Apresentando In in – O intanha

Com IN escrevo:

O INTANHA

INDOLENTE,

INDIFERENTE? 

—–

NÃO SE ENGANE.

—–

INCANSÁVEL,

O INTANHA SÓ ESPERA

INSETO IMPRUDENTE.

—–

NUM INSTANTE ELE

INVESTE, INFALÍVEL,

INCLEMENTE.

O que indica?

  • INTANHA – Sapo–de–chifre,  sapo–boi-verde, untanha. Provavelmente de origem indígena as palavras intanha ou untanha se aplicam a sapos e rãs grandes.   
  • INDOLENTE – Parado, inerte,apático.
  • IMPRUDENTE – Ingênuo, sem cautela, indefeso.
  • INSTANTE – Momento rápido, de repente.
  • INVESTE –  Ataca, avança.
  • INFALÍVEL – Certeiro, que nunca erra ou falha.
  • INCLEMENTE – Cruel, impiedoso.

Curiosidades do mundo animal

O intanha

Que nome estranho! Mais estranho ainda é o sapo, que na verdade é uma rã, só que é chamado de sapo por ser muito grande e ter a pele rugosa.

O intanha é um sapo difícil de ser visto porque durante o dia fica meio enterrado no chão da floresta, coberto por folhas, musgos e capins. Além disso, a cor verde, com manchas marrons, vermelhas, amarelas e pretas  o ajudam a se camuflar.

Só sai à noite para se alimentar e sua estratégia para caçar é ficar imóvel,  esparramado, olhos abertos, esperando que alguma presa se aproxime. Então ele pula de repente para fora do seu esconderijo e dá o bote.

Sua boca é enorme, quase a metade do tamanho do corpo e ele é muito glutão, devorando insetos, aves, roedores, lagartos e até seus parentes, sapos e rãs. Pode até acontecer de morrer engasgado por tentar engolir animais muito grandes.

Não existem muitas diferenças entre machos e fêmeas. Elas costumam ser maiores. Somente eles coaxam. Medem entre 13 a 20 cm e chegam a pesar 500 gr.

Os olhos são grandes, com duas elevações na cabeça, que empina quando ameaçado, daí o nome sapo–de–chifre. Os membros são curtos, não permitindo grandes saltos.

Vive nos Pampas, em campos úmidos e alagamentos temporários e em matas nas encostas das serras e beira dos rios.

Infelizmente a perda do habitat natural para plantações e criação de animais, tornou o intanha mais um animal considerado Criticamente em Perigo de Extinção.

Além disso, traficantes de animais silvestres caçam e vendem o intanha para quem gosta de ter em casa um animal exótico, deixando para trás seus predadores naturais, as cobras.


Os pampas

Se você olhar um mapa do Brasil, bem lá na ponta, na região sul, ficam os pampas, um bioma que só existe no estado do Rio Grande do Sul. Este é um bioma mais conhecido pelos grandes campos naturais, com uma variedade muito grande de capins e arbustos que crescem no solo plano ou levemente ondulado. Vem daí o nome “pampa” quer significar “plano” ou “planície”.  Mas ali também existem florestas com árvores de pequeno porte que crescem junto aos rios e lagos. Nessas paisagens diferentes vivem muitas espécies de animais, alguns endêmicos, ou seja, só encontrados ali,  como o sapo intanha.

A maior parte dos pampas foi sendo usada como pastos para a criação de grandes rebanhos de bois e ovelhas e também sofreu mudanças para dar lugar ao plantio de milho, soja, arroz , trigo e aos parreiras de uvas.

O Projeto Gigante dos Pampas foi criado por cientistas do Brasil, Argentina e Uruguai, para conservação do intanha. Por aqui o Projeto é desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com o Instituto Curicaca e apoio do ICMBio através do Plano de Ação Nacional para e Conservação da Herpetofauna do Sul. Veja em:

https://gigantedospampas.wixsite.com

https://www.curicaca.org.br/gigante-dos-pampas

https://www.ufrgs.br/faunadigitalrs/escuerzo-utanha-verde-sapo-intanha

Sapo Intanha – UFRGS – Foto Daniel Loebmann

                                  

Na beira do rio

Além do Gigante dos Pampas, outras espécies de sapos também são chamadas popularmente de intanhas pelo seu tamanho grande.

É o caso do famoso sapo–cururu, que vive nas mais variadas regiões, desde grandes florestas fechadas a brejos, lagoas, rios, campos e até em regiões mais secas. Como as luzes das cidades atraem insetos, atrás deles também pode aparecer um grande cururu. Talvez você já tenha encontrado algum no seu quintal! 

Se você tem um cachorro, cuidado! Os cururus têm duas glândulas nas costas que espirram veneno quando são apertadas.

Mas, atenção! O veneno não é perigoso para os humanos. Quando apanhado, ao contrário, o cururu fica indefeso e se finge de morto.

Em geral, os machos e fêmeas dos sapos são diferentes quanto ao tamanho e a cor. Os machos costumam ser menores e somente eles coaxam, justamente para atrair as fêmeas. Por isso têm um papo que incha como um balão num vai e vem, fazendo vibrar as cordas vocais. Observe o desenho e responda:

• Quantos machos?

• Quantas fêmeas?

• Pinte os machos de amarelo e as fêmeas de marrom.

• Se cada fêmea colocar 2.000 ovos, qual o total desovado por todas elas?

   R.: No total serão_______________________________ovos.

Sinfonia e Sintonia

A estação das chuvas chegou e os sapos machos procuram uma companheira na beira dos rios, lagoas e até em poças de água. Fazem uma cantoria!

As fêmeas escolhem um macho capaz de coaxar bem forte. Ele terá que subir nas suas costas e dar um abraço apertado para estimular a postura dos óvulos, que serão fertilizados dentro da água. Não é a toa que elas são maiores, pois precisam aguentar o peso dos machos!

No labirinto aquático abaixo só um caminho está livre para Dona Intanha chegar até seu escolhido, sem nem mesmo ter que pular sobre as pedras! 

Encontre você também qual é o caminho.

Agora você já sabe por que o sapo canta! Cante também:

SAPO CURURU

(Cantiga do nosso folclore)

A metamorfose – as incríveis duas vidas dos sapos

Vida aquática

Leia como começa a vida dos sapos na água e depois numere os quadrinhos conforme a ordem correta das mudanças.

  • 1. Missão cumprida pelos pais! Depois da postura e fertilização dos ovos na água, eles voltam para terra. Os ovos, frágeis e sem casca, ficam protegidos entre as plantas aquáticas, envoltos por um cordão gelatinoso. Eles são uma iguaria para muitos predadores: peixes, aves, répteis, mamíferos e até outras espécies de anfíbios.
  • 2. Os ovos libertam os girinos, que parecem peixinhos pretos, com brânquias para respirar, cauda para nadar e uma boca pequena para sugar alimento suspenso na água. Continuam a ser uma iguaria e há espécies de girinos canibais, como os filhotes dos sapos intanhas,  que comem uns aos outros.
  • 3. Os girinos crescem, desenvolvem a forma da cabeça, ganham pernas traseiras, mas ainda ficam com a cauda. Aos poucos vão se adaptando a uma nova dieta, passando a comer algas e limo.
  • 4. As patas da frente aparecem e os girinos já parecem sapinhos, mas ainda têm a cauda para nadar. Os pulmões começam a se formar e eles podem passar um tempo na superfície da água, treinando a caça de insetos!

Vida terrestre                                                                  

A metamorfose continua:

  • 5. Com patas traseiras e dianteiras, pulmões formados, boca maior e adaptação para digerir novos alimentos, como insetos. os filhotes já podem ficar mais tempo fora da água. Mas resta uma pequena cauda pois ainda nadam. 
  • 6. Todo o processo da metamorfose pode durar dias a meses, dependendo da espécie. A grande quantidade de ovos, lá no começo,  foi uma estratégia de sobrevivência, pois poucos  chegam à fase terrestre. Ao final, os filhotes parecem miniaturas de um sapo adulto. Mas estão prontos para respirar, saltar e se alimentar em terra firme. Vão crescer, de preferência perto de lugares úmidos, pois um dia vão precisar novamente da água para se acasalar e continuar a história.

Complete o último quadrinho desenhando um jovem sapo iniciando sua vida terrestre.

Desenhe também insetos para sua alimentação.

Escrevendo com In in

A caatinga e seus habitantes

A caatinga, na região Nordeste, é um bioma que só existe no Brasil.

O nome CAATINGA vem da língua tupi, é formado por CAA (mata) e TINGA (branca), portanto quer dizer MATA BRANCA.

O clima ali é muito seco, com longos períodos sem chuva e muito calor, o que torna o ambiente semiárido. As árvores em geral são baixas, têm o tronco retorcido e perdem as folhas para reduzir a evaporação, daí o nome mata branca. As raízes se estendem pelo solo para armazenar água.  

Muitos animais são nativos ou se adaptam a viver mesmo neste ambiente quase de deserto.

Um deles é um sapinho bem curioso:

Sapo-da-caatinga

Com apenas 3 cm de comprimento, como ele faz para suportar o forte calor e a seca, que pode durar meses? Os sapos precisam de água para a reprodução e precisam manter a pele úmida para auxiliar na respiração.

Pois este sapinho simplesmente se enterra embaixo da terra, atrás da umidade que ficou no solo na época das chuvas. Ele vai se movimentando cada vez mais fundo, à medida que a água vai evaporando, chegando a  quase dois metros de profundidade e ali pode ficar durante meses, sem comer, simplesmente quieto, guardando energia. 

Este fenômeno da natureza lembra um pouco o processo de hibernação dos animais de regiões geladas e com neve. Aqui no Brasil, se chama estivação e deixa os sapos num longo sono que pode durar até dois anos.

Quando as primeiras gotas de chuva finalmente caem, eles começam a pular  para fora, se alimentam e procuram os leitos dos rios que renascem ou simples poças de água para se acasalar.

Formando palavras

Você já percebeu quantas palavras novas podem ser formadas, ao juntar outras já existentes? São as palavras compostas.

Veja os nomes desses outros habitantes da caatinga:

Esta maneira de formar palavras se chama COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO.

As palavras originais não sofrem mudança. Juntas, ganham um novo significado. 

Nomes podem ser compostos por mais de duas palavras, usando–se o sinal HÍFEN para fazer a ligação entre elas:

Agora é sua vez de juntar palavras conforme a indicação abaixo e formar nomes de aves que também vivem na caatinga.    

Não se esqueça de usar o sinal hífen para fazer a separação entre elas.

Continuando a formar palavras
Agora observe como nomes compostos também podem ser formados simplesmente juntando nomes originais lado a lado:

Uma ave típica da caatinga é o PERIQUITO–DA–CAATINGA   

Ele também pode ser chamado de ARATINGA.

Mas o nome aratinga também é usado para várias espécies de periquitos coloridos, grandes e de cauda, mais conhecidos como periquitões ou jandaias.

Veja como ele foi formado:

Você notou que ao juntar as duas palavras perdeu–se uma sílaba?

Neste caso temos uma COMPOSIÇÃO POR AGLUTINAÇÃO.

Agora conheça mais dois habitantes da Amazônia e escreva seus nomes fazendo uma aglutinação:

Basta comparar os exemplos e você mesmo vai formar duas novas palavras, no primeiro caso,  por justaposição e no segundo, por aglutinação:

Você já reparou quantos nomes têm a terminação TINGA como em CAATINGA e ARATINGA?

Lembrando: o termo TINGA significa BRANCO.

Então complete as frases:

• AS COLORIDAS ARATINGAS TÊM UM CÍRCULO _________________ NOS OLHOS.

• O JACARETINGA VIVE NA AMAZÔNIA E TEM A BARRIGA _____________________.

• O JABUTI AMAZÔNICO DE CASCO CLARO É CHAMADO _____________________

Palavras compostas e opostas

Agora veja essas palavras:

Você notou que o som IN aparece no início da palavra INCOMPLETA, formando uma palavra nova e que muda o sentido da palavra COMPLETA, indicando seu oposto?

