERATR_____, POR UM TR_____ NÃO DERRUBA A BANCA DE ABACA_____.

JÁ NA PRAÇA DA MATR_____ , TROPEÇA NUMA RA_____ E LÁ SE VÃO AS BALAS PARA O  FUNDO DO CHAFAR____! 

Plural das palavras terminadas em IZ

Para fazer o plural basta acrescentar ES. Siga o modelo: 

Quadrinha para encerrar o Almanaque do I:

COM I ESCREVEMOS

NO INÍCIO, MEIO E FIM

IRARA, INTANHA

PINTASSILGO E ARIRANHA

SAGUI, MURIQUI

TUIM E FIM-FIM

Vem aí o Almanaque do O!

Apresentando Is-is O acará-disco

Com IS escrevo:

ACARÁ-DISCO

QUE MISTÉRIO ESCONDE

O FUNDO ESCURO DO RIO?

SERIA ABISMO SINISTRO,

NÃO FOSSE TAMBÉM APRISCO 

DO BONITO ACARÁ-DISCO!

Significados para descobrir:

  • MISTÉRIO – Segredo, o que é inexplicável.
  • ABISMO – Lugar muito fundo.
  • SINISTRO – Assustador, tenebroso.
  • APRISCO – Toca, abrigo, refúgio.

Curiosidades de mundo animal

O acará-disco

Na imensidão da bacia do grande Rio Amazonas,  o maior e mais caudaloso rio do mundo, há uma infinidade de peixes, alguns ainda desconhecidos  e outros tão grandes que parecem verdadeiros monstros do fundo das águas. 

Mas ali  também é o reino de  um pequeno peixe, famoso pela sua beleza, o acará-disco.

Seu nome vem da forma elegante do corpo, um círculo delgado, mas sua fama vem das cores que suas escamas podem apresentar, geralmente amarelas, azuis ou vermelhas, em tons fluorescentes. Além disso, tem barbatanas que enfeitam as costas e a barriga, com cores em contraste com as do corpo, que  termina com outra barbatana na forma de uma cauda em leque. 

O macho e a fêmea são parecidos. Ambos atingem cerca de 15 cm de comprimento. As barbatanas dos machos são mais grossas e longas.

Eles são nativos da Amazônia e vivem em regiões de floresta intocada, mas não no leito dos grandes rios, preferindo lagos e lagoas e  os estreitos  igarapés, riozinhos que correm pelo meio da mata, com águas rasas, quentes, calmas e limpas. O ambiente é sombrio, com plantas aquáticas e restos de folhas, raízes e até  troncos, que a água carrega. Ali os discos vivem tranquilos, sozinhos ou  em pequenos cardumes, camuflados entre as plantas, galhos e pedras.

Na estação das chuvas fortes, quando os rios enchem e transbordam, trechos da floresta ficam por um bom tempo totalmente inundados. Surgem os  igapós, os  “rios de raízes”, que são partes mais baixas da floresta que ficam quase totalmente debaixo da água, às vezes apenas com parte das copas aparecendo na superfície. É o tempo da reprodução dos acarás-discos. Casais  se separam dos cardumes e somem nas águas mais profundas, no meio de cipós, musgos, plantas, troncos e raízes.

Seja nos igarapés ou nos igapós, a alimentação é bem variada. Os discos aproveitam as plantas que se decompõem na água e também gostam de insetos e suas larvas, minhocas e principalmente dos pequenos camarões de água doce.

 


Os peixes ornamentais da Amazônia 

As Reservas de Desenvolvimento Sustentável são áreas de natureza onde vivem comunidades que dependem dos produtos oferecidos pelas florestas. 

Nesse tipo especial de Unidade de Conservação, as plantas e os animais são protegidos, mas é permitida a retirada de frutas, sementes e peixes para o sustento e sobrevivência das populações que ali vivem. Seu modo de vida é respeitado, bem como seu conhecimento ao aproveitar o que a floresta oferece, sem jamais cortar as árvores!

