Escrevendo com Ai ai – O caititu

Com ai escrevo:

O caititu

–  Ai…ai… caititu,

não fique com raiva!

Que baita barulho

com essa queixada!

—–

Abaixe essa crina,

vai com seu pai

e com os demais

que é esta sua sina.

—–

Pense bem, pois

é bom ter um bando

e viver livre como

um porco–do–mato.

—–

Bem melhor destino

que o do seu primo,

o pobre leitão,

que se acaba no fogão!

Curiosidades do mundo animal

O caititu

O caititu é uma espécie de porco–do–mato brasileiro.

Na verdade, não é aparentado com o porco doméstico que conhecemos, mas com o queixada e o javali, que são porcos selvagens.

Tem uma cabeça grande em relação ao corpo, com o focinho comprido, terminando naquelas narinas que se mexem e parecem uma tomada. Suas presas são menores que as dos outros porcos selvagens e crescem para baixo, mas sua mordida não deixa de ser forte, causando um grande ferimento. As pernas são finas e o rabo é tão pequeno que mal se vê.

Ele é acinzentado, tem pelos duros por todo o corpo, uma espécie de crina nas costas e uma faixa branca ao redor do pescoço. O tamanho é o de um cachorro de porte médio. Por sinal, faz às vezes de cachorro em muitas casas na roça. 

O difícil é conseguir pegar um caititu. Ele é arisco e procura fugir do perigo, mas, se capturado, acaba se adaptando ao cativeiro e fica dócil como um animal doméstico.

Na natureza vive em bandos de até 15 animais, bastante unidos. Cada fêmea tem dois filhotes, mas também pode cuidar dos filhotes das companheiras. 

São encontrados tanto em florestas como em regiões mais secas do cerrado.

Comem de tudo. Fuçam a terra procurando larvas e minhocas, mas também gostam de raízes, folhas, frutas caídas no chão e até de pequenos animais, como ratos e rãs, mesmo que os encontrem já mortos. Comem até cobrinhas venenosas.

O bando marca seu território expelindo uma gordura com cheiro forte. 

Os caititus são muito ferozes quando ameaçados, atacando todos juntos. Fazem muito barulho com os dentes e eriçam os pelos da crina. Por isso têm poucos predadores naturais, só mesmo a onça e o jacaré para enfrentá–los.  

Mesmo assim são cobiçados por caçadores por causa do couro e da carne, muito saborosa. Para não correrem risco de extinção, a caça é proibida, mas sua criação em cativeiros é autorizada pelo IBAMA, o Instituto do Meio-Ambiente.


A Mata Atlântica é o nome dado a um conjunto de florestas tropicais espalhadas em fragmentos desde o litoral até o alto das serras e o interior do Brasil. Ela representa apenas uma pequena parte da grande floresta nativa que se estendia além da Floresta Amazônica nos tempos do descobrimento do nosso Brasil. Hoje alguns fragmentos estão protegidos nas Unidades de Conservação – UCadministradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da BiodiversidadeICMBio

O Parque Estadual da Serra do Mar -PESM em São Paulo, é a maior dessas unidades, formando um corredor de florestas do alto da serra até as restingas e manguezais do litoral, abrigando muitas espécies de plantas e animais, como os caititus. O Parque também preserva nascentes de rios, contribuindo para o equilíbrio do clima e a estabilidade das encostas. Aberto para visitação, oferece atividades voltadas para a educação ambiental e é um grande centro de pesquisa da biodiversidade. Veja em: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br>pesm

Caititus – PESM – ICMBio – Foto Sidney Monteiro

Juntando e Separando                          

Com apenas duas linhas retas, separe os caititus em três grupos de cinco animais, cada grupo com adultos e filhotes.
  

                              

Circule o estranho no grupo abaixo. 

O que é, o que é

Tem orelha de porco,

tem rabo de porco,

tem pé de porco,       

mas não é porco? 

Escrevendo com ai

Observe quantas letras e quantas sílabas tem a palavra CAITITU.

Para formar o som AI as letras A e I sempre aparecem juntas na mesma sílaba.

Veja a separação das sílabas nos nomes de outros animais e faça como o modelo.

Esses são peixes:

Esses são aves:

Agora separe as sílabas do nome deste periquito brasileirinho verde e amarelo.

Observe que ele tem além do som AI o som AN.

Nesse caso quantas divisões você deve fazer no quadro abaixo?

JANDAIA

 Desafio:

Qual é a cor do cavalo baio?

Apresentando ãe – A mãe-da-lua

Com ãe escrevo:

Mãe–da–lua

——

Se no meio da noite, você acordar

e no escuro, ouvir um sussurro,

não pense em assombração

nem fique com aflição.

—–

Chame a mamãe, ela vai explicar

que é o vento que uiva, a coruja que pia,

uma rola que arrulha ou

quem sabe, é a mãe–da–lua.

—–

É ela quem canta

no meio da noite

no topo de um toco:

– úúúú… úúúú…

—–

Peça para a mamãe

também cantar

uma canção de ninar,

para você dormir e sossegar.

—–

Curiosidades do mundo animal

Mãe–da–lua

A mãe–da–lua é uma ave noturna, meio parecida com a coruja, embora não seja da mesma espécie. É também chamada de urutau, nome dado pelos índios e que significa ave–fantasma, pois eles acreditavam que ela aparecia na hora em que a lua nasce, quando começa a cantar, parecendo mais um gemido assustador: úúúú… úúúú…

O urutau é pouco visto durante o dia, porque fica camuflado para se proteger. A cor das penas se confunde com a casca das árvores. Ele pousa na ponta de um tronco ou galho seco e fica totalmente sem se mexer, com a cabeça erguida e a cauda esticada. Por isso, também é chamado de emenda–toco. 

Mesmo parecendo dormir, está sempre alerta. Tem um “olho mágico”, capaz de enxergar por uma fenda nas pálpebras e assim surpreender um inimigo que se aproxime.

À noite, sua aparência parece mesmo assustadora. A cabeça é achatada. Apesar do bico pequeno, a boca é enorme, lembrando a de um sapo, rasgada de lado a lado até quase alcançar os olhos, capaz de apanhar um inseto voador num único bocado. Os olhos também são bem grandes e brilham no escuro. 