Da mesma forma, siga as setas para compor novas palavras opostas que podem ser usadas para descrever o sapo intanha:

Esta é uma COMPOSIÇÃO POR DERIVAÇÃO.

A palavra nova é chamada de palavra derivada e a palavra original é chamada de palavra primitiva.

Ligue os opostos nesses outros exemplos:

Para terminar, mais uma cantoria em homenagem aos nossos amigos sapos.

O SAPO NÃO LAVA O PÉ

O SAPO NÃO LAVA O PÉ

NÃO LAVA PORQUE NÃO QUER

ELE MORA LÁ NA LAGOA

NÃO LAVA O PÉ PORQUE NÃO QUER

MAS QUE CHULÉ !   (cantiga do folclore)

Por que será que a cantiga diz que o sapo não lava o pé? O que você acha?

Apresentando Im – im – O tuim

Com IM escrevo:

O TUIM

—–

SIMPLES ASSIM,

UM SÓ TUIM

CANTA EM CLARIM.

—–

SIMPLES ASSIM,

UM CASAL DE TUINS

AMOR SEM FIM.

—–

SIMPLES ASSIM,

EM REVOADA,

TODOS AFINS.                   

O que é isso?

    CLARIM – Pequena corneta, que pode ter som agudo e curto.

    • REVOADA – Voo em conjunto, voltando ao ponto de partida; esvoaçar.

    • AFINS – Iguais, parecidos.

Curiosidades do mundo animal

O tuim

Talvez você conheça este periquitinho verde, o menor do Brasil.

Ele vive em todas as regiões, à beira das matas e florestas, mas também nas cidades, nos parques, jardins e pomares. Sempre em bandos barulhentos, camuflados na copa das árvores de onde saem voando, tão rápidos que, na verdade, não é tão fácil avistá–los. Usam gritos para contato, agudos e curtos.

O tuim tem apenas uns 12 cm e pesa cerca de 25 g. Os machos são diferentes das fêmeas, com o corpo verde–amarelado, mas com penas azuis no alto e debaixo das asas, e quase violetas na cauda. As fêmeas são quase totalmente verdes, com partes amareladas na cabeça e nos lados do corpo.

Quando se acasalam, ficam juntos para sempre. São carinhosos, cuidando um do outro. A reprodução se dá nos meses mais quentes. Fazem o ninho em ocos de árvores ou de cupinzeiros e também aproveitam as casas abandonadas do joão–de–barro. A fêmea põe de 3 a 8 ovos e cuida do ninho a maior parte do tempo, mas o macho também ajuda. Os filhotes nascem depois de 20 dias, são bem feinhos, pelados e cegos.  Com 30 dias já podem sair do ninho e acompanhar os pais.

Procuram arbustos ou árvores frutíferas para se alimentar, preferindo as sementes do que as polpas.  Gostam mesmo é de coquinhos! Usam o bico como um terceiro pé e as patas para segurar e levar a comida até a boca.

________________________________________________________________

Observação de aves e o programa “Vem Passarinhar”

A observação de aves começou no Observatório de Aves do Instituto Butantan em São Paulo. Desde sua fundação em 2014, foi se tornando uma prática de tanto sucesso que passou a ser adotada em todo o país através do programa “Vem Passarinhar”. Graças a colaboração de outras instituições como as Secretarias do Meio Ambiente em diversas prefeituras e a Save Brasil – Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil  são organizadas caminhadas em Parques e Unidades De Conservação para todos os interessados em conviver com a natureza. Os grupos são sempre acompanhados por monitores que orientam a prática da observação emprestando binóculos e ajudando a identificar as inúmeras espécies da nossa fauna. Muitas pessoas também gostam de fotografar e filmar as aves ou gravar o seu canto. Através do registro de uma ave é possível descobrir inúmeros detalhes importantes sobre ela: onde se abriga, seu alimento, a construção do ninho e o cuidados com os filhotes…. Esses registros podem e devem ser compartilhados em sites especializados como o WikiAves- A enciclopédia das Aves do Brasil e o eBird, que organizam todas as informações.

Mais do que um passeio gostoso, o Vem Passarinhar também é um programa de pesquisa sobre as nossas aves, ajudando na divulgação científica e na consciência sobre a importância de protegê-las, cuidando da sua morada,  desde o jardim de casa, para quem tem a sorte de ter um, às praças e parques das  cidades e  às reservas de florestas que ainda restam!

Se você quiser fazer da observação de aves seu novo passatempo veja em: https://savebrasil.org.br>observaçao.

Veja também as dicas que a bióloga Natália Allenspach nos dá em seu site: https://apassarinhologa.com.br

Tuim – Passarinhando no campus da Universidade Federal de São Carlos – SP

Foto Natália Allenspach

Preferências e Estratégias

Em comparação com outros periquitos, os tuins têm mais papilas gustativas e sentem as diferenças de sabores como o azedo e o amargo e é claro, gostam mais das frutas doces como mamão, jabuticaba, goiaba, manga e laranja.

Precisam estar sempre de olho nos seus predadores, gaviões e cobras. Apesar de pequenos, sabem se defender, ficando bem quietos e sem se mexer, camuflados no meio das folhas verdes, mas por via da dúvida, mirando bem seu inimigo.

Perigo no capim

Numere os quadrinhos na ordem correta e ajude o tuim a se camuflar.

Amor sem fim

Os tuins gostam muito de voar em bandos e são muito ligeiros. Quando pousam, cada par fica sempre junto. O macho e a fêmea são muito carinhosos, ficam alisando as penas um do outro e tagarelando: – tuim…tuim…

Eles também gostam muito de tomar banho, principalmente de chuva! Parecem bem alegres, cantando e arrepiando as penas. Como têm garras fortes, até fazem acrobacias e ficam pendurados de cabeça para baixo, para melhor aproveitar a água.

Camuflados no meio das folhas, nem se percebe como os bandos podem ser grandes. É uma surpresa ver a quantidade deles quando novamente levantam a revoada.

De olho no jardim!

Com apenas duas linhas retas separe os pares no primeiro conjunto de tuins.

Encontre o intruso no segundo conjunto.

Escrevendo com Im im

Dicionário ilustrado das aves

Caça–enigmas

  1. Casal inseparável  2. Aves marinhas que não voam  3. Talentosos flautistas

Im ou In

Leia em voz alta os nomes das aves nas colunas abaixo:

Note que o som é o mesmo tanto nas sílabas com IM, como nas sílabas com IN.

Então, quando usamos um ou outro ao escrever?

Na primeira coluna as sílabas com IM ficam no final das palavras ou antes da consoante P.

Na segunda coluna as sílabas com IN ficam no começo ou no meio das palavras.

Repare bem como esta regra se aplica na palavra PINGUIM.

Agora é com você! Complete com IM ou IN.

O que acontece com PINGUIM- IMPERADOR?

M antes de P e B

Lembrete:

Por isso, em IMPERADOR a sílaba IM aparece logo no começo da palavra, antes da letra P

Já em PINGUIM, a sílaba com IM está no final, pois não antecede P ou B.

Outros exemplos:

Você já tinha ouvido falar em TIMBU ou SINIMBU?

Esses são nomes indígenas para o pequeno gambá de orelha branca, que vive em vários habitats e para a iguana verde, que vive nas florestas, mas se adapta até em sua casa, como animal de estimação! Mas será bom tirar um animal silvestre do  seu habitat natural?

Agora é com você.

Separe as sílabas dos nomes indígenas desses outros animais.

Investigue quem são, faça ilustrações e complete a qual espécie pertencem.

• ACARATIMBÓ    _____________________________

Pernalta, com longas asas brancas, plumagem amarela, bico comprido. 

É uma ________________.

• ARACIMBORA  _____________________________

Tem escamas prateadas e douradas, vive no oceano.

 É um _______________.

Diminutivos terminados em IM

 Conhece o BANDOLIM? É um instrumento de cordas, como um pequeno violão na forma de uma amêndoa. A palavra vem do italiano “mandolina”, amendoazinha.

Veja quem toca o bandolim no desenho abaixo:

Os saltimbancos

Que tal uma banda de pássaros? Com cordas, sopro e percussão!

Para o Flautim, só mesmo um flautim! Para o bom sambista Fim–fim, um tamborim e para o Chupim, mestre do chorinho, um bandolim.

Na plateia, quem tem o nome com o som IM ou IN?

Apresentando Il – il O pintassilgo

Com IL escrevo:

O PINTASSILGO

VERSÁTIL,

O GENTIL PINTASSILGO

CANTA EM TRINADO,

SILVO, CHILREIO.   

—–

HÁBIL ARDIL,

ORA PARECE UM TIZIU,

ORA AFINADO CURIÓ

OU O SABIÁ DO BRASIL.   

O que é isso?

VERSÁTIL – Inconstante, volúvel.

TRINADO – Gorjeio, articulação rápida de duas notas musicais alternadas.

SILVO – Assobio, som agudo, apito.

CHILREIO – Canto com sons agudos.

ARDIL – Astúcia, artifício, esperteza para enganar.

TIZIU – Saltador. Passarinho que dá pequenos pulos enquanto canta: ti ti tiziu.

CURIÓ – Do tupi, “amigo do homem”. Passarinho cujo canto é muito apreciado pelos criadores de pássaros. Papa–arroz.

SABIÁ – Do tupi, “pintado”. Ave símbolo do Brasil por causa do canto melodioso.   

Curiosidades de mundo animal

O pintassilgo

O pintassilgo é um dos mais coloridos e bonitos passarinhos brasileiros.

 O macho tem a cabeça coberta por um capuz preto, que desce um pouco pelas costas e peito; corpo amarelo vivo e asas pretas com pintas amarelas.  Nos filhotes machos, as pintas pretas vão aparecendo aos poucos.

A fêmea é menos vistosa, com a cabeça e o peito amarelo–esverdeado, lembrando a cor da azeitona, chamada verde–oliva; mas também tem as asas pretas com  manchas ou pintas amarelas.

Eles são pequenos, com cerca de 11 cm de comprimento e vivem em bandos que podem ter centenas de aves. Gostam dos campos abertos com árvores espalhadas e na zona rural, gostam das plantações, especialmente as de café. Nas cidades, podem ser vistos nos parques e jardins e até empoleirados nos postes e telhados.

Fazem ninhos nas forquilhas de galhos de grandes árvores ou em arbustos, na forma de tigelinhas, usando raízes finas, penas e crinas. A ninhada tem 3 a 5 ovinhos brancos ou azuis, com pintas amarronzadas. Enquanto a fêmea cuida do ninho, o macho cuida da sua alimentação. Gostam de sementes e pequenos frutos, especialmente secos e duros.

Além de serem bonitos, são passarinhos que atraem pelo canto. Os bandos chegam a ser barulhentos, cantam mesmo voando, alternando trinados longos e melodiosos com gorjeios rápidos. O mais interessante é que também imitam o canto de outras aves.


Observação de aves e o Projeto Cidadão Cientista

A prática de observar aves em seu ambiente natural, sem interferir no seu comportamento e habitat é uma atividade de lazer para pessoas de todas as idades que gostam da natureza. Ela pode ser feita tanto nas matas protegidas em Unidades de Conservação como em praças e parques das cidades  e até mesmo no próprio quintal  ou simplesmente de uma janela ou sacada de onde pode ser visto um passarinho voando, se alimentando ou se abrigando numa árvore!

Passeios para observar e fotografar as aves podem ser de grande importância para a investigação científica.

No mundo todo cientistas fazem o monitoramento das populações de aves para a adoção de  medidas para sua conservação e todos os registros que eles podem reunir são bem vindos.

Aqui no Brasil, a Sociedade para Conservação das Aves do BrasilSAVE Brasil criou o Projeto Cidadão Cientista como uma parceria entre os cientistas e as pessoas comuns interessadas em contribuir para a proteção das nossas aves. O Projeto conta com o apoio da Fundação do Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Fotografias, vídeos e registros do canto das aves são compartilhados em sites especializados. O WikiAvesA Enciclopédia das Aves do Brasil é o maior site sobre as aves da nossa fauna, reunindo  informações que seriam praticamente impossíveis  de serem conseguidas sem a participação dos cidadãos cientistas. 

