Apresentando Em – em O bem-te-vi

Com em escrevo:

O BEM–TE–VI

BEM–VESTIDO

BEM–PARECIDO

EMPOLEIRADO

EMPERTIGADO

BEM–CRIADO

BEM–CASADO

SEMPRE BEM

ALÉM E AQUI

EIS O BEM–TE–VI   

Ei! Palavras estranhas?

Veja o que significam:

  •  BEM–PARECIDO: Bonito, de boa aparência.
  •  EMPERTIGADO: Empinado, esticado, altivo.
  •  EMPOLEIRADO: Encarapitado, agarrado a um suporte, pode ser um galho, um telhado, um fio da eletricidade…

Curiosidades do mundo animal

O bem–te–vi

Com certeza você já viu um bem–te–vi, pois ele vive em toda parte, nas matas, campos, margens dos rios e lagoas, plantações e pomares e também nas cidades.

Só pelo seu canto, já é fácil saber quem é, um dos primeiros passarinhos a se manifestar logo de manhãzinha, repetindo as três sílabas: bem–te–vi… bem–te–vi…

Bonito, ele tem as costas, o alto da cabeça e o rabo escuros; a frente toda amarela e um risco branco sobre os olhos, como uma sobrancelha e outro na garganta.

Seu porte é grande para um passarinho, com 20 a 25 cm de comprimento e cerca de 60 g de peso. Geralmente é visto sozinho, mas também pode estar em bando, sempre fiel a mesma companheira e protegendo os filhotes.  

O ninho é feito pelo casal, uma bola de capim seco, forrada e macia por dentro. Se preciso, eles roubam pedaços de ninhos de outros passarinhos e na cidade, usam o que estiver à mão, fios, plásticos, papel…  Podem escolher uma árvore alta para a construção ou aproveitar buracos nos troncos, nas rochas e até nos postes.

A fêmea põe 2 a 4 ovos cor de creme, manchadinhos de marrom. Os filhotes nascem depois de uns 17 dias. Com mais 25 dias, deixam o ninho e acompanham os pais, que são muito bravos, enfrentando até gaviões para proteger a família.

Sua alimentação é variada, conforme o habitat. Gostam de frutas, mas também comem insetos, minhocas, cobrinhas, lagartinhos, pequenos roedores e ovos de outras aves. Limpam os carrapatos dos bois e vacas. Em ambientes aquáticos, comem crustáceos, girinos e peixinhos. Na cidade, aproveitam a ração dos gatos e cachorros.

Adaptado a tantos ambientes e alimentos, o bem–te–vi não sofre risco de extinção, mas também precisa ser protegido, lembrando que as aves são importantes para o controle de insetos.

A observação de aves tem se tornado uma prática  bastante difundida no Brasil, tanto em áreas urbanas como nas UC – Unidades de Conservação, que protegem nossa biodiversidade. Ela é realizada tanto por pessoas que simplesmente gostam da natureza, como por cientistas que se dedicam à Ornitologia, a Ciência que estuda as aves.

A bióloga Natália Allenspach mantém, há mais de dez anos, o blog A Passarinhóloga, com informações sobre as diversas espécies de aves, dicas para a prática da observação e divulgação de pesquisas e projetos de Conservação e Educação Ambiental. Veja em http//apassarinhologa.com

Bem-te-vi no ninho Foto Natalia Allenspach – A passarinhóloga
Bem-te-vi cantando Foto Natália Allenspach – A passarinhóloga

A família bem-te-vi

Olhe bem os quadrinhos e numere conforme a ordem dos acontecimentos.

1. Quem cuida dos filhotes, o papai ou a mamãe bem–te–vi?

2. Que outros alimentos a mamãe bem–te–vi pode levar para os filhotes?

3. Verdadeiro ou Falso?

Com 25 dias os filhotes já são independentes dos pais.

Escrevendo com Em    em

Dicionário ilustrado das aves

Numere cada ave conforme a descrição:

1∙ JACUPEMBA – Ave corpulenta, parente das galinhas, vive em florestas, matas e beira de lagoas e rios. Tem asas e cauda compridas, bico curto e pés fortes para ciscar o chão. As penas são escuras mas com manchas brancas no peito e bordas cor de ferrugem nas asas. No pescoço tem uma pele dependurada bem vermelha, chamada barbela. Os olhos também são vermelhos. Gosta de ficar no alto das árvores onde faz ninhos com cipós. Quando um casal é formado, passa a ficar sempre junto e a cada ninhada tem 3 filhotes. Alimenta–se principalmente de frutas e ajuda a manutenção das florestas espalhando as sementes. 

2∙ JOÃO–TENENÉM – Pequeno passarinho, também chamado benterê. Muito arredio, fica escondido no meio de arbustos e só levanta voo para empoleirar em galhos baixos e cantar. Como é difícil de ser visualizado o canto ajuda a identificá-lo, repetindo em série benterê… benterê … Ele tem penas escuras nas costas e na cauda comprida e empinada e uma mancha preta na garganta. No alto da cabeça e das asas ostenta uma coroa cor de ferrugem. Faz um ninho grande com gravetos, com um túnel forrado e macio que também fica escondido no meio de uma moita. Alimenta–se de insetos e larvas, aranhas e besouros. Vive nos campos e bordas de florestas mas também em parques e áreas verdes nas cidades.

    3∙ TEM–TEM – Ave de rapina, também conhecido como gavião–relógio, porque canta em intervalos bem certos. Bico curvo e afiado, garras fortes, olhos grandes, penas escuras nas costas e brancas na face, pescoço e peito; cauda preta com listas brancas. Carnívoro, alimenta–se de outras aves que ataca com incrível rapidez. Vive no interior das florestas.

Famílias

Usando apenas duas linhas retas, forme quatro triângulos dentro do quadro, de tal forma que, em cada um deles, fique uma só família de pássaros.

Torneio de gorjeios

Quem vence o embate entre o bem–te–vi e o joão–teneném?

bem–te–vi     ♫   ♪  ♪    tentererêm      ♫  ♪  ♪  ♪

                bem–te–vi      ♫  ♪  ♪    tentererêm     ♫  ♪  ♪  ♪

Uma mudança na sílaba do meio da palavra EMBATE vai lhe dar a resposta!

Ninhadas

Conte quantos são os filhotes de cada espécie e complete as afirmações abaixo.

A cada ninhada:

1. O bem–te–vi pode ter dois a ______________ filhotes. 

2. O joão–teneném pode ter até _____________ filhotes.

3. O tem–tem pode ter de dois a _____________ filhotes.

4. A jacupemba pode ter de ____________ a três filhotes.

Caça–enigmas das ações

Desembaralhe as sílabas para formar os verbos:

Subir num suporte ou poleiro : PO – LEI – EM – RAR

Exibir-se como um pavão : PA – VO – EM – NAR

Ficar aprumado, ereto, direito : GAR – PER – EM – TI

Parlenda

BEM-TE-VI, VEM VEM

SEU PAI TÁ AQUI,

SUA MÃE TAMBÉM!

Apresentando El – el – O petrel

O PETREL

—–

ASA DELTA

BICO ESPINHEL

—–

PATA PALMÁVEL

PENA IMPERMEÁVEL

—–

INCANSÁVEL

VAGAMUNDEL 

—–

EIS O PETREL

Ei! Palavras estranhas?

Veja o que significam:

  • PETREL – Talvez você não encontre esta palavra em alguns dicionários da nossa Língua. Ela pertence à Língua Inglesa e significa ave marinha que prenuncia tempestades. Em Portugal, a mesma ave é chamada pardela. Os dois nomes são adotados no Brasil.
  • ESPINHEL – Forma de pescar peixes grandes, como o atum, feita com uma corda comprida, onde ficam presas linhas e anzóis. 
  •  PALMÁVEL– Que tem a pata com os dedos ligados por uma membrana.
  •  IMPERMEÁVEL– Que não permite a passagem da água.
  •  VAGAMUNDEL– Errante, que vive viajando, mudando de lugar.

Curiosidades do mundo animal

O petrel

O petrel é uma ave oceânica, isto é, vive e se alimenta em alto-mar, somente procurando terra firme na época da reprodução. Também é uma ave migratória, que muda de região, fugindo do frio.

Existem mais de cem espécies de petréis, com tonalidades de penas escuras, variando entre o preto, o marrom e o cinza, alguns com manchas brancas. O maior deles é o petrel-gigante, que pode pesar até 5 kg e tem quase 2,5 m de envergadura das asas totalmente abertas.

Para viver no mar, eles apresentam adaptações especiais:

Suas asas são compridas e estreitas. Quando abertas, atingem uma grande envergadura, permitindo longas horas de voo sobre as águas, planando suavemente, aproveitando as correntes de ar.

Para se alimentar, descem próximo à superfície do mar e mesmo mantendo o voo, fisgam pequenos peixes e lulas, graças ao bico em forma de gancho.

Quando se cansam, podem até dormir em pleno voo! Ou então pousam na água e flutuam, graças a uma membrana entre os dedos, como nos pés de pato. Podem aproveitar para mais um jeito de dormir, embalados pelas ondas!

As patas palmadas também servem na hora de levantar voo novamente. Elas ajudam na decolagem e nas manobras para aproveitar as correntes de vento.

Eles não ficam molhados, mesmo passando um tempo sobre a água, pois as aves marinhas têm mais penas e elas são protegidas por uma fina camada de gordura, o que as torna impermeáveis, impedindo a passagem da água.

Outra adaptação importante nas aves oceânicas são glândulas para eliminar o excesso de sal. Elas parecem tubinhos sobre o bico. Ao se alimentarem os petréis acabam engolindo água salgada e também quando estão com sede, na falta de água doce bebem mesmo a água do mar e por isso precisam expelir o excesso de sal.