Alimenta–se dos insetos noturnos como as mariposas, cupins, besouros e mesmo pequenos animais como morcegos e lagartinhos

 É considerado um pássaro raro, mas isto se deve aos seus hábitos. Por causa do seu disfarce é muito difícil perceber sua presença durante o dia. Mas ele pode ser encontrado em todo o Brasil, vivendo nas beiradas das matas ou nas árvores espalhadas nos campos e mesmo nas cidades.

A fêmea coloca seu único ovo num buraco no tronco ou na ponta de um galho e o macho fica chocando durante uns trinta dias. O filhote é cuidado durante outros cinquenta dias, um dos períodos mais longos entre as aves da nossa fauna.


O Museu da Amazônia (MUSA) é um museu vivo, pois ocupa uma parte da Reserva Florestal Adolpho Duccke em Manaus. Em parceria com o INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realiza pesquisas, entre elas sobre os urutaus, comuns na região e apresenta seus resultados em arquivos e exposições para divulgação da Ciência, além de aquários e viveiros de plantas e animais. Também oferece a experiência de conhecer a floresta através de trilhas e da observação do dossel das árvores em uma grande torre. 

Veja em: https:www.museudaamazonia.org.br

Mãe-da-lua ou Urutau – MUSA – ICMBio – AM

Onde está a mamãe?

Os filhotes querem sua mamãe. Leve cada um até ela.

                                  

Animais da noite

Mãe–da–lua vai à caça

Encontre no caça–palavras os nomes de três animais perseguidos pela mãe–da–lua.


Na lista de animais abaixo, qual é aquele que não combina com a turma? Por que?

MORCEGO      CORUJA     URUTAU     MARIPOSA     BORBOLETA

Todos têm asas, mas quem tem penas?

Desafio: Você se lembra de outros animais com hábitos noturnos?

Neste almanaque já apareceram alguns.

Histórias assustadoras

Imagine que você está na mais completa escuridão e começa a ouvir:

    CATABRUUUMMM… BUM! BRRR… PAM PAM… 

Ou então … Desenhe o que você acha que pode acontecer nos quadrinhos abaixo.

Fases da lua

A cada duas semanas, dependendo da posição da Lua em relação ao Sol e à Terra, vemos uma porção iluminada diferente.

São quatro fases ao longo de um ciclo.

Continue desenhando a sequência: 

Desafio: O que é, o que é? Quanto mais cresce, menos se vê?

Escrevendo com ãe

O som ãe aparece em poucas palavras, como em MÃE e as palavras dela derivadas:

MAMÃE                        MÃEZINHA  

E também nas palavras com ela compostas, como em mãe–da–lua: 

MÃE–BENTA                MÃE–D’ÁGUA

E não se esqueça dos plurais em ães de algumas palavras terminadas em ão.

O plural mais fácil de lembrar é o da palavra CÃO. Escreva abaixo:

CÃO    ___________________

Outros plurais que você vai lembrar:

PÃO  ____________________            CAPITÃO  ___________________  

Também já vimos a palavra ALAZÃO. Ela é um caso especial, pois pode ter dois plurais:

ALAZÃO – ALAZÕES     ou  ALAZÃO – ALAZÃES

Desafio: Você sabe o que quer dizer ALAZÃO?

Tem a ver com a cor do cavalo.

Se você não souber qual é, pesquise para descobrir.

                

Apresentando ão – O mico-leão

Com ão escrevo:

O mico-leão

——-

Olha o mico no mata! Onde?

Lá no alto, brincando de pula-pula

e esconde-esconde.

—-

Nos galhos se exibe como um pimpão,

mas no chão, acabou-se o fanfarrão,

qualquer barulhinho, vira um fujão.

—–

Então, por favor, não,

não queira um mico-leão

para bicho de estimação.

—–

Brinque com seu irmão,

pode ser de balança-caixão,

ou de bola de sabão.

—-

Se não tiver um irmão,

arranje um cão,

que também é brincalhão.

—–

Mas, por favor, não,

não queira um mico-leão

para bicho de estimação.

—–

Não Não Não!

—–

Curiosidades do mundo animal    

O mico-leão                             

Os micos ou saguis são os menores macacos que existem.    

Vivem em bandos formados pelos pais e filhotes. Cada grupo pode ter de 3 a 7 micos.

Ficam quase o tempo todo no alto das árvores comendo frutas, cuidando uns dos outros, brincando e assobiando.

Só vão para o chão para beber água ou procurar bichinhos que também fazem parte da sua alimentação, como insetos, passarinhos e pequenos lagartos.

São muito espertos e ariscos, capazes de fugir correndo na menor ameaça, subindo pelos troncos das árvores, saltando de galho em galho, usando as garras para se prender e logo desaparecendo no meio das folhas. Embora tenham um rabo comprido, ele só serve para ajudar no equilíbrio, não sendo usado para se dependurar, como fazem as outras espécies de macacos.

Entre todos os micos, o mais bonito e famoso é o mico-leão-dourado. Ele tem  pelos alaranjados e macios, com uma juba vistosa em volta da cabeça. Vive apenas nas florestas do litoral do Rio de Janeiro. 

Os mico-leões-dourados quase desapareceram porque eram caçados e vendidos para serem animais de estimação. Hoje estão protegidos em reservas e foram escolhidos para representar todos os animais da nossa fauna que correm risco de extinção.


A Associação Mico-Leão Dourado (AMLD), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBIO)  preserva a Reserva Biológica Poço das Antas, área de floresta no litoral do Rio de Janeiro, onde vive o mico-leão dourado. Este trecho de Mata Atlântica já foi habitado pelas antas, como diz o seu nome, mas infelizmente elas já não são encontradas por lá. Ainda bem que os mico-leões foram salvos! Veja em: http://www.micoleao.org.br/

Mico-leão-dourado – ICMBio – RJ

Desafio:  Você sabe o que significa a palavra PREÊNSIL? Tem a ver com uma “mãozinha extra” que os macacos têm, mas o mico–leão não tem. O que é?

A família dos mico-leões

Repare o que cada mico-leão está fazendo:

O bando é formado por quantos micos?

Assinale quem são o pai e a mãe.

Quantos filhotes eles têm?

 Ligue cada mico–leão à sua sombra: 

Escrevendo com ão

Escreva a sílaba final em ão  dos nomes dos irmãos:

No sítio do seu Militão tem muita coisa que termina em ão.  Lá moram os animais:

No pomar, seu Militão cultiva:

E para divertir os netos olhe só o que faz seu Militão, aproveitando o pé de mamão:

Canudinho para bolha de sabão

O talo das folhas de mamoeiro é um canudinho oco.