Se você também tem vontade de ser um deles e ajudar a cuidar de passarinhos como os pintassilgos, que vivem tão próximos de nós, pode consultar o manual preparado pela Save Brasil  – Quem conta mais aves encontra – Pequeno manual da Ciência Cidadã.

Depois, é só sair passeando por aí, fotografar as aves que encontrar e mandar para o WikiAves!

Veja em http://savebrasil.org.br>cidadao-cientista

http://wikiaves.com.br

Pintassilgo- WikiAves – Foto Ricardo Gentil

As cores do pintassilgo macho

Pinte de acordo com o código:

  1. Preto    2. Amarelo vivo    3. Amarelo esverdeado     4. Cinza

Caça–passarinhos

Encontre quatro passarinhos que o pintassilgo é capaz de imitar

Dica: todos têm em seus nomes sílabas com a vogal I.

Escrevendo com

Il    il

Dois animais curiosos

MANDRIL – o mamífero mais colorido do mundo

Habitante das florestas tropicais da África, o mandril é grande, chega a 1 m de comprimento e 60 cm de altura. Pesa mais de 30 kg. Tem os pelos verde–oliva e a face e traseiro multicoloridos. O focinho é vermelho, com os lados azuis, bigodes brancos e uma barba comprida alaranjada. Os machos são mais vistosos e as cores ficam ainda mais fortes quando ameaçam um predador ou um concorrente e querem conquistar uma fêmea.   

Além do colorido, têm dentes caninos compridos e fortes que assustam até seu predador, o leopardo, que só se arrisca a atacar filhotes.

Vive em bandos com centenas de membros, principalmente fêmeas, filhotes e jovens liderados por um macho dominante. Suas cores ajudam na visão e deslocamento dos membros do grupo no meio da floresta. Outros machos adultos vivem solitários.

Por serem grandes, a vida no alto das árvores é mais difícil. Passam a maior parte do tempo no chão, trepando nos galhos só para dormir. 

Palavras que combinam

As rimas são repetições de sons iguais ou parecidos no final das palavras.

Elas costumam ser usadas nas poesias e ajudam a dar a elas um ritmo, fazendo com que soem como uma música. Nas poesias, cada frase é chamada de verso.

Leia esses simples versinhos que escrevi para o mandril e sublinhe as rimas:

O mandril

Nada sutil

O senhor mandril

com seu corpanzil

traseiro escarlate

e azul anil !

Agora é a sua vez de rimar, completando os versinhos abaixo.

Você pode criar suas próprias rimas ou usar algumas dessas características do nosso curioso mandril: hostil, varonil, peitoril, vil, gentil….

TAMBORIL – O peixe-sapo

Bem lá no fundo do mar, vive o tamboril, solitário e quieto. Com seu corpo achatado pode ficar escondido facilmente, confundindo-se com a areia e as algas. Ele pode ser bem grande, com mais de 1 m de comprimento, mas seu corpo se resume praticamente a uma grande cabeça na forma de bolha e uma boca rasgada em semicírculo, com dentes grandes e pontiagudos, virados para dentro. É assustador e costumava ser devolvido ao mar pelos pescadores que o chamavam de peixe-demônio. Até descobrirem que debaixo de sua pele grossa ele tem uma carne branquinha, muito saborosa.

Nas costas o tamboril tem uma barbatana que serve como uma vara de pescar pois a ponta é uma bolinha carnosa, funcionando como uma isca, com bactérias que emitem luz e atraem a presa que fica grudada frente a sua boca escancarada. Ele também é chamado de peixe-sapo por causa dela. 

Sua maneira de caçar é diferente de todos os outros peixes. Ele fica escondido, quieto, na tocaia. Não nada rapidamente, mas “anda” vagaroso bem lá no fundo mar graças a barbatanas peitorais que atuam como se fossem “mãozinhas”. Quando percebe uma presa, sua isca brilha na água escura.

Embora pareça preguiçoso, o tamboril é na verdade um predador agressivo. Peixes e crustáceos não podem escapar da prisão de seus dentes e são engolidos inteiros.  O estômago do tamboril pode inclusive se dilatar para receber presas bem grandes.

Feio, vagaroso e  hostil, porém uma deliciosa iguaria!

Palavras opostas

Os antônimos são palavras que têm sentido oposto ou contrário.

Aproveitando as características do tamboril, encontre os antônimos juntando cada letra com o número correspondente à palavra com significado contrário.

Um trio de amigos

Usamos a letra I maiúscula para iniciar o nome das pessoas.

Usamos a letra i minúscula em sílabas no meio ou no fim das palavras:

Ilza gosta de passear nos parques e  observar passarinhos.

Adilson já preparou um tamboril de 10 kg! E encontrou na barriga uma ave marinha! Será mentira de pescador?

Jamil trabalha no Zoológico e gosta especialmente de cuidar do macaco mandril.

Juntando as ideias

Ligue as palavras de cada coluna de maneira que combinem entre si e descubra qual é o trabalho de cada um dos três amigos.

Para finalizar, mais versinhos:

Quadrilha

Rosilda quer dançar com Adilson

que prefere dançar com Romilda,   

que só quer ser par do Edilson.

Só mesmo o sempre Gentil

ficou bem  com Abigail!

Apresentando Qui qui – O muriqui

Com QUI escrevo:

O MURIQUI

NO ALTO DO JEQUITIBÁ               

UMA TRUPE DE EQUILIBRISTAS           

BALANÇA, BAMBOLEIA, DÁ SALTOS.        

QUE NOTÁVEIS TRAPEZISTAS!               

—–

SÃO MACACOS MURIQUIS

E SE VOCÊ PENSA QUE               

VIVEM DE MACAQUICES,               

TRAQUINAGENS E MOMICES.             

 ESQUEÇA!   

—–

NA VERDADE

SÃO BEM TRANQUILOS,

NA MAIOR PARTE DO TEMPO

FAZEM “BOLINHOS”

E FICAM QUIETINHOS.

—–

GOSTAM MESMO DE

FAZER UMA BOQUINHA,

ACHAR UMA BOA FORQUILHA

E TIRAR UMA SONEQUINHA.

O que é isso?

TRUPE –  Grupo de artistas que se apresenta em conjunto nos espetáculos de circo ou teatro, equipe de artistas.

TRAQUINAGENS – travessuras, peraltices.

MOMICES – Caretas, trejeitos próprios dos palhaços.

BOLINHOS – Nome dado ao comportamento dos muriquis que costumam se abraçar  em grupo, abraço coletivo.

BOQUINHA – Refeição ligeira, petisco, a expressão “fazer uma boquinha” significa “comer um pouco”.

FORQUILHA – Galho que tem três pontas.


Curiosidades de mundo animal

O muriqui

O muriqui é o maior macaco em todo o continente americano. Nativo do Brasil, vive apenas na Mata Atlântica, preferindo as árvores mais altas. Entre as copas fechadas eles se deslocam, procuram alimento, balançam tranquilamente nos galhos e dormem.

Os machos podem chegar a mais de 1 m de altura, mais a cauda com  aproximadamente o mesmo tamanho. Pesam entre 8 a 15 kg. As fêmeas são um pouco menores.

Eles têm braços  compridos e finos, bem como as pernas, capazes de dar pulos de até 10 m. A cauda é preênsil, funcionando como uma terceira mão, com a qual consegue se agarrar nos galhos para apanhar frutas e também  folhas, flores, néctar e pólen,  cipós e sementes. Com as mãos em cuia, recolhem água para beber que fica represada em buracos dos troncos. Descem pouco para explorar o chão, aproveitando para comer samambaias e bambus. Depois de comerem, descansam na sombra dos galhos e dormem boa parte do dia.
Por causa da sua alimentação variada descartam do alto das árvores muitas sementes diferentes que caem no chão e germinam, por isso os muriquis são um dos maiores jardineiros restauradores da floresta.

Estão sempre em bandos, passando todo o tempo juntos,  sem um macho dominante e  nenhuma agressividade entre eles. Gostam de pular em grupo entre os galhos, subir uns sobre os outros e dar abraços, inclusive coletivos. São as fêmeas que deixam seu bando para acasalar e formar uma nova família, procurando companheiros em outro grupo, sem que os machos briguem por ela. 

Existem duas espécies de muriquis.

O muriqui-do-sul vive em trechos da Serra do Mar, em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná  e Minas Gerais.

O muriqui-do-norte vive na Serra da Mantiqueira, em trechos isolados de floresta da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Eles têm algumas diferenças. A pelagem dos dois é espessa e macia, bege e com um anel mais claro ao redor da face. Mas esta é toda preta no muriqui-do-sul e com manchas brancas nos adultos do norte. Por isso são chamados de mono-carvoeiros, sendo o do norte também conhecido como mono-de-cara-manchada.

Ambos são barrigudos e o muriqui-do-sul não tem o dedo polegar.


Salvando os muriquis

Existem vários projetos para salvar os muriquis.

Em Minas Gerais, o Muriqui Instituto de BiodiversidadeMIB criou o programa “Montanha dos Muriquis” para conservação do muriqui-do-norte.

Um bom grupo deles vive na Unidade de Conservação  Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, que pertence a Serra da Mantiqueira,  onde são monitorados através de drones e armadilhas fotográficas. Além de mapear a população, o projeto pesquisa as principais ameaças para a sobrevivência dos muriquis, resgata aqueles que vivem isolados para que sejam integrados a um bando e divulga informações para as comunidades que vivem próximo à montanha, que por sinal, você pode visitar com sua família para observar de perto os muriquis. O MIB conta com a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, que é o órgão do Governo que administra as Unidades de Conservação e das Fundações BiodiversitasGrupo Boticário, que também trabalham para a proteção da natureza em propriedades particulares. Veja em: www.mib.org.br

Em São Paulo, a Associação  Pró-Muriqui coordena o maior estudo sobre os muriquis-do-sul no  Parque Estadual Carlos Botelho. Este parque é uma das  Unidades de Conservação mais importantes para os muriquis porque forma  um corredor ecológico, que liga trechos da Mata Atlântica entre os municípios de Capão Bonito, São Miguel Arcanjo e Sete Barras, onde vivem os grupos de muriquis-do-sul. Os cientistas acreditam que apesar dos desmatamentos para formação de pastagens e lavouras, que levaram a perda do habitat e ao isolamento  das populações, a proteção neste corredor une os pedaços da floresta e pode levar a uma interação entre os bandos e aumento de grupos familiares, que passam a habitar novos espaços. A Fundação Florestal –  Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo trabalha para a proteção e ampliação das áreas de Mata Atlântica e incentiva projetos de Educação Ambiental. Um dos mais interessantes é a prática de observação de primatas. Você pode visitar e conhecer os muriquis no Parque Estadual Carlos Botelho. Para se preparar, você pode consultar o Guia de Observação de Primatas de São Paulo, um ótimo manual prático para  identificar as espécies e a ocorrência em alguns parques paulistas. Veja em:

 www.promuriqui.org.br   http://s.ambiente.sp.gov.br/proprimatas/GUIAPRIMATAS

Muriqui-do-norte – MIB -MG Muriqui-do-sul – Fundação Florestal – SP

Escrevendo com Qui qui

Vamos  lembrar nomes de animais que têm a sílaba QUI.

Você certamente conhece o ESQUILO.

Mas já tinha ouvido falar do QUIRIQUIRI? 

O quiriquiri é uma das menores aves de rapina do Brasil, também conhecido como gavião-mirim. Ou gavião-carijó, porque tem o corpo cheio de pintinhas pretas.

Ele é um bom controlador de pragas porque se alimenta de insetos, cobrinhas, lagartinhos, passarinhos e pequenos roedores como ratos e esquilos, que atacam as plantações.

 Diferente das aves que preferem se abrigar nas copas das árvores das florestas, ele prefere viver em campos abertos e até pode ser avistado empoleirado em postes em plena cidade!

Leia em voz alta bem lentamente e preste atenção em como dividimos as palavras em pequenas partes conforme aparecem as vogais.

  

Agora é com você.

Separe as sílabas dos nomes abaixo, encaixando em seu conjunto de quadrinhos.

Fazendo diminutivos

Com a sílaba QUI fazemos os diminutivos de algumas palavras terminadas em CA ou CO.