Os petréis vão para terra uma vez por ano, formando colônias em ilhas isoladas, onde vivem desajeitados. Os machos procuram uma fêmea para a reprodução e ambos chocam um ou dois ovos, conforme a espécie, fazendo o ninho num buraco das rochas. O casal fica junto para sempre e todos os anos volta à mesma ilha. 

Os filhotes já nascem com penas e olhos abertos e ficam protegidos no ninho durante mais ou menos 3 meses. Os pais voltam para o alto mar e aparecem de vez em quando para alimentá–los, até que possam pescar por conta própria. Neste período os filhotes podem ficar até 3 dias sem comer. 

O Projeto Albatroz atua em várias cidades do nosso litoral com  pesquisas, ações de educação ambiental e estratégias para evitar a captura de aves marinhas pelos barcos de pesca. É patrocinado pela Petrobrás e tem parcerias com organizações que lutam pela conservação da biodiversidade. Veja em: www.projetoalbatroz.org.br

Petrel-gigante – Dimas Gianuca -Projeto Albatroz

Albatrupe, uma turminha divertida mas que trata de assuntos sérios!

O Projeto Albatroz segue muitos caminhos para a conservação dos petréis e seus primos albatrozes.

Através de programas especiais de Educação Ambiental, oferece às escolas atividades para as crianças, cursos para jovens e sua Biblioteca contem muito material para informação e estudo  que você pode consultar facilmente.

Se você ainda não conhece a Albatrupe, com certeza vai gostar da turminha.

A trupe é formada por sete aves oceânicas, albatrozes e petréis, que estão correndo risco de extinção e portanto precisam de ajuda para serem salvas.

As personagens foram criadas pela Light Star Studios e aparecem em livros de atividades, histórias em quadrinhos, vídeos e tirinhas apresentando o comportamento das aves oceânicas.

Elas são muito divertidas e sempre estão contando as peripécias que enfrentam em alto-mar, mas o assunto é muito sério e você vai aprender muito com elas.

Tina é uma pardela-preta e sua amiga Judith, uma pardela-de-óculos. Essas são espécies de petréis visitantes do nosso litoral durante o inverno. E o que podem encontrar por aqui?

Olhe isso! Quem são os petréis?

Você pode ajudar muito as aves marinhas simplesmente  não deixando nenhum lixo quando vai à praia.


Ameaças para as aves marinhas

Entre todas as aves da nossa fauna, as que vivem do mar são as mais ameaçadas de extinção, especialmente as que interagem com os barcos de pesca.

Muitas aves oceânicas, que aproveitam os restos descartados por esses barcos, morrem presas nas redes. 

Elas também podem acabar fisgadas pelos anzóis e morrer afogadas ao disputar as iscas usadas nos barcos de espinhel, que têm várias linhas de pesca presas a uma corda comprida, com peixinhos para atrair peixes grandes como os atuns.

Outro problema é a presença de lixo poluindo o mar. Aves e peixes podem ser envenenados pela presença de óleo, metais ou morrer engasgados com plásticos. 

O espantalho dos mares

Para proteger as aves oceânicas, os barcos podem adotar algumas estratégias.

Uma delas é sair para pescar à noite.

Outra é usar pesos grandes para afundar bem os anzóis, de forma que não sejam alcançados pelas aves.

Durante o dia, o uso de fitas ajuda a afugentar as aves por causa do colorido e do barulho do vento.

Veja:

1Pinte as fitas na seguinte sequência: azul, vermelho, amarelo e verde.

2Descubra quanto pode pesar um petrel-gigante, dividindo o número de iscas pelos quatro peixes. 

Petréis brasileiros

Duas espécies de petréis fazem ninhos em nosso litoral: 

Petrel–de–Trindade – faz ninhos em Trindade e Martim Vaz, no Espírito Santo, as ilhas mais distantes e selvagens da costa brasileira. Esta espécie não interage com a pesca, mas sofre com a invasão do homem em seu território, que destrói parte da vegetação nativa e introduz ali animais domésticos como cachorros e porcos que acabam se tornando predadores das aves. 

  Pardela–de–asa–larga – encontrada no Arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, mas a cada ano é menor o número de casais que aparecem para fazer ninhos por lá.

Rumo a uma ilha distante

Imagine que existe uma regra na formação dos bandos de petréis à procura de uma ilha para fazerem ninho.

Coloque no quadrinho o número de aves no  próximo bando.

Grandes aves marinhas

As aves marinhas se adaptaram à vida no mar.  Mas existem famílias diferentes, com hábitos e ambientes próprios.

Para começar, elas podem ser oceânicas ou  costeiras. 

Muitas se destacam pelo tamanho, como as espécies abaixo, com indicações de medidas referentes aos machos adultos.

Albatroz – errante: Comprimento – 1,30 m, Peso – 8 a 12 kg, Envergadura das asas- 3,5 m  

O albatroz-errante, ou albatroz-gigante é da mesma família dos petréis. Também é uma ave oceânica, que passa  quase todo o tempo sobrevoando o mar aberto em busca de alimento. Ele é a maior ave voadora do mundo e tem todas as adaptações para o ambiente marinho: asas longas e estreitas para planar, patas palmadas para nadar, pousar, decolar e realizar manobras de voo; bico em forma de gancho e uma camada espessa de penas impermeáveis. Mesmo para descansar, não busca terra firme, mas simplesmente pousa sobre a água. Somente a cada dois anos procura uma ilha isolada no meio do oceano para a reprodução. No Brasil, é uma ave visitante, que aparece  no sul, migrando em busca de regiões mais quentes, mas não faz ninhos por aqui. Só pode ser avistado em alto mar.

Fragata : Comprimento- 0,85 a 1 m, Peso-1,5 kg, Envergadura das asas- 2m 

A fragata ou tesourão é a maior ave marinha da nossa fauna. É uma ave costeira que não nada, nem mergulha, pois não tem gordura protetora nas penas. Ela passa muito tempo em voos planados para localizar cardumes e faz voos rasantes para pegar peixes pequenos que sobem até a superfície ou para roubá-los de aves mergulhadoras. Ao entardecer busca as ilhas próximas ao continente para descansar empoleiradas nas árvores ou nos rochedos à beira- mar.

Pelicano-branco: Altura – 1,80m, Peso – 15 kg, Envergadura das asas – 3m

Os pelicanos são  considerados aves aquáticas porque não vivem apenas no mar mas também em lagos e rios. São famosos pela bolsa na garganta, que serve como uma espécie de rede de pesca e pelo bico, tão comprido que pode chegar a quase 4 m! O mais conhecido é o pelicano-branco americano. que faz longos voos migratórios em busca de clima mais quente e alimento mas chegando ao destino, tem hábitos costeiros, preferindo se alimentar em águas mais rasas em bancos de areia ou praias. 

 Pinguim-imperador : Altura: 1,20, Peso 45 kg

Vive na Antártica, o lugar mais frio da Terra. É uma ave oceânica, não-voadora, cujas asas foram adaptadas a barbatanas planas que funcionam como nadadeiras e permitem que nade e mergulhe muito bem. Ele viaja longas distâncias no mar durante a maior parte do ano em busca de alimento. Descansa e dorme em pleno mar. Apenas no inverno, procura plataformas de gelo onde se junta em grandes colônias para reprodução.

Uma curiosidade : o maior predador dos filhotes indefesos dos pinguins é justamente o petrel-gigante.

Quem não combina?

Entre as aves marinhas abaixo, uma não combina devido a uma única característica. Qual é e por que?

                      

Escrevendo com El el

Dicionário Animal Ilustrado          

Ligue cada nome de animal à figura correspondente:

Caça–enigmas – Substantivos e Adjetivos

Destaque em verde três substantivos (nomes) e em vermelho, três adjetivos (qualidades).

  1. Alimento produzido pelas abelhas.   
  2. Um enfeite para os dedos.  
  3. Um cabinho com tufo de pelos.       
  4. Uma pessoa malvada.
  5. um amigo como o cachorro.
  6. uma pessoa magrinha.

Escolinha Disney

1∙ Qual é o nome da rainha do Reino do Eterno Inverno?        ___________ 

2Qual é o nome da princesa que vivia no fundo do mar?      ___________

* Observação:  não se esqueça da letra maiúscula no início dos nomes próprios.

Mais de um

Você já deve ter notado como se faz o plural das palavras terminadas em -el.

Isso mesmo. fazemos o plural dos substantivos (nomes) terminados em -el trocando o -l final por -is.

PETREL – PETRÉIS

Faça você também:

Cuidado!!! Cobras no caminho!

É uma ave, um avião?

Simplesmente um planador de papel!

Que tal fazer um aviãozinho de papel?

Use uma folha retangular, como as que você está acostumado para desenhar.   

1º Passo: Use uma régua para marcar o meio da folha, fazendo uma linha central. Dobre as duas pontas superiores para dentro até se unirem na linha que você traçou, formando dois triângulos. 

2º Passo: Dobre as duas novas pontas da mesma forma, até que elas também se encontrem na linha do meio.

3º Passo: Para fazer as asas, marque na margem inferior do papel a mesma distância a partir da linha central e trace uma linha de cada lado. Elas servirão para as terceiras dobras. Depois é preciso dobrar também a linha que dividiu a folha ao meio, deixando as dobras para baixo.

Levante as asas para cima e prenda com uma fita adesiva. 

Pronto! Você já pode imaginar um petrel voando no céu!

Trava-língua

TRÊS PETRÉIS PRETOS EM TETRA TREPADOS NAS PEDRAS

Apresentando ei – O teiú

Com ei escrevo:                                                             

TEIÚ

—–

SORRATEIRO

LIGEIRO

—–

MATREIRO

TRAIÇOEIRO

—–

LADROEIRO

LAMBAREIRO

—–

LAGARTEIRO

TEJUAÇU

—–

EIS O TEIÚ

Ei! Palavras estranhas? 