No estado do Amazonas,  as Reservas de Mamirauá e de Amanã formam um conjunto de florestas e rios maior do que muitos países. Elas são administradas  pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e pelo Instituto de Conservação da Biodiversidade  Chico Mendes – ICMBio .  

Nessas reservas os pequenos peixes ornamentais se tornaram um importante recurso sustentável para as comunidades de ribeirinhos.  Sua coleta é acompanhada de estudos para saber quais as espécies mais abundantes, seu habitat, comportamento e época da reprodução para que o equilíbrio na natureza não seja prejudicado.

Assim a captura é feita na época da vazante e seca nos rios, nos igarapés e no que resta dos igapós. São utilizados instrumentos indígenas que não ameaçam os peixinhos. 

O puçá ou rapiché é uma redinha presa a um  cabo, como as redes de pegar borboletas. Com ele são pegos peixinhos um a um, geralmente à noite, com a ajuda de uma lanterna.

A rede-de-cerco  tem argolas no fundo e por elas passa um cordão que ao ser puxado forma um saco onde os peixinhos ficam presos. Ela é  usada durante o dia para cercar cardumes que ficam debaixo das plantas.

Os peixinhos são colocados em cestas de palhas forradas de plástico e com a água de onde foram coletados e depois mantidos em viveiros sempre no próprio rio.

Os acarás-discos são os mais desejados para ornamentar aquários e por isso mereceram o título de “Rei do Amazonas”.

Milhões deles são vendidos para o mundo todo e garantem assim a vida dos povos ribeirinhos que, por sua vez, cuidam da floresta, casa de todos os seus habitantes.

 Veja em https://mamiraua.org.br

Acará-Disco – Foto Henrique Lazzarotto – Divulgação Instituto Mamirauá

A família dos acarás-discos

Em Amanã, ao final do ano, nos meses de novembro e dezembro, começa o tempo das chuvas fortes e das enchentes.

Até completar totalmente a cheia, as águas dos rios podem subir mais de 10 metros e vão formando novos habitats, oferecendo alimento e abrigo para a vida aquática.

Nos igapós ficam entrelaçadas a vida terrestre e a misteriosa vida aquática. Os peixes se alimentam das frutas que caem e até pulam para alcançá-las nos ramos acima da água. Por incrível que pareça, lá do fundo do rio, eles passam a ser importantes dispersores das sementes que germinam quando a água baixa e renovam a floresta.

Casais de acarás-disco se escondem debaixo das raízes e troncos no fundo sombrio dos igapós e preparam uma superfície limpa, uma folha ou uma pedra, para a fêmea depositar cerca de 1000 ovos, que são fertilizados pelo macho. Nesse tempo ele fica agressivo para defender seu território e a família que vai se formar.

O par agita a água ao redor dos ovos abanando as nadadeiras para evitar que surjam fungos até que eles eclodem em 2 a 3 dias. Os filhotinhos, chamados alevinos, nadam na direção da mãe e ficam grudados no seu corpo onde encontram um muco que serve para alimentá-los, o “leite de disco”.

O pai também produz o mesmo muco leitoso e os filhotes vão se revezando entre o par.

Durante cerca de um mês os filhotes ficam sob a total proteção da mãe e do pai até que eles começam o “desmame”, nadando  para longe para forçá-los a  procurar outros alimentos. 

Veja nos quadrinhos a seguir e responda as perguntas:

  1. Quantos filhotes estão nadando para se juntar à mãe?
  2. Quantos estão tomando o “leitinho” da mamãe?

3. Quantos filhotes estão indo ao encontro do papai?

4. Quantos ainda estão grudados na mamãe?

5. Quantos já estão “mamando” no papai?

Escrevendo com Is is

Continuando no mundo dos peixes, observe algumas palavras com sílabas que contêm o  encontro da vogal i com a letra s.

AQUARISMO 

Se você pensa que somente um peludo pode servir como bicho de estimação, está muito enganado. Contemplar um peixinho nadando também nos dá além de prazer, muita paz!