Agora é com você.

Aproveitando, vamos conhecer esses vizinhos lá na Mata Atlântica para fazer seus diminutivos.

O macuco

 O macuco é a maior ave da Mata Atlântica. Tem o corpo na forma de um ovo, com cerca de 50 cm de altura e 2 kg de peso. Pense numa ave meio parecida com uma galinha grande. Suas penas são na maioria cinzentas e esverdeadas, riscadas de preto nas asas e formando desenhos na direção da cauda. É difícil avistar um macuco pois fica escondido no mato, geralmente sozinho. Quando começa a escurecer sai perambulando atrás de comida. Ele gosta de frutas, sementes, vermes e insetos. É uma ave que não voa, apenas bate as asas quando quer empoleirar em um galho para dormir ou conquistar uma companheira. É o papai macuco que cuida dos ovos, entre 3 a 5, que ficam num ninho entre as raízes das árvores ou em troncos caídos, perto de riachos e de lugares acidentados como encostas e buracos para melhor se proteger dos predadores.

O macuco é mais um habitante da floresta ameaçado de extinção por causa dos desmatamentos.

 Agora faça o diminutivo, desembaralhando as sílabas.

É fácil! Só ver o exemplo ali em cima, afinal macaco e macuco são palavras bem parecidas!

A cambacica

A cambacica é mais uma ave solitária da Mata Atlântica.É um passarinho bem bonito, com 10 a 12cm, pesando cerca de 10 grs. Tem as costas, asas e cauda de cor  marrom  bem escuro e o peito amarelo. A cabeça é coroada de penas pretas, que também formam uma faixa na face. Sobre os olhos tem uma faixa branca. O bico é curvo e pontudo, bom para perfurar o cálice das flores em busca de néctar, bem do jeito que fazem os beija-flores. Também gosta bastante de frutas. Um comportamento curioso da cambacica é seu hábito de tomar muitos banhos para se limpar depois das refeições, já que fica toda lambuzada de néctar!

Geralmente ela é vista solitária em pedaços mais abertos da mata onde pode encontrar as  flores de que tanto gosta e aparece também nos quintais das casas em plena cidade.

Faz dois tipos de ninhos na forma de uma esfera, um mais simples para dormir durante a noite e outro mais bem acabado, feito com palha, capim, folhas e teias de aranha, com uma entrada pequena e bem protegida para chocar dois a três ovos.

Agora fica um desafio! Desembaralhe as sílabas do diminutivo bem compriiido para este pequeno passarinho.

Para finaliza:

O QUE É , O QUE É ?

  • O macuco é uma das maiores aves da Mata Atlântica, mas o que a cambacica tem maior que ele?
  • A anta é o maior mamífero terrestre da nossa fauna, mas o que o muriqui tem maior do que ela?

Respostas:

O nome, pois macuco tem 6 letras e 3 sílabas, enquanto cambacica tem 9 letras e 4 sílabas.

Já a palavra anta tem apenas 4 letras e 2 sílabas, enquanto muriqui tem 7 letras e 3 sílabas.

Uma resposta correta para a segunda pergunta também seria o tamanho da cauda, pois a anta tem apenas um rabinho enquanto a cauda do muriqui pode ter mais de um metro.

Apresentando Gui – gui O sagui

Com GUI escrevo:

O SAGUI

—–

LÁ DO ALTO

A ÁGUIA

ESPREITA.

—–

CÁ NO MATO

A COBRA

CHACOALHA O GUIZO.

—–

-IH! IH!

GUINCHA O SAGUI.

_ QUE ENGUIÇO!

MELHOR UM CHÁ

DE SUMIÇO!

O que é isso?

  • ESPREITA – Ato de observar com atenção, espionar.
  • GUIZO – Chocalho na cauda da cascavel.
  • GUINCHA – Grito dos saguis.
  • ENGUIÇO – Mau agouro, má sorte, azar.

Curiosidades do mundo animal

O sagui

Existem várias espécies de saguis, macaquinhos do tamanho mais ou menos de uma régua de 30 cm, pesando menos de meio quilo. Eles são os animais que mais se adaptaram a viver entre os galhos das árvores nas florestas. São encontrados em todas as regiões do Brasil.

Os saguis têm as pernas maiores que os braços para poder pular rapidamente e desaparecer no meio da folhagem; dedos com garras para se firmar bem e uma cauda comprida para manter o equilíbrio, mas que não funciona para ficar pendurado nos galhos como acontece com outros macacos. 

Os pelos são macios, com tufos ao redor das orelhas e podem variar bastante de cor, conforme a espécie. 

Vivem em bandos de até 15 companheiros e se comunicam com assobios e guinchos para marcar território e assustar predadores. Durante o dia, são irrequietos, brincam, cuidam uns dos outros, fazendo a catação de parasitas como carrapatos. Caçam com movimentos rápidos insetos, pequenos lagartos, sapinhos e rãzinhas, filhotes de passarinhos e até pequenos mamíferos. Com seus dentinhos pontiagudos roem sementes. Gostam bastante de frutas, flores e da goma que chupam da casca das árvores.

Só descem ao chão para beber água e assim, evitam predadores.

Existem várias espécies de saguis. Os mais conhecidos são o sagui-de-tufos-brancos, o sagui-de-tufos-pretos, o sagui-da-serra e o mico–estrela, com seu tufo de pelos brancos em forma de estrela, bem no meio da testa, facilmente avistado nos parques. O mico–leão-dourado, por sua vez, é o mais famoso por representar os animais da nossa fauna que estão em risco de extinção.  


O Centro Nacional de Primatas – CENP, no Pará, faz pesquisas e ações para a conservação dos macacos da nossa fauna, como os saguis. Conheça seu trabalho e as espécies de primatas da nossa fauna em: www.cenp.gov.br

      

Sagui-de-tufo-branco – CENP – PA

Traquinagens de saguis

Um bando pode ter dezenas de saguis.

Os filhotes pequenos ficam agarrados nas costas da mãe ou de um dos machos do grupo durante 6 ou 7 semanas e depois disso já pulam pelos galhos.

Mesmo livres na natureza, são curiosos e aproximam-se das pessoas, aceitando qualquer comida. Mas não alimente os saguis! Eles são animais silvestres e podem ficar doentes. Também não se deixe enganar. Assustados podem atacar e morder.

Quando vivem próximos do homem invadem as casas, roubam comida, acabam quebrando e sujando o que encontram pela frente. São perseguidos pelos cachorros.

Na natureza são atacados por felinos, aves e até pelos pequenos gambás.  

Pinte todos os saguis na floresta e responda:

1. Quantos saguis tem esse bando?

2. Quantos estão nas copas das árvores? Por que  alguns desceram de lá?

3. Se ao fazer um piquenique num parque, alguns simpáticos saguis se aproximarem, você pode dar a eles alguma guloseima?

Escrevendo com Gui-gui

Tal como os saguis, outros animais também vivem na copa das árvores e pouco descem até o chão. Eles são chamados de arborícolas.

Veja esses dois exemplos:

O bicho-preguiça você certamente já conhece.

O guigó  é um macaquinho que vive apenas na Mata Atlântica. Ele é um pouco maior que o sagui, tem pelos claros no corpo, a testa e as orelhas pretas e uma cauda comprida e alaranjada. Ele só aceita o seu próprio bando e grita bastante para marcar seu território.

Vamos aproveitar os nomes desses animais arborícolas para estudar mais um pouco o uso da sílaba GUI. Leia em voz alta e devagar. Repare como você divide as palavras em pequenas partes ou grupos de sons, conforme aparecem as vogais.

Você reparou que ao falar SAGUI, pronunciamos a vogal /u/?

Na maioria das palavras com a sílaba GUI isto não acontece. Note que ao falarmos GUIGÓ ou PREGUIÇA o som /u/ não fica destacado. Mas precisamos da vogal U quando escrevemos, formando a sílaba GUI, porque ela indica a diferença com o som da sílaba GI como em GiRAFA.

O som GUI pertence à família GA GUE GUI GO GU.

Parece complicado? Nem tanto.

Veja como você separa as sílabas facilmente nesse outro exemplo, encaixando nos quadrinhos:

O guirá é um rato que também vive nas árvores. Ele é muito difícil de ser avistado, pois tem hábitos noturnos e fica bem camuflado no meio das folhas, seu alimento preferido. Ele também é chamado de rato-de-espinho-das-árvores porque tem pelos duros que parecem espinhos.

 

Diminutivos com GUI

Com GUI fazemos diminutivos de palavras terminadas em GA ou GO.

Siga o modelo e faça você também:

Mais encontros da vogal I

Os encontros de vogais, sempre na mesma sílaba, são chamados de ditongos.

Nesses encontros a vogal mais importante é a que pronunciamos com mais força.

Agora leia novamente em voz alta e repare bem qual é a vogal mais forte.

SAGUI                                 BUGIO-RUIVO

Nesses dois nomes aparece o encontro das vogais U + I.

Mas repare que ao falar SAGUI você deu mais força para a vogal I.

Já ao falar RUIVO a vogal mais forte é U. 

Mas mesmo assim, nos dois casos falamos as vogais sempre juntas.

Não separamos SA-GU-I ou RU-I-VO.

Nos ditongos, a vogal mais fraca é chamada de semivogal.

A vogal I é uma semivogal, nos seguintes ditongos:

Escrevendo com  AI    EI    OI    UI

O caiarara só existe no Brasil, na nossa Floresta Amazônica. Vive no alto das árvores, andando entre os galhos sobre as quatro patas. Seu tamanho é mediano, com 30 a 60cm de altura, mas é robusto, pode pesar até 5kg. Os braços e pernas são compridos e a cauda pode medir até mais que seu corpo e é semi prêensil. Tem o polegar em oposição, uma grande vantagem para se alimentar e usar ferramentas. Inteligente, usa varas ou pedras para conseguir frutas e sementes. Também gosta de insetos, dos passarinhos e seus ovos e outros animais pequenos como ratinhos e lagartos.  Não tem topete com tufo como outros macacos, mas o topo da cabeça tem pelos mais escuros. Vive em bandos, sem moradia fixa, raramente descendo até o chão. Infelizmente corre risco de extinção. 

Esse outro macaquinho da Amazônia, mede entre 25 a 30cm e pesa entre 600 a 800grs. Tem o corpo cinzento e esverdeado, a cabeça e o focinho pretos, os olhos rodeados de branco. A cauda é comprida mas não é preênsil, não serve como outra mão para se agarrar nos galhos, mas ajuda para se equilibrar e se enrolar enquanto dorme, pois não gosta de frio. Cuida da própria higiene, alisando os pelos e lavando a cauda com o próprio  xixi, daí o seu nome, embora seu “perfume” não seja tão agradável. Tem hábitos diurnos, preferindo ficar entre os galhos do meio ou mais baixos das copas. Pula entre eles, usando as 4 patas, por isso é chamado de macaco–esquilo. Gosta de frutas, insetos e aranhas. Vive em bandos.

Também nativo do Brasil, o macaco-da-noite vive na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal. Pequeno, mede em torno de 34cm e pesa pouco mais de 1kg. As pernas são maiores que os braços facilitando suas andanças entre os galhos das árvores. É o único macaco da nossa fauna com hábitos noturnos. Fica sempre no mesmo esconderijo, num tronco oco, meio sonolento. Nunca dorme profundamente para ficar alerta ao perigo. À noitinha sai à procura de frutas, folhas, néctar, flores e   insetos. Tem os olhos grandes e redondos, bons para enxergar à noite. Nas costas, os pelos são marrons e acinzentados, ajudando-o a ficar camuflado nas sombras. A barriga é alaranjada e a cabeça tem três listras pretas que se encontram no meio da testa e manchas brancas ao redor dos olhos.