Veja o que significam:

SORRATEIRO – Que sabe disfarçar, fazer as coisas com astúcia.

MATREIRO – Astuto, sabido.

LAMBAREIRO – Comilão, guloso.

LAGARTEIRO – Astuto, manhoso, enganador.

TEIÚ e TEJUAÇU – Palavras indígenas, o mesmo que lagarto e lagarto grande.

    * Obs.: A palavra LADROEIRO na verdade não existe, só apareceu para ajudar na rima, já que o lagarto é um grande ladrão de ovos!

Curiosidades do mundo animal

O teiú

O teiú é o maior lagarto brasileiro, chega a 2 m de comprimento e a pesar 5 kg.

É um animal terrestre, que prefere passar o dia em movimento, procurando comida ou aquecendo–se ao sol. Nada muito bem e pode subir nas pedras e árvores mais baixas, usando suas garras.  Por ser um réptil, tem o corpo revestido de escamas pretas com manchas amarelas ou brancas na cabeça e nas patas, que o ajudam a camuflar–se. O papo e a barriga são brancos. A cabeça é comprida, a mandíbula forte e os dentes são pequenos, mas muito afiados. Tem língua bífida como as serpentes.

Como todo bicho do mato é arisco e foge rapidamente ao sentir–se ameaçado. Mas, se necessário, torna–se muito agressivo, defendendo–se com as garras e golpes violentos da cauda, como uma espécie de chicote, além de uma mordida poderosa. Se agarrado, pode se desfazer da cauda que, em algumas semanas, cresce novamente. 

É também um animal voraz, que come de tudo, desde flores, folhas, frutas, insetos, passarinhos e seus ovos, pequenos mamíferos, vermes e até carne de animais mortos. É famoso por invadir galinheiros à procura dos ovos e pintinhos. Aproxima–se das casas para aproveitar restos de comida, remexendo as lixeiras.

Vivem em buracos. A fêmea constrói tocas para colocar seus ovos ou aproveita cupinzeiros. A cada ninhada nascem até 35 filhotes que são esverdeados.

Seus principais predadores são as aves de rapina, onças e serpentes.

Adaptados a vários habitats não correm risco de extinção. 

O Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, em Santa Catarina, trabalha com projetos de educação ambiental e proteção da Mata Atlântica, que abriga uma das mais ricas biodiversidade de fauna e flora do planeta, bem como nascentes e rios, que garantem o abastecimento de água para muitas populações.

Veja em: http://www.rabugio.com.br

Teíú – Instituto Rã-bugio -SC

Tamanho é documento?

Existem mais de 200 espécies de lagartos no Brasil, habitando as terras secas da Caatinga, o Cerrado, o Pantanal e as florestas, como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. 

Podem ser pequenas lagartixas, com até 10 cm, que andam pelas paredes das casas; calangos variados, com até 30 cm; iguanas, parecidas com dinossauros em miniatura, com até 1,5 m e os teiús ou tejuaçus, com seus 2 m de comprimento.

Ligue cada um deles com sua sombra.

Para provocação:

QUEM COCHICHA 

O RABO ESPICHA

COME PÃO

COM LAGARTIXA

Quadrinha do nosso folclore

Escrevendo com ei  éi eu éu

O encontro da vogal /e/ seguida da vogal /i/ ou da vogal /u/, numa mesma sílaba,  forma um ditongo.                                              

Fale em voz alta os nomes abaixo e note que a vogal /e/ é mais forte.

Nos dois casos ela é seguida da vogal /i/, com som mais fraco,  por isso chamada semivogal.

Veja outros exemplos:

Os nomes desses veados indicam o lugar onde vivem.

O veado-mateiro está adaptado à florestas. Vive solitário, abrigando-se na mata mais fechada. O macho tem um par de chifres simples.

O veado-campeiro está adaptado aos campos abertos. Vive em bandos e raramente entra em matas. O macho tem uma galhada, com chifres de três pontas.

Separe as sílabas usando os quadrinhos:

O ditongo éi

A vogal /e/ pode ter um som mais aberto. É o que acontece em:

Talvez você já tenha visto na praia, um bando de gaivotinhas de bico amarelo.

São os trinta-réis, também chamados pescadores do mar porque mergulham para pescar ou, muito espertos, acompanham os barcos de pesca para aproveitar as sobras. Seu nome vem do som do seu grito.

Note que a palavra RÉIS só tem uma sílaba e a vogal É tem som aberto, pronunciada com força, por isso o acento agudo.

Note a diferença de som entre REIS e RÉIS.

Mas veja o que acontece com:

Nas palavras com mais de uma sílaba, o ditongo EI, na penúltima sílaba, apesar do som aberto, não é acentuado.

Mais ditongos com a vogal e : eu

Agora veja a diferença nos nomes desses dois ouriços:

A vogal /e/ também pode ser seguida da vogal /u/ com som mais fraco, formando o ditongo eu.

Lembrando que  ouriço-cacheiro é outro nome dado ao nosso porco-espinho.

Ele é um animal noturno que vive solitário no meio da copa das árvores.

O nome cacheiro quer dizer escondido.

O porco espinho brasileiro tem as costas cobertas de espinhos compridos e pontudos que podem se soltar quando se sente ameaçado. 

Já o ouriço-pigmeu é o nome do  porco–espinho africano. 

A palavra pigmeu indica que ele é bem pequeno, como um anão.                                                            

O ouriço–pigmeu mais parece uma bolinha de espinhos curtos e arredondados, que quase desaparecem quando ele está calmo e relaxado.

Na natureza é solitário, mas gosta das pessoas, por isso há quem o escolha como bichinho de estimação, vivendo bem numa gaiola, com uma roda de exercícios e uma caixa como esconderijo, respeitando seus hábitos noturnos.

Separe as sílabas, usando os quadrinhos:

Mais ditongos com a vogal e : éu

Agora veja a vogal /e/ com som aberto, formando o ditongo éu.

Este pássaro também é chamado de quero-quero ou de sentinela-da-planície, porque vive perto de rios ou lagoas e defende seu território voando em círculos e gritando seu sinal de alarme: téu téu téu….

Se você estiver por perto, trate de sair de baixo se não quiser ser atingido por uma bicada dolorida!

Veja mais dois pássaros, com nomes populares curiosos:

Nem é preciso explicar os nomes desses passarinhos.

Eles pertencem à família dos passarinhos dançarinos que vivem na floresta. São pequenos e gorduchos, com o bico e a cauda curtos. Os machos são coloridos e dançam para conquistar uma companheira.

Não devem ser confundidos com os uirapurus-verdadeiros, que pertencem a outra família, famosa pelo canto bonito.

Pronto! Agora você já sabe bastante sobre os ditongos com a vogal /e/.

Complete o quadro abaixo seguindo o modelo.

Apresentando a letra E – A ema

LETRA E

O alfabeto tem 26 letras, 24 consoantes e apenas 5 vogais, mas sem elas não conseguimos escrever nenhuma palavra.

A vogal E é a 5ª letra do alfabeto e a 2ª vogal.

Ela pode ser escrita de muitas maneiras: maiúscula ou minúscula, em bastão ou forma e como letra de mão ou cursiva.

Vamos pintar as letras abaixo, mas para escolher as cores, observe os nomes daquelas em que aparece a letra E. Use cores diferentes para as maiúsculas e minúsculas.

AZUL        LARANJA        VERDE        ROXO        VERMELHO

Escreva com sua própria letra: E  __________    e ___________

Com a letra E escrevo:

                          EMA

                    ELEGANTE

                    EXTRAVAGANTE

                    EXUBERANTE

                    ERRANTE

                    ESFOMEADA

                    EXAGERADA

                    ESTOUVADA

                    ESPEVITADA

                    EIS A EMA.

Ei! Palavras estranhas?

Veja o que significam:

EXUBERANTE – Viçosa, viva, cheia de energia e vigor.

ERRANTE – Nômade, que vive vagueando, mudando de lugar.

ESTOUVADA – Estabanada, desajeitada.

ESPEVITADA – Atrevida, esperta, petulante.

Labirinto do E

O papai está todo orgulhoso com o ninho que preparou para os filhotes!

Ajude a mamãe ema a chegar até lá para depositar os ovos.    

Curiosidades do mundo animal

A ema

A ema é a maior ave da nossa fauna, alcançando a altura de um homem.

É uma ave não voadora.

Grande como ela é, imagine como seria esquisito se voasse!

Mas, de certa forma, ela voa ao correr, pois é muito veloz, atingindo até 60 km por hora. Se ameaçada, abaixa o pescoço, abre as asas e sai ziguezagueando em disparada.

Seu corpo está adaptado para as corridas. Tem pernas compridas e fortes, sem penas, pés com 3 dedos poderosos para se firmar bem e garras para se defender. As asas ajudam a garantir o equilíbrio e mudar a direção.

Como não voa, suas penas são diferentes. São plumas macias que servem apenas para proteger o corpo.   

A fêmea é menor, com penas acinzentadas. O macho tem manchas pretas no pescoço, peito e costas. Vivem em bandos de 20 a 30 aves, andando pelo Cerrado ou pelo Pantanal.

Comem de tudo: capim, sementes, frutos, insetos, pequenos animais. Engolem até pedrinhas para ajudar a triturar a comida, mas bebem pouca água.

Na época da reprodução os bandos se dividem. Um único macho junta 5 a 6 fêmeas, que conquista fazendo uma espécie de dança, agitando as asas e cantando.

Ele prepara o ninho, preenchendo uma cova no chão com folhas e algumas das suas plumas.

Cada fêmea deixa ali 4 a 5 ovos. O macho os ajeita e espanta as fêmeas para longe, chocando ele mesmo durante uns 40 dias, sem comer ou beber, vivendo graças as reservas da gordura que tem no corpo.