Para brincar de fazer bolha de sabão é só usar a parte mais fina do talo, lavar bem, mergulhar uma ponta numa canequinha com água e sabão e soprar pela outra ponta! Que bonitas são as bolhas!

Rimando com Seu Militão

Ligue cada animal ao seu nome.

Sua vez de escrever   

Descubra os nomes dos animais cujas sombras aparecem abaixo.

                                                      

 De que tamanho?

Os micos são macacos pequenos.

Já o mono–carvoeiro é o maior macaco da nossa fauna.

Só para ter uma ideia, ele é quase dez vezes maior que um mico–leão.

O mico–leão é um macaquinho.              O mono–carvoeiro é um macacão.

Da mesma forma, complete com o aumentativo:

O lambari é um peixinho. O tubarão é um ___________________

 Numere todos os membros do bando de micos, do maior para o menor.

Desenhe mais dois lambaris em cada sequência:

Mais de um

O bando dos leões

Observe e responda:

O bando tem quantos leões?

Quantos estão dormindo?

Opa! Tem um mico no bando. Assinale onde está o mico–leão.

Agora observe como se faz o plural:

mico–leão

micos- leões

Da mesma forma faça o plural de:

tubarão

tuba________                                                

                               

Mas o que acontece quando são mais de um irmão ou cão?

Apresentando ães   ãos   ões

Fale em voz alta e repare como o som muda:

1 irmão     2 irmãos                     1 cão     2 cães                     1 leão    2 leões

Agora você pode treinar o plural dos nomes de vários animais.

Complete o diagrama.

Na coluna do meio aparecerá uma palavra, que pode ser usada para todos os pares de bichos que você vai nomear.

Diagrama dos manos

Veja o modelo e responda:

1 + 1 = 2 ou 2 x 1 = 2

1. Quantos pares de animais aparecem no diagrama?

2. Conte todos os animais e complete: 6 x 2 =

3. Conte o número de patas do escorpião e complete: 2 x 4 =

4. O número de patas do escorpião é o dobro de quantos animais com 4 patas?

Papo de pato

O ovo estava na beira da lagoa.

O sol nasceu, o galo cantou, o ovo estalou.

O pato pôs a cabeça fora, viu o galo e chamou:

– Quááááá! (Que na língua dos patos quer dizer:- manhêêêê!)

O galo pensou:

– Ih, cuidar de um pato! Que chato! Vou é fazer um trato. E falou:

– Pato, vou até ali e já volto. E voou.

—-

O pato queria ir atrás, mas ainda estava preso no ovo.

E lá se foi o galo.

—-

O sol esquentou, o ovo estalou de novo.

O pato esticou o pescoço fora, viu um sapo e chamou:

– Quá! Quaquá? (Na língua dos patos:- Mãe! Mamãe?)

O sapo pensou:

-Xiiii! Cuidar de um pato? Dessa eu escapo. E falou:

– Pato, vou até ali e já volto. E pulou.

—–

O pato queria ir atrás, mas ainda estava preso no ovo.

E lá se foi o sapo atrás do galo.

—–

O sol esquentou mais um pouco e o ovo estalou de novo.

O pato pôs uma asa fora, viu o rato e chamou:

– Quaquá??? (Será essa a mamãe???)

O rato pensou:

– Humm! Se fico com pato, eu caço? Ou pato dá cabo de rato? E falou:

– Pato, vou até ali e já volto. E escapou.

—–

O pato queria ir atrás, mas ainda estava preso no ovo.

E lá se foi o rato atrás do sapo, atrás do galo.

—–

O sol esquentou um pouco mais e de novo o ovo estalou.

O pato pôs outra asa fora, viu o gato e chamou:

– QUÁ! QUÁ! QUÁ! (Já estava ficando bravo!)

O gato pensou:

– Gato com pato? Eu nem nado! E falou:

– Vou até ali e já volto. E chispou.

—–

O pato queria ir atrás, mas ainda estava preso no ovo.

E lá se foi o gato atrás do rato atrás do sapo, atrás do galo…

—–

O sol esquentou mais um pouco e o ovo de novo estalou.

O pato pôs uma pata fora, viu o cachorro-do-mato e chamou:

– QUUUUÁÁÁÁ!!!! ( Estava a ponto de chorar.)

O cachorro do mato pensou:

– Babá de pato? E se pego carrapato? E falou:

– Pato, vou até ali e já volto. E disparou.

—–

O pato queria ir atrás, mas ainda estava preso no ovo.

E lá se foi o cachorro-do-mato atrás do gato, atrás do rato, atrás do sapo, atrás do galo…

—–

O sol ficou bem quente. O ovo estalou e acabou.

O pato finalmente pôs outra pata fora, viu o jacaré-do-papo e tratou de correr:

– Quaquá! Quaquá! Quaquá! (Mamãe! Mamãe! Mamãe!)

O jacaré-do-papo lambeu o beiço e pensou:

-Hummm! Nem ataco e já tem pato direto no papo!

       pu   

                lo

                       u

                             u    

                                    u

                                         .  

                                             .

A sorte é que apareceu a pata, não sei de onde.

Ela voou pra cima do jacaré-do-papo e deu tantas bicadas no ato que ele fugiu à jato.

E era uma vez um jacaré-do-papo atrás de um cachorro-do-mato, atrás de um gato, atrás de um rato, atrás de um sapo, atrás de um galo…

UFA!

—–

A pata chamou:

– Quaquaquá! Quá quá! Quá quá quaquaquá. (- Filhote! Vem cá! Vou te ensinar a nadar.)

A resposta do pato:

– Quaquá! Quá quá quaquá quaquá! (Oba! Esta é a mamãe de fato!)

E atrás da pata foi o pato.

—–

E o jacaré-do-papo, o cachorro-do-mato, o gato, o rato, o sapo, o galo?

—–

O galo chegou ao sítio do Seu Militão e pensou:

– O sol já nasceu, é hora de acordar todo mundo. E cantou bem forte:

– CÓCORÓCÓÓÓÓ !!!!!

As galinhas pensaram:

– É hora de botar ovos. E cantaram bem forte:

– CÓ COCÓ COCÓ !!!!

—–

Seu Militão acordou e pensou:

– É hora de tirar leite da vaca malhada.

Tia Miloca acordou e pensou:

– É hora de fazer um bom bolo de fubá!

—–

O galo decidiu:

– Missão cumprida. Agora que o dia já começou, posso dormir sossegado.