Os bugios vivem na Mata Atlântica. São grandalhões, os machos mais do que as fêmeas, com altura entre 50 a 70cm e peso entre 5 a 12kg. Eles são diferentes na cor, os machos variando entre uma pelagem ruiva, avermelhada ou alaranjada e as fêmeas de cor marrom. Os machos também são mais peludos e apresentam uma barba grande o que lhes dá também o nome de macaco barbado. Arborícolas, ocupam tanto galhos mais altos  como  baixos e descem ao chão para beber água. Sua alimentação é bem interessante pois quase só comem  folhas e em menor quantidade, flores,frutas e sementes. Por isso têm pouca atividade, passando a maior parte do dia deitados entre os galhos. Vivem em bandos com um macho dominante e para marcar seu território gritam tão alto que podem ser ouvidos a quilômetros de distância.

Mais ditongos

Agora vamos passarinhar! Complete os nomes das aves com ditongos e ligue cada figura a seu nome.

Atenção! Vem aí outro encontro entre vogais e desta vez o I ganhou mais força, não é mais uma semivogal!

Recado do TIZIU!

O menor macaco do mundo

O menor macaco do mundo é um saguizinho da Amazônia, o sagui–pigmeu ou sagui–leãozinho, pesando apenas 130grs e com 15cm de comprimento mais a cauda, com o mesmo tamanho, um verdadeiro “pequeno polegar”.

Vive em bandos, com um macho dominante, sua companheira  e os filhotes. Eles têm garras afiadas, boas para escalar até bem alto nas árvores, onde muitos macacos maiores não conseguem chegar. 

Como são capazes de girar a cabeça de lado a lado, percebem os predadores com facilidade. Por serem tão pequenos e viverem escondidos na folhagem não são avistados com facilidade, mas mesmo assim são muito procurados por caçadores para serem vendidos, o que não é permitido! 

Mas podem ser criados legalmente em cativeiro, para servirem como animal de estimação, embora seu comportamento não seja muito amigável! Imagine uma criatura que vive em família na natureza, sendo separada dela. Você acha isto certo? Já na floresta, se acostumam a ficar na cabeça dos índios para catar piolhos!

No meio da galharia

Ajude o sagui a atravessar o labirinto e encontrar as frutas. Mas evite o esconderijo do ouriço – cacheiro! Ele pode se assustar e soltar seus espinhos!

Para terminar, uma homenagem aos nossos amigos, os divertidos macacos.

Parlenda

MEIO DIA

MACACO ASSOBIA

COMIDA NO FOGO

BARRIGA VAZIA!

Almanaque do I – Apresentando a letra I – A irara

A letra I é a terceira vogal. No alfabeto ocupa a nona posição.

Como todas as letras pode ser escrita de várias formas: em bastão ou forma, cursiva ou manuscrita, maiúscula ou minúscula.

Uma das maneiras mais comuns que usamos é a seguinte:

                    

Pinte usando duas cores diferentes para indicar as letras maiúsculas e minúsculas

Escreva com sua própria letra: I _________      i __________    

Um bicho raro

Ligue as letras do alfabeto e descubra um bicho da nossa fauna.

 

Escreva o nome para a legenda. Atenção! São 5 letras e 3 sílabas.

Dica: você pode usar os quadrinhos.

EM FAMÍLIA

DA ARIRANHA SOU PARENTE,

MAS NÃO VIVO EM ÁGUA CORRENTE.

SOU BEM MAIOR QUE A DONINHA,

MAIS FEROZ DO QUE O FURÃO

E NÃO SOU DE ESTIMAÇÃO

SOU A       _______________________________.

Se você ainda não descobriu qual o nome deste bicho, veja a próxima atividade.

Labirinto do I

Ajude a IRARA a alcançar sua iguaria preferida.

Com I escrevo:

A IRARA

A IRARA

VIVE IRADA

POR ONDE PASSA

DEIXA INHACA

NOITE E DIA

QUER IGUARIAS

IÇÁS, IRATAUÁS 

SAGUIS, QUATIS…

PARA ADOÇAR,

SAPOTI OU AÇAÍ

COM SORTE,

MEL DE ABELHA JATAÍ!

Ih…    O que é isso?

  • IRADA –  Raivosa, agressiva, irritada.
  • INHACA – Cheiro ruim, fedido, expelido para marcar território; catinga.
  • IGUARIAS – Comidas gostosas, gulodices, petiscos.
  • IRATAUÁ – Pássaro amarelo e preto, vive em alagados na Amazônia.
  • SAPOTI – Fruta nativa nas matas, de sabor adocicado.

Curiosidades do mundo animal

A irara

 A irara é pouco conhecida, raramente avistada, apesar de viver em todo o Brasil: na Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e até mesmo nas regiões mais secas da Caatinga. 

 Tem o corpo comprido e esguio, pescoço longo, cabeça larga com orelhas pequenas e arredondadas, focinho curto, bigodes. A pelagem é em geral marrom escuro, com manchas claras na cabeça e garganta. Mede cerca de 60 cm, com mais uma cauda peluda de quase 1 m e pesa entre 3 a 7 kg.

 É um animal típico de floresta, constrói tocas em ocos de árvores ou aproveita buracos cavados por outros animais para descansar nas horas quentes do dia. Mas é muito ativa, anda dia e noite à procura de todo tipo de comida. Gosta especialmente de mel e frutas doces como a da embaúba, mamão e manga.

Escala as árvores com facilidade, prendendo–se aos galhos com garras afiadas e usando a cauda para se equilibrar. Com as patas dianteiras vai girando a fruta até que ela se desprenda e quando quer descer, é capaz de virar as pernas de forma a voltar para o chão com a cabeça para baixo. 

É uma caçadora rápida e agressiva. Sempre atenta, usa o olfato para se orientar. Ataca desde insetos como grilos, besouros e cigarras; pequenos animais como lagartos, ratos, gambás e esquilos a presas maiores como macacos, quatis e preguiças. 

Marca por onde passa com um cheiro ruim. Se perseguida, foge no meio do mato ou sobe nas árvores, vencendo grandes distâncias pulando de galho em galho.

Os biomas – A  Mata Atlântica

A  palavra Bioma é formada na verdade de duas partes:  “bio” quer dizer “vida” e  “oma”  significa “grupo”

Então, para entender o que é um bioma você precisa pensar numa grande região onde plantas e animais se adaptam a condições especiais do clima e do solo, formando um grupo ou comunidade. A Mata Atlântica é o segundo maior bioma  do Brasil, perdendo em tamanho apenas para a Amazônia. Seu nome vem do fato de ocupar toda a faixa  do nosso litoral, banhado justamente pelo Oceano Atlântico, mas da beira do mar ela vai subindo pelas encostas das serras e  entrando pelas  terras mais altas e  planas do interior do nosso país. Na verdade o bioma não é formado apenas de mata ou floresta, mas também de ambientes diferentes, com sua própria vegetação e fauna.

Nas praias e nas restingas, depósitos de areia ao lado delas, as plantas se adaptam ao vento forte e ao solo pobre, com muito sal. Podem ser plantas rasteiras,  arbustos e algumas árvores pequenas, além dos coqueiros.

No encontro entre o mar e os rios formam-se os manguezais, onde o solo muda conforme as marés, mas é sempre úmido pela mistura  de água doce e salgada. Para poderem se fixar no pântano as árvores têm grandes raízes aéreas.

Ao longo da costa, nas chamadas terras baixas – as planícies – se estende a floresta tropical,  sempre verde e úmida por causa do clima quente e da grande quantidade de chuva.  Árvores muito altas entrelaçam as suas copas deixando a floresta muito densa e fechada.  Abaixo delas crescem árvores menores com flores perfumadas, como os ipês e quaresmeiras ou  com frutas saborosas como as pitangas, jabuticabas, goiabas, cambucis, uvaias… e também as palmeiras. Trepadeiras, orquídeas e bromélias  se enroscam nos galhos. O chão é forrado pelas samambaias.

Subindo as encostas das serras, a medida que vão chegando as terras mais altas – os planaltos – as estações vão ficando  mais definidas, com tempo de chuva e de seca. As florestas são mais abertas, entremeadas de campos. As árvores são menores, com troncos mais finos e  podem perder as folhas no inverno.  No sul, onde faz muito frio,  aparecem as araucárias, com seus gostosos pinhões. 

Você pode imaginar a infinidade de animais nesta  grande variedade de ambientes! 

Infelizmente a  Mata Atlântica é o bioma que mais perdeu espaço para as cidades e a agricultura. Os pedaços que sobraram estão protegidos por lei, como Unidades de Conservação, as Reservas e Parques que podermos visitar.

“Ilhas”  ou fragmentos de floresta

A maior parte da Mata Atlântica na verdade está espalhada em pequenas matas nativas  em sítios e fazendas, rodeadas de terras desmatadas para plantações e criação de animais. Para essas “ilhas” também foram criados programas de conservação.

Um deles é o Projeto Conexão Mata Atlântica, mantido pelo Governo Federal, através do  Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT, em parceria com órgãos ambientais nos estados de  São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Projeto transforma agricultores em prestadores de serviços ambientais. Eles passam a receber um pagamento para cuidar de nascentes em suas terras, coletar sementes, formar mudas, reflorestar, adotar práticas agrícolas que não prejudiquem tanto o meio-ambiente e até monitorar a presença de animais através de armadilhas fotográficas, pois eles são um indicador importante da conservação da mata. Veja em: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/conexao/2020/09/monitoramento-de-grandes-mamiferos/

Irara – Registro na Estação Ecológica de Bananal – SP -Projeto Conexão Mata Atlântica

Ameaças para a irara

O desmatamento é a principal causa de ameaça de extinção das iraras.

Com a ocupação de partes das florestas por campos de cultivo, as iraras se aproximam do homem. Geralmente estão sozinhas, pois têm hábitos solitários, mas às vezes, uma mãe pode estar acompanhada de um ou dois filhotes. 

Elas acabam invadindo pomares e plantações de cana e milho e áreas de criação de abelhas. São caçadas e envenenadas, quando não morrem atropeladas. 

Um dia da caça, outro do caçador

Numere os quadrinhos pela ordem da sequência dos acontecimentos.

Escrevendo com I – i

De onde vem as palavras?

Algumas das palavras nos quadros acima são da Língua Tupi-Guarani, a principal língua indígena falada aqui no Brasil na época da chegada dos portugueses.

Muitas palavras da língua dos índios foram incorporadas ao Português, principalmente os nomes das plantas e animais que eram até então desconhecidos.

Muitos desses nomes têm o mesmo começo.

Na Língua Tupi IRA quer dizer MEL e ITA quer dizer PEDRA.

Veja como outros nomes foram formados:

Na ilha

• O mar: abriga e alimenta uma infinidade de animais marinhos como corais, peixes, baleias, golfinhos….

• A restinga: nos depósitos de areia, as tartarugas desovam, as gaivotas fazem ninhos, a coruja–buraqueira e o caranguejo maria–farinha se escondem em buracos… 

• O manguezal: no pântano, entre a terra e o mar, a mistura de água doce e salgada é o berçário de caranguejos, siris, mariscos, atraindo a visita dos gaviões e guaxinins.

• A floresta: na floresta vive a maior diversidade de animais como jacutingas, iguanas, esquilos, cutias, quatis, saguis, micos–leões …

Desembaralhe as sílabas e numere conforme o habitat de cada animal:  

Diminutivos

A vogal i aparece em terminações que formam diminutivos como :

-inho -inha    ou     -zinho -zinha

Na mata:

Agora é a sua vez de escrever os diminutivos.

Na praia:

Irarinhas

Uma irara tem dois a três filhotes a cada gestação.

Eles nascem cegos, com dentinhos fracos e precisam de alimentos bem mastigados pela mãe, como uma papinha.

Assinale alguns alimentos bons para as irarinhas.

Para terminar, especialmente para quem gosta de passear na praia!

O que é, o que é?

Está no começo da ilha, no meio da restinga e no fim do sambaqui.

   

       

  

Apresentando ez – A lagarta-xadrez

A LAGARTA-XADREZ

—–

PEQUENEZ

MACIEZ

—–

AVIDEZ

RAPIDEZ

—–

MADUREZ

RIGIDEZ  

—–

FIXIDEZ

PLACIDEZ

—–

EIS A LAGARTA–XADREZ

Ei! Palavras estranhas?

Veja o significado:

PEQUENEZ – Fase do começo do crescimento.

AVIDEZ – Muita vontade de comer.

MADUREZ – Fase final do crescimento.