Os ovos são grandes, com a casca dura e cobiçados pelos lagartos teiús, mas os papais são muito bravos e protegem o ninho e os filhotes. Enquanto eles não saem do ninho, seu alimento são moscas atraídas pelo cheiro forte das cascas dos ovos e suas larvas. Com 6 semanas, eles seguem e imitam o pai pelos campos.     

As emas são símbolos do Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil e o mais rico do mundo em biodiversidade, com uma grande variedade de paisagens espalhadas pelas regiões mais centrais do país .

A Universidade de Brasília, com a parceria de outras universidades que estudam o Cerrado, criou o Museu Virtual do Cerrado, com informações e ações para a proteção deste bioma.

Veja em: http://cerrado.museuvirtual.unb.br

Ema Museu Virtual do Cerrado UNB – DF     

Predadores e ameaças  

Os grandes lagartos teiús gostam dos ovos das emas.            

Águias e gaviões perseguem seus filhotes, que também podem ser atacados por felinos menores como as jaguatiricas e até pelo lobo-guará, embora este prefira comer frutas.

As onças, tanto a pintada quanto a parda preferem as emas já grandes, bem como cachorros-do-mato, lembrando que elas não são presas fáceis, pois estão sempre alertas e dificilmente são vencidas quando fogem em disparada. Elas também se defendem com bicadas fortes e  unhas afiadas.

A Natureza é sábia e mantém todos em equilíbrio, desde que seu ambiente não seja ameaçado.

Os desmatamentos, que dão lugar aos pastos para criação de gado e extensas plantações de soja, ameaçam o território das emas. Elas acabam convivendo com os rebanhos e mesmo sendo úteis porque comem seus carrapatos, são atacadas por cachorros que vigiam as fazendas e podem ficar feridas gravemente. Nas lavouras são perseguidas porque gostam de comer os brotos das plantas, apesar de serem grandes aliadas para o controle de pragas como gafanhotos e lagartas.

Também são vítimas de caçadores, que querem suas plumas para fantasias de carnaval e fazer espanadores de pó!

Em algumas regiões, as emas correm risco de extinção; mas em outras, a criação de áreas de proteção ambiental permite que toda a fauna nativa possa viver livremente. 

Quem come quem?

Ligue cada predador ao alimento ao alimento desejado.

 

 

Perdido no pasto                                                                                                

Ajude o filhote perdido a escolher um caminho para encontrar o seu bando.

Verdadeiro ou Falso?

  • Os criadores de gado gostam das emas porque elas comem cobrinhas, carrapatos e moscas que perturbam o rebanho. V (   )    F (    )
  • Os plantadores de soja, trigo e milho perseguem as emas porque elas comem as sementes e brotos das plantas.  V (   )   F (   )

Sempre alerta! Aí vem um predador!

No quadro abaixo estão os nomes de predadores da ema. Circule aqueles que têm sílabas com a vogal E.

Escrevendo com E e

A vogal E pode aparecer no início, meio ou fim das palavras.

Pode representar uma única sílaba ou formar sílabas junto a outras letras, vogais ou consoantes.

Veja:

Lembrando:

A letra maiúscula é usada para os nomes próprios, isto é, nomes e apelidos das pessoas e personagens; nomes das cidades, rios, serras…   

Veja:    Estação Ecológica Serra das Araras 

Localização: Porto Estrela, Mato Grosso   

A ESTEC Serra das Araras é uma das principais regiões de proteção do meio–ambiente, localizada entre áreas do Cerrado e do Pantanal. 

Além da ema, conheça outros animais adaptados a esses habitats.

Aproveite e complete seus nomes escolhendo uma das sílabas da coluna do meio.    

Cerrado e Savana

O Cerrado brasileiro e a Savana africana têm em comum a pouca quantidade de chuva. A vegetação é mais seca, em geral baixa e rasteira, chamada de gramínea. Além de muito capim, crescem arbustos e árvores pequenas, afastadas umas das outras, com galhos também mais secos e retorcidos. Em algumas áreas pode haver matas. Apesar do clima seco, isso não significa que não existe água. Ao contrário, muitas nascentes dos nossos maiores rios estão no Cerrado, chamado por isso de berço das águas. Uma grande variedade de animais se adapta a essas condições.

Complete os diagramas colocando a vogal E nos quadros marcados e encontrará listas de animais da fauna de cá e de lá.

A maior ave do mundo   

A ema é a maior e mais rápida ave terrestre brasileira.

O avestruz, seu parente africano, é ainda maior e mais veloz. Pode medir até 3 m e pesar 150 kg! Seu ovo pesa 1,5 kg, três vezes mais que o ovo da ema. O avestruz é a maior ave do mundo e também é uma ave não voadora.

Outro parente é o emu, o avestruz australiano, a segunda maior ave terrestre do mundo, um pouco mais alto que a nossa ema, atingindo 2 m e bem mais robusto, com cerca de 60 kg.

Todas são pernaltas e boas corredoras. Imagine uma competição entre elas!

Você vai ser o juiz.

Escreva no pódio os nomes das vencedoras, pela ordem de quem corre mais depressa.

Outras aves não voadoras

O casuar vive na Austrália e Nova Guiné e é a ave mais perigosa do mundo.

É tão grande quanto a ema, chegando aos mesmos 1,70 m de altura, mas pesa quase o dobro, cerca de 60 kg. Em tamanho só perde para o emu e o avestruz.

Sua aparência é exótica, com penas pretas, a cabeça e o pescoço azuis, papo vermelho e bico amarelo. Tem uma espécie de crista dura, como um capacete, que serve para abrir caminho na floresta, onde gosta de se esconder. 

Tem garras grandes, com o dedo do meio na forma de um punhal afiado, que pode matar um homem, razão pela qual é comparado ao dinossauro Velociraptor.

O kiwi vive na Nova Zelândia e é a menor das aves terrestres, do tamanho de uma galinha grande, com até 45 cm e 3,5 kg. Em proporção, bota o maior ovo entre todas as espécies de aves, cinco vezes maior que um ovo de galinha, pesando 1 kg!

Tem a plumagem fofa, bico comprido e fino e longos bigodes. Vive andando durante à noite e quando o dia amanhece, cava um buraco para dormir. 

Esta outra habitante do Cerrado não tem parentesco com a ema, apesar dos nomes parecidos. É bem menor, com cerca de 1 m e apenas 1,5 kg. Não é terrestre, ou seja, não voadora. Ela pode fazer voos curtos para fugir de predadores ou subir em árvores, onde faz ninho e dorme.

 Tantas aves, quantos ovos?

Brancos, cinzentos, com pintas, quantos ovos você consegue contar?

Responda bem depressa:

EMA EMA EMA

QUAL É O NOME DA CLARA DO OVO?

As férias de Fabrício

As férias de Fabrício

Fabrício Felipe Fonseca foi visitar seus avós, Felisbino e Filomena, na Fazenda Vinhedo Feliz, em fevereiro, durante as férias de verão.

Foi com Felício, seu amigo e vizinho, com fama de muito levado.

A fazenda tinha fama pelo vinho de uvas finas feito pelo vovô Felisbino.

Ele vendia o vinho na Feira das Vinícolas.

Fabrício e Felício preferiam vadiar na fazenda a fazer a feira com vovô.

Descobriram que além do pasto das vacas havia um matagal e lá dentro uma fonte no fundo de um fosso.

Vovó falou para não voltarem lá, avisando que podiam avistar um fantasma que vivia no fosso.

Fabrício e Felício ficaram curiosos e aflitos para ver de fato o famoso fantasma da fonte.

Mas vovó sempre fazia os dois ficarem atarefados.

A toda hora ela falava com sua voz fininha, mas firme:

– Fabrício! – Vá ver a uva com vovô! 

– Fabrício! – Vá dar alfafa à vaca!

– Fabrício! – Vá dar aveia à ovelha!

Mas eram as férias de verão…

E Fabrício e Felício só viviam pensando em aventuras.

Certa vez vovó ficou distraída com  visitas na varanda.

Vovô fazia farinha para seu virado de feijão e farofa de ovo.

Fabrício e Felício aproveitaram para fugir, levando umas varas e um velho vestido vermelho da vovó.

– Agora vamos fazer o fantasma voar do fundo daquele fosso, ora se vamos!

E como um foguete vararam a floresta ( na verdade era só uma matinha ) para ver a fonte.

A ideia era inventar um fantoche para enfrentar o fantasma.

– Que façanha! – falou Felício.

– Vai ficar fabuloso – falou Fabrício. – O fantasma vai ficar com faniquitos!

Fabricaram o fedelho com os feixes de vime, fizeram uma  face enrugada com fruta-do-conde, a fronte com folhas.

Vestiram com o vestido vermelho e virou  uma verdadeira feiticeira, que feiura!

– Vai ser fatal para o  fantasma!

 Fincaram a figura atrás de uma fogueira, já festejando.

 Então foram vigiar pelo vão de uma fileira de figueiras.

 E com voz fanha falseavam a voz da velhaca:

Uuuuuu….. Uuuuuu….

De repente, um vento frio começou a vergar a tal feiticeira.

O vento ficava cada vez mais mais forte, levantava o vestido vermelho, parecia cantar vitória e virar um furacão!

A fogueira soltou faíscas e fagulhas foram para o fosso, parecendo um fogo-fátuo.

O ar ficou fumarento.

E os dois:

– Valei-nos!

– Estamos ferrados!

– É feitiço do defunto!

– Vamos virar as vítimas fatais?

– Acho que vou vomitar!

– Só o vigário vai nos salvar!

E para piorar, veio voando um vespeiro e foram as vespas a zoar:

Vuuuu … Vuuuu … Vuuuu….

Que pavor! Velozes, trataram de apagar a fogueira antes que tudo virasse um fogaréu e fugiram de volta à fazenda.

Nessa hora, melhor ficar com os familiares.

Que vexame!

Chegaram na varanda sem fôlego, mas a vovó nem notou:

– Venham meninos! Venham ver a cufa de fubá que eu fiz.