O aquarismo é a atividade dedicada a fazer dos peixes bons companheiros

Mas para começar um aquário não basta recolher peixinhos num riacho e colocá-los num vidro com água da torneira.

Cuidar deles exige muita paciência e dedicação, começando pelo estudo sobre seu habitat e o comportamento das diferentes espécies. Depois de escolher os habitantes é preciso ter uma casa grande para que eles tenham liberdade de nadar e usar água de boa qualidade, na temperatura semelhante ao seu ambiente natural. 

O aquário de peixes de água doce é um pouco menos trabalhoso que o de peixes do mar.

Mas sempre é preciso ter filtros para limpar impurezas da água, termômetro para medir e termostato para regular a temperatura. Tão importante quanto esses instrumentos é escolher as espécies que vivam bem com a mesma temperatura. 

 A decoração também merece atenção especial.  Uma base com pedrinhas ajuda a manter o equilíbrio da água, pequenos troncos tratados, plantas e até alguns enfeites servem para serem explorados e como refúgio na hora do descanso ou da reprodução.

Uma curiosidade: os peixes não têm pálpebras e se o aquário ficar iluminado o tempo todo eles não conseguem dormir e ficam estressados!

Ah! também precisam de acompanhamento de um veterinário para cuidar da sua saúde. E não pode haver exagero na alimentação!

Conheça alguns peixes ornamentais para montar um aquário.

Observe que seus nomes têm sílabas com IS.

LEBISTE

Chamado pelos índios de Guaru, “o comilão”, este peixinho também é nativo da Amazônia.

Ele é um dos preferidos dos aquaristas, mais conhecido como barrigudinho ou “guppy”.

Pequenino, tem entre 3 a 5 cm. Pode ter várias cores, desde os albinos, que são bem claros e com olhos vermelhos aos azulados e esverdeados. Ele se destaca pela cauda grande que fica ondulando.

Ativo, ele nada tranquilamente. O comportamento é pacífico e é bom ter no aquário pelo menos um casal. Não deve ser criado com peixes maiores, agressivos e que defendem território.

PEIXE-LÁPIS

Também chamado de torpedinho por causa do corpo alongado e porque nada inclinado para cima. Este é outro peixinho amazônico, com 3 a 6 cm. Tem o corpo com três listras pretas, a central mais grossa. Pode ser azulado ou esverdeado e o macho tem manchas nas nadadeiras e na cauda. Gosta de viver em cardumes, pacificamente. Mas os machos ficam agressivos quando disputam as fêmeas, por isso é bom ter no aquário um grupo grande para equilibrar a competição! Convivem em harmonia com outros peixes pequenos.

PAULISTINHA

Assim chamado por ter listras brancas e pretas, como na bandeira paulista, mas não é um peixinho nativo nos nossos rios. De origem asiática, foi criado em cativeiro e solto na natureza, acabou se adaptando facilmente por aqui em águas calmas e com plantas.

Também chamado de peixe-zebra, tem entre 4 a 5 cm e vive em cardumes.

Bastante agitado, nada rapidamente o tempo todo e não deve ficar com peixes mais sossegados, como os acarás-disco, pois acaba mordiscando suas nadadeiras.

ARCO-ÍRIS

Entre os peixes ornamentais, o arco-íris destaca-se pela sua beleza.

Ele é multicolorido, com as costas verdes ou azuladas, barriga branca, escamas prateadas e entremeadas de faixas vermelhas ou alaranjadas.

Sua origem também é asiática. Com 7 a 12 cm, os machos são maiores e ficam ainda mais coloridos para atrair as fêmeas. Gostam de viver tranquilamente em grupos, mas é bom ter pelo menos duas fêmeas para cada macho para evitar muita competição entre eles.

Os arco-íris também são bem ativos e não devem ficar com peixes mais lentos como os acarás-disco.

Jogo dos 7 erros

Assinale as sete diferenças entre os aquários de acarás-disco e peixes-lápis.