RIGIDEZ – Qualidade do que é firme, duro.

FIXIDEZ– Capacidade de se fixar, prender com firmeza.

PLACIDEZ –Estado de tranquilidade, serenidade, sossego.

Curiosidades do mundo animal

A lagarta–xadrez

A lagarta–xadrez, também chamada mandruvá, é a larva de uma borboleta grande, que vive nas folhas dos coqueiros.

A borboleta fica escondida durante o dia e à noite, coloca cerca de duzentos ovos na face inferior das folhas. Depois de vinte a vinte e cinco dias, nascem as lagartinhas, larvas das futuras novas borboletas.

Tal como as borboletas, as lagartas também são noturnas. Durante o dia ficam todas juntas, abrigando–se numa espécie de ninho, feito com pedaços das folhas unidos com fios de seda, que elas fabricam.

Sua presença é descoberta porque as folhas do coqueiro vão ficando peladas e o chão se enche de fezes na forma de pelotas, pois a vida das lagartas se resume a comer e expelir os restos durante toda a noite, durante 150 dias. 

Seu corpo nada mais é que um par de mandíbulas fortes, capazes de picotar folhas com rapidez e uma espécie de saco elástico. À medida que crescem, vão aumentando também o ninho onde se abrigam.

De tanto comer chegam a 6 ou 8 cm. A cabeça é vermelha e o corpo esverdeado, com listras que mudam de cor durante o crescimento, em tons de marrom, vermelho ou roxo e uma leve camada de pelinhos claros, as cerdas.  Importante dizer que esses pelos não causam queimaduras ou qualquer mal, como acontece com outras espécies de lagartas.

Ao final do seu crescimento, abandonam o coqueiro e podem ser vistas pelo chão. Elas se prendem em muros ou outras árvores e então a pele se rasga e a larva se desfaz da sua roupa de lagarta, revelando a pupa ou crisálida que é dura e lisa.

A vida parece em suspenso, mas grandes mudanças vão acontecer! 

O Instituto Biológico de São Paulo – IB é um grande centro de pesquisas dedicado a estudos e divulgação de tecnologias e soluções para a agricultura, como o controle das pragas que atacam as plantações. Atuando para o desenvolvimento e a produção de alimentos, realiza um importante trabalho para nossa saúde e bem-estar, para a inclusão social e a preservação ambiental.

O Instituto também mantém o Museu do Inseto, único Jardim Zoológico de Insetos, autorizado pelo IBAMA e Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. Veja em: https://planeta inseto.com.br

Lagarta-xadrez – Instituto Biológico – SP


Postura de ovos da borboleta

Qual é a regra para aumentar o número de ovos? Complete a sequência.

Metamorfose

Metamorfose é a mudança na forma e nas funções durante o ciclo de vida de alguns animais, como acontece com as borboletas antes de se tornarem adultas. 

Tudo começa com a postura de ovos sobre uma folha. Deles surgem as lagartas que comem vorazmente as folhas e crescem até sua casca se romper, revelando um pacotinho liso e duro, a crisálida ou pupa.

Na fase da pupa não há mais necessidade de alimento e muitas mudanças começam a acontecer dentro dela. O corpo inteiro da lagarta vai sendo desmontado e reconstruído até sua nova forma, a linda borboleta! 

Numere as figuras abaixo na sequência correta dessas mudanças.

Brincando com Geometria

Simetria

A Natureza é mesmo incrível! Além de bonitos, os desenhos e cores nas asas das borboletas são exatamente iguais nos dois lados das asas, como se refletidos num espelho.

A borboleta da lagarta xadrez é grande, com asas que chegam a medir 10 cm de envergadura, de cor marrom e atravessadas por uma faixa alaranjada.

Qual dos quadrinhos abaixo está correto, com as partes iguais à da borboleta?

Atenção! Lagartas venenosas!

As lagartas perigosas são bem peludas e coloridas. São as “taturanas”, palavra de origem indígena que quer dizer “parecido com fogo”.

No meio dos pelos, chamados cerdas, existem espinhos venenosos que se rompem quando a lagarta é tocada.

O veneno provoca uma queimação na pele e uma dor forte, além de inchaço, erupções e vermelhidão.

Por isto nunca brinque com lagartas! Se encostar em alguma sem querer, lave bem o lugar do toque e procure logo atendimento médico.

Brincando com geometria

Formando mosaicos

Complete os mosaicos e pinte usando as cores da lagarta-xadrez: a lista do meio deve ser vermelha e os quadradinhos podem alternar o marrom e o roxo.

Descobrindo as séries iguais

Assinale em cada quadro as duas séries de desenhos que são iguais.

Escrevendo com ez

No quadro abaixo estão escritas várias palavras em que as letras E e Z aparecem uma ao lado da outra, nessa ordem.

Separe essas palavras com um traço como no modelo.

Leia todas as palavras em voz alta com atenção, separando as sílabas.

Destaque no quadro as palavras que têm o som -ez.

Copie essas palavras nos quadrinhos abaixo, separando as sílabas.

Você notou?

  • A junção da consoante Z com a vogal E, formando o SOM – EZ ocorre apenas no final das palavras.
  • O som -EZ fica sempre na mesma sílaba.
  • A sílaba formada com o som -EZ tem a pronúncia mais forte.

Final com EZ ou com ÊS?

Leia as palavras abaixo e note que elas têm o final com o mesmo som, embora escritas de forma diferente.

FEZ    MÊS        XADREZ    CHINÊS

Como saber o jeito certo de escrever?

Duas situações podem servir como uma orientação:

  • A origem – De onde vem a palavra? 
  • A formação – Como a palavra é formada?

 A origem das palavras

Certas palavras são grandes “viajantes”.

As palavras com só uma sílaba não têm uma regra  especial de escrita. Elas terminam com Z ou S   conforme sua origem.

Veja o exemplo:

Algumas palavras com mais de uma sílaba também são viajantes.

Veja a origem de:

As pessoas viajam com seus nomes!

O final -EZ é usado em nomes com origem na língua espanhola.

Talvez você tenha um amigo JUAREZ ou uma amiga VALDEREZ.

Veja como se chamam esses três amigos mexicanos.

Por “ Dios”, seus nomes foram trocados!

O  primeiro não se chama Chávez.  O segundo não é o Sanchez. O primeiro também não se chama Rodriguez. Qual é o nome certo de cada um?

  1. ____________ 2.    ______________3.   ______________

Muitos nomes espanhóis são simplificados aqui no Brasil e são escritos com final S.

Você se lembra do famoso personagem do seriado mexicano, o “CHAVES”?

A formação das palavras

Certas palavras até parecem lagartas em metamorfose.

Elas também crescem e mudam!

Existem duas regras para formar novas palavras acrescentando finais -EZ ou -ÊS.

1º Regra: Uso do final -EZ:

Parece complicado, mas não é tanto. Veja os exemplos:

Os substantivos abstratos

Os substantivos abstratos indicam uma qualidade, um estado ou modo de ser. Não conseguimos formar na nossa mente uma imagem concreta dessas coisas pois elas são imateriais. Mas podemos entender que essas palavras só existem ligadas a outras que representam um ser ou objeto concreto.

Assim não podemos ver concretamente a RAPIDEZ mas, numa corrida sabemos reconhecer o atleta que ganha a dianteira e se torna o vencedor.

Descubra no quadro abaixo como as palavras podem ser transformadas em outras, ligando os adjetivos aos substantivos deles derivados. Abstratos, é claro!

-EZ e -EZA

Lembrete: Como -EZ também temos a terminação no feminino -EZA.

Ela também pode formar substantivos abstratos como:

TRISTE → TRISTEZA  ou CERTO → CERTEZA

2º Regra: Uso do final -ÊS:

Veja os exemplos:

Eu sei que todas essas regras parecem difíceis, mas não se preocupe muito.

Simplesmente leia bastante, tudo que você gosta: histórias, quadrinhos,  almanaques… pois com o hábito de ler, de tanto ver as palavras escritas, a memória visual fará com que elas fiquem gravadas na sua mente.

Ou então basta consultar nosso amigo dicionário!

Treinar também ajuda. Vamos lá! Complete as frases com as nacionalidades:

O PIKACHU É UM PERSONAGEM ___________________.

O COELHO PETER É UM PERSONAGEM ____________________.

-ÊS  e  -ESA

Lembrete: A terminação -ESA é usada para:

* Feminino das palavras terminadas em -Es como:

PORTUGUÊS → PORTUGUESA ou CAMPONÊS → CAMPONESA

* Feminino dos títulos de nobreza como:

PRÍNCIPE  →  PRINCESA       DUQUE  →  DUQUESA

* Substantivos relacionados a verbos terminados em -ENDER como:

DEFENDER  →  DEFESA SURPREENDER  →  SURPRESA

Plural das palavras terminadas em -ez  

Veja:  CHINÊS – CHINESES ENDEZ– ENDEZES

Passe a frase para o plural:

UM ESCOCÊS USA TRAJE XADREZ.

DOIS _______________________________________.


ENDEZ– ENDEZES

O que é  isso?

Pois veja você, temos aí uma palavra relacionada ao nosso tema dos animais.

Endez é o ovo que não é recolhido, mas deixado no ninho para servir de chamariz e atrair a galinha para que continue a pôr mais ovos.         

Veja o que aconteceu na fazenda:

Responda para o fazendeiro:

Se a cada postura uma galinha põe um ovo, quantas vezes o fazendeiro precisa deixar endezes para conseguir dez ovos?

Mais palavras com -EZ

Jogos e Brincadeira

Este é um jogo com dados.

Cada jogador lança dois dados e ganha aquele que faz um número maior do que dez, ou seja, a soma dos pontos passa de dez.

Esta é uma brincadeira com bola, jogada com as mãos.

Duas equipes, com quatro a cinco crianças, disputam para ver qual consegue passar dez vezes a bola de mão em mão. A cada dez passes a equipe marca um ponto e passa a bola para seus adversários.

Se a bola cair, a contagem de passes é anulada e a bola vai para a outra equipe.

Não é permitido tocar nos jogadores ou tirar a bola das suas mãos. Numa falta dessas, a equipe mantém seu número de passes e continua a contagem até dez.

A duração ou os pontos para a vitória devem ser decididos pelos jogadores.


E era uma vez uma lagarta-xadrez

Quem quer que eu conte outra vez?

Já que você sugeriu, encontre outra vez a lagarta-xadrez na cruzadinha abaixo e lembre outros bichos que vimos por aqui.

Cruzadinha da Vogal E

FIM do Almanaque do E

Vem aí o Almanaque do I!

Apresentando Es es – O esquilo-caxinguelê

ESQUILO-CAXINGUELÊ

—–

ESPERTO

ESQUIVO

—–

ESPEVITADO

ESBAFORIDO

—–

DESCONFIADO

ESBUGALHADO

—–

ESGUIO SERELEPE

QUATIMIRIM OU CAXINXE

——

EIS O ESQUILO–CAXINGUELÊ

Ei! Palavras estranhas?

    Veja o que significam:

CAXINGUELÊ – Palavra de origem africana, significa “rato de palmeira”.

ESQUIVO – Arisco, desconfiado.

ESPEVITADO – Atrevido, esperto, ativo.

ESBAFORIDO – Apressado, ofegante, cansado.

ESBUGALHADO – Olhos arregalados.

. SERELEPE – Outro nome para o esquilo-caxinguelê, o mesmo que esperto, buliçoso.

. QUATIMIRIM – De origem tupi, quati quer dizer nariz pontudo; quatimirim é o nome indígena para o caxinguelê, indicando um “quati” pequeno.

CAXINXE – Outro nome de origem africana para o caxinguelê, também indica pessoa baixinha, miúda.

Curiosidades do mundo animal

O esquilo–caxinguelê

    O esquilo–caxinguelê, também chamado serelepe, vive na copa das árvores da Floresta Amazônica ou da Mata Atlântica. É um animalzinho esperto e muitíssimo ligeiro, que passa o dia pulando nos galhos, subindo e descendo para procurar comida. 