Enfim, foi mesmo uma aventura, ou foi só folia?

Mas Fabrício e Felício juraram vingança.

– Ainda não fomos vencidos! Não fica assim!

– Aquele fantasma vai ver, as férias não chegaram ao fim!

_____________

Escrevi esse texto para uma criança com dislexia, com predominância de dificuldades auditivas, como de atenção e memória auditiva, percepção e discriminação de  sons, como no caso específico de trocas entre entre  /f/ e /v/.

Sua leitura lenta e vacilante estava se tornando uma barreira e a escola, um sofrimento

Crianças com distúrbios de aprendizagem precisam de ensino especial, mas os pais podem ajudar muito através do hábito da leitura compartilhada. A leitura em voz alta é uma forma de transformar um obstáculo em oportunidade de enfrentamento e progresso. Mas ela é sobretudo uma  troca afetiva, que pode fazer do aprendizado uma fonte de entretenimento e diversão.

A dislexia severa persiste mesmo na idade adulta. Então, não se deve menosprezar que toda criança precisa de ajuda para reconhecer suas dificuldades, mas também outras habilidades que irão permitir a construção da  sua autoestima.

Apresentando az – O alcatraz

Com az escrevo:

O ALCATRAZ

—–

MOMENTO DE PAZ

PAIRANDO SOBRE O OCEANO

UM ALCATRAZ

—–

SÚBITO UM ATAQUE AUDAZ

DA ROCHA NAS ONDAS MERGULHA 

UMA CHUVA DE FLECHAS

—–

PARA O PEIXE TANTO FAZ

UM ÚNICO ALCATRAZ

OU UM BANDO DE ATOBÁS

—–

NUM INSTANTE FUGAZ

ELE JAZ

Curiosidades do mundo animal

O alcatraz

O nome alcatraz vem do árabe e quer dizer mergulhador.

Muitas aves marinhas diferentes, em geral de tamanho grande, recebem este nome.

Escolhi a que é mais conhecida como fragata, por ser a maior ave que vive no nosso litoral e com o maior ninhal por aqui, localizado justamente no Arquipélago de Alcatrazes.

Ela também é conhecida como tesourão, pirata ou ladrão-do-mar e é facilmente avistada em alto-mar, voando em bandos à procura de peixes.

O macho é preto, com um papo vermelho, que incha quando quer atrair a fêmea. Esta é maior e tem o peito branco. O bico é grande, amarelo e pontudo, adaptado para fisgar um peixe. O rabo é bifurcado, daí o nome tesourão. Suas asas são bem compridas e estreitas, com a maior envergadura entre as aves marinhas, com até 2 m de comprimento quando abertas, permitindo longos voos planados sobre o mar.

Na verdade, o nome alcatraz não é apropriado para a fragata. Ela tem os pés pequenos, que não permitem que nade ou mergulhe. Mesmo em terra é uma ave desajeitada, por isso passa o dia voando em círculos ao redor das ilhas em que vive ou em rasantes para pegar pequenos peixes, lulas ou moluscos que ficam próximos da superfície da água.

Tanto o macho como a fêmea só voltam à terra para cuidar do único filhote, protegido em um ninho sobre os ramos de uma árvore. Ao cair da tarde, juntam–se em grandes bandos para dormir, empoleirados nas árvores ou nas rochas.

Nas mesmas ilhas vive também o atobá. Este sim é um grande mergulhão, chamado com razão, alcatraz–pardo. Ele não é capaz de voar muito alto. Então fica sobre as rochas, acompanhando o voo dos alcatrazes. Quando eles planam, é sinal de um cardume de peixes.

Então o atobá dispara como uma flecha, mergulhando fundo para pescar.

Mas precisa fugir rápido, porque o alcatraz o persegue até roubar–lhe a comida. Vem daí o nome fragata, usado para os navios de piratas. O alcatraz é tão insistente, que força o atobá a devolver goela afora até os peixes já engolidos. 

Para escapar do ladrão, só mesmo pousando no mar, pois, ao contrário do alcatraz, o atobá tem uma gordura que o protege do frio e patas adaptadas com uma membrana, para poder nadar e mergulhar.

 Esta dobradinha parece briguenta, mas aparentemente, um colabora com o outro.

Voando alto, o alcatraz encontra os peixes. O atobá mergulha e traz comida para os dois.


O Projeto Alcatrazes foi criado pela Sociedade de Defesa do Litoral Brasileiro para tornar o  Arquipélago de Alcatrazes, que era usado pela Marinha como área de treino de tiros, prejudicando muito a fauna e a flora, em área de proteção e refúgio ambiental.

O Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), representado pelo Laboratório de Biologia da Conservação de Mamíferos Aquáticos  (LABCMA) tem sido um dos grandes colaboradores do projeto, promovendo expedições ao Arquipélago para pesquisa e  avistamento de animais marinhos, com supervisão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), todos unidos pela preservação da biodiversidade marinha, incluindo as aves, como as fragatas e atobás.

Veja em https://sotalia.com.br    http://www.alcatrazes.org  

Dobradinha Marinha

Conte quantos peixes tem o cardume avistado pelo alcatraz e atacado pelo atobá.

Se forem igualmente divididos entre os dois, quantos peixes cada um deles vai comer?

Hora de recolher

Existe uma regra na formação dos bandos de aves que procuram terra firme para dormir.

Desenhe o número de aves que deve aparecer nos quadrinhos vazios.

Escrevendo com az

Finalize com -az os nomes desse casal de biólogos-marinhos:
Tomaz é apaixonado pelos golfinhos. Para estudar seu comportamento ele aprendeu a nadar e mergulhar em alto mar.
Veja uma lista de suas qualidades que estão na primeira coluna. Na segunda coluna estão palavras que querem dizer a mesma coisa, são seus sinônimos, porém elas não aparecem na mesma ordem.
Você precisa ligar corretamente cada par de sinônimos.
Se achar as palavras difíceis, peça ajuda ou consulte nosso amigo Dicionário.

Você reparou que o som –az aparece no final de todas as palavras da lista?
O final em -az e não em –as,  indica uma sílaba  com som mais forte, chamada sílaba tônica. As palavras terminadas com sílabas mais fortes são chamadas oxítonas.
Você também pode escrever o nome do nosso mergulhador terminando com -as mas, nesse caso, vai precisar acentuar a sílaba final. Fica assim: Tomás, que bravo rapaz!
Então, os dois jeitos podem ser usados para esse nome: Tomaz ou Tomás.

Maria da Paz não fica atrás!

Ela estuda as aves marinhas. Explora ilhas selvagens, entra no mato, sobe morros e escala rochedos à procura dos ninhos e filhotes.

Arquipélago de Alcatrazes

O Arquipélago de Alcatrazes fica no litoral norte de São Paulo, em São Sebastião. O conjunto de ilhas e rochedos próximo da costa recebeu este nome justamente por abrigar milhares de aves marinhas e servir como o maior ninhal de fragatas no Brasil. 

O arquipélago é uma área considerada Refúgio da Vida Silvestre e só pode ser visitada com a autorização do ICMbio ( Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). A pesca é proibida, mas são permitidos mergulhos e a visita em embarcação para avistamento das aves e com sorte, de golfinhos e baleias. Em terra, somente pesquisadores  podem desembarcar, para que a fauna e a flora permaneçam protegidas.

Não há praias, apenas paredões de rochas e no interior das ilhas, morros com vegetação rasteira, arbustos e focos de mata. A fauna do arquipélago é muito rica.

No mar existe uma enorme variedade de peixes, tartarugas, baleias e golfinhos.

O mais conhecido é o golfinho–roaz, também chamado golfinho–nariz–de–garrafa, pelo seu bico pontudo.

Ele nada próximo à costa ou em alto mar. A palavra roaz significa roedor, pois esse golfinho tem dentes pequenos e pontiagudos, usados para pegar os peixes e lulas de que se alimenta, que são simplesmente engolidos pois os dentes não são usados para mastigação.

Os golfinhos vivem em bandos, saltando pela superfície da água, emitindo sons para a comunicação entre eles. Embora vivam na água, não são peixes mas mamíferos marinhos.

Assinale abaixo qual é o golfinho diferente.

Na terra vivem alguns animais isolados há centenas de anos neste único habitat.

São chamados de animais endêmicos porque só são encontrados ali.

Por isso os mais conhecidos levam a palavra alcatraz no nome, fazendo o plural em –azes : alcatrazes.

São a perereca-de-alcatrazes e a jararaca-de-alcatrazes.

A perereca-de-alcatrazes é uma rãzinha inofensiva, com poucos milímetros, que vive no fundo das flores da bromélia, uma planta típica das nossas matas, onde fica protegida pela umidade e se esconde de predadores.

A jararaca-de alcatrazes é uma espécie anã, adaptada à vida no Arquipélago. Come principalmente centopeias, pois lá não existem roedores, alimento preferido das cobras. É muito venenosa e fica escondida no mato durante o dia. Pode atacar e matar uma pessoa com sua picada.

Quantas cobras enroscadas estão aí embaixo?

Pinte aquela que mais passa por cima das outras.

Mar, Terra e Ar

Animais marinhos são aqueles que vivem principalmente ou totalmente do mar.

Os mais conhecidos são os aquáticos, como os peixes, polvos, baleias e golfinhos.

Os mamíferos semi-aquáticos, como as focas, nadam bastante e se aquecem na areia.

As aves oceânicas vivem em alto mar e só vão à terra para ter e cuidar dos filhotes. Algumas, como os pinguins, não voam e podem até dormir sobre a água.

Outras, como os albatrozes, voam dias e noites, planando para descansar ou pousando sobre a água, pois também nadam e mergulham para pescar.

As aves costeiras vivem nas praias e rochedos à beira-mar.  