Transformando palavras

Troque a primeiro letra da palavra DISCO para escrever outras palavras:

Letra S no final também faz plural

Para terminar, uma das mais populares cantigas do nosso folclore para homenagear os peixinhos ornamentais:

Peixe Vivo

Como pode o peixe vivo

viver fora da água fria

Como poderei viver

Como poderei viver

Sem a tua, sem a tua

sem a tua companhia.

Apresentando Ir ir – O tapir

Com IR escrevo:

O TAPIR

DE DIA DORMIR               

DE NOITE SAIR

—–

FIRME E FORTE 

CIRCULA O TAPIR 

—–  

A IR E VIR

ATÉ NOVAMENTE DORMIR

Significados para descobrir

TAPIR – Outro nome dado à anta, de origem na língua tupi, significando “boi da floresta”.

• CIRCULA – Dar voltas em roda, retornando ao ponto de partida.

Curiosidades do mundo animal

O tapir

Mais conhecido como Anta Brasileira, o tapir é o maior mamífero terrestre da nossa fauna, vivendo tanto nas florestas fechadas, na Amazônia ou na Mata Atlântica, como nas matas mais abertas do Cerrado e Pantanal, sempre próximo de rios. 

O tapir é um animal grande e forte, mas inofensivo. Chega a pesar até 300 kg e a ter mais de 1 m de altura. As fêmeas são maiores, atingindo 2,20 m de comprimento; os machos chegam a 2 m. 

O nome tapir é de origem indígena e significa “boi da floresta”, de certo por ter as pernas curtas e patas com cascos. Esta é uma característica dos animais chamados ungulados, que se apoiam nos dedos para andar. O tapir tem três dedos nas patas traseiras e quatro nas dianteiras, sendo o quarto bem pequeno.

Os adultos têm cor marrom–acinzentada e os filhotes, mais vulneráveis, nascem com listras brancas para ficarem melhor camuflados no meio do mato.

O pescoço é robusto, com uma crina. A cauda é bem curtinha. Os olhos são pequenos. Sua característica principal é o focinho com uma pequena tromba flexível e preênsil que serve para beber água e arrancar as plantas para comer.

Ele tem hábitos noturnos. Durante o dia dorme escondido, protegido pela sombra das árvores, saindo depois do pôr do sol para se alimentar.  Sendo tão grande, precisa de muita comida para se sustentar, mas é totalmente herbívoro, come apenas folhas, capim, brotos, ramos, raízes, cascas de árvores e frutas.

A cada noite, circula por vários quilômetros, apanhando frutas caídas. Se necessário é capaz de ficar em pé, apoiado nas patas traseiras, para apanhar algum petisco mais  alto. Acaba passando pelos mesmos lugares e deixando trilhas abertas no meio da mata, o que facilita a perseguição das onças, seus predadores e também de caçadores.

O tapir é um animal solitário, só anda acompanhado quando está acasalando, o que acontece a cada dois anos e depois com seu filhote. Somente a fêmea cuida dele, durante um a dois anos, quando já está preparado para seguir sozinho.


O tapir na Mata Atlântica

A Reserva Biológica de Sooretama é uma Unidade de Conservação (UC)  da Mata Atlântica no estado do Espírito Santo, um dos últimos refúgios do tapir. 

Há mais de 10 anos a bióloga Dra Andressa Gatti vem realizando pesquisas e monitoramento da presença do tapir, inicialmente nesta reserva, mas hoje liderando uma equipe de pesquisadores em toda a Mata Atlântica, que também trabalha pela proteção dos demais ungulados, como os porcos-do-mato –  catetos e queixadas – e também os veados.

O Instituto Pro-Tapir foi criado para elaborar planos de ação para salvar os animais e seu habitat e também faz um trabalho importante de divulgação científica e educação ambiental  voltado para todos que lutam pela conservação da natureza. Especialmente para crianças, o Instituto preparou material para os professores usarem na sala de aula, como jogos, livros e a “Revistinha da Dona Anta” .

Veja em: https: //institutoprotapir.com

Tapir – Reserva Biológica de Sooretama – ES – Foto Leonardo Merçon – Instituto Pro-Tapir

O jardineiro das florestas

Os animais que espalham sementes e ajudam a renovar as florestas são chamados de “jardineiros da floresta”. 