E cantou mais uma vez:

– CÓCORÓCÓCÓÓÓ!!!!

—–

O sapo decidiu:

– Agora que o dia começou, é hora de esquecer as serenatas.

E se escondeu debaixo de uma pedra.

—–

O rato decidiu:

– É hora de conseguir uns farelos de bolo.

Roubou alguns e rapidinho se escondeu num buraco da cozinha.

—–

O gato decidiu:

– É hora de ganhar um pires de leite.

E foi esperar Tia Miloca na beira do fogão de lenha.

—–

O cachorro-do-mato decidiu:

– É hora de comer uma bela galinha gorda!

E foi se metendo pelo galinheiro, mas as galinhas todas começaram a gritar:

-CÓ CÓCÓ CÓCÓ CÓCÓ !!!!!!

—–

Na mesma hora apareceu Sansão, o cão do seu Militão e latiu bem forte:

-Au ! Au ! Au ! ( – Aqui no sítio mando eu! )

O cachorro-do-mato quis medir forças e rosnou:

– GRRR !!!! GRRRR !!!!

Mas Sansão respondeu:

– GRRRR !!! AU ! AU ! AU !

—–

A essas alturas tudo virou uma confusão.

O galo tratou de cantar outra vez e mais alto:

-CÓCORÓCÓCÓ !!!!

As galinhas dispararam a cacarejar:

– CÓCÓCÓ ! CÓCÓCÓ ! CÓCÓCÓ !!!!

Apareceu o seu Militão, espingarda na mão.

-Alto lá! Aqui não tem desacato de bicho-do-mato! E atirou:

-BAM ! BAM ! BAM !

Acudiu a tia Miloca socando no ar o pau de paçoca:

-Pá ! Pá ! Pá !

—-

O cachorro-do-mato pensou:

-Epa! Hora de dar meia volta.

E virou.

—–

E o jacaré-do-papo, que estava chegando?

Trombou de cara com o cachorro-do-mato.

E quem vinha na perseguição?

Sansão, o cão. Atrás, seu Militão, espingarda na mão. Atrás dele, tia Miloca e o pau de paçoca.

—–

O jacaré pensou:

– Jacaré-do-papo não vira sapato, hora de jacaré dar no pé!

E engatou a marcha-a-ré.

—-

E olha a troca da rota:

Lá se foi a tia Miloca com o pau de paçoca atrás do seu Militão, espingarda na mão; atrás do Sansão, o cão; atrás do cachorro-do-mato, atrás do jacaré-do-papo…

—–

Até que a fila chegou no fim do pasto e Seu Militão gritou:

– Alto lá! Vamos fazer um trato:

– Do lado de lá, os do mato! Do lado de cá, eu laço, eu bato, eu caço!

E como o sol já ia alto e era tanta a correria, o trato foi feito e todos foram descansar.

Regina Vieira

A Velha Feiticeira

Entardecia quando a velha feiticeira saiu do tronco nodoso da árvore, a mais alta da mata. Vivia ali, numa clareira sombria, coberta por ramagens tão densas que não se agitavam ao sopro do vento.

Ela se aproximou da beira da lagoa de água escura como o musgo no fundo de um poço e olhou as marcas dos mil anos de tormentos que lhe turvavam os olhos. Curvada pelo cansaço, as faces encovadas, os ossos carcomidos, ela olhou tão fundo no fundo da água, que só as trevas podiam servir de espelho para a sua inquietação.

Então sacudiu a longa cabeleira emaranhada de espessas teias de aranha. Tinha chegado seu último dia na solidão da mata. Não desejava mais transformar–se ao crepúsculo numa coruja de asas enormes e atravessar a noite num piado lúgubre sobre os paus de uma cerca.

Foi assim que a velha feiticeira virou um escaravelho vermelho, como os que vira nas tumbas dos desertos do Egito, onde nascera já há muitos milênios. E assim saiu para os campos dourados, de onde os pássaros partiam em revoada sobre o arrozal, procurando em bandos as copas das árvores.

Esgueirando–se entre as sombras compridas das moitas, o escaravelho chegou a um riacho. A água ali era cristalina e fria e nela flutuavam tufos verdes de agrião. Nas margens cresciam copos-de-leite, de hastes rígidas e brilhantes sustentando as corolas brancas que balançavam suavemente na brisa da tarde.Por um longo tempo o escaravelho ficou olhando a correnteza.

– Eu poderia ser uma pedra, pensou.

– A água me faria redonda e polida até que o tempo me transformasse num único grão de areia. Eu viajaria e chegaria ao mar e as ondas me levariam sem cessar, eu viveria para sempre a ir e vir entre a imensidão do oceano e as suaves dunas de uma praia.

– Não, não é a pedra que eu desejo ser…

E o escaravelho seguiu pelas margens, atravessou a várzea onde os grãos amadureciam nas espigas.

No outro lado havia uma plantação de flores com canteiros de rosas, margaridas e cravos de todas as cores. Foi de um único cravo amarelo, tão grande e crespo como jamais vira, que ele se aproximou.

– Eis um cravo raro, pensou. – Eu poderia ser como ele e morar num viveiro de cristal. Não haveria no mundo uma flor mais bela. Mas um dia eu começaria a murchar até que secas, as minhas pétalas cairiam e ficariam espalhadas até serem varridas para longe.

– Não, não é uma flor que eu desejo ser…

O escaravelho seguiu seu caminho e chegou a um pomar de laranjeiras. Havia no ar um perfume de pólen e néctar. Ele parou e admirou as frutas maduras e suculentas que faziam vergar os galhos.

– Não, pensou. – São tantas as laranjas aqui que eu poderia apodrecer e cair. É melhor continuar a minha procura. Em algum lugar deve existir alguma coisa tão bela que possa viver eternamente…

E ele seguiu pela linha do horizonte que se tornava escarlate, atravessou os pastos, onde os grilos cricrilavam e saltavam debaixo do capim.

Passou por um curral, onde as vacas recolhidas ruminavam sossegadas. As galinhas se encolhiam nos poleiros de um galinheiro.

Sobre a borda da janela da casa viu um tabuleiro com pães recém–assados. No forno de barro, a lenha ainda estalava e havia no ar um cheiro bom de farinha tostada.

–Talvez um pão, pensou. – De crosta castanha e miolo macio… Mas uma faca me partiria e meu coração se desfaria em farelos…

Sentado à soleira da porta, Olhos Negros sonhava, o livro entreaberto no colo.