Algumas nadam e mergulham, como os atobás e gaivotas. Outras, como as fragatas, ficam a maior parte do tempo no ar e pescam em voos rasantes, sem nadar ou mergulhar. 

Assinale abaixo quais animais não são marinhos.   

                                   

Aumentando e Encolhendo

Você sabe como aumentar e ao mesmo tempo diminuir uma palavra?

Parece mágica, mas é possível, quando usamos os diminutivos.

As palavras terminadas em –az passam para o diminutivo, juntando –inho ou –inha e ficam maiores como em :

RAPAZ                  RAPAZINHO

Existe um passarinho no Cerrado chamado rapazinho, apelidado joão–bobo.

Uma curiosidade é que, para se camuflar, fica totalmente parado, como o urutau.

Parece que não percebe nada ao redor, mas de bobo não tem nada. Em perigo, finge de morto e na primeira chance, trata de voar depressa e para bem longe!

Na sequência abaixo, em primeiro lugar, aparece um desenho completo do rapazinho e você vai completar as partes que faltam nos demais desenhos.

Cartaz do Almanaque do A

A terminação –az pode indicar um aumentativo.

Veja: O ALCATRAZ É UM GRANDE LADRAVAZ.

Se a palavra ladrão faz ladravaz, a palavra carta faz cartão e cartaz.

O cartaz é um cartão bem grande para ficar exposto ao público e chamar a atenção para um anúncio.

Então, para finalizar, vai aí um Cartaz do Almanaque para você prestar atenção e fazer uma lista de tudo tudo que começa com a letra A.

Viu como você foi capaz de fazer todas as atividades deste Almanaque?

COM JEITO TUDO SE ARRANJA

DE TUDO O JEITO É CAPAZ

A COISA É AJUDAR O JEITO

É ISSO QUE A GENTE FAZ! (quadrinha do nosso folclore)

FIM

Vem aí o ALMANAQUE DO E!

Apresentando As as – O tatu-canastra

                                  

Com as escrevo:

O TATU–CANASTRA

ZÁS – TRÁS!

UMA NOTÍCIA SE ALASTRA,

FILMARAM UM TATU–CANASTRA!

—–

AINDA BEM,

POIS ELE JÁ SE ESCONDEU.

PREFERE DA TOCA A ESCURIDÃO,

NÃO QUER SER

ASTRO DA TELEVISÃO.

Curiosidades do mundo animal

O tatu–canastra

O tatu–canastra é o gigante dos tatus.

Ele é muito difícil de ser visto, pois passa o dia escondido em sua toca.

Para estudar seus hábitos, os cientistas instalam armadilhas fotográficas e filmadoras próximas a buracos onde suspeitam que ele esteja dormindo. É assim que são flagrados quando saem para comer, bem tarde da noite. 

Eles remexem a terra procurando insetos, aranhas, pererecas, lagartos e até cobras, mas sua comida preferida são as formigas e cupins. Não é difícil para eles destruir um cupinzeiro, construção feita de barro muito duro, pois têm as patas grandes, com unhas fortes e compridas, a do meio chegando a medir 20 cm de comprimento.

Tudo é grande no tatu–canastra. Seu comprimento chega a atingir 1,5 m, fora a cauda, que tem mais ou menos a metade do comprimento do corpo. O peso chega a 60 kg. Para você ter uma ideia do porque é chamado de tatu gigante, as outras espécies de tatus medem entre 30 a 70 cm e pesam entre 2 a 6 kg.

O corpo é protegido por um casco resistente, formado de placas, com alguns pelos duros. Esta carapaça o ajuda a escapar dos seus predadores, como a onça e o lobo–guará.

Quando abandona a toca ela acaba servindo de abrigo para outros animais. Por criar habitats para outras espécies é chamado de engenheiro da natureza.

O tatu-canastra é um bicho manso. Seu maior inimigo é o homem. Nas regiões onde vive, na Floresta Amazônica, no Cerrado ou no Pantanal, eles são caçados por causa da sua carne saborosa.

Para encontrá–lo, basta seguir seu rastro no capim amassado. Os caçadores fazem armadilhas diante da toca ou chegam a puxar o tatu pelo rabo para fora e o cozinham no próprio casco, como se fosse uma panela!

Não bastasse a perda de habitat, a caça, mesmo proibida, também contribui para que o tatu-canastra esteja ameaçado de extinção.

Além do fato de que a fêmea tem apenas um filhote a cada dois anos, o que faz com que a  população dos tatus seja baixa e a criação em cativeiro ser muito difícil.

 


O Instituto de Pesquisas Ecológicas – Ipê, fundado por biólogos no interior de São Paulo, mantém vários projetos voltados para a biodiversidade.O Projeto Tatu-canastra começou no Pantanal, em Aquidauana, Mato Grosso do Sul e estendeu-se para a região de Cerrado do mesmo estado Como é muito difícil ver os tatus por serem animais noturnos e sua coloração se confundir com a do habitat, além de ficarem escondidos nas tocas durante o dia, os cientistas contam com a ajuda das pessoas que vivem no entorno das áreas naturais. Através da educação ambiental essas pessoas são preparadas para observar pegadas, rastros e tocas. Os tatus-canastras acabam sendo monitorados através de radiotransmissores e armadilhas fotográficas e assim tem sido possível conhecer melhor seu comportamento e desenvolver ações para sua proteção. Veja em: https://www.ipe.org.br>projetos>pantanal-e-cerrado         

Tatu-canastra – Projeto Tatu-canastra – IPÊ -MS

TV Animal

O tatu-canastra saiu da toca e uma armadilha fotográfica disparou.

Por que os pesquisadores escolheram justo aquela árvore, para colocar a câmera?

Descubra entre os flagrantes abaixo, aqueles que estão repetidos.

No tempo da canastra

Olhe aí um jeito divertido do nosso folclore para fazer um sorteio, usado há muuuuiiiiiito teeeemmmpo atrás…

AN,TAN

TUTAMÉ, FIN_FAN

ARISTARES COM VASORES

SIGUIZÁ, CALADUCH

ANI-ANI, ANI-BU

QUEM SAI ÉS TU

FILHO DO TATU!

Escrevendo com

As          as   

Começando com As, vamos escrever os nomes do vovô e da vovó:

  

    

Os nomes dos netos têm  as  no meio e no fim:

 

                                         

Vovô deu para os netos sua canastra antiga para guardarem os brinquedos. Qual é ela?

Vai uma dica: na canastra estão as sílabas do nome de um animal que começa com As.

Aproveite e escreva o nome deste animal : __________________________________

Como é bom cavador, o tatu abandona a toca quando quer uma casa nova.

Olhe só quem aproveita e mais que depressa fica com a toca do tatu. 

Copie o nome deste animal que também tem as logo na primeira sílaba.

____________________________________________________________________________

Bichos e Formas

Agora que você já sabe de onde veio o nome tatu–canastra, nem vale perguntar sobre a origem do nome tatu–bola.

Você sabia que o tatu–bola é o menor dos tatus da nossa fauna?

Comparando com os 50 kg do tatu–canastra, distribuídos em 1 m de comprimento, o tatu–bola pesa só 1,5 kg e mede apenas 30 cm, pouco mais que a unha do meio do canastra!

Imagine a diferença de tamanho entre uma capivara, por exemplo, e um coelho.

É mais ou menos assim:

Talvez por ser pequeno, o tatu–bola não é capaz de cavar sua própria toca, aproveitando as tocas abandonadas pelas outras espécies de tatus.

Em compensação, ele tem uma incrível capacidade de se defender, dobrando–se sobre si mesmo, até formar uma bola perfeita, tão dura e travada que seus predadores não conseguem furar. 

Complete a sequência para ter uma ideia de como ele consegue se enrolar até o final.  

Ah! Ainda tem o tatu-bolinha.

Este você deve conhecer. Ele não é um tatu de verdade, mas um bichinho que vive nos jardins, comendo as plantas. Ele tem esse nome porque também se enrola quando ameaçado, formando uma bolinha.

Veja como ele é:

O que você acha?

O tatu-bolinha ou tatuzinho-de-jardim é um inseto ou um crustáceo terrestre, parente próximo de um camarão?

Ora bolas!

Tantas bolas e bolinhas fazem lembrar:

Complete :

Quantas bolas?

Mamãe tatu-bola está preparando a festa de aniversário do filhote.

Adivinhe o que ele ganhou de presente?

Se você tiver paciência, conte tudo que tem a forma de bola na sala dos tatus-bola.

Ou então, dê um palpite, escolhendo uma alternativa:

a) Existem mais de meia centena de bolas.

b) Existem menos de duas dúzias de bolas.

c) Existem entre duas a três dezenas de bolas.

Mamãe tatu se distraiu com chamada do telefone.

Triiiimmmmm…….

O que aconteceu?

Caramba! Que golaço!

Falta? Será que vai ter cartão vermelho? Castigo justo no aniversário?

Se você ainda tiver paciência. torne a contar o que sobrou com a forma de uma bola.

Ou escolha uma alternativa:

a) A bola quebrou 4 peças do aparelho de chá preferido da mamãe tatu.

b) Apenas uma xícara e um pires quebraram. Será que ela vai ficar menos brava?

c) Que prejuízo! Além da quebradeira, mais de uma dúzia de docinhos perdidos!

Olhe isso! Com a confusão, dois personagens se saíram bem com as guloseimas!

Quem são eles?

Apresentando Ar ar – A onça-parda

Com ar escrevo:

—–

 A onça–parda

—–

Uma onça–parda,

com fome foi caçar.

—–

Desceu cem jardas

pela Serra do Mar

e acabou na mansarda

da Dona Hermengarda.

—–

Com o cão a ladrar,

chamou ela o guarda

que usou a espingarda

e com um só dardo

da onça fez um fardo.

—–

Com tal carga,

subiu o guarda

as cem jardas

e eis a parda

de volta ao lar.