O tapir é, sem dúvida, o principal deles.

Todas as noites, enquanto circula, vai cortando ramos, folhas e brotos, fazendo uma poda natural das plantas que favorece seu crescimento. 

Também é um semeador de grande variedade de frutas. Sendo um animal grande, somente ele é capaz de engolir desde sementes pequenas como as das pitangas, goiabas e seus coquinhos preferidos até as sementes de frutas grandes, como jatobás e jenipapos. que os animais pequenos como pássaros, morcegos e roedores não conseguem engolir.

 Mastigando apenas a polpa o tapir devolve os caroços inteiros quando faz cocô, espalhando as mais diferentes sementes por toda a floresta, sendo responsável pela sua renovação e manutenção de todos os animais que ali vivem.

Dispersores de sementes

Veja os principais mamíferos frugíveros, os que se alimentam de frutas.

Eles carregam sementes para longe da árvore-mãe onde, com mais luz, germinam melhor. 

Há um intruso entre eles. Quem é ele e por que não pertence ao grupo?

Ameaças para o tapir

Na natureza o principal predador do tapir é a onça, tanto a onça-pintada como a onça-parda. Ele também pode ser atacado pela  cobra sucuri e por jacarés grandes.  

Como não tem visão muito boa, percebe a presença do perigo através da audição e do olfato. Então, foge rapidamente, de preferência mergulhando num rio, pois nada muito bem. Senão, solta gritos e guinchos estridentes e dispara na mata, derrubando arbustos, galhos e até árvores até encontrar um esconderijo seguro.

Apesar de muito forte, o tapir é um bicho manso que prefere viver retraído. Só ataca quando não tem como fugir e então parte para cima do predador com cabeçadas e dentadas. Por isso, os filhotes indefesos são as maiores vítimas.

Os predadores naturais não colocam o tapir em risco de extinção. Mas infelizmente, ele é ameaçado pelo homem pois ainda tem gente que vai à sua caça pois aprecia a carne e aproveita a pele.

A perda do seu habitat por causa das queimadas e dos desmatamentos é outra grande ameaça para o tapir. Ele acaba sendo vítima da contaminação por agrotóxicos usados nas plantações e de atropelamentos nas estradas que cortam sua moradia.

Lá vem onça! –  Tapir, trate de fugir! 

O que o tapir estava procurando? O que será que vai acontecer?

Onça! Pernas pra que te quero!

Assinale com V ou F quais as situações que podem ser verdadeiras ou falsas.

Escrevendo com Ir ir

Ações

Observe:

RIR    DIVERTIR    APLAUDIR    CURTIR

Essas palavras indicam ações. São os VERBOS.

Com certeza você faz tudo isso quando vai a um circo.

Por aqui venha conhecer o nosso picadeiro.

Orgulhosamente apresentamos:

Vamos aplaudir e agir!

Nas legendas das apresentações circule de azul todos os verbos terminados em ir.

Aproveite e circule de vermelho as outras palavras que também têm sílabas com ir.

Iniciando o espetáculo, no picadeiro os Irmãos Tapir!

Da tradicional estirpe circense dos grandes Tapir, Vladimir e Vlamir, Domadores de Onças, enfrentam hoje um embate com a feroz onça-parda (a quem agradecemos a corajosa participação).


A seguir, nosso picadeiro tem a honra de exibir o incrível Sagui malabarista.

Diretamente de Malabar, ele traz o seu número virtuoso de  múltiplas acrobacias!

 Pedimos muito silêncio na plateia, pois uma pequena distração e ele pode cair da corda bamba.


Suspense! Os tambores rufam para a próxima atração. A plateia vai assistir  o extraordinário  Tatu-Bala!

Será que ele vai sair inteiro desse canhão ou vai explodir como pó de pirlimpimpão!


Nossa próximo artista também vai exigir total silêncio para sua apresentação.

Em raríssima aparição o Ouriço-Cacheiro vai se exibir como faquir!