Era preciso seguir atento o andar vagaroso das nuvens e surpreender o instante de um último feixe de luz varando a folhagem E ficar imóvel, para sentir o leve adejar das mariposas.

Em algum lugar, além do arrozal, havia um castelo feito do mais puro mármore branco. No castelo havia um jardim, cortado por cem alamedas e cem canteiros de flores, com cem repuxos cristalinos jorrando de fontes brancas. Havia um bosque, com árvores muito velhas cercando um lago profundo. Ao entardecer tudo se tingia de dourado e rosa…

O escaravelho subiu pela trepadeira que seguia os caibros de telhado e viu Olhos Negros sentado a sonhar. Seguiu o andar vagaroso das nuvens e o sol que se punha atrás dos montes, muito além da várzea e dos campos de arroz. E antes que de todo se escondesse, soube o que devia fazer e entrou sorrateiramente entre as dobras do livro.

E quando Olhos Negros finalmente virou a página, aproveitando a última réstia de luz dourada, viu a mais bela princesa de todos os contos de fadas que até então havia lido.

Tão claros eram seus olhos e a cabeleira tão diáfana, que ele se viu preso para sempre de seu encantamento…

Apresentando ã am an – A rã O gambá A anta

Samba dos balangandãs

O que será que vai acontecer?

Ahã! Foram-se os balangandãs!

Recolhendo palavras

Imagine que as letras das palavras abaixo também vão despencar.

Você vai recolher algumas para decifrar os códigos abaixo e descobrir nomes de frutas.

Agora forme mais duas palavras e aponte o que falta para também serem nomes de frutas.

Fale em voz alta os nomes das frutas abaixo.

Em todos aparece um mesmo som. Qual é esse som?

Agora vamos escrever os nomes de todas essas frutas.

Cruzadinha das frutas

Probleminha para você resolver

  1. A fruta preferida do Ivan é a maçã. Sua irmã foi à feira e comprou 2 cestas de maçãs. Cada cesta tinha 5 maçãs. Quantas maçãs ela comprou?

Inventando histórias

Com tanta maçã a irmã do Ivan fez um flan.

Numere os quadrinhos na sequência correta da história.

Brincando de mestre cuca 

Com leite e frutas você pode fazer um flan, que é um doce muito gostoso e saudável.

Mas lembre–se que, na cozinha, você sempre deve ter a ajuda de uma pessoa adulta.

Flan de Maçã

Ingredientes

2 maçãs pequenas

1 lata de leite condensado

1 caixinha de creme de leite

1 pacotinho de gelatina em pó sem sabor

5 colheres de água 

Modo de fazer

As maçãs devem ser picadas em pedacinhos. Use uma faca sem ponta ou peça ajuda!

Se deixar a casca, você vai aproveitar mais as fibras e vitaminas.

Em uma xícara, misture a gelatina com as 5 colheres de água. Vai ficar uma meleca. Eca!

Neste passo você certamente vai precisar de seu ajudante para derreter a gelatina.

Ela precisa ir ao micro-ondas por 15 segundos ou ir ao fogo em banho-maria até ficar bem derretida.  

Junte no copo do liquidificador todos os ingredientes: o leite condensado, o creme de leite, a gelatina derretida e as maçãs. É preciso bater tudo muito bem, com  paciência para que fique bem misturado. Se precisar, seu ajudante deve entrar novamente em ação.

Despeje a mistura numa vasilha ou em tacinhas e deixe na geladeira pelo menos duas horas para firmar.

Dica: para ficar mais fácil de despejar a mistura nas tacinhas passe do liquidificador para uma jarrinha com bico ou use uma concha também com bico.

O flan também pode ser feito com outras frutas como morango ou manga

Utensílios

Circule o utensílio abaixo que não foi usado na preparação do flan.                                                                                                                                                                                                                                                                                   

Apresentando Am ou An? O cangambá

Am e An – Quando falamos esses sons são iguais.

Então, quando escrever com am e quando escrever com an?

Com ambos escrevo:

Academia de Dança

Você consegue imaginar:

Uma anta dançando samba?

Um calango dançando mambo?

Uma ariramba dançando ciranda ?

Um curiango dançando tango?

Uma chanchã dançando cancã?

Um tamanduá dançando bambá?

A canguçu no caxambu

e o cangambá no chá-chá-chá?

                                                                                              

Desafio: Sublinhe com cores diferentes as palavras do texto escritas com am e as escritas com an.

Você descobriu quando usamos am e quando usamos an?

Curiosidades do mundo animal

O cangambá

Que bicho é esse?

Mais conhecido como gambá americano o cangambá é um bicho fedorento, do tamanho de um gato, preto e com listras brancas do alto da cabeça até o rabo comprido e peludo.

Também tem os nomes mais populares de zorrilho, jaritataca ou jaratataca e doninha-fedorenta.

Ele é confundido com o gambá por causa do nome parecido e do cheiro ruim.

Mas gambá e cangambá são animais bem diferentes, não pertencem à mesma família.

O cangambá não tem bolsa para carregar filhotes recém-nascidos, não é um marsupial. Até ficarem prontos para nascer os filhotes ficam dentro da barriga da mãe.

Ele vive em campos e matas ralas e ao contrário dos gambás, ficam no chão, não sobem em árvores.

Para se abrigar, escava tocas ou aproveita buracos abandonados por outros bichos, como os tatus. 

É um animal noturno, neste ponto é parecido com o gambá. Mas é principalmente carnívoro. Além de insetos, fuça a terra procurando larvas e vermes. Come pequenos vertebrados e até restos de animais mortos! Só come frutas se estiver muito faminto e aproveita aquelas que ficam caídas no chão.

Seu cheiro ruim é usado como defesa. Se ameaçado, fica em pé, levanta o rabo e esguicha um jato de líquido que pode alcançar bem longe e deixa ardidos o nariz e os olhos do seu inimigo, que fica zonzo e enjoado. Por isso ele quase não tem predadores, que preferem fugir a enfrentá-lo. Só as águias e gaviões se arriscam a atacá-lo. Como o cangambá não tem bom faro, não percebe quando as aves de rapina se aproximam, voando lá do alto.