—–

Enfim,

não foi desta vez

que a onça-parda

conseguiu provar,

da Hermengarda,

galináceas a fartar.

—–

Que parva!

Curiosidades do mundo animal

A onça–parda

A onça é o mamífero mais feroz da nossa fauna.

É um animal carnívoro, que sai para caçar sempre que tem fome, seja dia ou noite.

Ataca quase todas as espécies que encontra, desde pequenos roedores, aves e répteis a grandes presas, como os veados e até a anta, que pode ser maior do que ela própria.

A onça–parda ou suçuarana tem o pelo de uma só cor, geralmente castanho ou cinzento. Ela é menos musculosa que a onça–pintada, mas tem as patas maiores, conseguindo dar saltos mais altos e correr mais rápido, sendo uma grande caçadora. A cabeça é pequena, com as orelhas arredondadas.

Outra diferença em relação à onça–pintada é que ela não urra, mas rosna, ronrona e mia como um grande gato.

Para caçar, fica na emboscada, escondendo–se atrás do mato ou de uma pedra. Quando ataca, a presa quase não tem chance de escapar. Se for um animal grande, ela não come tudo de uma vez. Cobre a carcaça que sobrou e volta quando estiver novamente com fome. Pode levar até 15 dias para dar conta de um veado grande como o cervo–do–pantanal.

Vive em regiões diferentes, espalhadas por todo o continente americano. No Brasil,  pode ser encontrada na Floresta Amazônica, no Pantanal, na Mata Atlântica, no Cerrado e até nas terras mais secas da Caatinga.

Evita a proximidade do homem, mas com a destruição do seu habitat, pode invadir fazendas para atacar o gado ou até mesmo sair à procura de comida na cidade.

São comuns as notícias de onças atropeladas nas estradas ou surpreendidas em  praças ou mesmo nos quintais das casas.

Embora possa viver até 20 anos e tenha 2 a 4 filhotes a cada ninhada, infelizmente as onças–pardas, bem como as pintadas, também correm risco de extinção.


Cerrado – Coração do Brasil. O Cerrado ocupa uma região muito grande, em vários estados no centro do país, onde a estação da seca é longa.  Ali existem algumas florestas e nascentes de rios, mas a maior parte é  formada por savanas e campos, onde as árvores são baixas, com galhos retorcidos, espalhadas entre arbustos e muito capim, servindo de abrigo para muitos animais. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade –  ICMBio e o Centro Nacional de Avaliação da Biodiversidade e de Pesquisa e Conservação do Cerrado – CBC  trabalham  em vários parques de proteção da flora e da fauna. Na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central, entre o DF e Goiás, o Projeto “Brasília é o Bicho” acompanha os habitantes da reserva, entre eles a onça-parda, através de armadilhas fotográficas. Veja em http://www.icmbio.br>cenap

Onça-parda – ICMBio – Projeto “Brasília é o Bicho” – DF

Inventando histórias

Para criar uma história é preciso primeiro escolher seus personagens.

Como serão eles?

São as qualidades que fazem os personagens se tornarem especiais.

Minha onça–parda, por exemplo, além de ter a cor como uma qualidade, também é:

CARNÍVORA FAMINTA SELVAGEM PARVA

Parva, o que é isso?

Imagine com que cara a onça ficou, quando perdeu a chance de comer as galinhas.

Escolha entre os desenhos abaixo qual é a onça com cara de parva.

Agora você já pode explicar com palavras.

UMA ONÇA PARVA É UMA ONÇA   __________________________________________.

Agora é a sua vez de também dar uma qualidade para a onça. Complete:

A ONÇA–PARDA É UM BICHO ______________________________________________.

As palavras que descrevem o jeito das pessoas, dos animais e dos objetos são chamadas de ADJETIVOS.

Como será a Dona Hermengarda?

ALTA ou BAIXA? ALEGRE OU RANZINZA? 

Que tal desenhar o seu retrato, tal como você imagina?

No quintal da Hermengarda

Uma história só existe quando acontece alguma coisa com os personagens.

Para indicar as ações usamos os VERBOS.  Muitos têm a terminação em AR:

CAÇAR          ATACAR          ARRASTAR          LEVAR          CARREGAR          PULAR  

Escolha duas, entre essas ações, para completar as frases na história da onça–parda. 

A ONÇA-PARDA QUERIA ____________________ NO QUINTAL DA HERMENGARDA.

O GUARDA VAI ________________A ONÇA DE VOLTA PARA A MATA.

Escrevendo com Ar ar

Você reparou nos animais que a Dona Hermengarda tem no quintal?

Eles são de estimação e por isso, têm nomes escolhidos por ela.

Agora só falta nomear nosso herói.

Escolha um nome para o guarda que tenha o som ar no começo, meio ou fim.

______________________________, o guarda da Patrulha Ambiental.

Todos os animais silvestres, de qualquer espécie, pequenos ou grandes, em risco de extinção ou não, podem ser resgatados pela Patrulha Ambiental quando em perigo.

Desembaralhe as sílabas para escrever corretamente os nomes dos animais abaixo.

Observe que todos têm uma sílaba com o som AR.

Uma notícia

domingo, julho 11, 2021

Onça parda é capturada no Cantagalo

15 de junho de 2021

Onça foi sedada por uma veterinária durante o resgate (Divulgação/Guarda Civil)

Uma onça parda foi capturada no quintal de uma residência no Cantagalo, nesta nesta terça-feira (15). Uma bióloga do Zoo fez a sedação do animal que foi resgatado pelos bombeiros e Pelotão Ambiental da Guarda Civil.

Onça entrou no quintal de uma residência (Divulgação/Guarda Civil)

Será levada para o Zoo para passar por atendimento veterinário e após a comprovação que tem boa saúde e tem condições de ser devolvida à natureza será solta em uma área de mata em Itirapina.

“Recebemos um chamado da nossa central informando que solicitantes alegaram que a onça estava andando na Rua Lara. Depois ela se refugiou em um terreno que tinham duas casas. Uma bióloga fez a sedação para garantir que o animal não se ferisse ou ferisse alguém”, disse o guarda Reginaldo que atuou na ação com o parceiro L.Fernando.

O ambientalista Gustavo Pinto disse que possivelmente, a onça se perdeu do corredor ecológico que existe na região do Cantagalo. “O animal saiu do corredor e entrou na área urbana. É importante enfatizar que geralmente esse grande felino tem medo das pessoas e geralmente fica acuado em um canto ou em algum lugar que se sinta protegido. Nesses casos dá tempo de chamar os bombeiros, defesa civil ou biólogo de algum zoológico. Jamais deve fazer qualquer tipo, principalmente para fazer uma foto, pois o flash pode assustá-lo. É indicado retirar os cães de perto ou outros animais que podem fazer qualquer tipo de barulho, pois pode irritá-lo”, alertou o especialista.

Gustavo disse ainda que assim como outros animais silvestres, a onça tem sido vista nas cidades por conta da perda de seu habitat, por causa da exploração urbana.

Cristiani Azanha

crisazanha@jpjornal.com.br

Leitura de notícias

Por que é bom ter o hábito da leitura de jornais e revistas, além, é claro, dos livros de histórias?

Na sua opinião, para que serve uma notícia como a que lemos acima?

Observe que nos jornais e revistas há sempre um título para começar a escrita.

O título das notícias é chamado de manchete.

Olá, olá jornalista!

Escreva você também uma manchete para uma notícia de onça-parda perdida na cidade.

Procure com sua manchete, ajudar na proteção dessa espécie.

Ela seria assim: _______________________________________________________________

Que tal juntar a sua turma e começar a escrever um jornal para sua escola?

Apresentando Al al – O cervo-do-pantanal

Com al escrevo:

O cervo–do–pantanal

—–

Afinal,

qual é o maior animal

do Pantanal?

—–

Será a onça

ou a lontra?

O jacaré–açu

ou o jaburu?

—–

Será a sucuri

ou um jabuti?

A anta, quiçá

ou o tamanduá?

—–

Afinal,

será o gavião-real

ou o cervo–do–pantanal?

—–

Pois vou contar:

o maioral,

que só vive no Pantanal,

é o cervo com nome igual.

Curiosidades de mundo animal

O cervo–do–pantanal

O cervo–do–pantanal é o maior veado da nossa fauna.

Ele vive apenas em lugares alagados. Antigamente podia ser encontrado em quase todas as regiões do Brasil, mas hoje é considerado uma espécie vulnerável, que sobrevive principalmente no Pantanal do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e na Ilha do Bananal, a maior ilha de rio do mundo, que fica no Tocantins. No estado de São Paulo, seu habitat foi  inundado para a construção de usinas hidrelétricas e atualmente é encontrado apenas em parques de preservação, criados às margens dos rios que desaguam no Pantanal.

O macho adulto chega a medir quase 2 m de comprimento e a pesar até 130 kg. Só para você imaginar, ele é duas vezes maior que os outros veados como o catingueiro, que vive nas regiões secas da caatinga e o campeiro, que vive nos campos do cerrado.

O pelo é marrom–avermelhado; as pernas são compridas, com canelas pretas e patas grandes. Os cascos são unidos por uma membrana que permite que andem na água, evitando que afundem no lodo.

O macho gosta de viver sozinho e tem uma galhada que pode crescer até formar seis pontas. Ela serve para sua defesa e também para atrair as fêmeas. Essas vivem em bandos pequenos, cada uma com seu único filhote. 

Estão sempre perto dos rios, escondidos no mato. Gostam de comer as plantas aquáticas e o capim que cresce nas terras úmidas.

Não são tão ariscos como os outros veados, permitindo até certo ponto a aproximação do homem, mas se acuados, são muito perigosos, atacando com a galhada. São muito rápidos quando correm e nadam melhor ainda.

Seus maiores predadores são a onça e a cobra sucuri.