Será que ele consegue mesmo dormir sem se ferir?


Encerrando o espetáculo, agradecendo desde já os aplausos do distinto público, a Trupe dos Muriquis vai invadir os trapézios!

Os famosos equilibristas  demonstram em saltos, balanços e abraçamentos que é  melhor interagir do que competir!

Aprendendo mais sobre os verbosA passagem do tempo

Os verbos são palavras que apresentam variações conforme indicam  ações  que aconteceram  no PASSADO, que estão acontecendo no PRESENTE ou o que ainda vão acontecer num tempo FUTURO.

Veja os exemplos:

No PASSADO → Há seis meses, o filhote de tapir mamava o leite da mãe.

No PRESENTE → Agora ele come folhas e coquinhos.   

No FUTURO→ Mais seis meses e ele engolirá até frutas com sementes grandes.

Completando frases

Vamos usar as variações de tempo dos verbos.

  • USE o verbo SAIR no tempo PASSADO:

QUANDO ANOITECEU O TAPIR _____________________ DA SUA TOCA.

  • Complete com o verbo ENGOLIR no tempo PRESENTE:

AGORA O TAPIR _______________________ ESPIGAS NO MILHARAL.

  • Finalmente use o verbo FUGIR no tempo FUTURO:

QUANDO AMANHECER O TAPIR _________________________ DO FAZENDEIRO.

Escrevendo frases 

Vamos treinar mais um pouco.

Que tal escrever frases seguindo o seguinte roteiro: 

UM BICHO – UMA AÇÃO – UM TEMPO – UM LUGAR

Exemplo:

O TAPIR ESPALHA SEMENTES DURANTE A NOITE NA FLORESTA.

Faça você também:

Escolha seu bicho predileto, imagine o que ele pode fazer!

Aprendendo mais sobre os verbos – Incentivando boas ações

Quando queremos fazer um pedido, dar um conselho, uma sugestão, uma ordem ou convencer alguém a fazer alguma coisa importante, podemos escrever mensagens através de placas, cartazes ou folhetos.

Vamos tomar como exemplo o incentivo de ações para a proteção da natureza.

Ela pode ser feita através de informações  e instruções de como cuidar das florestas e também de apelos ou pedidos de ajuda.

Certamente, ao visitar um parque ou zoológico, você já deve ter visto placas com pedidos: 

“NÃO PISE NA GRAMA” ou “NÃO ALIMENTE OS ANIMAIS”

Os cartazes são maiores que as placas e feitos para alcançar um grande público, por isso são colocados em lugares por onde passa muita gente. Para chamar a atenção usam títulos com letras grandes, imagens, cores e frases curtas para que a mensagem seja compreendida com facilidade. Os verbos podem fazer apelos como:

 “NÃO COLOQUE FOGO NA MATA” ou “QUEIMADA, APAGUE ESSA IDEIA

Os folhetos usam textos e imagens para divulgar ideias, informações e ensinamentos de maneira simples. Geralmente são impressos e distribuídos em grandes quantidades pelas ruas, mas também podem ser compartilhados pela internet e assim alcançar ainda mais leitores.

Veja este belo folheto preparado pelo Instituto Pro-Tapir para orientar sobre as consequências da caça de animais silvestres. Note o apelo no final:

 “ Ajude-nos a proteger a nossa Biodiversidade”

Folheto criado pelas biológas Andressa Gatti (texto) e Bruna Pacheco Pina (ilustração)
Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) Instituto Pró-Tapir – ES

Que tal fazermos juntos um cartaz para o mural da sua escola?
Todos nós podemos cuidar da Natureza. 
Uma boa e simples ação é plantar uma semente!
Você traz o verde para perto cuidando de um simples vasinho próximo de uma janela ou de uma árvore no quintal ou na calçada!
Faça uma bonita ilustração para reforçar o apelo do nosso cartaz.

Para finalizar uma parlenda :

No pula-pula

SUBIR, SACUDIR

REPETIR, RIR

DISTRAIR E CAIR!