O Instituto Pró-Carnívoros é formado por profissionais empenhados na conservação da nossa fauna nos seus diferentes habitats. Em parceria com o CENAP – Centro de Pesquisas e Conservação dos Mamíferos, órgão que pertence ao IBAMAInstituto Brasileiro do Meio Ambiente, realiza pesquisas, ações de manejo e educação ambiental para proteger os animais carnívoros, contribuindo com políticas públicas em favor da biodiversidade. Fica em Atibaia, SP

Cangambá ou jaritataca – Pró-Carnivoros – SP Foto Felipe B.Peters

Os marsupiais

Assinale os animais que têm uma bolsa para proteger os filhotes.

Escrevendo com am ou an

A ACADEMIA DE DANÇA APRESENTA

NO TAMBOR : O Gambá                   NO PANDEIRO : O tamanduá

Escreva dentro do tambor uma palavra com am e no pandeiro, uma com an.

Complete com am ou an e descubra novos animais da nossa fauna.

Esses são mamíferos:

VEADO–C______PEIRO                            CERVO – DO – P ____ TANAL

Esses são aves:

GALO–DA–C______PINA                          SABIÁ – LAR ______ JEIRA

Esses são peixes:

L______BARI M______DI

Ações – Som am no final das palavras

Repare bem:   

A anta anda. As antas andam.

Agora é a sua vez. O que elas fazem?

A arara voa. As araras ______________

A rã pula.  As rãs ____________________                  

O que eles fazem?

Assinale o animal cuja ação não combina com os demais.

O que é, o que é?

Está no começo do meio

está no meio do começo

estando em ambos assim

está na ponta do fim?     

Apresentando Am am – O gambá – O Pirilampo

Com am escrevo:

O gambá

Dona gambá

enjoou do mato

pegou os filhotes

mudou pra cidade.

——–

Escolheu acomodação

justamente no meu porão

sem nem mesmo se importar

com o gato de estimação.

——–

Toda noite é um vai e vem

aproveita o pé de amora

não dispensa a carambola

e se farta de acerola.

———–

Quando aparece o gato

sabe como engambelar

finge de morta a espertinha,

estica os pés, fica durinha.

———-

Mas é só ele bobear

dispara à toda pra toca

deixa o gato embatucado

com cara de apalermado.  

———

Acho que anda pensando

também ser de estimação,

de manhã me espera à porta

pra ganhar leite com pão!   

Curiosidades do mundo animal

O gambá

O gambá brasileiro parece um rato grande, todo cinzento, com uma cauda pelada bem comprida, que usa para se prender nos galhos das árvores, onde gosta de morar.

Vive sozinho, num buraco de tronco, que enche de folhas, saindo mais à noite para procurar frutas, raízes, insetos, passarinhos, pequenos lagartos e cobras, mesmo as venenosas.

Também invade galinheiros para chupar ovos e o sangue das galinhas. 

No chão é desajeitado e tem duas defesas para enfrentar um inimigo: solta seu famoso cheiro ruim e finge de morto. Mas basta o atacante se distrair, sobe ligeiro numa árvore.

O cheiro também é importante para a fêmea atrair um companheiro. 

Seus filhotes nascem bem pequenininhos, pelados e cegos. São 10 a 12 gambazinhos a cada ninhada.  Precisam ficar até quatro meses protegidos dentro de uma bolsa na barriga da mãe. Depois desse tempo, ela os leva agarrados nas suas costas até poderem andar.

Seus inimigos naturais são a coruja, a cobra e o gato–do–mato.

Com a derrubada das matas, os gambás vão para as cidades, onde fazem ninhos debaixo dos telhados e procuram comida nos quintais e lixeiras. Muitos morrem atropelados, confusos com os faróis dos carros.

Caso você encontre um gambá, peça para seus pais avisarem o Corpo de Bombeiros para que ele possa ser devolvido à natureza. Nunca alimente os animais silvestres para não mudar seu comportamento, pois eles podem deixar de procurar os alimentos certos para sua sobrevivência.


A Mata Atlântica –  Que bela floresta de árvores frondosas, que oferecem boas frutas e o colorido  das flores dos ipês, quaresmeiras, manacás, orquídeas e bromélias. O sol passa pelas copas e faz crescer abaixo delas as palmeiras e no solo arbustos e samambaias. A mata se estende do alto das serras até os manguezais, com árvores de grandes raízes aéreas que crescem no lodo do encontro dos rios e o mar, e vai se transformando nas pequenas moitas e  plantas rasteiras nas dunas e areia das praias. Hoje restam apenas  pedaços espalhados da grande mata, protegidos em reservas florestais ou em  parques que podemos visitar em algumas cidades.  O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um importante centro de pesquisas e de coleções de plantas do mundo inteiro e preserva um fragmento de mata nativa, abrigo de  muitos pássaros e animais silvestres como macacos, preguiças, esquilos, quatis e gambás, que são cuidados pelo seu Projeto Fauna. Veja em https://projetofauna.wordpress.com         

Gambá – Projeto Fauna – Jardim Botânico do Rio de Janeiro – RJ

 Desafio: Assinale em qual dos quadros o gambá se classifica.

Bom apetite!

Ligue cada animal ao alimento que ele mais gosta.

Com am também escrevo:

O PIRILAMPO

UMA LUZINHA

PISCANDO

NA ESCURIDÃO.

——-

SERÁ UMA ESTRELA CADENTE,

UMA FADINHA,

UM DUENDE?

OU UM SIMPLES AVIÃO?

———–

APENAS UM BESOURINHO

PERAMBULANDO NO CAMPO.

SEU NOME:

VAGA–LUME OU PIRILAMPO.

————

POR QUE PISCA?

SÃO COISAS DO CORAÇÃO!

Curiosidades do mundo animal

O pirilampo

Os pirilampos ou vagalumes são besourinhos que gostam da noite.

Os machos têm asas delicadas e quando querem encontrar uma companheira, voam pelos ares piscando uma luzinha, podendo alcançar a copa das árvores.

As fêmeas só vivem no chão, confundindo–se com a cor da terra, mas também emitem luz para dar ao macho um sinal de onde estão.

Eles gostam de viver nos campos, matas e florestas e em lugares úmidos como os brejos.

Comem caracóis e lesmas. Usam a luz para atrair e caçar outros insetos voadores como os cupins, mas então pode acontecer de também acabarem como um alvo fácil para seus maiores inimigos naturais, que são as rãs, sapos e aves em geral.

Podemos ver pirilampos nas cidades, especialmente nos jardins. Porém a iluminação elétrica prejudica sua capacidade de produzir a própria luz, dificultando a busca da fêmea para a reprodução e deixando-os em risco de extinção.