    Tem os olhos grandes e arregalados, orelhas pequenas, pelo marrom e macio, cauda longa, que o ajuda a se equilibrar e também serve com um bom cobertor na hora de dormir e um guarda–sol durante o dia.

    Com apenas 20 cm da cabeça à cauda, escolhe árvores velhas, com buracos no tronco, onde pode se proteger, cuidar dos filhotes e guardar sementes e frutos secos.

    É um roedor incansável, pois precisa gastar os dentes da frente que sempre estão crescendo, por isso prefere alimentos duros, principalmente os coquinhos da palmeira jerivá, amêndoas de sapucaia, castanhas–do–pará e pinhões da araucária; mas também come ovos de passarinhos, cogumelos, frutas e pequenos insetos.

    Suas unhas afiadas servem para se agarrar nos troncos, fazer furinhos à procura de larvas de insetos e também para escavar a terra, pois tem o hábito de enterrar sementes para comer mais tarde. Graças ao seu olfato apurado ele sempre encontra o esconderijo quando o procura mas, muitas vezes acaba esquecendo as sementes enterradas e ela germinam. Por isso o pequeno caxinguelê é considerado um dos bons jardineiros da floresta. 

    Curiosamente, constrói ninhos entre os galhos, parecidos com os de passarinhos. A fêmea tem um a três filhotes a cada ano, que ficam protegidos durante seis semanas nos ocos feitos de toca. Logo estão livres, curiosos e agitados como os pais, preparados para saltar até 5 metros de distância e fugir correndo dos seus predadores, os felinos, macacos e aves de rapina.

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro mantém o Núcleo de Conservação da Fauna que realiza pesquisas, e protege os animais que vivem no parque, como o pequeno esquilo-caxinguelê, contribuindo para a preservação da espécie. Veja em : https://projetofauna.wordpress.com

Esquilo-caxinguelê e filhote – Jardim Botânico – RJ
Núcleo Profauna Foto Alexandre Machado

Na sapucaia

Assinale sete diferenças entre as figuras e depois responda:

1. Quantos esquilos vivem na sapucaia? 

2. Além das sementes, que outros alimentos podem ser encontrados por eles?

3. Por que os esquilos são considerados “jardineiros da floresta”?

4. Os esquilos são animais roedores e escavadores. Certo ou errado? Justifique.

Escrevendo com Es    es

Animais florestais

A floresta oferece proteção, abrigo e alimento para uma infinidade de animais.

Nas árvores mais altas os esquilos correm atarefados pelos galhos comendo e recolhendo frutos e sementes para armazenar.

O ouriço-cacheiro se esconde no meio da folhagem.

Os macacos  pulam de galho em galho  brincando e também aproveitando as frutas. Eles também gostam de  ovos e filhotes de passarinhos.

Os quatis também são bons para escalar as árvores a procura de um oco para fazer de ninho.

As aves têm a maior variedade de espécies e podem fazer ninhos bem no alto das árvores maiores, como as águias; aproveitar buracos nos troncos, como os papagaios ou tecer delicados cestinhos entre os ramos, como os belos passarinhos. Em geral as aves se deliciam com as frutas, mas também dão conta  de insetos. Uma multidão deles vive picando folhas em pedacinhos e roendo madeira. Atrás deles correm pequenos lagartos.

Por causa da sombra das árvores o solo da floresta nem sempre é rico em vegetação. Mas arbustos, capim, fungos e mesmo as folhas apodrecidas servem de proteção para as formigas, besouros, lesmas e caracóis. As cobras rastejam pelo capim e animais escavadores como ratos-do-mato e tatus fazem covas debaixo da terra, das pedras e de troncos caídos.

Veja alguns exemplos de vizinhos do esquilo-caxinguelê nas florestas.

Eles também têm nomes com sílabas formadas com -es, som que pode aparecer  no início, meio ou fim das palavras.

Agora, pela ordem alfabética,  leia algumas informações sobre esses animais.

1.Benedito-de-testa-amarela – Pica-pau que gosta de se alimentar nas árvores bem altas, cantando enquanto voa de uma para outra “benedito… benedito…” Ele é pequeno, com cerca de 20 cm e tem manchas amarelas na testa e na garganta e uma bem vermelha no peito.

2.Cuíca-de-três-listras – Também chamada “catita”, é um pequeno marsupial, parente dos gambás, mas que não carrega os filhotes numa bolsa e sim pendurados em suas costas. É difícil avistá-la, pois além de pequena, com cerca de 10 cm, vive escondida debaixo da terra, cavando trilhas e túneis debaixo da vegetação, por onde corre muito rápido.

3.Porco-espinho – O porco-espinho brasileiro é mais conhecido como “ouriço-cacheiro”, porque vive escondido no alto das árvores. Como o esquilo, também é um roedor, mas tem hábitos bem diferentes. É um animal noturno que prefere comer folhas, frutas, insetos e ovos de passarinhos. De dia, dorme enrodilhado em cipós para se firmar. Só desce para beber água e tomar banho de rio, aproveitando para roer raízes.

Desembaralhe as letras e descubra mais dois habitantes das florestas.

Os roedores da floresta

Animais roedores são aqueles com dentes fortes, saltados na frente e que não param de crescer, por isso precisam estar sempre sendo desgastados e afiados e para isso nada melhor que  roer alguma coisa dura quase o tempo todo. Muitas espécies vivem nas florestas. Os que passam quase todo o tempo no alto das árvores são chamados arborícolas; os que vivem no chão são os terrestres e aqueles que gostam de passar um tempo na água são os semi-aquáticos.

Entre os arborícolas, os mais conhecidos são o esquilo e o ouriço-cacheiro ou porco-espinho, mas existem também ratos muito difíceis de serem avistados, com hábitos noturnos,  como o rato-de-espinho-das-árvores, que para melhor andar entre os galhos à procura de frutas e folhas verdes, tem garras fortes e uma cauda tão comprida quanto o corpo, terminando numa espécie de pincel de pelos duros.

Entre os terrestres, o pequeno preá também tem hábitos noturnos e só abandona a toca em pequenos bandos, seguindo por trilhas que só ele conhece, em busca de capim novo, brotos, frutas e sementes caídas, evitando descampados para melhor se proteger.

A cutia e a paca também terrestres, vivem escondidas no chão das florestas e estão sempre quietas e solitárias para não atrair predadores. Saem à noite do meio do mato e ficam meio camufladas, enquanto procuram folhas suculentas ou raízes, sementes e frutas caídas das árvores. São animais ariscos, que ao menor barulhinho correm e desaparecem novamente na floresta.

A capivara é um roedor semi-aquático. Ela também passa a noite escondida no mato e sai de manhãzinha para comer capim. Gosta de passar o dia dentro da água onde acaba dormindo com o nariz para fora.  À tardinha sai para se alimentar novamente e apesar de só comer capim e frutas, engorda até chegar a ter 50 kg ou mais!!

A capivara é o maior roedor do mundo.

Veja as diferenças de tamanho entre esses roedores brasileiros.

Um deles não combina bem com o grupo. Qual será? E qual é sua diferença?

Letra S no final também faz plural

Plural das palavras terminadas com a vogal E:

Basta acrescentar a letra S no final.

Faça como o modelo e preencha o plural que está incompleto.

Plural das palavras terminadas em ES:

É preciso acrescentar ES mais uma vez no final da palavras.

Faça como o modelo e preencha o plural que está incompleto.

Trava-Língua

Leia depressa, se for capaz!  

TRÊS PRATOS DE TRIGO PARA TRÊS TIGRES TRISTES

Aproveite e circule as palavras terminadas em -ES que estão no plural.

Escrevendo com Er er – O pato-mergulhão

O PATO-MERGULHÃO

—–

PENACHO ERGUIDO

OLHAR ALERTA

—–

MERGULHADOR LIGEIRO

PESCADOR CERTEIRO

—–

MERGANSO

OU PATÃO

—–

ESPERTO

ERMITÃO

—–

EIS O PATO-MERGULHÃO

Palavras estranhas?

Veja o que significam:

  • CERTEIRO – Que acerta bem, tem boa pontaria.
  • MERGANSO – Nome genérico dado para as espécies de patos que mergulham.
  • PATÃO – Nome popular que também é dado ao pato-mergulhão.
  • ERMITÃO – Solitário, arredio, que vive isolado, longe de todos.

Curiosidades do mundo animal

O pato–mergulhão

O pato–mergulhão é o animal mais raro do nosso Cerrado. Existem cerca de 250 patos desta espécie livres na natureza.

Ele vive apenas em  rios ou riachos totalmente limpos e transparentes, com corredeiras e mata nativa nas margens.

É um pato muito bonito, com um penacho preto na cabeça, dorso com penas verde–escuro e brilhantes, barriga e peito claros, pés vermelhos. O macho é um pouco maior que a fêmea, medindo cerca de 50 cm.

Sua característica principal é o bico comprido, fino, encurvado e serrilhado, próprio para apanhar pequenos peixes, que enxerga através das águas transparentes. Mergulha com grande habilidade e pode ficar submerso por até 30 segundos.

Vive subindo e descendo a correnteza e depois da pescaria descansa sobre as pedras no meio ou nas margens do rio.

É extremamente arisco, assustando–se facilmente. Se perturbado, voa rápido rente a água, afastando–se para longe ou se esconde no meio do mato.   

Geralmente é avistado em pequenos grupos familiares, o macho sempre com a mesma fêmea. Fazem seu ninho em buracos de árvores, nos barrancos ou bancos de areia que se formam nas praias e em fendas de rochas. 

Os filhotes nascem com 30 dias de incubação. A fêmea só deixa o ninho para se alimentar e o macho está sempre por perto. Os patinhos ficam com os pais durante 6 meses e depois, já adultos, se afastam em busca de novos territórios.

Os patos–mergulhões estão entre as 10 aves aquáticas mais ameaçadas de extinção em todo o mundo. 

—–

Os últimos refúgios do pato-mergulhão na natureza estão localizados em apenas quatro Unidades de Conservação.

Parque Nacional da Serra da Canastra e Parque Nacional da Serra do Salitre, em Minas Gerais

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros em Goiás

Parque Estadual do Jalapão em Tocantins

Felizmente muitos projetos pela conservação do pato-mergulhão estão sendo desenvolvidos nessas unidades, por universidades e institutos particulares ou públicos, coordenados pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, através do PAN – Plano de Ação Nacional para a Conservação do Pato-Mergulhão. Veja em: http://www.icmbio.gov.br

O Zooparque em Itatiba, SP é o único zoológico no mundo que mantém exemplares do pato-mergulhão em uma lagoa artificial com água corrente. Eles não são expostos ao público e participam de um projeto para reprodução da espécie em cativeiro.

Veja em: htt://zooparque.com.br/conservação/assoaciação-natureza-do-futuro

Família de patos-mergulhões na Serra da Canastra MG
– ICMBio – Foto Sávio Freire Bruno

—-

Ameaças ao pato–mergulhão

A presença do pato–mergulhão é um bom indicador da conservação da natureza. Por isso ele foi escolhido nosso símbolo da preservação das águas.

A destruição da mata ciliar nas fazendas, em que o gado é deixado livre para pastar e beber à beira dos rios, afugenta os patos que vão perdendo seu habitat.

Outra ameaça é o uso de agrotóxicos nas plantações, que são carregados para os rios e envenenam todo o meio–ambiente. 

O uso das cachoeiras para construção de usinas de eletricidade e até a prática de esportes radicais nas corredeiras, também podem expulsar os mergulhões, colocando–os em risco de extinção.

Pato–Mergulhão: embaixador das águas brasileiras

Observe a figura e responda:

1.O casal de patos tem quantos filhotes?

2.Quantos estão mergulhando?

3.Complete o cardume de peixinhos lambaris até que o número deles fique igual ao dobro do número de patos que estão nadando à procura de alimento.

Escrevendo com Er er

Dicionário ilustrado das aves do Cerrado

Mais aves do sertão

Complete as sílabas com ER para formar mais dois nomes para nosso dicionário.

Caça-Palavras

Salvando o cerrado

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e o que apresenta a maior variedade de espécies de plantas e de animais. Infelizmente  a maior parte da sua extensão já foi devastada e ocupada por áreas de plantação de soja e de criação de gado.