Nas áreas desmatadas para formação de pastos, os veados acabam sofrendo com a febre aftosa, uma doença das vacas e bois. E assim, mais uma vez, o homem se torna um grande inimigo.


Pantanal – “Reino das Águas”. O Pantanal é a maior planície do mundo a ficar alagada na época de chuvas prolongadas. Ela forma uma grande reserva de água doce nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É uma região plana – por isso chamada planície – com poucos morros, árvores espalhadas e muitas depressões rasas onde a terra, uma mistura de areia e argila absorve facilmente a água. Cortada por muitos rios que desaguam no grande Rio Paraguai, a planície se transforma num grande espelho com as chuvas de verão. A água que transborda dos leitos forma lagoas e pântanos onde ficam retidos muitos peixes e crescem plantas aquáticas, atraindo aves e jacarés, enquanto os mamíferos procuram abrigo em terras mais altas. Nesse ambiente vive grande parte da nossa fauna, protegida em Unidades de Conservação como a Estação Ecológica de Taiaman, administrada pelo ICMBioInstituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Veja em: https://www.icmbio.gov.br/esectaiama

Cervo-do-Pantanal – ESEC Taiaman – ICNBio Foto Daniel Kantek

Os maiorais do Pantanal

Veja os maiores animais do Pantanal, classificados pela ordem que pode chegar o peso de um macho adulto.

Descobrindo pegadas

Numere cada pegada de acordo com a ordem do animal na tabela acima.

Escrevendo com Al al

Conheça os donos da FAZENDA DO NINHAL.

É só preencher os espaços com Al  ou al.   

Ambos cuidam de uma grande reserva natural no Pantanal, onde vivem muitos dos maiores animais da nossa fauna, como as aves que por lá fazem seus ninhos na época da reprodução. São as garças, emas, seriemas, colhereiros e o jaburu ou tuiuiú.

Entre elas se destaca o gavião-real, também chamado de harpia, a maior ave de rapina do Brasil

Ele faz seu ninho escondido nos galhos mais altos de árvores grandes, de tal forma que é quase impossível alcançá-lo. Lá no alto, fica voando em círculos por um longo tempo à procura de uma presa.

O gavião-real alimenta–se de mamíferos, aves e répteis, sobre os quais faz um ataque rápido e fulminante, agarrando–os com suas garras, tão fortes que podem até carregar animais mais pesados que ele, como preguiças e filhotes de veado, sem deixar qualquer chance de defesa.

Praticamente não tem predadores e geralmente, acaba morrendo de velhice.

O Pantanal também é famoso pela variedade de peixes que vivem nos seus rios.

Um deles também tem o som al no nome. É o peixe–palmito ou  palmito–de–ferrão.

É um peixe bonito, de couro, com o dorso azul–escuro, onde fica uma nadadeira com um ferrão; os lados são amarelos e a barriga laranja. Vive no fundo do rio. 

Sua carne é tão branca, macia e saborosa que lhe deu o nome de palmito!

Descubra qual é o diferente:

Vivendo no Pantanal

Ajude o cervo-do-pantanal a atravessar a região em busca de uma lagoa para beber água, mas evite correr o risco de que ele seja atacado por um predador.

Assinale qual dos jaburus conseguiu pescar um peixe-palmito.

Desafio: Junte as duas últimas letras e as duas primeiras da palavra CERVO-DO-PANTANAL e descubra o nome do maior cervo do mundo, que vive na América do Norte.

Al ou au?

Quando falamos os nomes dessas aves, terminamos sempre com o mesmo som.

Mas, ao escrever, quando usamos Al e quando usamos AU?

Para saber, temos que nos basear em como fazemos o plural das palavras. Veja:

Palavras terminadas em Al têm o plural em AIS.

Palavras terminadas em AU têm o plural em AUS.

Agora é a sua vez. Faça o plural de:

De quem é o ninho?

Ligue cada mamãe ao seu ninho.

Trava–Língua

 一 PARDAL PARDO,

 POR QUE PALRAS?

 一 PALRO SEMPRE E PALRAREI,

 PORQUE SOU O PARDAL PARDO.

Apresentando Au au – O pica-pau

Com au escrevo:

O pica–pau

—–

No alto do mata-pau,

um joão-do-pau

fez seu ninho

com gravetinhos.

—–

Mal se acomodou,

um pica-pau chegou.

—–

Pa Pa Pa Pa!

—–

Que bico tem o pica-pau!

À cata de lagartinhos,

bica e pica

o mata-pau.

—–

Como ficar no ninho

com tal vizinho?

—–

Melhor buscar

outro local

e lá se foi

o joão-do-pau.

 

Curiosidades do mundo animal

O pica–pau

Não é difícil descobrir porque o pica–pau ganhou esse nome. Ele fica bicando repetidamente o tronco das árvores para fazer buraquinhos e encontrar sua comida predileta, larvas e pequenos insetos, que suga com sua língua comprida e gosmenta. Por isso tem o bico comprido, bem forte e pontudo.

Um pica–pau chega a dar até 100 bicadas por minuto. Com as patas, que funcionam como garras, consegue se prender no tronco. Fica bem firme e retinho. É por isso que tem a  cabeça grande e o pescoço forte, para poder sustentar o corpo por bastante tempo.

Mas seu tamanho, ao contrário, não é tão grande. O que mais chama a atenção é seu topete, a maioria de cor vermelha. É uma ave muito bonita, com as asas e a cauda pretas.

Existem muitas espécies de pica–paus, com cores, tamanhos e piados diferentes.

Além do pica–pau-de-topete-vermelho, existe o pica–pau-branco, o verde-barrado, o picapau-do-campo, o amarelo e muitos outros.

Vivem a maior parte do tempo sozinhos, só procurando um par na época da reprodução, quando as bicadas fortes do macho atraem a fêmea e servem para fazer um buraco grande, que será o ninho, protegido do vento e da chuva.

A fêmea coloca de três a cinco ovos e o macho a ajuda a cuidar dos filhotes. Eles são bem feios, pelados e cegos, parecem fraquinhos, mas já nascem sabendo bater o bico!



Observando aves –  O Museu Biológico do Instituto Butantan criou o primeiro Observatório de Aves – OA-IB em plena área urbana da grande cidade de São Paulo, aproveitando que seu parque oferece uma ilha verde de Mata Atlântica, abrigo de centenas de espécies de pássaros. O Observatório é um centro de pesquisas, educação e conservação das aves silvestres,  promovendo passeios guiados por ornitólogos, os estudiosos das aves. Com um binóculo e uma câmera fotográfica, prestando atenção, é possível encontrar bem ao lado vizinhos como os pica-paus e aprender cada vez mais sobre eles. O pica-pau-de-cabeça-amarela tornou-se símbolo do Observatório. Junto com seu parente, o pica-pau-de-banda-branca, forma a parceria mais comum na cidade. A partir deste ínicio, a Divisão da Fauna Silvestre, da Secretaria do Verde e do Meio-Ambiente da Prefeitura de São Paulo, em parceria com a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil –  SAVE Brasil e clubes de observadores de pássaros criaram o  projeto #vempassarinharSP estendendo a experiência direta com a natureza a vários parques da cidade.

Veja em: https://butantan.gov.br>atracoes>museu_biológico

Pica-pau-de-cabeça-amarela-Foto Luciano Lima Pica-pau-de-banda-branca-Foto Natália Allenspach
OA- Instituto Butantan-SP

    

Ninhos e filhotes    

                                                                                                                    
Observe o desenho e responda:

• Quantos são os filhotes de pica–pau?

• Conte também quantos são os filhotes de joão–do–pau.

• Anote nos quadros abaixo e some todos para descobrir quantos filhotes estão morando no pé de mata–pau.

Onde estão os pica-paus-de-topete-vermelho?

Encontre dois pica-paus-de-topete-vermelho entre os pica-paus de outras espécies.

     

Escrevendo com  Au       au

    

O encontro das vogais A + U aparece no começo, no meio e no fim dos nomes de três amigos.

Preencha os espaços para conhecê–los:

Os três estudam na mesma escola e participam do Clube de Ciências.

Eles fazem excursões para observação de aves.

Veja duas aves raras que eles conheceram:

 João-do-pau – Você já deve ter descoberto a razão desse nome. O casal constrói sua casa juntando gravetos na ponta de um galho de árvore e toda a família fica bem instalada, pois a casa é grande.

A cada ninhada, nascem dois filhotes.   

Quando o ninho é abandonado, não demora para ser ocupado por outros animais, como marimbondos e mesmo pequenos répteis e mamíferos, tão confortável é a casa. 

Bacurau – Ave noturna, capaz de se camuflar tão bem durante o dia, que dificilmente é vista.

Não constrói ninhos. Simplesmente se ajeita no chão, entre a terra, gravetos e folhas secas e fica ali sem se mexer, lembrando a estratégia do urutau. Sua cor, uma mistura de marrom e cinzento, permite que fique  bem disfarçado. Os ovos também são meio enterrados sob as folhas caídas e quando os filhotes nascem, ficam quase invisíveis.

No quintal do Nicolau

Olhe aí o Nicolau fotografando um pica-pau.

Observe bem a figura e responda:

Quantos são os animais que estão no quintal do Nicolau?

Quantos voam, mas não são aves?

O Nicolau está tão concentrado que mal sabe o que o espera.

O que será que vai acontecer?

Uau! Que final!

Coitado do Nicolau!

Ainda bem que deu tempo de fotografar o pica-pau.

Observe bem a figura e descubra:

Onde foi parar a lagartinha que vivia debaixo da casca do pé de mata-pau?

Onde foi parar a taturana, a lagarta peluda que provoca queimaduras?

O que aconteceu com o caracol?

Mural das Aves Brasileiras

Apesar de tudo, Nicolau conseguiu levar sua foto para o mural do Clube de Ciências.

Ajude a identificar as aves do mural, preenchendo as letras que faltam.