O Cerrado – Com diferentes paisagens, o Cerrado se estende pelo meio do Brasil. Ora são  apenas campos de capim, que vão sendo salpicados de arbustos e árvores baixas, com galhos retorcidos e sem folhas na estação da seca; ora vão surgindo savanas com mais árvores espalhadas e de repente, belas veredas de palmeiras buritis, que são caminhos verdes em brejos encharcados nas nascentes de rios; e ao longo deles as matas ciliares que vão se tornando mais densas e tomando florestas espalhadas pelos vales entre os cursos  de água. O Parque Nacional das Emas é uma Unidade de Conservação do Cerrado entre os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul , administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, e somente lá acontece o fenômeno dos cupinzeiros iluminados por vaga-lumes. 

No período de chuvas, entre Outubro e Dezembro, as fêmeas deixam seus ovos junto a cupinzeiros abandonados, que são muitos por ali. As larvas que nascem se abrigam em buraquinhos e túneis dentro dessas verdadeiras torres de terra e à noite emitem uma luz verde para atrair sua comida predileta, os insetos voadores. Porque isso só acontece no Parque ainda é um mistério! 

Se quiser conhecer mais sobre o Cerrado visite o Museu do Cerrado criado pelos cientistas da Universidade de Brasília. Veja em https://museucerrado.com.br

Cupinzeiro com larvas de vaga-lumes – Museu do Cerrado – GO

Amor impossível

Descubra qual pirilampo está tentando alcançar uma estrela.

Escrevendo com

Am                             am

  

Repare bem: em GAMBÁ o som AM vem antes da letra B.

Na palavra PIRILAMPO o som AM vem antes da letra P.

Caça-palavras com Am antes de B

Procure os nomes de três frutas da mata que o gambá gosta muito de comer.

Arrume as letras embaralhadas e descubra outra palavra que tem algo igual à pirilampo.

                         P                                             A

                                    M                      L

                           D                                          A         

Passatempos no campo

Tio Ambrósio e Tia Amparo vivem numa chácara chamada Recanto dos Pirilampos.

Tia Amparo gosta de observar aves.

Ela fotografou um bando de galos–da–campina, passarinhos muito briguentos. 

Os machos disputam a companheira e quando vencem, sobem num galho alto, empinam a cauda vermelha e cantam.Quando não brigam, procuram sementes e bichinhos para comer, saltitando pelo campo.

Descubra onde estão os galos–da–campina. Quer uma dica? O número é o dobro de três.

Tio Ambrósio prefere pescar.

Ele prepara lambaris bem fritinhos para lambiscar.

Descubra quais são os lambaris no meio dos outros peixes. 

Dica: o número de lambaris é o dobro do número de mandis, que é o dobro do número de tambaquis.

Apresentando An an – A Anta

Com an escrevo:

A ANTA

A ANTA ANDA TANTO,

TANTO ANDA

E NÃO SE CANSA.

—–

ANDA A ANTA

COMENDO PLANTA.

——

SERÁ QUE COM TANTA ANDANÇA

A ANTA NÃO FICA TONTA?

OU MANCA?

——

E SE ANDA TANTO,

COMENDO SÓ PLANTA,

POR QUE TANTA PANÇA?

——

E AS ANCAS!

Curiosidades do mundo animal

A anta

A anta é o maior animal mamífero terrestre da nossa fauna. Só para ter uma ideia, ela chega a ter duas vezes o tamanho de uma onça!

 Apesar de grande e forte, é sossegada e indefesa. Costuma ficar escondida em sua toca durante o dia e andar sozinha à noite, procurando raízes, brotos, folhas e frutas para comer. Ela usa o focinho, na forma de uma pequena tromba, para cheirar e escolher as plantas que gosta. 

Merece ser chamada de “jardineira da floresta” pois, enquanto anda comendo folhas e cortando ramos, vai fazendo uma espécie de poda das plantas que ajuda o seu crescimento. 

Ela também espalha uma grande variedade de sementes. Além das pequenas como as da goiaba ou os coquinhos de que tanto gosta, somente ela consegue engolir frutas grandes como o jatobá ou o jenipapo e expelir suas sementes inteiras pelo meio da floresta, ajudando a  formar novas mudas das árvores nativas.

Ela também gosta muito de milho, arroz e  cana e invade as plantações perto do seu território. Por isso é perseguida pelos fazendeiros e por caçadores, que por sua vez, gostam de um churrasco de anta, o que é proibido.

Além do homem, seus outros inimigos são a onça e a cobra sucuri. Mas ela é esperta, ao contrário do que dizem. Procura ficar sempre perto de um rio, por onde consegue fugir depressa, pois apesar de grandalhona e pesada, mergulha e nada muito bem. Se for preciso ela ataca com cabeçadas e dentadas.

A anta tem apenas um filhote por vez, que é todo listradinho de branco e vive junto da mãe até completar um ano e desmamar.


As antas da Amazônia

Na imensidão da Amazônia é muito difícil acompanhar a vida das antas pois, além de terem hábitos noturnos elas andam muito, percorrendo grandes distâncias. Ainda assim, muitos projetos procuram registrar a presença delas com armadilhas fotográficas. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA  mantém especialmente o Grupo de Pesquisa de Mamíferos Amazônicos –  GPMA. Em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do AmazonasSEMA, os cientistas se juntam a pequenas comunidades que vivem dos recursos naturais, todos lutando pela preservação da floresta e seus habitantes. Não é exagero dizer que a anta é sua principal aliada. Merecidamente, comemoramos em  27 de Abril  o  Dia Internacional da Anta.

 Veja https://gpmainpa

Anta – Registro na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista – Manaus, AM
Foto Divulgação SEMA – GPMA

Desafio: Existem outros mamíferos na nossa fauna maiores do que a anta, mas eles não são terrestres. Vivem na água doce ou no mar, mas não são peixes. Quem são eles?

Bom apetite

Ligue cada animal ao alimento que ele mais gosta de comer.

          Escrevendo com An an

Usamos o som an no começo da palavra anta.

Mas este som também pode aparecer em sílabas no meio de outras palavras. Veja:

CALANGO    CARANGUEJO                                                

O som an aparece no meio do nome de outro animal da nossa fauna, que também é famoso pelo seu tamanho.

Ligue a sequência dos números e descubra qual é esse animal e depois complete a legenda com o seu nome.    

TAM ________ DUÁ – B __________DEIRA

Desafio: Descubra mais dois animais que também têm o som an no meio do nome.