Apenas uma pequena parte está sendo protegida nas áreas conservadas.  Nelas são realizadas ações importantes como a proibição de novos desmatamentos, a prevenção e o combate de incêndios.

Nos lugares onde há ocupação pelo homem só é permitido o uso sustentável dos recursos naturais, que precisam ser mantidos e renovados.

Para indicar ações usamos os VERBOS.

Encontre no Caça-Palavras verbos que indicam  ações para salvar a Natureza.

Ver para crer

Por ser tão arredio, é muito difícil avistar um pato–mergulhão.

Imagine encontrar um bando deles! Entre tantos, qual é o diferente?

Falando em diferenças, qual é o oposto?

Ligue os antônimos, ou seja, os nomes que indicam os pares contrários.

Parlenda

Entrou pela perna do pato

saiu pela perna do pinto

o rei mandou dizer

quem quiser

que conte cinco

um, dois, três, quatro, cinco.

Escrevendo com En – en Tartaruga-de-pente

TARTARUGA–DE–PENTE

—–

ENCORPADA

ENCOURAÇADA

—–

SARDENTA

FERRUGENTA

—–

ATRAENTE

IRIDESCENTE

—–

DILIGENTE

VALENTE

—–

EIS A TARTARUGA–DE–PENTE

Ei! Palavras estranhas?

Veja o que significam:

SARDENTA: Manchada, com sardas.

FERRUGENTA: Cor alaranjada, cor da ferrugem.

IRIDESCENTE: Brilhante, cintilante. 

DILIGENTE: Ligeira, rápida.

Curiosidades do mundo animal

A tartaruga–de–pente

A tartaruga–de–pente é uma das mais conhecidas tartarugas marinhas, também chamada tartaruga–verdadeira.

Uma grande viajante solitária, ela atravessa os oceanos mais quentes, preferindo a proximidade dos corais e águas costeiras rasas.

No Brasil, aparece principalmente no Nordeste, ao norte da Bahia.

Quando adulta, chega a ter 1 m de comprimento na carapaça encurvada e pesa mais de 80 kg. Apesar disso, pode nadar mais rápido que muitos peixes.

Sendo um réptil, possui pulmões e quando nadam longas distâncias, precisam subir até a superfície a cada 20 ou 30 minutos para respirar. Mas podem passar horas descansando nas grutas de corais, apenas com o oxigênio que armazenam. 

A cabeça é pequena e alongada. A boca tem a forma de bico pontudo e encurvado, com o qual “pesca” nas fendas dos corais. Não tem dentes. 

O corpo é protegido pela carapaça óssea, escamas na cabeça e nadadeiras de pele grossa. A carapaça, também chamada de couraça ou casco tem o fundo alaranjado e é coberta por placas sobrepostas como telhas, de cor marrom, com manchas amarelas e riscas claras e escuras. Pela beleza, já foi muito usada na fabricação de utensílios, como óculos e pentes, daí o seu nome.

Seus alimentos preferidos são algas, esponjas, anêmonas, lulas e camarões.

Por causa da carapaça as tartarugas marinhas não possuem muitos predadores quando adultas, mas podem ser atacadas por tubarões e grandes polvos.

O Brasil possui um dos maiores programas de conservação das tartarugas marinhas em todo o mundo. O Projeto Tamar, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio-Ambiente – ICMBio mantém bases em todo o nosso litoral, promovendo pesquisas e atividades de educação ambiental para estudantes e comunidades costeiras, visando a proteção das áreas de desova.

Tartaruga-de-pente – Projeto Tamar

Sobre as ondas

A partir da primeira onda, assinale de três em três ondas, imaginando onde a tartaruga sobe para respirar. 

Em terra

Uma tartaruga–de–pente pode viver até 50 anos. Depois dos 30 anos, procura um parceiro para acasalar, a cada dois anos. A fêmea só deixa a água para desovar. Ela sobe lentamente para a areia durante a noite, arrastando o corpo enorme com dificuldade e durante várias horas cava uma cova para se proteger, usando as barbatanas da frente. Com as barbatanas traseiras, cava um buraco mais fundo e ali põe até 140 ovos, que cobre bem com a areia, retornando ao amanhecer para o mar. 

A desova acontece à noite porque as tartarugas, sendo répteis, não regulam a temperatura do corpo e acabariam assadas sob o sol forte.

A cada temporada de reprodução, no verão, as fêmeas podem desovar duas a cinco vezes, em intervalos de 15 dias. 

Encontre e pinte os ovos enterrados. Quantos são?

Filhotes

Os ovos ficam incubados durante 47 a 75 dias. Os filhotes, com apenas 5 cm, rompem as cascas praticamente ao mesmo tempo e se juntam para abrir caminho até a superfície, correndo instintivamente para a água, guiados pelo reflexo da luz da lua.

Nas praias onde há iluminação elétrica ficam desorientados e podem morrer sem alcançar o mar. Os atrasados são atacados ao amanhecer por caranguejos, aves marinhas e lagartos. 

A vida dos filhotes no mar é um mistério. Apenas um, em cada 1000, chega à idade adulta. Muitas são as causas que colocam as tartarugas em risco de extinção: a captura dos ovos, a caça, a poluição no mar. As fêmeas que sobrevivem voltam à mesma praia onde nasceram para desovar seus próprios ovos e assim o ciclo da vida continua.

Rumo ao lar

Ajude as tartaruguinhas a escolherem uma corrente marinha e encontrar algas onde possam se alimentar e ficar protegidas dos predadores.

A maior tartaruga do mundo

A maior tartaruga do mundo é a tartaruga–de–couro, uma das cinco espécies de tartarugas marinhas que podem ser encontradas aqui no Brasil.

Se você achou a tartaruga–de–pente grande, com seu 1 m de comprimento, imagine o dobro deste tamanho.

A tartaruga–de–couro é justamente chamada de tartaruga–gigante porque pode alcançar até 2 m de comprimento e pesar 400 kg, mas já foram encontradas tartarugas bem maiores, com até 900 kg, embora raras.

Seu casco é preto–azulado, com listas e manchas brancas e a camada de couro que o protege permite que ela nade bem na profundeza do oceano.

Ligue o nome de cada tartaruga à sua figura e veja a diferença de tamanho entre as tartarugas marinhas.

Tartarugas, cágados e jabutis

Os quelônios, com sua carapaça óssea para proteger o corpo, são os répteis mais antigos vivendo na Terra. Seus ancestrais existiram há mais de 200 milhões de anos, antes mesmo dos dinossauros, lembrando que foram os primeiros animais vertebrados a conquistar o ambiente terrestre. Atualmente eles continuam praticamente iguais e sua sobrevivência se deve em grande parte à carapaça que os protege.

O nome tartaruga é geralmente usado para as espécies aquáticas, vivendo no mar ou nos rios.

Uma exceção é a tartaruga-gigante das Ilhas Galápagos, no Equador. Ela é famosa porque pode viver mais de 100 anos e também por ser a maior tartaruga terrestre do mundo, chegando a medir 1,8m de comprimento e a alcançar os mesmos 400 kg da sua parente marinha, a tartaruga-de-couro.

Os cágados, batizados assim pelos nossos índios, são as tartarugas semi-aquáticas,  que vivem tanto na terra como na água doce dos rios e lagos. 

Os jabutis, nome também dado pelos índios, são totalmente terrestres e vivem nas nossas florestas. Podem ficar bem grandes como o jabutinga da Amazônia, que chega a 70 cm de comprimento mas, em geral, outras espécies não passam dos 50 cm.

Cágados e Jabutis são personagens em muitas fábulas do nosso folclore, apresentados como animais simpáticos e espertos.

Leia abaixo uma dessas fábulas recontada por Monteiro Lobato através da querida Tia Anastácia, que tão bem conhecia  nossas histórias antigas.

O jabuti e a onça

Uma vez uma onça ouviu a música da gaitinha do jabuti e aproximou-se.

-Como você toca bem, jabuti! De que é feita essa gaitinha?

-De osso de veado, ih!ih! – respondeu o cascudo.

A onça, que estava querendo apanhar o jabuti, veio com um plano.

-Sou um pouco surda-disse ela-Toque mais perto da abertura do buraco.

O jabuti apareceu na abertura do buraco e tocou, mas no melhor da festa a onça deu um bote para pegá-lo. O jabuti afundou a tempo, mesmo assim ficou com uma pata nas unhas da onça.

-Ah,ah,ah!-riu-se ele-Pensa que agarrou minha pata, mas só pegou uma raiz de pau! Fiau!

A onça soltou as unhas, desapontada.

O jabuti deu outra gargalhada.

-Grande boba!Era minha pata mesmo que você havia agarrado. Fiau!Fiau!

A onça jurou que não sairia da beira daquele buraco enquanto não apanhasse o jabuti – e ficou lá até morrer de fome.

Lobato, Monteiro – Histórias da Tia Anastácia, Ed. Brasiliense,SP, 1981 

Escrevendo com Em en

A vogal e seguida da consoante n forma um único som. As sílabas com esse som aparecem geralmente no começo ou no meio das palavras, como nos exemplos abaixo:

Outros habitantes do mar

Enchovas, anchovas e arenques

As enchovas e os arenques são pequenos peixes prateados,  parentes da conhecida sardinha. Muito ágeis, eles nadam em grandes cardumes e são capturados  pela indústria de pesca para fazer conservas, pois são muito saborosos e saudáveis.

Enchova e anchova são formas usadas para o mesmo peixinho. Talvez você já tenha experimentado uma pizza de “aliche”, outro nome que ele recebe e que você pode encontrar, bem salgadinho, nas latinhas do supermercado.

Separe as sílabas desses nomes, lembrando que as letras E + N, formando um só som, ficam sempre juntas: 

O que é, o que é?

Descubra a resposta, desembaralhando as sílabas.

NÃO É ANIMAL, NEM VEGETAL

UM SER VIVO MICROSCÓPICO

COM ÁGUA E FARINHA

DE GRÃO EM GRÃO, AUMENTA UM PÃO! 

É O MEN TO FER!

Com essa dica que tal preparar uma pizza?   

Brincando de mestre-cuca

Em ou en ?

 Veja os exemplos:

   

LEMBRETES:

  • Sempre usamos a letra M antes das letras P e B.
  • A junção E + N geralmente aparece no começo ou no meio das palavras.
  • São poucas as palavras que terminam com EN. Exs.: PÓLEN , LÍQUEN, ABDOMEN

Nas frases abaixo, complete as palavras com EM ou EN e aproveite para conhecer curiosidades desses animais.

A JACUPEMBA DORME _____ POLEIRADA NA SAPOP _____ BA.

—–

O ANDORINHÃO-DO-TEMPORAL PERSEGUE ______ XAMES DE ABELHAS.

—–

O NINHO DOS ENXUS FICA NO CHÃO DA PASTAG _____ NAS FAZ _____ DAS.

—–

A PEÇONH ______ TA CENTOPÉIA SE ESCONDE DEBAIXO DO ______ TULHO

Uma ave surpreendente – o andorinhão do temporal

O andorinhão–do–temporal é uma ave migratória, que passa o inverno na Região Norte e na Amazônia.

Na primavera, viaja para o restante do nosso país.

Ele é um pássaro grande, com mais ou menos 14 cm, cinza escuro, com asas longas e pontudas, formando um arco; a cauda curta, manchada de bege.

Os bandos são barulhentos e ficam voando o dia tinteiro, procurando insetos para comer. Mas só atacam insetos que também estão voando.

Eles só param ao anoitecer, quando procuram abrigo em buracos nas árvores ou nas chaminés. Ao contrário das andorinhas, não pousam nos fios ou galhos.

Seu nome se deve ao fato de que podem continuar voando mesmo em meio a uma tempestade, fustigados pelo vento.

Mas pode ser também porque as içás e os cupins saem da terra depois de uma chuvarada e é nesta hora que aparecem os andorinhões, prontos para devorá-los.

Suculentos e bem temperados

Qual é o inseto que o andorinhão–do–temporal não come? Justifique.

O que é, o que é

TEM FENDA NOS DENTES E NÃO SE ALIMENTA.

Bom Apetite!