Um deles é o maior animal terrestre do mundo e vive na África. Uma dica: ele também tem tromba.

O outro vive na Austrália e guarda o filhote numa bolsa que tem na barriga.

Se precisar de mais uma dica, dê uma olhada na próxima atividade;

          

Que bicho é esse?

A anta é um bicho muito esquisito.

Ela é da família dos cavalos, mas tem o corpo parecido com o do porco, com as pernas curtas e os pés como os do rinoceronte, com três dedos e unhas iguais aos cascos do boi. E o focinho é como a tromba do elefante, só que menor. Veja que confusão fez o desenhista.

Foi desenhar uma anta e misturou tanto os animais que já nem sabe quem são.

Você pode ajudar, descobrindo qual é o número da cabeça certa para cada corpo?

Vamos inventar nomes para os bichos inventados pelo desenhista?

Ligue cada par de bichos abaixo ao nome que resulta da sua mistura.

Desafio: Invente outros bichos esquisitos embaralhando nomes.

Apresentando ã – A rã

Com o som nasal ã escrevo:

A rã

É de manhã

e o que faz a rã?

Em vez de ficar na lagoa,

tanto pula e pula à toa,

que por engano

cai dentro de um cano.

———-

Que vexame!

Sai na casa de madame.

——

Acorda ela sonada

e toda descabelada

vai ao banheiro

e o que vê?

Uma rã sobre a privada.

Que agito!

A casa toda ouve o grito:

– AAAAAAiiiiii!!!!!!

——

Acode o mordomo aflito,

mas e a rã? 

Tomou um chá de sumiço. 

E a madame só gagueja:

– ã ã ã ã ã ã…

Será que ficou tantã?

– Calma, madame, já lhe trago 

um chá de hortelã lã lã.

Curiosidades do mundo animal

Rãs e Sapos 

Existem centenas de espécies desses bichinhos saltitantes, que gostam de viver tanto na terra como na água de rios e lagoas.

 As rãs são diferentes dos sapos porque têm a pele mais lisa e viscosa.

Elas gostam de lugares úmidos e por isso, acontece de entrarem nos banheiros das casas. Mas não fazem mal nenhum, elas não mordem! É só apanhá–las e devolver para o jardim. Isso se você conseguir, pois elas são grandes saltadoras e num instante já estão bem longe. Algumas são bem bonitas, pequeninas e coloridas mas bastante venenosas, mas essas só vivem nas grandes florestas.

As pererecas são em geral menores que a maioria das rãs e também têm a pele lisa. Elas vivem nas árvores, escalando e se prendendo nos galhos graças à ventosas nas pontas dos dedos, que funcionam como discos adesivos. Também são grandes saltadoras.

Os sapos são mais gordinhos, com a pele rugosa e áspera, preferem ficar na terra firme. Eles têm duas bolsas de veneno nas costas. Mas só espirram quando são pisados ou atacados. Como suas pernas são mais curtas que as da rã, seus pulos são vagarosos e desajeitados.

Todos são grandes comedores de insetos e não deixam que eles acabem com as plantações. Também ajudam a nossa saúde, comendo mosquitos que transmitem doenças. 


A Floresta Amazônica abriga a maior diversidade de animais em todo o planeta. O Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia – INPA estuda os recursos naturais da floresta e seus habitantes e está sempre descobrindo novas espécies, especialmente de rãs, pererecas e sapos que gostam  de água e umidade para seu ciclo de vida. Em sua  “Sapoteca” o INPA reúne muitas  informações, vídeos,  fotos e até gravações das cantorias desses bichinhos. Veja em: https://ppbio.inpa.gov.br/sapoteca

FotosLima, A.P.; Erdtmann, L.K.; Ferrão, M., Costeira, J.M.; Oliveira, A.S.; Oliveira, D.M.S; Silva, K.M. 2012. SAPOTECA Biblioteca de sons e vídeos de anuros amazônicos. CENBAM, Manaus, Amazonas, Brasil.

Desafio:  Preencha os pontilhados e continue a desenhar os pulos da rã.

Juntando as turmas

Divida a figura em três partes, de tal forma que cada parte tenha um grupo de 4 rãs, cada uma fazendo algo diferente: saltando, mergulhando, caçando insetos ou simplesmente olhando as companheiras.

Trava–Língua

Tente falar bem depressa: 

NEM A RÃ ARRANHA A ARANHA

NEM A ARANHA ARRANHA A Rà

Desafio: Os nomes dos animais abaixo têm uma única letra em comum.

Que letra é?

ARANHA               SAPO               LIBÉLULA

Escrevendo com ã

De onde vêm as palavras?

Os índios, os primeiros habitantes da nossa terra, deram nomes a muitos animais e plantas, que passaram a fazer parte da língua portuguesa.

Conheça alguns nomes indígenas:

Acauã ou Cauã – Gaviãozinho branco, com uma máscara preta ao redor dos olhos, asas pretas e a cauda listrada de preto e branco. Ele gosta de comer cobras.

Jaçanã ou Cafezinho – Ave pernalta, com o corpo preto e asas cor de café, bico amarelo com borda vermelha. Anda sobre as folhas aquáticas, caçando peixinhos e insetos.

Maracanã – Periquito verde–bandeira, com penas vermelhas no alto da cabeça e no pescoço. Gosta de sementes duras como as dos coquinhos.

Muçuã – Tartaruguinha de rio, com casco marrom manchado de vermelho e barriga amarela. Alimenta–se de algas, peixinhos e insetos.

Encontre e pinte esses animais no desenho abaixo.

Na floresta

Apresentando ã      ãs

Veja que bando de bichos!

1  ACAUÃ

2  JAÇANÃS

3  MARACANÃS

4  RÃS

5  MUÇUÃS 

Complete o quadro, juntando a bicharada.

Desafio: Descubra como completar as sequências de números.

            1     3     5     7     9        

            1     3     2     4     3    

Observando a natureza

Quantas ararinhas aparecem no desenho?

O bando de periquitos é formado por quantos pássaros?

Preencha com a letra A e forme o nome dos periquitos:

M____R____C____N____S                        

 ∙ Quantas aves pernaltas estão procurando peixinhos?

Preencha com a letra A e forme o nome dessas pernaltas:
J ___ Ç ____ N ____S 

Somando todas as aves qual é o resultado final?

Desafio: 

Complete os quadros de tal forma que a soma dos números na horizontal ou vertical seja sempre igual a 10.